Rio! (em Praia de Botafogo)
tumblr dot com
DEAR READER
dirt enthusiast
styofa doing anything
Peter Solarz
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
I'd rather be in outer space 🛸
Not today Justin
will byers stan first human second

Kiana Khansmith

if i look back, i am lost

❣ Chile in a Photography ❣

⁂

roma★
NASA

izzy's playlists!
Today's Document
Show & Tell
seen from United States
seen from Italy
seen from France
seen from United States

seen from Singapore
seen from Netherlands
seen from Ecuador

seen from Italy
seen from United States
seen from Greece

seen from United States
seen from Italy
seen from Türkiye
seen from United Kingdom

seen from China

seen from United States
seen from China
seen from United States

seen from United States
seen from Canada
@geronimogranja
Rio! (em Praia de Botafogo)

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
"Alvorada lá no morro Que beleza Ninguém chora Não há tristeza Ninguém sente dissabor O sol colorindo é tão lindo É tão lindo E a natureza sorrindo Tingindo, tingindo" Alvorada - Cartola (em Morro Do Sampaio)
"Não se corromper, pra nós, já é vitória". (em Avenida Paulo de Frontin)
“Nos porcos não crescerão asas jamais”. (em Arpoador)
SOBRE O AMOR (POR MIM MESMO)
Aprendi a amar o que eu faço, mas não faço o que escolhi amar. Sim, o amor pode ser construído. Legítimo. Real. Ah, mas o genuíno... O amor pleno não passa pela razão. Não em mim. Amo rir. Amo muito. Choro de rir. Dou risada de qualquer coisa, coisa nada a ver. Dou risada de desespero também. Uma prova de amor à vida é sorrir. Eu rio. É quando sou feliz. Um amor incondicional pode ser questionado. Quando o amor acaba? Amor que é amor, acaba? Amo gostar também. Amo gostar muito. E gosto de muitos. Amo gostar de muitos também. Amo poucos. Amo muito os poucos. Amo amar poucos. Amo amar muito. Amo amar. Amo. "O amor faz a gente enlouquecer Faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender Mas depois vem aquele calafrio E o medo da solidão me faz perder o desafio" (Amo pagode dos anos 90!)

