rwn-blmgrn:
“Bem… Que bom… Eu não uso muito, deve ser por isso. Minha mãe morre de medo que eu caia dela… O que é bem okay, considerando que eu sempre caio dela… Mas tudo bem, porque eu sou muito boa em fazer curativos. Do que a gente estava falando mesmo?” Ela usou a frigideira para coçar a cabeça. “Ah, é! Você está na minha casa!”
Ela apertou os olhos, balançando a frigideira na mão, observando-o enquanto ele tentava se desculpar. Ela ergueu as sobrancelhas e olhou para a mão dele. Não parecia cheia de terra e germes como sua mãe sempre dizia que as mãos de estranhos eram. Ela se empertigou, estendendo a própria mão e apertando a dele.
“Rowan Blomgren. Tipo a árvore… E a flor. Só que em alemão. Pelo menos é o que eu li. É um prazer conhecer você também! Nossa, nunca imaginei que dava para conhecer pessoas novas logo aqui no meu quintal!”
Não imaginava que alguém da idade da garota pudesse comprar sua desculpa esfarrapada, ainda assim não iria reclamar. Ouviu-a tagarelar, imaginando que talvez ela fosse pior que ele mesmo nesse quesito e isso não era ruim. “Acredita que eu também sou muito bom em curativos?”, questionou divertido, fingindo um tom de surpresa. A verdade é que ele estava animado em conhecê-la e brincar com aquela inocência toda.
“Mas é porque normalmente são as pessoas ao meu redor que se machucam...”, comentou casualmente. Mentira, ele também vivia se estabacando enquanto pulava de muro em muro da cidade, mas aquilo ela não precisava saber, não por enquanto. Apertou a mão alheia, observando-a com divertimento no olhar.
Então franziu o cenho, em estranhamento. O que aquilo queria significar? Pigarreou, preparando-se para ensaiar como descobriria mais.
“Na verdade, não dá...”, pontuou, rindo. “Eu sou um caso a parte, loirinha. Sou especial. Você só não vai poder contar para sua mãe sobre minha visita, era surpresa”, segredou, esperando que ela entendesse. “Mas se a questão é conhecer pessoas novas, posso te levar conhecê-las... Qual é o problema, não pode sair pelo portão?”














