“Quer que eu troque a pose?”
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“Quer que eu troque a pose?”

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There’s nothing wrong with being afraid. It’s not the absence of fear, it’s overcoming it. Sometimes you’ve got to blast through and have faith.
Obviously I have insecurities and doubts. But I just have to do my best and be myself. And then hope that’s enough.
NONONONONONO

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new friend
Quando a respiração atenuou da corrida, Hongbin soltou uma lufada de ar ao olhar em volta e já não saber mais nem onde estava. Tinha se atrasado por dormir muito, mas não podia ser culpado – não quando mil coisas inundavam sua mente naqueles últimos tempos. Acontece que sair à procura daquela que havia encontrado há pouco tinha sido imprudente, afinal ele poderia muito bem fazer aquilo no outro dia, ou na outra vez que a encontrasse de novo; mas esse era o problema dele. Não existia hora quando se tratava de algo que ele queria.
Sabia muito bem como era a face da mulher e o cheiro da mesma, portanto tratou de buscá-la pelo faro apurado, um aroma agradável e que já se tornava mais forte à medida que, aparentemente, ele chegava perto do lugar onde ela habitava. Como estava tudo calmo na rua, não se precaveu ao usar das habilidades para chegar no topo, na sacada, onde ele ao ver a mais velha, logo abriu um sorriso breve e passou a perna até que já estivesse dentro do quarto da mesma. Por ter morado muito tempo longe da civilização – ou melhor dizendo: só ter feito aparições breves em cada canto para onde fugia com a irmã –, Hongbin não tinha tanta noção do espaço em que vivia, portanto: adentrar o recinto alheio, sem mais nem menos, era normal para ele, uma vez que havia crescido fazendo isso. Mas ao menos tinha modos ainda, fazendo uma breve mesura à mesma quando a viu. “Mianeyo, seonsaengnim! Eu dormi mais que o normal… Não sabia o quê deveria trazer, então só apareci.”
Tinha tomado um susto sim, e sem querer acabou por alterar a cor do cabelo de um castanho escuro para um tom mais claro, mas nem tinha percebido. A mais velha suspirou e sorriu em seguida - Tudo bem - amarrou o cabelo longo em um rabo de cavalo baixo. Fazia alguns anos desde que tinha dado aulas, era melhor para ensinar coisas com prática, teoria as vezes lhe deixava entediada, mas faria um esforço pra ajudar o garoto. - tem certeza que ninguém te viu? - perguntou preocupada enquanto andava para perto da janela observando a movimentação, um conjunto de livros a seguia na altura dos ombros, logo em seguida os abaixou com as duas mãos.
Sem mais esperar, puxou a cadeira que tinha na escrivania no canto do quarto e bateu os dedos no encosto, dando sinal para que o outro sentasse. Tinha tanta coisa que poderia ensinar, uma de suas favoritas era Herbologia, já que claramente era a sua área. - Você quer começar por onde? - Agnes pôs em ordem duas pilhas de livros em cima da mesa, abriu a gaveta e retirou um caderno e lapiseiras para o outro.
esses dias li que um átomo tem pelo menos 99% de sua matéria composta por espaço vago. nós não passamos de enormes vazios ambulantes e talvez isso explique muita coisa.
c.s. (univversos)
Emma Watson - Table Reading for Beauty and the Beast
new friend
Finalmente Agnes tinha conseguido trocar seu dinheiro e agora poderia se hospedar em algum lugar, a última semana que passou, conseguira vender todo seu estoque de remédio caseiro e ajudar algumas bruxas com quem se encontrara. E deitada na cama confortavelmente, mexia os dedos, trancando a porta, e abrindo as janelas, deixando uma brisa entrar e a luz natural esquentar seus pés. Estava confortável, seu coração estava calmo, tudo tão leve. Claro que foi por conta da mudança de estação, na primeira noite de Outono fez um ritual e se livrou das más energias.
