(flash, july 78) some people are worth melting for | Catchfield
johnnyfield:
Aquele ciclo estava acabando, e Johnny não sabia como se sentir. Ele sabia que sentiria uma falta imensa de Hogwarts. De ter todos os seus amigos por perto, por ter um porto seguro, de seus professores tão dedicados e sempre disponíveis para conversar com ele. Sabia que seria difícil, mas para Johnny isso vinha com algo bom também. A possibilidade de ficar mais perto de sua mãe e cuidar dela. Ele havia conversado muito com seus professores, e eles haviam o ajudado a fazer inúmeras cartas para hospitais bruxos. Ele sempre fora alguém precavido e mesmo tendo boas notas era bastante complicado se tornar um healer. Ele se agarrava as suas boas notas, e disciplina. Outra coisa boa que havia acontecido nesses últimos meses foi Greta Catchlove. Ela havia sido algo complicado em sua vida. Para um garoto focado em suas responsabilidades, e em fazer de tudo para ajudar sua mãe ter alguém que mexia com sua cabeça de uma maneira que o mesmo não conseguia fazer qualquer outra coisa além de tentar concertar um pequeno erro que havia cometido.
Demorou, mas Johnny era persistente e ele não desistia. Era algo fazia parte dele. Assim como ele nunca desistiria de achar a cura para sua mãe, ele não desistiria tão fácil de Greta Catchlove. Ele havia se apegado a cada ponta de oportunidade que teve, e não desistiria tão fácil. Depois de todos os percalços, Greta e Johnny, finalmente conseguiriam começar algo. Os dois juntos eram muito mais poderosos que separados, e isso ficou claro pela maneira que os dois lidavam com o “romance” podia muito bem ouvir quando Tilden falava que aquilo não era um encontro, mas para os dois ficar a tarde inteira na biblioteca e eventualmente encostar suas mãos era algo bastante sério. Sério o suficiente para Johnny acompanha-la de noite até perto das masmorras, e beijar o topo de sua cabeça.
Eles eram focados, e Johnny jamais tentaria fazer com que Greta perdesse seu foco por conta dele. Durante os fim de semana, algumas vezes, os dois tentavam deixar de ser controladores e tentava se conhecer melhor. Ver Greta sorrir fazia algo dentro dele incendiar, e Johnny lutava contra os instintos de levantá-la e beijá-la todas as vezes que podia. Ele gostava de como as coisas eram, e como lidavam com tudo. Sem dúvidas, ele sabia que estar com Greta Catchlove era algo certo para ele. Foi somente a formatura que percebeu algo. Boa parte das garotas da casa de sua namorada utilizavam alianças. Não entendia direito o que aquilo significava, e depois seus amigos acabaram explicando que as famílias tradicionais bruxas costumavam a fazer casamentos arranjados. Aquilo parecia muito insano na cabeça do nascido trouxa, mas algo dentro dele magoou que Greta nunca comentou algo como aquilo para ele.
Mesmo sendo ainda novos na cabeça do Mayfield, o garoto havia tido uma ideia. Ele havia estudado bastante Magia Elemental em uma daquelas atividades extracurriculares, e ele era excepcional em poções. Conseguia transformar a terra junto com alguns outros ingredientes em plástico, e então com mais alguns feitiços em um pequeno anel de plástico. Não era algo precioso, e muito menos algo que alguém como Greta Catchlove merecia, mas a garota era tão inteligente quanto ele. Então, talvez ela pudesse entender que aquilo era tudo que ele podia dar a ela naquele momento. Seu compromisso e dedicação. Igual havia feito nos últimos meses.
Havia feito pouco tempo desde a formatura, e estavam em uma festa em que não conheciam boa parte dos alunos, mas Tilden jurou que o mataria se ele não fosse em pelo menos uma festa não-oficial enquanto ainda era um estudante. E Johnny convencera Greta a ir com ele, mas no momento a garota conversava com suas amigas que ainda eram mais novas. Enquanto que Johnny tentava encontrar coragem, e por fim, com o empurrão do melhor amigo em suas costas, Johnny sem graça foi até onde a namorada estava. “Você tem um minuto?” Ele perguntou extremamente nervoso. Ele preferia fazer aquilo cantando, e podendo se esconder atrás de seu violão. Tilden falou que seria muito melhor se ele deixasse tudo aquilo por uma vez, e simplesmente ser ele mesmo. Ele não precisava de música para expressar o que sentia. Não quando estava com a Catchlove. Ele havia feito com a ajuda do amigo, e mais algumas amigas um pequeno arco de flores, e segurando a mão da garota caminhavam para lá.
