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@fabiancarter

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Is this the place we used to love @Alanian
Ainda não sabia precisar se era uma benção, ou uma completa desgraça ter ficado reprovado. Era péssimo mesmo ser um repetente, todos olhavam em sua direção como se fosse a criatura mais estúpida que já havia pisado em Hogwarts. Por outro lado, ele estava de volta à escola, teria comida de graça, uma cama quente todas as noites, e o melhor de tudo não teria que perder horas no caldeirão furado enxugando copos e servindo pessoas mal educadas. O único ponto realmente negativo em voltar a Hogwarts era que seus momentos com Alana estavam definitivamente reduzidos. Os dois só tinham o horário do almoço, e ao fim das aulas para estar juntos, ainda assim Alana teria o quadribol em algumas noites o que reduziria ainda mais o tempo que tinham.
Apesar de mal ter começado às aulas, a quantidade de conteúdos para estudar parecia realmente interminável. Então, por mais que fosse noite de sexta-feira, e ele estivesse à espera de sua namorada, Fabian mantinha aberto o livro de defesa contra as artes das trevas, na esperança de que alguma luz divina lhe fizesse entender o conteúdo de forma instantânea. No entanto, a ansiedade de encontrar com Alana o estava desconcentrando.
Não era impressionante o fato de que a garota estava atrasada, Alana sempre estava. Ao notar a presença dela, Fabian fechou o livro e o colocou sobre o banco. – Você está atrasada. – Fitou a garota por um momento, levantou-se e caminhou até ela. – Oi. – sussurrou, antes de selar seus lábios no dela carinhosamente. - Então, qual o motivo dessa expressão mau humorada? – tinha um bom palpite de sobre o quê aquilo se tratava.
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A expressão em sua face foi de quase imediata ofensa. Era óbvio que ela estava certa do que dizia; não o chamaria para conversarem sobre aquilo se não tivesse absoluta certeza da situação. Aquela criança atrapalharia todos os seus planos, atrasaria sua carreira - se não acabasse de vez com ela - e seria ainda mais uma boca para alimentar. Algo como aquilo tinha que acontecer justamente quando pensou que tudo se ajustaria? Ela havia conseguido agendar testes poucos dias antes e estivera feliz desde então… Até aquele momento.
Respirou fundo pela centésima vez desde que suspeitara da gravidez, tentando livrar a mente dos pensamentos desesperados ou inúteis. Não ajudaria em nada se lamentar. – Sim, nós vamos dar um jeito. – Repetiu, um pouco mais firmemente que Fabian. O calor de suas mãos sobre as dela a acalmava o suficiente para pensar com mais clareza. Apoiou a cabeça no ombro do namorado, os fios escuros escurecendo parcialmente sua visão do olho direito. Sabia que não teria coragem de se livrar do bebê, como algumas garotas faziam, e muito menos conseguiria se desfazer dele após o parto. – Eu não entendo, isso não poderia ter acontecido. Eu fiz as contas no mesmo dia… – Suspirou, fechando os olhos e se concentrando no cheiro de Carter, percebendo que as coisas não pareciam tão complicadas ao fazer isso. – Eu deveria ter menstruado dias atrás, dia 10. Não sei o que fazer, Fabian.
Pensar em si mesmo como genitor de alguém era no mínimo bizarro. Tinha total consciência de que nem ele e nem Alana tinham maturidade o suficiente para começar uma família, mas sabia que jamais teria coragem de se livrar do filho, e tinha plena certeza de que a namorada também não faria algo assim. Depositou um beijo suave na testa de Alana e em seguida apertou os dedos da garota com um pouco mais de força. – Você não precisa se preocupar, eu vou cuidar de tudo. – Dessa vez ele parecia um pouco mais confiante.
Acariciou o rosto da namorada, na esperança de que aquele gesto a acalmasse. Entendia perfeitamente os motivos do nervosismo dela, um filho naquele momento estragaria suas chances no quadribol. Importava-se tanto com Alana, que até mesmo engoliu a piada infame que gostaria de fazer a respeito dela fazendo cálculos. No entanto apesar de se encontrar no mínimo afetado pelo excesso de informações que havia recebido às oito da manhã, ainda foi capaz de raciocinar rápido o suficiente para perceber o erro da namorada. – Hm... Alana?! Acho que você talvez esteja um pouco equivocada nas suas contas. – segurou a vontade que sentia de rir, afinal não possuía o menor desejo de começar o dia apanhando. – Hoje ainda é dia nove. Então... talvez você tenha errado um pouco. –
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Comprimiu os lábios com irritação. Fabian não sabia o significado da palavra “agora”? Respirou fundo, tentando controlar os nervos, imóvel enquanto esperava o momento em que o namorado a honraria com sua presença novamente. Quando isso aconteceu, ela o olhou em silencio por alguns segundos. Entretanto, uma vez que Carter tomou suas mãos, a raiva que sentia voltou a ser apenas um nervosismo incontrolável. Às vezes odiava isso de estar apaixonada. Obviamente, nunca tivera muito controle sobre seus sentimentos e sobre seu humor, mas Fabian passava dos limites quando mudava seu comportamento apenas com um toque.
