O dia em que eu manifestei um influenciador
Lembrei dessa história porque, recentemente, manifestei outro e pensando bem agora, os dois se parecem muito. Só um detalhe curioso mesmo.
Essa manifestação atual foi meio aleatória. Ela acabou me lembrando da antiga, e eu decidi contar porque a de agora envolve mais a minha privacidade. A antiga é de muito tempo atrás, então sinto que não chega em ninguém. É segura de contar.
Eu tinha uns 16 anos. Conhecia a lei da atração e a lei da suposição, mas só no conceito. Não aplicava na minha vida. Era algo distante, teórico.
Esse influenciador eu achava “e ainda acho" um gato. Inclusive fui olhar o perfil dele agora pra conseguir contar essa história direito, e… o homem acontece. Sempre achei ele interessante, não só bonito.
Ele tinha um quadro nos stories: sempre postava fotos e vídeos com um filtro específico. Aí as pessoas começaram a usar o mesmo filtro, marcar ele, e ele repostava. Simples assim. Muitos influenciadores fazem isso hoje, mas na época era quase um ritual.
Em algum momento eu pensei: quero chamar a atenção dele.
Não foi pela lei da atração até porque, se fosse, eu teria pensado que ele viria até mim de qualquer maneira. Eu só pensei: e se eu postar uma foto com o filtro?
Mas eu era muito introvertida. Fiquei com vergonha.
Então chamei uma amiga da escola. Mostrei o perfil dele, ela também achou ele um gato e topou na hora. Ela era bem mais pra frente do que eu.
A gente tirou a foto. Decidimos postar no perfil dela e marcar ele. Postamos. Esperamos.
Ela começou a achar estranho, a comentar que talvez ele não tivesse gostado. Na época ele já tinha bastante seguidores, hoje tem muito mais, mas já era grande. Ela dizia: “não adianta, ele não vai repostar”.
Pedi o vídeo de novo e falei: confia em mim. Vou postar.
Meu perfil era privado, então pensei: se alguém clicar, não vai ver nada. Postei e marquei ele bem pequenininho no canto, quase invisível. Sendo que normalmente ele repostava só quando a marcação era enorme.
Notificação: fulano repostou seu story.
Meu estômago gelou. Pensei: meu Deus, e agora?
Criei coragem e mandei mensagem agradecendo. Bem educada, bem tímida, bem menina. Algo como: “obrigada por repostar, fiquei muito feliz, gosto muito do seu conteúdo”.
“Imagina, eu que agradeço. Gostei muito da foto. Você é de onde?”
Ali meu cérebro deu um pequeno curto-circuito.
Ele morava na Grande São Paulo. Eu, no interior. Ele tinha uns 17, eu tinha 16. A conversa fluiu, trocamos ideia por alguns dias. Nada aconteceu de fato a distância venceu.
Eu nem contei pra minha amiga que ele tinha me respondido. Ela só comentou que ele repostou o meu e não o dela. Eu disse que talvez ele tivesse visto algo diferente.
Mas o ponto nunca foi esse.
O ponto é: eu manifestei a atenção dele.
Eu decidi, em silêncio, que ele iria repostar.
Decidi que ele falaria comigo.