Tudo deveria continuar calmo, menos por alguém subir pela varanda do quarto onde estava e adentrar o quarto, fazendo a bruxa levantar rapidamente e encarar a criatura.

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fromthemoondust:
- Posso? - seus olhos brilharam, fazia horas desde que beliscou um pacote de bolacha e tinha preguiça demais para catar outro na sua bolsa infinita, pegou o cardápio e pediu algo gorduroso e uma bebida forte pra acompanhar - Tratado de Pacem? - olhou distante, como se estivesse escolhendo as palavras - Não.. só estou de passagem. - Sorriu - Mas o que é esse tratado?
— Minha boa ação do dia, nada demais — deu de ombros escondendo suas verdadeiras intenções por trás de uma mascara de moço gentil que conseguia usar com facilidade. — O dragão daqui “conseguiu” paz nessa cidade fazendo um tratado com todas as criaturas sobrenaturais. Geralmente os estrangeiros vem para cá por causa dele — arqueou a sobrancelha um pouco confuso. — Está a procura de algo?
- Ahm - arregalou os olhos captando a mensagem - Talvez um lugar fixo pra viver - sorriu e apoiou o rosto na mãos magras. - Você é a favor? - perguntou descontraída. Agnes estava se sentindo confortável, mas ainda sim se preocupava em conhecer os seres daquele lugar, seu peito estava desarmado por sentimentos melancólicos, e quem quisesse se aproveitar de sua fraqueza, essa era a hora.
Quando sua comida chegou, não fez cerimônia e comeu se deliciando a cada vez que mordia um pedaço, a bebida era empurrada no desespero como se tivesse se entalado, naquela tarde faria doze dias desde que tinha comido algo realmente bom e gorduroso. No final daquilo tudo, agradeceu ao rapaz e se sentiu envergonhada, abriu a bolsa e retirou um vidro pequeno de ervas que tinha feito para vender, ofereceu para o outro sem jeito, fazendo questão de que ele ficasse com ela e fizesse um bom uso. - Obrigada
fromthemoondust:
- SiAn… - mordeu a borda da latinha enquanto tentava pronunciar, coreano deixava sua língua um pouco enrolada, até mesmo quando aprendeu japonês tivera menos dificuldade. Riu com o “senhora” e se sentou virada de frente para o rapaz. - Eu sou da Alemanha - esticou a mão esperando um cumprimento.
— Eu vou considerar isso como um “Não é óbvio?”, tudo bem? — brincou só para que pudesse rir junto com ela. Como um bom pupilo de Yaretzi, se pôs a analisar a bruxa desconhecida para que depois pudesse dar informações para a sua “mestra” e para o seu demônio; além disso, para “fins literários” já que todo adolescente adora criaturas sobrenaturais ocidentais. — É verdade que lá servem linguiça em uma bota? — seu semblante estava sério, mas logo um sorriso apareceu em no canto do seu lábio quando segurou a mão da outra levemente e a cumprimentou. — Você deve estar com fome. Pode pedir o que quiser, é por minha conta — o dono do bar já o conhecia, então só precisou fazer um aceno para que ele entendesse a situação. — Veio para cá por causa do Tratado de Pacem, Agnes?
- Posso? - seus olhos brilharam, fazia horas desde que beliscou um pacote de bolacha e tinha preguiça demais para catar outro na sua bolsa infinita, pegou o cardápio e pediu algo gorduroso e uma bebida forte pra acompanhar - Tratado de Pacem? - olhou distante, como se estivesse escolhendo as palavras - Não.. só estou de passagem. - Sorriu - Mas o que é esse tratado?
Os olhos da híbrida se estreitaram. — Claro… — Riu da outra, levando a bebida aos lábios mais uma vez. — E é uma bruxa também? — Indagou sem olhar de fato para a mulher. — Tecnicamente sou uma híbrida, meio lycan meio vampira, mas sim, bebo sangue.
