CAPÍTULO 28 - paixão velha; novo recruta
Sam pareceu um virgenzinho quando ela passou. Sim, ela passou, cara. Passou direto. E como se ele fosse um qualquer, pediu licença e seguiu o seu caminho, com um celular na mão e uma bolsa pendurada. O caçula abriu o espaço com aquela cara de quem não tá fingindo bem. Mas a vergonha alheia não parou por aí. A miúda entrou na casa e a madalena foi lá, bancar a arrependida.
— Quer ajuda? — Ele perguntou assim, como se nada.
— Não. Obrigada. — Ela respondeu sem olhar na cara dele.
Mariana procurava algo por trás dos móveis, até que achou uma tomada e pegou o carregador da bolsa. Ela demonstrava irritação com a presença do moleque, mas só estourou mesmo quando percebeu que aquela merda não funcionava. Samir queria, sem saber como, se redimir pela babaquice passada.
— Tem nessa outra sala. — Ele avisou apontando para o lugar.
Poppy simplesmente mudou de cômodo, sem agradecer, sem encará-lo, sem demonstrar qualquer empatia que fosse. A sala de TV era escura, só tinha as janelas iluminando, já que as cortinas escancaradas ajudavam na invasão da luz da área externa, que sem muita intensidade, cooperavam com a falta de cara do moleque. O clima era dramático.