Se tinha algo que Greta havia aprendido naquele seu último ano em Hogwarts é que nem tudo tinha que ser extremamente planejado. A chegada de Johnny em sua vida não havia sido planejada, assim como se deixar levar pelo jeito do garoto que por vezes parecia extremamente parecido com ela, tirando o fato de que o humor dele era muito mais fácil de lidar do que a cara fechada dela. O ruivo havia conseguido mexer com o coração dela desde o momento em que apareceu em sua frente no refeitório sendo completamente sincero ao dizer que estava lhe convidado para um encontro por conta de uma aposta que fizera com os amigos. Ela poderia ter recusado e revirado os olhos pela atitude infantil de algumas pessoas do seu ano, achando que podiam brincar com aquele tipo de coisa. Mas algo lhe dizia que talvez fosse bom tentar aquilo e foi seguindo aquele algo que ela havia se metido em uma tremenda enrascada.
Sem saber lidar com os sentimentos que nutria por Johnny, mascarando o ciúmes que sentiu ao vê-lo beijando outra pessoa quando eles sequer tinham algo. Ela havia conseguido manter a cara fechada, os olhares atravessados e os cortes por alguns meses, antes que o lufano conseguisse passar por aquilo, se mantendo firme na decisão de fazer com que ela o perdoasse e sem mais forças para lutar contra aquilo, ela finalmente havia cedido. Era uma novidade para a loira lidar com todos aqueles sentimentos e todas aquelas sensações que lhe dominavam toda vez que o ruivo se aproximava. Mas ela podia negar que havia sido uma experiência interessante. Ainda que os dois continuassem focados nos estudos, agora eles dividiam aqueles momentos juntos, tornando aquilo algo bem mais divertido do que passar horas na biblioteca só com a companhia dos livros. E talvez aquele fosse o tipo ideal de encontro deles, mesmo que tivesse quem dissesse que aquilo não era um encontro propriamente dito.
O fim daquele ano letivo trazia um certo pânico para Catchlove, a garota que sempre esteve tão focada nos estudos e que tinha uma resposta pra tudo, não sabia o que responder quando perguntavam quais eram os planos para o seu futuro. O problema era que a sonserina havia passado muito tempo se dedicando apenas no presente, tendo a única missão de tirar notas boas na escola sem nem pensar o que faria com elas no fim daquele ciclo. A proximidade da formatura só lhe trazia a pressão de uma decisão que mudaria sua vida inteira. Todas as vezes que ela analisava a imensidão de opções de profissões que existiam no mundo bruxo, nenhuma parecia encaixar com o que ela queria. Nenhuma parecia cativar Greta o suficiente para que fosse escolhida como o que ela queria fazer pro resto da vida. E ela teria ficado nisso pra sempre se não tivesse a ajuda de seu namorado.
Johnny havia sido quem abriu seus olhos para coisas além do mundo bruxo, lhe dando a opção de sair da sua zona de conforto pelo menos uma vez e seguisse aquele seu hobbie favorito que vivia escondido muito bem. Se aventurar no mundo trouxa para fazer gastronomia parecia ser a coisa certa a se fazer e somente dias antes da formatura ela finalmente decidira o que faria. E estava animada com o que o futuro lhe reservaria dali pra frente. Greta não esperava que uma das coisas que o futuro lhe reservava envolvia um compromisso maior com o ruivo selado com um anel de plástico.
Estava conversando com Amber e Mina em uma das festas de formatura dadas pelos alunos, algo que Catchlove não costumava frequentar, mas que como sendo a última de sua vida estudantil em Hogwarts, parecia ser o certo a fazer e por isso havia aceitado o convite do namorado. Mayfield se aproximou delas e a loira abriu um sorriso pra ele, notando que ele estava daquele mesmo modo que havia estado quando meses atrás tinha lhe convidado para o tal encontro. “Claro.” Disse para o garoto, se virando rapidamente para as amigas, pedindo licença para se retirar e finalmente pegando a mão do mais alto. Ela caminhava as escuras, sem ter noção pra onde o ruivo lhe levava e ela estava começando a ficar nervosa e curiosa quando finalmente chegaram ao tal local que o garoto queria. O pequeno arco de flores que havia ali fez com que a sonserina arqueasse uma sobrancelha sem entender muito bem o que aconteceria ali. “Johnny…O que é isso?”Perguntou com um leve sorriso no rosto, ainda mantendo a sobrancelha arqueada em uma clara expressão de quem não fazia ideia de qual era a intenção do namorado naquele momento.