- é.. sou - disse sem jeito e voltando a mexer na bolsa para pegar o celular, nem sabia que horas eram, já que tinha cochilado e seu corpo parecia menos mole que antes, devia ser por cauda do energético que estava tomando. - Wow uma híbrida.. - seus olhos brilharam e se ousou em puxar o banco para ficar mais perto da moça - eu nunca tinha conhecido uma antes, bom.. nunca conversei diretamente.

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*✧•˚. by the shore.
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“Perto demais” um pensamento alto saia de seus lábios, sua hidrofobia era forte, mal conseguia segurar seu livro de feitiços numa altura exata para enxergar o que tinha escrito. Suas mãos estavam tremendo e suando, o barulho da água a deixava nervosa, mas tinha que continuar. Era mudança de estação e com ela sempre tirava as energias negativas do corpo e da alma, a sensação depois de terminar um ritual era sempre de prazer e paz. Mas parece que naquela noite seria difícil.
Sua nuca se arrepiou quando ouviu uma voz atrás de si, virando o rosto lentamente viu uma jovem moça, tinha certeza de ter colocado um feitiço para afastar os humanos. Olhou em volta e sua pedra ainda estava ali. - Estou… - não era humana, se fosse não estaria aqui - fazendo passagem de estação. - Engoliu um seco e continuou a encarando com a expressão neutra no rosto.
O cenho de Saehwa apenas se franziu, a cabeça tombando para o lado. Já estava para fazer dois anos em que estava em terra firme e ainda assim às vezes sentia como se os humanos fossem seres peculiares demais para serem entendidos mesmo que estudasse tanto sobre eles. Então, ajoelhou-se ao lado dela, encarando o que ela segurava em mãos, um livro diferente, grande e com uma aparência antiga. “Passagem de estação” Parecia confusa como um pequeno filhotinho. “O que isso quer dizer?” Permaneceu questionando-se mentalmente sobre o que a mulher bonita falava.
Com as mãos apoiadas na areia, Saehwa inclinou-se para frente, virando um pouco a cabeça para tentar ler o que a desconhecida lia, sem perceber a invasão de espaço óbvia. “Achei que só estivesse lendo um livro…”
Se curvou relaxando as costas, estava naquela posição ereta um pouco mais de dez minutos. Se sentou apropriadamente na areia e cruzou as pernas. - Tempo de renovação - sorriu e se assustou um pouco com o ato repentino da moça. Se encolheu e abafou um riso - Não vai conseguir ler - não fazia mal não é? Se fosse uma humana, seria fácil apagar sua memória depois - eu enfeiticei para que só eu entendesse - fechou o livro - como se chama? - conteve o nervosismo de antes por estar tão perto da água e se distraiu tentando puxar um assunto.
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-Se eu tivesse achado, não estaria perguntando não é? - deu mais um gole e sorriu forçadamente e riu logo em seguida, aliviando a expressão de tensão do rosto. - Leste… - olhou para o vazio atrás do rapaz e piscou voltando pra realidade - Vou procurar - levantou a latinha como que estivesse agradecendo e voltou a beber. Parecia tudo mais confortável, ele sabia amaciar a conversa e a bruxa relaxou os ombros, seu instinto dizia que não seria problema continuar ali com o rapaz. - Sou sim - afirmou - Nossa, eu não lhe perguntei seu nome também, me chamo Agnes e você?
— SiAn. Boo SiAn. Não deve estar acostumada com nomes coreanos, certo? — o Boo já tinha certo costume de conviver com bruxas e bruxos ocidentais graças à Yaretzi e alguns de seus clientes, mas só de imaginar o que aquela bruxa estava fazendo o em sua cidade já o deixara curioso. — De onde você… a senhora veio?
- SiAn... - mordeu a borda da latinha enquanto tentava pronunciar, coreano deixava sua língua um pouco enrolada, até mesmo quando aprendeu japonês tivera menos dificuldade. Riu com o “senhora” e se sentou virada de frente para o rapaz. - Eu sou da Alemanha - esticou a mão esperando um cumprimento.