just a simple dinner, right?!
soogentlewon:
Não estava nada surpreso, tampouco desapontado. Tudo o que gostaria, na verdade, era ser visto como igual. Mas já estava na hora do loiro se acostumar e simplesmente desistir de tal ideia. O outro jamais cederia, e considerando a personalidade de ambos, era Soowon o provável a ceder. Ainda mais às insistências do amigo. Ou ao menos, sempre havia sido assim ao seu ponto de vista. Poderia estar errado, mas algo lhe dizia que não.
Um sorriso suave estava em suas feições, seus olhos fitando o outro com cautela, mas também admiração. “Posso até imaginar. Mesmo que seja o guarda-costas da princesa, meu pai ainda quer te levar para o exército com ele.” Soowon baixou o olhar para o próprio colo, não sabendo ao certo qual parte de tal informação lhe doía mais o coração. O pai desejar mais seu amigo no exército que o filho ou Hak ter a possibilidade de ir para lá, uma vez que, o loiro ficaria extremamente preocupado somente com a ideia.
O sorriso em seu rosto se alargou ao escutar as palavras que gostaria de ouvir. Podia ouvir o tom sincero na voz do amigo, isto apenas fazendo com que a sensação em seu peito crescesse ainda mais. Céus, Soowon era masoquista ou o que? Aquilo apenas o faria mal posteriormente. A piscadela de Hak pareceu lhe tomar o ar de seus pulmões, e por um momento, o loiro ficou sem reação. “Certas coisas nunca mudam.” Respondeu por fim, sentindo o rosto um pouco corado ao que deu de ombros.
Soowon que tentasse insistir, mas nada mudaria a sua mente em relação a como se sentia a ele e com Yona. Pela princesa não ter mudado de nenhuma forma, ele ainda queria acreditar que o mesmo se aplicava ao amigo, mesmo que a maldita realidade estivesse ali estampada em sua cara. A parte trágica de ser cabeça dura.
“Eu não entendo essa vontade do general de me querer lá. Posso gostar de lutar, mas não gosto de derramar sangue o qual eu julgo desnecessário. Isso não combina comigo.” Comentou sem nem se sentir culpado pelas próprias palavras. Gostava de lutar sim, mas não gostava de pensar na possibilidade de sair matando diversas pessoas sem um propósito real, como se dependesse daquilo como um todo. Para si guerras eram desnecessárias como a existência de pessoas que faziam questão de iniciar as mesmas.
Um sorriso lhe adornou os lábios quando observara o do loiro, aquilo realmente havia lhe deixado feliz. Hak se pegou analisando a face alheia por tempo o suficiente para perceber que a beleza de Soowon ainda existia e que não haveriam guerras ou batalhas que mudaria aquilo. “Nem mesmo seus sentimentos?” Questionou com a sobrancelha arqueada e um olhar curioso. A pergunta saíra sem nem ao menos dar tempo a si próprio de pensar sobre ela, mas algo em seu íntimo necessitava saber daquela resposta.