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
CRÔNICA DE BUENOS AIRES: VIAGEM À CIDADE ÍNTIMA Alfredo Fressia No inverno de 1944 Cecília Meireles (1901-1964) realizou uma viagem pelas duas capitais vizinhas do Rio da Prata: Montevidéu e Buenos Aires. Dessa temporada platina a poeta deixou uma série de crônicas que foram publicadas nos jornais do Rio de Janeiro A Manhã e Folha Carioca. Naqueles textos (reeditados em 1998 pela editora Nova Fronteira do Rio sob o título Crônicas de viagem, volume 1) fica patente que Cecília amou Montevidéu: ela diz isso explicitamente, descreve a cidade com um carinho profundo e, ao deixar a capital uruguaia para ir a Buenos Aires, despede-se assim: “Quero dizer-te adeus, e não posso, Montevidéu – pois até o olhar dos teus cavalos me está prendendo a ti. Mas se eu ficar, talvez nunca mais os veja, porque o ofício humano é triste, e facilmente se vicia: os olhos deixam de ver o que estão vendo sempre, e o coração se acostuma –e esquece-o..- aquilo que se faz maravilha constante... Assim, para te amar, é melhor que te deixe.” Já do outro lado do rio, Cecília compara argentinos e uruguaios. Empresa audaz: é opinião geral –aliás como montevideano, eu partilho dela- que só nós mesmos conhecemos nossas diferenças, que seriam digamos pouco visíveis para os não rio-platenses. Porque certamente, há uma unidade chamada “Rio da Prata”. Cecília era poeta, isto é, sabia ler o mundo nas suas entrelinhas, e estabelece esta comparação: “Direi rapidamente uma diferença que me ocorre, entre argentinos e uruguaios: nos primeiros, parece pesar o sangue espanhol; nos segundos, o português. O sangue português é lírico; o espanhol, dramático. Nós, brasileiros, não sentimos nenhuma estranheza entre a gente uruguaia; entre os argentinos sentimos uma diferença de índole. O argentino pode ser extremamente cortês; não consegue ser terno. Essa aspereza é que nos surpreende, mesmo quando lhes estamos admirando outras qualidades, que sem dúvida possuem. O argentino é facilmente anedótico, irônico, muito propenso à gargalhada –apesar da sua aparência, a primeira vista, imponente, solene, austera.” (...) E continua: “Reunião num ateliê de pintura. Penso que, no Uruguai, provavelmente não estaríamos tão bem vestidos, falaríamos de arte, recordaríamos algum episódio afetuoso, acontecido há tempos, com um amigo já morto, que teria sido bom e triste. Ficaríamos comovidos, sentiríamos o nosso parentesco de espírito, estaríamos por momentos em silêncio, como num sonho; a noite passaria levando-nos todos juntos por lugares aéreos – e chamaríamos a isto ser amigos e estar felizes.” As citações são compridas, é verdade, mas também interessantes. A intuição da nostálgica felicidade montevideana deve resultar correta se nos lembrarmos da data da visita de Cecília. É bem provável que os montevideanos de 1944 fossem assim, nostálgicos e felizes, além de prósperos. Por outro lado, os portenhos de Cecília também devem ter mudado muito porque decididamente não são os que eu conheci há décadas e que voltei a ver em julho de 2004. Os dela são talvez os portenhos narcisistas do estereótipo. Ou será que a poeta tinha amado por demais os montevideanos e, deslumbrada pelo carinho dado e recebido, não foi capaz de avaliar os portenhos com justiça? # Tenho há trinta anos um amigo portenho. O chamarei G., será melhor usar só sua inicial. A gente se conheceu em São Paulo, onde G. morou vários anos, nos ´70, em tempos e circunstâncias propícias para que nossa amizade fosse profunda e duradoura. G. apareceu alguns meses depois de fundado o quase mítico primeiro grupo de militância gay do Brasil, um grupo que eu também freqüentei. Por coincidência também éramos vizinhos. Morávamos no centro, ele perto do Bexiga, eu no Centro velho. Eu vivia sozinho, ele com uma amiga também militante gay. Sinto orgulho daqueles tempos, ou saudade, não sei, ou não importa. Mas eu ficaria horas