Ă© estranho nĂŁo saber expressar o que sinto. eu nĂŁo sei verbalizar as coisas e tudo fica preso dentro da caixa dos meus pensamentos. as vezes acho algumas ideias insignificantes, que ninguĂ©m ligaria se eu compartilhasse tudo o que esta na minha mente. mas, tambĂ©m acho brilhante e interessante ser eu, ter o meu jeito de pensar, agir. acho bonita a forma que vivo a vida. no entanto, ainda me sinto minĂşscula diante da grandeza do mundo. Ă© como se eu ainda fosse uma criança tentando absorver tudo o que acontece ao redor. tentando aprender, tentando cair e levantar sem chorar, tentando andar de bicicleta sem rodinha pela primeira vez e tendo uma infinidade de “porquĂŞs” para perguntar. sou sensĂvel a tudo, no entanto, sigo firme como uma rocha que nĂŁo se parte nunca. sendo que tudo que eu mais fiz ao longo desses vinte e sete anos foi partir. partir ao meio, partir da vida de diversas pessoas, partir atĂ© de mim mesma. a vida Ă© um eterno encontro. de pessoas, caminhos, fĂ©. e onde eu me encontro agora se nĂŁo tentando me reencontrar?

















