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Eu não quero fingir que estou bem
E não vou fingir que estou mal.
Eu apenas quero parar de me sentir o ponto crucial.
Eu apenas quero dormir e não me sentir a sentinela da verdade.
Eu não quero mais certezas, eu prefiro a liberdade.
E daí? Se foi ou não traição? Agora nesse momento o que importa?
O que importa chorar por alguém que nem mesmo bateu em minha porta?
Eu me esforcei e pulei de um precipício quando ele nem mesmo chegou na beirada.
- D.M.

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Estou quebrando,
Sentindo todos os pedaços no chão sem algo que eu pudesse fazer.
Eu me olho no espelho e espero que isso não seja verdade.
Não pelo fim, mas pelo o que veio depois do fim.
Eu estaria ainda viva se o fim fosse apenas o fim.
Mas o que aconteceu depois do fim, arrancou o resto de alma que eu deveria ter.
Eu sou apenas uma peça morta.
A culpada.
Eu me sinto mal.
Eu me sinto indgina.
Não pelo fim do nosso amor, claro que não.
Mas pela sua tentativa.
Eu me odeio.
Eu me odeio.
E não paro de pensar que se alguém deveria morrer, esse alguém sou eu.
Porque naquele momento, mesmo pensando em você, saindo pra guardar meu ódio pelo momento,
Eu ainda errei.
E você poderia ter morrido.
E por isso, eu NUNCA me perdoaria.
-D.M.
Eu poderia escrever sobre o quanto eu te amei, mas não vou.
Eu vou escrever sobre o que eu espero de mim, porque é isso que devo escrever.
Eu espero que eu me ame tanto a ponto de não acreditar em mentiras tão cruéis que ofendem o meu intelecto.
Eu espero tantas coisas de mim, que nem mesmo posso citar.
Eu espero mais.
Eu espero que eu te desame.
Eu espero que o futuro que eu planejei suma.
E que o amor que eu sinto se desague para me lavar de suas mentiras mal contadas e te esquecer.
Eu espero tanto.
Eu entendi tudo.
Eu realmente entendi tanto.
Mas não vou compreender isso, sendo que sempre disse que a qualquer momento poderia partir e mesmo assim escolheu ficar e me fazer sofrer.
Eu não era um amor.
Eu era um troféu em seus braços.
Uma conquista bonita pra mostrar pra sua família.
E sabe o pior? Você é sua própria conquista, você é o próprio orgulho deles.
Além do mais, tenho que rir, passamos por tudo isso pra quê? Pra nem mesmo ter conseguido a beijar.
E agora? Quem será seu troféu?
E agora? Está finalmente feliz?
Ou ainda falta coisas para serem descobertas e mais ainda me destroçar?
-D.M.
A arte pra mim dói, machuca e tortura.
Mas eu nunca fui tão feliz assim.
E mesmo que sangre e dos incessantemente,
Ainda serei feliz ao pincelar a dor em versos tristes e tão letais.
-D.M
Tic Tac,
É o som do relógio que não para pra ninguém.
É o som do tempo que não volta e não vai voltar.
É, o tempo realmente é surpreendente.
E mesmo que exista um áudio por aí com alguma risada sua,
Hoje o necessário se faz presente,
Mesmo que no presente não existam as tuas risadas.
Eu ainda persistentemente preciso de você.
- D.M
Eu sinto falta do significado que deveria existir. Não de alguém, mas o que esse alguém era. Eu queria conhecer, desvendar alguém que via minha alma. Mas não posso. Não posso e esse não poder corroe minha alma. Dilacera minha pele a cada passo do caminho dessa jornada. Eu estou ruindo em pedaços de ódio, porque eu entreguei minha alma a alguém que nunca cheguei a conhecer.
-D.M.