a falar daqueles rapazes mais ou menos próximos do grupo de militância “dura”. Era ditadura pesada e eles se encontravam clandestinamente. Havia entre eles poetas e ensaístas, largamente conhecidos hoje, e até um americano que é há tempo um importante brazilianist na academia dos EEUU. Um dos jovens era médico e poucos anos depois seria coordenador da campanha contra a Aids, até se tornar uma autoridade mundial, na ONU, na luta contra a doença. E também estava meu amigo G., filho de um cantor de tangos (era sina), frei de uma Ordem importante da Igreja Católica. Creio que ele não tinha chegado a fazer os votos definitivos. Suas longas confissões giravam arredor do sexo, esse tema impossível para a Igreja. –Padre, sou homossexual, preciso realizar meu desejo, o que eu faço? –Reza, meu filho, reza. O padre confessor devia saber o que dizia. Quanto a G. não sei se parou de rezar (acredito que não), mais em compensação foi embora da Ordem. Tão simples: G. queria viver. Na Argentina daqueles anos, ser homossexual não constituía só um pecado, como prática, era um delito juridicamente punível. Ao igual que seu amigo o poeta Néstor Perlongher, que também viria morar em São Paulo alguns anos depois, G. teve, digamos, um problema com a polícia de costumes, providencialmente solucionado por um deputado amigo. E G. foi-se, iniciou a aventura da liberdade sob o signo do exílio. # Cheguei à noite na estação Retiro devidamente doutrinado durante a viagem por minha vizinha de poltrona, mulher magra, dedos finos como os de uma parca, para eu nunca tomar um táxi naquela estação: “São todos ladrões. Um deles tirou tudo que eu trazia. Agora só tomo remise quando volto de Montevidéu onde meu filho mora”. Obedeci ao conselho da parca. Gosto de ouvir falar os portenhos. Se há uma arte que quase todos dominam -e dominam várias- essa arte é a da conversa. Pedi ao motorista do remise –esse tipo de táxi mais sofisticado- que não aproveitasse o fato de eu ser forasteiro para me passear inutilmente pela cidade só para cobrar mais, que minhas economias eram poucas. “Há os integrados e há os desesperados”, respondeu, enigmático, enquanto guiava apressadamente. “Os apocalípticos?”, perguntei para ver o que acontecia. “Sim, ou você se integra ou não é ninguém”. “Bem, eu não sou ninguém”. “Eu também não”, ele disse, acho que por solidariedade. A viagem resultou curta demais para as reflexões que o motorista entabulou e as que certamente desenvolveria –e motoristas assim só existem em Buenos Aires, ao menos eu nunca tive essa sorte em Montevidéu ou em São Paulo, nem em nenhum outro lugar. Finalmente deixou-me no hotel combinado da avenida Corrientes -a rua dos cinemas e os teatros “de boulevard”. E foi quando começou a barulheira. É preciso dizê-lo: todas as grandes cidades latino-americanas são barulhentas. São Paulo é barulhenta. México também é. Mesmo Montevidéu, que não parece uma cidade imensa (mas grande, sim), é barulhenta. O silêncio, ou talvez a impressão de silêncio encontra-se mais na Europa. Várias vezes saí do Rio de Janeiro para desembarcar em Paris, e sempre tive a impressão de um contrabando de Infernos e de Paraísos. Ás vezes deixava o Paraíso tropical e chegava no Inferno frio. Ou então chegava no Paraíso da ordem urbana, de história reconhecível, e deixava o Inferno verde, ou sua versão cinza, a Selva de pedra. Mesmo quando meu coração ficava no Brasil, e a Europa era o Inferno, aferrava-me no parco consolo do silêncio, uma esperança que em Paris só é possível para quem vier de qualquer uma das urbes latino-americanas, belas e estrondosas. Naturalmente, a feiúra da avenida Corrientes não reside tanto nas fachadas de neon, que atordoam, porque a isso se destinam, nem na visível e geral deterioração urbana, nem no empobrecimento das classes médias que a freqüentam –e os turistas, e os ladrões, e a prostituição inevitável. (Vi que no teatro Nacional apresentavam uma