Tem dias em que tudo entre a gente parece certo o jeito que vocĂȘ olha, o jeito que ri, o silĂȘncio confortĂĄvel que nĂŁo precisa ser preenchido. E mesmo assim, alguma coisa nĂŁo encaixa. Como se fosse bonito demais pra ser verdade⊠ou leve demais pra durar.
Eu fico tentando entender se isso que a gente tem Ă© real ou sĂł um momento bem construĂdo. Porque sentir, eu sinto. Mas sentir sozinho cansa. NĂŁo dĂĄ pra viver de sinais confusos, de presença pela metade, de palavras que nĂŁo batem com atitudes.
Eu nĂŁo quero sĂł a vibe, o clima, o âagoraâ. Eu quero o depois tambĂ©m. Quero saber que, quando o encanto passar um pouco, ainda vai ter algo ali. Algo firme. Algo que nĂŁo dependa de dĂșvida pra existir.
E talvez vocĂȘ tambĂ©m esteja aĂ, do outro lado, tentando nĂŁo se entregar demais, com medo de se perder ou de se machucar. Talvez a gente esteja preso no mesmo lugar, querendo, mas sem saber como.
SĂł que chega uma hora em que nĂŁo dĂĄ mais pra viver no âtalvezâ. Ou Ă© de verdade⊠ou Ă© sĂł um sentimento bonito que a gente insiste em chamar de algo maior.













