Eu odeio sua falta paciência. Odeio sua ausência de afeto. Odeio como explode comigo, como briga comigo. Odeio muito mais quando me desarma. Odeio como prova que eu estou errado e como age com tanto altruísmo em relação a isso. Odeio como tenta me castigar se afastando. Odeio quando age como se nada tivesse acontecido. Odeio como se fecha. Odeio como se pertence. Odeio como não fala dos seus sentimentos. Odeio como me causa ciúmes. Odeio quando diz e age como se nada importasse. Odeio como permite que a maré da raiva te carregue para longe de quem te quer perto. Odeio quando não fala comigo. Odeio quando não me beija. Odeio quando me fode na vida e não na cama. Odeio quando começa a reclamar sem parar de tudo o que eu faço ou deixo de fazer. Odeio como me causa raiva e odeio como isso me dá tesão. Odeio como você não acredita quando eu digo que não estou agindo como um estranho. Odeio como deixa saudade. Odeio como me conquista fácil. Odeio suas atitudes mal pensadas. Odeio quando fala por falar e machuca por querer machucar. Em uma redundância nada sutil eu digo que não sabia como era o ódio até odiar seus jeitos e desjeitos, seu dentro e fora. Isso me tira do serio, me causa ódio. Tchekhov dizia que “nada une tão fortemente como o ódio” e ao te conhecer eu entendi isso. Me vejo nesse momento dentro de um clichê cinematográfico. Eu odeio todas as suas formas de agir e ser, mas não odeio você. E, sinceramente, eu odeio não conseguir nem por um segundo se quer te odiar.
— King Hunt