comédia com a atriz Claudia Lapaccó, de quem não ouvia falar desde o tempo em que tive de ir embora de Montevidéu. Meu Deus, eu pensava, ela ainda existe? Mas, e eu? Porventura eu não existia também trinta anos atrás? Por que tanta perplexidade? Não é novidade que, à distância, o tempo é outro). O que de fato é feio e angustiante na avenida Corrientes é a falta de esperança. Eu sabia, no quinto andar do hotel onde me mandaram, que o inferno do estrépito naquela Selva de pedra não cessaria, que amanheceria e, como nos pesadelos, tudo continuaria igualmente intolerável. A solução, óbvia, foi mudar de hotel na manhã seguinte, e reencontrar a calma já na minha segunda noite portenha, a que reina, relativa, no resto do chamado “micro-centro”. Porque com algumas exceções, o resto do centro parece ficar de costas à exacerbada Corrientes. Acabei num hotel da Avenida de Maio, avenida de noites vazias como o centro todo -casais bebendo cerveja sentados no meio-fio, turmas (barra pesada talvez) fumando maconha, trabalhadores noturnos, ou ao contrário, gente chegando na madrugada para trabalhar. Era o silêncio, modesto Paraíso. # G. é padre numa paróquia pobre da mais pobre periferia sul de Buenos Aires. Depois que voltou para sua cidade ele me manda alguns e.mails, poucos, é verdade, com novidades, muitas. Retomou a vida religiosa ativa, teve de lutar para ser aceito, na sua idade, e com seu passado, ele diz. G. explica-se, mas não diz tudo. Escreve um documento destinado à comunidade –enviou-me há uns quatro anos-, mas ele cala sobre sua sexualidade. A vocação o levou de novo ao seio da Igreja. A angústia econômica também, ele tem um pai nonagenário e que depende dele. Voltou a Buenos Aires quando a mãe morreu, e então descobriu que é portador de hepatite C. Depois de seus anos paulistas, G. morou uma década no Recife. Ele diz que foram os anos mais felizes de sua vida, e é verdade, pelo menos em alguns carnavais eu fui testemunha dessa felicidade. Voltou. Também para fugir da sensualidade pernambucana, insiste. Seu destino era Buenos Aires, e a Igreja. Desde Montevidéu, venho guardando com cuidado o papel onde anotei as senhas dele. Quero chamá-lo e dar a ele a surpresa. G. não me espera. Ligo na mesma noite da minha chegada. Sou o homem exultante do locutório da avenida Nueve de Julio. # Cecília querida, comigo os portenhos não foram irônicos nem incapazes de ternura nem ásperos e o aspecto deles não foi imponente nem solene nem totalmente austero. Talvez porque alguns deles conheciam minha poesia e eu fui justamente para ler poesia e falar dela. Mas é verdade que tu também foste para ler tua poesia e de poesia falar. Devem ser os tempos. Tu foste em tempos de vacas gordas, amada Cecília, e eu não sei se a opulência nos anestesia, mas sei que ela pode ser má conselheira. Ou talvez sentiste que ao sair de Montevidéu deixavas atrás uma província, um lugar lindo e periférico, e quando o navio tocou o cais portenho tu intuíste que chegavas num centro hegemônico para valer, fosse lá qual fosse seu valor. E a gente sempre simpatiza com os pequenos. Te lembro: o Conde de Lautréamont –tão Montévidéen- já sabia qual era a “Rainha do Prata” –segundo a alcunha que um tango daria a Buenos Aires. Ele diz lá perto do fim do Canto I de Les Chants de Maldoror: “Buenos-Ayres, la reine du Sud, et Montevideo, la coquette, se tendent une main amie, à travers les eaux argentines du grand estuaire”. A Montevidéu correspondeu ser “coquette”, te lembras? # Fui recebido com generosidade por muitos poetas. Horacio Fiebelkorn, o poeta da cidade de La Plata (e que insiste em ser “de província”, ainda que more em Buenos Aires) -eu o conheci anos atrás durante umas leituras de poesia no Palácio Santos de Montevidéu- foi de uma generosidade infinita. Ofereceu-me a sua companhia quase em tempo inteiro, e a companhia de Fiebelkorn é um privilégio. Passeamos pelo Centro, mostrou-me (parte