Em janeiro lembro de estar andando por Belém, passando pela Pedra do Peixe do Ver-o-peso, indo em direção ao Forte do Castelo e Casa das Onze Janelas, e pensar como, realmente, precisei estar aqui e agora. Descobri como é importante (re)descobrir, (re)acender, (re)aflorar, (re)afirmar minha regionalidade para compreendo quem sou (um processo lento, difícil, mas, também, gostoso e libertador), porque tudo dessa terra faz parte de quem sou e me conecta a lugares dentro de mim nunca antes explorados. Eu, como um homem inundado de sentimentos, nascido em Vigia, interior do Pará, sinto um vício por estar aqui! Pensava, durante longas tardes de idas e vindas, sobre o quanto é necessário ir embora para navegar em outros mares e descobrir coisas novas, de fato é muito importante, mas, principalmente, pensava que antes de querer ir para todo e qualquer outro lugar é necessário que eu compreenda o quanto é lindo e importante ter minhas raízes seguras e afincadas no chão dessa minha terra sagrada, porque eu sou essa terra quando falo, como, cheiro, beijo, amo... Como diria a @mangapoetica, a manga mais inteligente daqui: "O pitiú que fede e que ao mesmo tempo traz a sensação única de pertencimento a este lugar a cidade que mora em mim tem gosto e odores singulares" Amar minhas raízes também é minha cura. ❤️ (em Belém Do Pará, a Cidade das Mangueiras) https://www.instagram.com/p/B_ePaUyAS4gXHTK8a0RSCqVFIlmCpXDxEwpey00/?igshid=1fpsaxi6hljh3















