Muitas pessoas já me mandaram mensagem ou já me falaram:
"Eu queria ser sua amiga.", "Você dá mentoria?", "Eu queria ser como você.", "Quero aprender com você."
Coisas desse tipo. Pois bem.
A seguir, vou mostrar uma pequena nuance de como eu iria te tratar. De como eu iria trabalhar até você — meu aluno, minha aluna. Até você pedir misericórdia.
O que vem abaixo é um tipo de "shadow work" que eu mesma criei. Meus ensinamentos. Meus métodos. Nunca vi ninguém ensinar igual. Todos os meus conhecimentos são meus, práticas que desenvolvi sozinha. E outra: eu não vou explicar o método. É segredo meu. Quem sabe, sabe. Quem tem olho de ver, vai entender o propósito sozinho.
Se você for sensível, pare aqui. Não diga que não avisei
Regra: Você tem que aguentar. Se desviar, se passar rápido, se fechar os olhos, você está desclassificado. Não serve. Não tem estômago.
Recomendação: Eu preciso que você ative seu lado sensorial e sua criatividade. Se você não é bom de imaginar, talvez não funcione. Não vai sentir o peso. Não vai entrar no exercício.
E se você aguentar e se sentir confortável (ou desconfortável, tanto faz), pode escrever aqui nos comentários ou enviar um anônimo contando o que sentiu ao ler e ver as imagens. Fale tudo. Nojo, tesão, raiva, ânsia, vontade de vomitar, vontade de me xingar, vontade de chorar, tesão estranho, qualquer coisa. Eu vou adorar ler.
Acordou amarrada. Braços, mãos, pernas. Toda nua. Igual veio ao mundo. Sem roupa, sem pele, sem defesa.
Eu tirei tudo. Até sua vontade de gritar.
Agora você vai olhar essas imagens. Cada uma. Sem desviar. Porque eu vou te jogar num buraco.
Não é um buraco limpo. Não é um buraco seco.
É um buraco cheio. Lotado. De cada um desses bichos que você tá vendo agora.
Aquele verme azulado? Tem uns dez mil
Aquele bicho que parece uma lombriga? Tem uns vinte mil. E todos vivos. Todos se movendo. Todos te esperando.
Eu vou te jogar lá dentro. Você vai cair em cima deles. Vai sentir seus corpos se abrindo embaixo do seu peso. Vai sentir a gosma. Vai sentir o som. Vai sentir eles começarem a subir.
Pelas suas costas. Pelo meio das suas pernas. Pelas suas coxas. Pela sua barriga. Pelos seus braços amarrados. Pelo seu pescoço. Pelo seu rosto.
Eles vão entrar em cada orifício que você tem. Não vão pedir licença. Não vão esperar você respirar. Vão entrar porque é quente, é úmido, é casa nova.
E você não vai conseguir escapar. Não vai conseguir tirar. Não vai conseguir fechar. Porque suas mãos estão amarradas e eles são muitas.
Você vai sentir cada centímetro do seu corpo sendo percorrido. Cada toque molhado. Cada pata minúscula. Cada corpo lento e ao mesmo tempo inevitável.
Você vai querer vomitar. Vai querer morrer. Vai querer desmaiar. Mas não vai. Porque eu não vou deixar.
Eu vou ficar olhando de cima. Com uma lanterna. Iluminando cada parte de você que eles cobrirem.
E quando você finalmente parar de lutar... quando aceitar que eles estão aí e não vão sair... talvez eu te tire.
Agora olha as imagens de novo. Devagar. Porque o que você vê ali é o que vai sentir na pele.
Sozinha(o). Ou pelo menos achava que sim. Eu estou aqui. Você não me viu entrar. Mas eu estou.
E você não vai sair. Primeiro, eu tranquei tudo. Portas. Janelas. Até a entrada do quintal.
Não é uma ou duas igual na foto. É um bolo. Um monte. Uma tumultuada de cinco metros de largura.
Tá tudo ali. Na sua sala. No chão. Se mexendo. Um em cima do outro. Parece que o chão tá respirando.
Agora você está descalça.
Você não pode dar um passo pro lado. Não pode pular. Não pode subir em nada.
A única maneira de sair daí é andando reto. Por cima delas.
Vai sentir a primeira camada estourando debaixo do seu pé. O barulho molhado. A gosma subindo entre os dedos.
Você vai pisar de novo. Outra camada. Mais gosma. Mais corpos. Mais olhos que não veem mas sentem você.
Cada passo vai afundar. Vai escorregar. Vai fazer você perder o equilíbrio.
Vai sentir elas subindo pelas suas canelas. Enrolando nos seus tornozelos. Entrando por baixo da sua pele onde você nem sabia que tinha fenda.
Você vai tentar se levantar. Não vai conseguir. Porque suas mãos vão tocar o chão e você vai sentir mais. A textura. A temperatura. A forma como elas se movem independente uma da outra mas ao mesmo tempo todas juntas.
Você vai querer gritar. Mas eu amordacei você. Não vai sair som.
Vai querer fechar os olhos. Mas eu tô aqui. Segurando sua cabeça. Forçando você a olhar.
Cada minuto. Cada segundo. Sentindo cada uma delas.
Não tem como correr. Não tem como limpar. Não tem como pedir pra parar.
Isso só acaba quando eu decidir.
E eu não vou decidir tão cedo.
Agora olha a foto de novo. Imagina que o chão da sua casa é aquilo. E você está no meio.
Sem sapato. Sem roupa. Sem saída.
Bem-vinda(o) ao seu inferno doméstico 😁
Gostaram? Se quiserem, posso fazer essa brincadeira mais vezes.