de) “todos os lugares que devem ser conhecidos por aqueles que visitam Buenos Aires” –a frase eu vi escrita na vitrine de uma agência de viagens da rua Córdoba. E houve jantares promovidos por Soledad, a mulher dele, no belo apartamento do bairro de Recoleta onde moraram até poucos meses depois de eu ir embora. Por aqueles dias estava saindo um livro dele, Zona muerta, com contracapa redigida por mim. Esperamos juntos o nascimento do livro (em vão, nasceu poucos dias depois de eu partir). Juntos, Fiebelkorn e eu lemos na Casa de la Poesía, a instituição municipal dirigida pelo poeta Daniel García Helder, homem sério e bom como a sua poesia. A Casa de la Poesía situa-se na antiga residência do poeta popular Evaristo Carriego (1883-1912), “allá por el barrio gris que cantó el pobre Carriego”, segundo dizia Borges, que tanto admirou a este poeta do subúrbio. O corajoso mas melancólico Carriego vivia numa casa pequeno-burguesa relativamente modesta de Palermo, bairro hoje elegante. Conservam-se objetos do poeta, são afrancesados, de gosto convencional, duvidoso. Entre o público estava Daniel Samoilovich, sabidamente um poeta brilhante, mas –eu ao menos- não sabia que ele é também um homem entusiasta nem conhecia esse olhar tão doce e tão penetrante. Toda a inteligência do mundo se refugiou em seus olhos, essa “marca Samoilo” de identificação (e ele estava criando então uma ópera bufa chamada El despertar de Samoilo). Eu intuía em compensação a erudição de Samoilovich, que verifiquei no boteco depois da leitura (um conhecimento assombroso de literatura brasileira, por exemplo), nesses papos de café que antigamente eram uma tradição montevideana também, mas que em Montevidéu desapareceu porque os lugares públicos se degradaram perante a perfeita indiferença da Prefeitura. Fiebelkorn também me acompanhou até o Centro Cultural Quinta Trabucco, em Vicente López., onde eu devia dar uma palestra. O lugar é um palacete de estilo neo-renascentista que pertenceu a uma família chamada Trabucco e surge imponente em meio de um jardim, de fato quase uma “quinta”, com árvores da flora nativa, orgulho de seu diretor, outro poeta, Rodolfo Alonso. Sem dúvida, Buenos Aires é a cidade dos psicanalistas, e vários deles estiveram presentes nas minhas leituras (são os que mais levantam a mão para perguntar –com pertinência, diga-se- e se apresentam: “Sou psicanalista”). Em Buenos Aires parece haver mais analistas que analisados, é verdade. Mas também há muitos poetas. E os que eu conheci são excelentes. Alonso é também tradutor do português, entre outras línguas. Foi o primeiro tradutor para o espanhol dos quatro heterônimos mais famosos de Fernando Pessoa, em 1960, quando Octavio Paz ainda não o(s) tinha publicado no México. Alonso vem criando uma obra poética original, de poemas breves e luminosos. E, como era de se esperar, mais uma vez acabamos a jornada papeando num café, este no elegante subúrbio de Vicente López. # G. está alegre e desconcertado com a minha presença em Buenos Aires. Infelizmente não dá para ele encontrar-se comigo. Vir à cidade é impossível, se eu soubesse os problemas da comunidade, a pobreza, já não sabe como manter a paróquia. Como está da hepatite? Vai levando, mas se recusa a tomar medicamentos das multinacionais farmacêuticas, ele optou pela medicina alternativa. Eu? Eu continuo com meus problemas respiratórios, mesmo depois da operação. “Tivemos sorte apesar de tudo”, diz G. Mas não dá tempo para eu responder: “Tenho um passado de hedonismo”, acrescenta, em primeira pessoa. Está legal, G., meu querido G. Me ouvir falar de poesia? Não, não tem tempo nem para ler. A propósito, também não tem vida sexual, diz, tantos problemas, e além disso ele não quer, é um voto. Hoje à tarde ele teve um casamento, acha que deu bons conselhos aos noivos. Notícias do Recife? Sim, por e.mail, às vezes. Eu ligo de novo para você. Me liga, Alfredo, quero te ouvir. A gente se ver não, não, é muito difícil. # Estou na estação Retiro, para voltar a Montevidéu e seguir depois para São Paulo. Minha vida não é estranha, Cecília? E que vida não é? Despeço-me de Buenos Aires como tu de Montevidéu. E também digo: “Quero dizer-te adeus e não posso, o ofício humano é triste, o coração se acostuma e esquece aquilo que se faz maravilha constante”. O Inferno e o Paraíso convivem tantas vezes, não é mesmo, Cecília? Para mim, Buenos Aires também era íntima, feita de destinos como o meu, bordado das parcas. Quase coquette.
