🍑 ⋯⠀ ⠀› uma das partes mais difíceis de tornar-se um vampiro e começar a viver na morada foi deixar a família para trás, principalmente seu irmão mais novo, alvo de todo o seu cuidado e proteção desde que tinha nascido. mesmo demonstrando o oposto do que podia ver nos olhos de binna - ao contrário do garoto, peach entrou em um êxtase absurdo assim que chegou na escola, empolgado para logo começar seu treinamento e se envolver em tudo que viesse com sua nova vida, ele entende completamente o que ele quer dizer.
🍑 ⋯⠀ ⠀› o elogio vem de surpresa e ele fica envergonhado. “ ah, obrigado! ”, ajeitando a postura e considerando que o garoto pudesse apertá-las de verdade, surge um pequeno pânico no peito, vindo da timidez que, de vez em quando, se preocupa com o que os outros podem fazer. “ mas não aperte, por favor. ” peach sinaliza para que binna o siga pelo corredor. “ é normal ficar perdido, todo mundo se sente um pouco assim quando chega em um lugar novo. eu estou no quarto ano e ainda acho essa coisa toda de vampiro uma loucura… ” os alunos caminham ao redor deles, peach se dirige ao prédio dos dormitórios para primeiro deixar que binna largue as malas no quarto. “ vamos ao seu dormitório. não é legal ficar carregando a bagagem por aí nos primeiros meses de transformação, deve estar pesado. ” o mais velho puxa um pedaço de papel do bolso do uniforme com o número da porta que devem encontrar. “ ah, qual é sua fraternidade? qual das deusas te abençoou? ”, questiona com curiosidade. “ eu sou da ignis, abençoado por amaterasu. ”
🍑 ⋯⠀ ⠀› ao chegar no dormitório, ele espera ao lado da porta por binna e uma rápida organização, relembrando seu primeiro dia e como quase quebrou a cama de tanta animação ao largar suas coisas ali. “ prometo que terá tempo para ajeitar tudo depois. não vou só te mostrar os ambientes mais utilizados pelos alunos antes de irmos para a assembleia, onde o corpo docente dá os avisos gerais. ” peach larga um pouco o sorriso, senão o rosto vai começar a doer, mas permanece educado e simpático caminhando com o passo harmônico ao de binna.
“Não se preocupe!” Pediu, com uma risadinha fraca, igualmente coberta pela mão, uma mania que Binna tinha e nem percebia. “Eu não o faria se você não permitisse.” Tanto por causa da timidez, quanto porque entendia que não devia tocar em ninguém, onde quer que fosse, se não lhe deixassem fazer tal coisa. As mães do ruivinho o ensinaram a ser bastante respeitoso sempre, e ele odiaria deixar alguém desconfortável, e agradecia por todos os conselhos que recebeu delas, afinal, só do jeito que o outro rapaz se afastou e disse aquelas coisas mostrava o quanto Binna o deixaria mal caso fizesse isso. “É... Ainda mais um lugar grande desse jeito.” Deu uma olhadinha em volta mais uma vez, não conseguindo ver um fim e começado a ficar mais ansioso por causa disso. Cada vez mais sentia que não fazia parte daquele lugar, que não deveria estar ali. “Imagina eu que só estou nisso há uns dias.” Riu, torcendo para que estivesse fazendo um bom trabalho em disfarçar o quão desconfortável estava; Não queria que Peach pensasse que era culpa dele ou algo assim. Soltou um sonzinho em concordância, assentindo com a cabeça junto. “Nem me fala. Parece que eu estou carregando o mundo inteiro aqui.” Reclamou, azendo uma carinha triste, porque era assim que estava mesmo. Nem estava carregando tanta coisa assim para sentir essa dificuldade toda! O peso parecia triplicar e as dores apareciam sem que ele esperasse. “Oh, fraternidade? Eu não sei... Eu fui abençoado pela deusa da água. Acho que eu gosto tanto do mar que ela resolveu me adotar.” O tom jocoso e a risadinha tentavam mais uma vez disfarçar o quão tristinho ele estava. Não queria ser adotado por ninguém mais que suas mães.
Seguiu Peach por entre os corredores, tentando ao máximo decorar os lugares para que pudesse voltar até seu quarto sem se perder ou precisar de ajuda de terceiros para isso, mas distraindo-se um pouco com a decoração do local e com os outros alunos. Wow, tinham bastantes vampiros por aí... “Obrigado por ir comigo e me mostrar o lugar.” Sorriu, curvando-se levemente uma vez que dentro do quarto, e como sugerido, apenas deixou a mala em um canto qualquer do quarto e não pensando muito em ficar lá; Preferia ocupar a cabeça conhecendo o lugar do que se preocupando em surtar que aquela era sua nova casa e teria que se acostumar com isso por bem ou por mal. “Isso vai ser uma loucura. Tenho certeza que vou me perder todas as vezes que for ao banheiro.”