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Peito aberto em leitos urbanos
Deitada sobre dias febris e ensolarados.
Com a mente aberta em locais encarcerados,
Tudo isso pra poder sobreviver.
Tentando acordar de um pesadelo e vendo que ainda não consegui dormir.
E mesmo dormindo não ia conceber um sonho utópico.
Somente vivendo por empatia,
Mas até às mais nobres pessoas se perdem um dia.
Tentando encontrar um caminho e me auto-sabotando,
Sabendo que errar é humano, mesmo que aquilo fosse o único jeito de sobreviver.
E mesmo que sobreviver signifique mais tempo,
Talvez eu simplesmente não precise de mais tempo pra continuar a morrer.
- D.M.
Gostaria de dizer que meu peito não foi roubado,
Que minha vida é conduzida sem percalços,
E que meu coração ainda bate acelerado.
Mas tudo o que eu tenho pra dizer: é que nada mais faz sentido muito menos tem significado.
-D.M.
A morte de fato é reconfortante meu caro, um tanto quanto elevado. Mas espere, sabe que quando for não vai voltar? Não como tu, porém como outro ou apenas deixará de existir infinitamente. Ah, a morte. Sim venho esperando a tempo demais, espero a tanto tempo que até desisti de esperar. Não pelo fato de não mais a querer e sim pela percepção que aqui bem onde estamos existem diversas coisas a se aproveitar. Então, mesmo exista o mais incômodo sentir de não mais querer existir. Exista! Exista e se divirta, viva coisas em vida que ninguém mais poderá viver, pois não importa quantas pessoas passem pelo mesmo caminho, ninguém o verá da forma que você vai ver.
- D.M.
Eu sou o problema.
O inimigo do fim.
A distração de milhões.
O nervo saltante entre milhares.
Eu sou a representação da mágoa, da dor e da raiva.
Eu tiro famílias de suas mentes.
Eu sou um ser deprimente.
Arrebento todas as coisas boas.
Eu sumo com suas escolhas.
Não sou nada mais que um fardo.
Um fardo pesado, encarregado de os fazer sofrer.
Um incomodo irreversível.
Eu vejo o nojo em suas faces.
O medo do que por mim pode ser dito.
Eu sou esse monstro na coleira,
Pronto pra ser visto.
Eu acabo de deixar todas as barreiras se romperem,
Porque monstros não podem ser parados,
Apenas ensinados a ser humanos inconsoláveis,
E horríveis se ver.
Porque mesmo um monstro pode amar vocês.
-D.M.
Dip dip dip.
Você escuta o gotejar?
Dip dip dip.
Mas uma vez e não vai parar.
Esse som que não escutas e esse líquido que agora só pinga, tão viçoso quanto nossas almas, tão vermelho quanto rosas mortas no quintal.
Esse é o som de meu sangue pingando pelo banheiro.
Pinga. Pinga. Pinga.
Ontem acordei pela noite me sentindo corrompida e precisava expurgar todos os pensamentos sobre o dia.
Pensei muito sobre o que fazer e o que poderia me ajudar, mas nada adiantou. Eu precisava me limpar.
De dentro de uma gaveta, aquela do meio. Peguei uma gilete e senti um arrepio. Adrenalina, tão louca e sufocante que não podia mais esperar.
A peguei, subi em minha cama e coloquei-me a dupurar. E a cada nova fenda aberta, eu sentia a libertação. E a cada novo corte eu sentia a imensidão, liberdade. Eu senti liberdade a cada gota de sangue que caia.
Dip dip dip.
O sangue escorria e pingava, aí que felicidade mal sucedida, que alegria reprimida, que ilusão mal orquestrada.
Dip dip dip.
E a cada gota que pingava, mas aumentava a agonia. Mas perdida e chocada com a minha decisão.
Dip dip dip.
Outra coisa já passava pelas minhas entrelinhas, culpa e desgosto começavam a surgir. Remexendo em minhas entranhas, gorgolegando em minha garganta, me fazendo seu refém.
Então, no meio da euforia e desprezível sentimento imposto, no meio da madrugada entraram no ambiente me deixando atordoada.
Vi aquela cena em seus olhos, o cheiro da morte e a reles emoção que me poupou, olhou de novo para mim, me observando com vergonha de minhas escolhas e o erro te me ter tido. Disse algumas palavras se virou e me deixou sangrando, sozinho e embebido por seu desprezo tão visível.
Sozinho e decidido a acabar com a solidão.
- D.M.

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O que me sobrou?
O que me sobrou foi o erro pertinente e contínuo de te perder.
Com a alma fissurada em poemas mal feitos e lágrimas desgastadas.
O que me sobrou foi a solidão impertinente e a súbita loucura que é querer viver.
Eu vivi tanto tempo, mas nunca estive verdadeiramente viva com você.
E mesmo que os dias voltassem como passe de mágica, eu escolheria continuar.
Continuar de onde estou, mesmo que as vezes não seja fácil respirar e mesmo que encontre mais de mil formas de auto-sabotagem.
Ainda preferiria ficar viva, mesmo que o infinito entre nós seja tão papálvel, que seja difícil te expurgar.
- D.M.
Talvez as noites não sejam tão sós com você. Talvez se eu pudesse te tocar e encontrar teus abraços. Talvez, tantos e tantos talvez que eu até me canso, até mesmo de você. Tem dias que acordo e sinto aquela sensação que você não deveria ser meu espelho. Observo,te olho e não gosto do que vejo. O meu amor por ti é tão perigoso, as vezes amargo e as vezes penoso. E seu amor por mim? Realmente, é indecifrável. Apenos imagino o que faria se pudesse me tocar e mesmo assim não consigo imaginar. Por isso e tantas vezes me canso de te observar e amar seu invisível modo de me perturbar.
- D.M.