Dentro da bateria. A Escola de Samba "ensina" muito mais do que samba. No samba, você é aceito. No samba, você olha o outro e sorri. No samba, você é estrela todo dia. No samba, você é só feliz, apesar dos pesares. É onde o povo se liberta. Eu cresci lá dentro. Pequenininho, ia pro samba com a minha mãe. Batia sono, minha mãe me botava no carro. Acabava o sono, voltava eu, de mãos dadas com o vigia, direto para os braços dela. De volta ao samba. Depois, já mais velho, saí em abre-alas, já dancei gafieira na Avenida, fui de comissão de frente, fui passista... Nossos caminhos seguiram outros rumos. Distintos. Mas estar dentro da bateria, sentir aquela pulsação que obriga o corpo a balançar, as batidas do tamborim controlando os seus pés, o bumbo batendo junto com o coração, o agogô num som que parece te conectar com outras energias... É... Não tem jeito. Posso até não pertencer muito mais ao samba, mas noites como essa me fazem olhar pra minha história - uma das melhores fases dela - e lembrar que o samba me pertence.
#REFLEXÕESDEBOLSO
"Açaí, guardiã Zum de besouro, um imã Branca é a tez da manhã" Por quê? ... Ficar amigo de alguém é assinar um contrato com as suas expectativas. ... Você ouve uma música no fone de ouvido. Você ama. Você viaja e esquece onde está. Você dá uma quebrada com o corpo naquela virada pro refrão. Você lembra que tá no trem. Você olha pro infinito... ... Uma gargalhada que libera um peidinho serelepe não é legal. ... Quando um jantar na casa do melhor amigo, cuja comida foi feita pra você pela mãe dele, vira bate papo bagaceiro, você pode dizer que está em família. ... Autoconfiança é quando seu cônjuge tira uma foto esdrúxula sua e você ri sem se preocupar que depois dela o tesão pode realmente ter acabado. ... Se a vida estiver muito amarga, dá uma rebolada. Às vezes o açúcar tá no fundo.
#TOMORROWISANOTHERDAY
Fui promovido. Gente minha se deu bem. Algum nível de aventura. Ansiedade mode on. Panela de pressão. Há de se reinventar. Tem furo no bolso. Meu sofá tem braços. Bichano dodói. A corda é bamba. (Não) dando conta. Balançou. Haja paciência. É comigo. Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Vontade de rua. As coisas vão se acertar. Aplausos. Deus tira os dentes e abre a goela. Tá balançando. Ação e reação. Uma nova viagem. Vida no caixote. Nada com nada. Muito a dizer. Aqui. Maquininha do tempo. Volto mais vezes esse ano. Volte sempre.
"Você quase não sabe nada sobre mim. Uma vez fui morar no alto da colina e fiquei tão abismada com a beleza natural, o rio, a cachoeirinha, a mata, que empilhei uma casa apoiada nas pedras. Morar na casa da colina mudou tudo. Mudou a mim, mudou a vida. Lá, como não havia eletricidade, eu dependia de lampiões e candeeiros para me locomover com gentileza pelo escuro. De noite via os vagalumes incendiando o breu. Se a noite estava estrelada, eu dormia fora de casa e me deslumbrava. Tanta estrela me transportava pra um céu acolhedor. Só tinha anjo lá. A casa me ensinou a pertencer a um lugar. O lampião iluminava o ambiente, mas o candeeiro era íntimo. Eu mesma carregava luz por onde ia. Havia uma sensação de amor, difícil de explicar. Era como se eu estivesse transportando amor. Uma carregadeira de amor. Você não me vê assim, vê? Pois esta sou eu." CANDEEIRO - Carmen Oliveira Todo meu RESPEITO a Maria Bethânia. Me transbordou de emoção. (em Vivo Rio)