– Quero que você saiba que você não me deve nada e nem vou julgar você por sua reação… – Sentou-se ao seu lado. – Talvez um pouco, na verdade, mas não muito. – Alana respirou fundo, pensando sobre como falar. No fim, resolveu ser direta. – Eu estou gravida. – Anunciou, olhando fixamente para o chão de madeira. – Eu acho. Estou muito enjoada tem alguns dias, e estou atrasada. – Sua voz começou a tremer e ela apoiou o rosto nas mãos. Não queria ver a reação de Fabian.
Não saberia dizer quanto tempo exatamente demorou em processar a noticia. Antes tinha nítida impressão de que a namorada tinha algo sério a lhe contar, mas nunca, sob nenhuma hipótese ele adivinharia que era aquilo. Deduziu com um pouco de trabalho que deveria dizer algo, mas nenhum pensamento coerente passava por sua mente naquele momento. Suspirou audivelmente. A ideia de que teria mais alguém para sustentar começava a de fato assustá-lo. Mal tinham dinheiro para comprar comida, como poderiam comprar fraldas? O pensamento chegou até mesmo a fazê-lo sentir um pouco de falta de ar. Mais uma vez respirou fundo na tentativa de acalmar os nervos. Só então se deu conta de que ao pensar em si mesmo havia esquecido completamente de Alana. O que só confirmava a teoria de que ele era um péssimo namorado, e que provavelmente seria o pior pai do mundo.
- Você tem certeza de que está grávida? – a pergunta lhe pareceu estupida assim que saiu por seus lábios. Era obvio que ela tinha certeza, caso contrario não teria tentado lhe causar um aneurisma gratuitamente. Fabian engoliu em seco, antes de finalmente se mover. Colocou as mãos sobre as da namorada, assim pôde ver novamente o rosto dela. – Tudo bem, nós vamos dar um jeito nisso. Não precisa se preocupar.... eu acho.- suas palavras inspiravam pouca confiança até para si mesmo.

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Os ponteiros do relógio estavam andando mais devagar do que o normal naquela manhã de sábado. Alana sentia que a qualquer momento iria explodir de ansiedade. Sete e cinquenta e seis. Sete e cinquenta e sete. Cinquenta e oito. Nove. Ergueu-se rapidamente. Se passasse mais um minuto sentada naquela cadeira, esperando Fabian acordar, explodiria. Subiu as escadas apressadamente. Não importava mais que horas eram, acordar o namorado não era tão importante quanto sua sanidade mental.
Apenas parou de andar quando viu o corpo adormecido de Carter sobre sua cama. Manteve-se imóvel por alguns segundos, ocupada demais com o conflito interno por que estava passando. Porém, assim que tomou uma decisão, se dirigiu a ele e o balançou nervosamente.
- Fabian, precisamos conversar. Sério. De verdade. Agora. - Não sabia se já havia, um dia, aparentado estar mais nervosa do que estava, mas esperava que não assustasse muito Fabian.
A voz nada suave de Alana o tirou de seu sono pesado. O susto foi o suficiente para deixa-lo confuso ao ponto de esquecer que dia da semana era aquele. Fabian pulou da cama e correu diretamente para o banheiro, lavou o rosto e escovou os dentes o mais rápido possível, já que em sua mente sonolenta ele estava mais uma vez atrasado para o trabalho. Quando voltou para o quarto notou o olhar impaciente no rosto da namorada. Alana sempre parecia impaciente, mas tinha algo diferente daquela vez. O garoto passou as mãos pelo cabelo, enquanto lentamente – até demais – as coisas começavam a fazer sentido em sua cabeça. Aquele sábado era sua folga, logo ele não tinha motivos para acordar cedo.
O rapaz voltou para a cama e encarou a namorada. Alana definitivamente parecia disposta a colocar as mãos em volta de seu pescoço. Fabian suspirou profundamente. – Acho que você disse que precisa falar sério comigo. Desculpe, eu pensei que estava atrasado de novo e que você provavelmente ia jogar algum jarro na minha cabeça. – A expressão da garota continuava a mesma, o que estava começando a deixa-lo nervoso. Sentou-se na cama e esticou a mão para que pudesse segurar a da garota. – Então, o que você gostaria de me dizer? – havia um nervosismo mal disfarçado em sua voz. Fabian não admitiria em voz alta, mas parte de si tinha receio de que Alana tivesse cansado da vida que estavam levando, e que talvez ela desejasse voltar a morar com os pais.
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Nos ultimos anos, Alana havia pensado sobre o momento em que perderia sua virgindade mais do que algumas vezes. Na escola ela havia ouvido boatos sobre sua suposta vida devassa durante os meses que se passaram, mas nada fez para acabar com os rumores maldosos. Na verdade, Fairbairn até gostava do modo como os garotos a olhavam nos corredores. Vez ou outra, quando um deles era especialmente desagradável, era ela quem começava rumores sobre seu desempenho na cama. Apesar disso, não tinha interesse algum em dormir com qualquer um deles, incluindo os agradáveis. Isso até conhecer Fabian, claro.