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
Fim das doações de empresas é principal ponto, dizem Rosseto e Carvalho. Presidente quer aprovar por plebiscito, que só Congresso pode convocar.
Dilma quer plebiscito. Congressistas querem referendo.
Em um plebiscito, diversos pontos vão à consulta pública e, conforme as respostas - sim ou não - são definidos para a elaboração do texto final pelo Congresso. Em um referendo, o Congresso define e elabora o texto, para então o povo se manifestar contra ou a favor.
Dilma quer plebiscito. Congressistas querem referendo.
Por que será que os congressistas não querem que os pontos sejam definidos em plebiscitos? Medo de arrocho salarial para a classe? Corte de benefícios? Ah, o fim da auto-concessão de aumentos e que o reajuste seja atrelado ao do salário mínimo, será isso? Contas e despesas pessoais pagos pelos próprios? Talvez.
Dilma quer plebiscito. Congressistas querem referendo.
Pessimistas, inflexíveis e vaidosos dirão que trata-se de jogada política. Eu concordo. Jogada de "mestra"! Quem sabe assim, mais pessoas procurem entender como interagem os Três Poderes e até onde vão as possibilidades da Presidenta da República... Quem sabe...
#EAGORA?
E agora, como é que une o povo novamente?
Mas já fomos unidos alguma vez? Divididos entre negros e brancos, pobres e ricos, gays e heteros, evangélicos e todos os outros... Enfim... Num país que mais parece uma adolescente emergente que saiu de Bangu e foi morar na Barra e, de repente, esquece os colegas com quem brincou descalça na rua a infância inteira, e dá carteirada com seu iPhone 6 Plus importado de Nova Iorque quando volta pra visitar os avós, não é de se contar com uma consciência coletiva de colaboração e da diversidade de ideais como uma de suas maiores riquezas. Devíamos até esperar isso. Só que fomos ensinados a reproduzir a repressão à qual fomos submetidos. Não é o que fazem os soldados que alcançam cargos superiores nos quartéis da vida, como prova de que “agora sim, estamos prontos para esse lugar”, e humilham os seus agora subordinados, exatamente como foi feito com eles? Ou aquela travesti que postou um vídeo dizendo que, “sim, a família é constituída por um homem e uma mulher, capazes de reproduzir filhos” numa atitude desesperada por aceitação porque ainda é discriminada por onde passa, tendo nas ruas seu único meio de sobrevivência? Eis a nossa síntese social.
Todo esse momento político deflagrou a legitimação da tal “liberdade de expressão, doa a quem doer”. A verdadeira, a das ideias, a que estabelece e fomenta culturas, essa não! Só a que nos permite dizer ao outro o quanto ele é burro, a que minimiza minha relevância social por me rotular como minoria, a que nos atribui uma classe social para que saibamos exatamente nosso lugar e quando e onde e o que podemos falar (ou devemos calar). Aquela que liberta as feras, a partir da qual podemos trazer à tona nossos demônios e isso será encarado com naturalidade. “Pela família tradicional, de homem e mulher. Não gostou? Me exclua”! Quanta ofensa! Quanta chatice! Quanta ignorância...
Sob a desculpa de que “queremos mudança”, muitos viram nessas eleições a oportunidade de fazer parte da elite contra o proletariado. Esses muitos são os que, dentre outras coisas, creditam a reeleição de Dilma Rousseff exclusivamente ao Bolsa Família, sem perceber que também dependem, em alguma instância, de algum programa social do Governo Federal. Programas cujos conceitos podem até ser considerados populistas – é justo! – mas baseiam algum nível de mudança sim. Saímos do mapa da fome. E nisso, o único conceito relevante é o que define HUMANIDADE.
Mudança eu também quero. Mas o que me assustou nessas eleições foi a mudança proposta: acionar a ré. Foi como se para que eu tivesse uma casa arrumada, precisasse me mudar de casa. Mudar por mudar. Sem saber pra onde se vai. Só mudar. E que mudança é essa que me traz algo velho? Não, o primeiro Governo Dilma não foi perfeito. Questiono uma série de escolhas. Mas a máquina pública é muito maior do que quem preside a República. E é exatamente esse o cerne da questão: conhecemos a máquina pública? Sabemos mesmo que TODOS NÓS somos peças dessa grande engrenagem? Você, professor, que com todo a razão questiona os investimentos em Educação, faz o MELHOR com o que você tem a oferecer? E você, médico, cumpre plenamente suas obrigações em prol de uma Saúde Pública de mais qualidade? Quantos de vocês, quantos de NÓS acreditam na inovação, na criatividade, em novas e melhores formas de se fazer o que tem de ser feito? Por que tudo que consideramos errado é externo a nós? Qual é a parte que me cabe nesse latifúndio cheio de dúvidas?
A principal mudança que deve acontecer é na gente. Que defendamos causas todos os dias, dentro das nossas famílias, em nossos ambientes de trabalho, nas mesas dos bares. Que tomemos partido (não apenas políticos). Que busquemos subjugar menos o outro. Que nossas vaidades não nos norteiem. Que procuremos o que é positivo no ponto de vista alheio. Que sejamos engajados de verdade e não por modismo. Que dialoguemos mais. Que sejamos os fiscais do Governo, como os integrantes de uma sociedade organizada devem ser. Que saibamos o que acontece nas Câmaras de Vereadores e de Deputados e no Senado Federal. E que façamos acontecer essa MUDANÇA que queremos ver onde quer que sejamos capazes.
"A verdadeira revolução não é revolução violenta, mas a que se realiza pelo cultivo da integração e da inteligência de entes humanos, os quais, pela influência de suas vidas, promoverão gradualmente radicais transformações na sociedade" – Jiddu Krishnamurti (Filósofo e Educador indiano)
Como é que une o povo? A gente é que vai dizer. Ou fazer. E mostrar se tudo REALMENTE valeu a pena.
Gostando bem desse estágio de "Maria" aos sábados! No programa de hoje, Macarronada com Linguiça (Hummm...). E disfarçado na taça de Coca-Cola, Absolut Vanilla! #achodigno
"Freedom '90", pra dar o tom do findi!

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch • No registration required • HD streaming
#deeva
Porque hoje foi dia de passear... (em Quinta da Boa Vista)