Por mais que tivesse várias teorias a respeito de sexo e de como se sentiria durante a nova experiência, absolutamente nada era remotamente parecido com o que estava experimentando. Talvez o mérito fosse do namorado, mas ela com certeza faria aquilo mais vezes. Os toques de Fabian a fizeram soltar gemidos que nem sabia que guardava, e quando ele finalmente a penetrou, a dor que esperava sentir mostrou-se não existir. Ela estava tão perdida em sensações que, mesmo se os movimentos que ele fazia fossem dolorosos, Alana não saberia da presença de qualquer desconforto.
Arranhou suas costas com pouca delicadeza antes de beijá-lo desesperadamente. Em algum momento ela havia começado a se mover de acordo com Fabian, resultando em uma harmonia perfeita entre os dois. O beijo, entretanto, era desleixado. Não havia calma suficiente para que ela pudesse fazê-lo como desejava, tinha outras coisas em mente. Após poucos minutos, com o gosto de Carter em seus lábios e puxando seu corpo para mais perto ainda do dela, Alana atingiu o ápice do prazer. Suas unhas se enterraram na pele do namorado e gemeu alto em meio a beijos, antes de finalmente relaxar. Não percebera, mas seu namorado também já estava igualmente paralisado. - Também te amo. - Sussurrou, finalmente, tentando normalizar sua respiração descontrolada.
Sua respiração ainda estava irregular quando se deitou ao lado de Alana no pequeno sofá da sala. Ainda podia sentir a adrenalina percorrendo o seu corpo e seus batimentos ainda estavam sem duvidas acelerados. Fabian engoliu em seco. Não era exatamente inexperiente como sua namorada era até alguns minutos atrás, mas antes daquele momento com Alana o sexo nunca havia sido tão intenso. O garoto passou a mão pelo cabelo enquanto aos poucos sua respiração voltava ao normal. Depois de alguns poucos minutos ele finalmente voltou a fitar a namorada, o semblante em seu rosto era plácido e nunca antes ela lhe havia parecido tão sexy, mesmo estando com os cabelos desarrumados, o rosto ainda avermelhado e a respiração que pouco a pouco parecia voltar ao normal. Fabian sorriu de forma convencida ao ouvi-la dizer que o amava. Aquela pequena frase era provavelmente a única que poderia ouvir mil vezes e ainda assim não enjoaria. – Eu sei, afinal como seria possível não me amar? – ele sorriu mais uma vez ao ver a expressão no rosto da garota. Era exatamente aquele temperamento que mudava de um momento para o outro que o fazia amar Alana de uma maneira que antes não havia conhecido.
Fabian ajeitou-se da melhor maneira que conseguiu no sofá, deixando espaço o suficiente para que Alana apoiasse a cabeça em seu ombro. Apenas naqueles momentos que compartilhava com a namorada é que ele se permitia esquecer tudo o que havia acontecido nos últimos meses. O garoto suspirou ruidosamente antes de virar o rosto na direção dela mais uma vez. Um sorriso surgiu nos cantos dos seus lábios ao perceber que ela já estava completamente sonolenta. Por um misero momento pensou que poderia fazer um comentário babaca do tipo “Nossa eu realmente cansei você.” Mas, percebeu a tempo que não queria estragar por completo o momento. Curvou-se o suficiente apenas para beijar a testa da garota, e em seguida também se entregou ao sono.

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As carícias ousadas de Fabian aumentavam rapidamente a temperatura do corpo de Alana, assim como sua ansiedade e o desejo de que ele retirasse cada peça de roupa que usavam. O garoto começou a realizar suas vontades silenciosas, levando Alana ao sofá e beijando-na em locais que ela não sabia serem tão sensíveis. Os arrepios em sua espinha ficavam cada vez mais frequentes à medida que a urgência dos toques do casal aumentava, agora acompanhados de uma necessidade inexplicável de mais proximidade. Em resposta à pergunta de Carter, Alana tomou seus lábios novamente e o puxou para mais perto, deitando ambos no sofá. Envolveu sua cintura com as pernas, pausando o beijo com o único propósito de arrancar sem muitas cerimônias a camisa que ele usava.
Havia uma satisfação evidente no rosto da morena ao ver que ele encontrava-se tão envolvido no que acontecia quanto ela. Na posição em que se encontravam, a saia de Alana já não cumpria mais sua função de cobri-la, e continuava em seu corpo por mera formalidade. Ávida por acabar com os obstáculos que impediam que suas peles se tocassem, abriu o cinto de Fabian mais rapidamente do que pensava ser possível e o jogou no chão ao seu lado. Mordeu o lábio do namorado levemente, o sugando logo em seguida enquanto abria o botão de sua calça e a empurrava para baixo sem jeito e com a ajuda das pernas. Parou de beijá-lo ao notar que ele ainda usava os sapatos e lançou-lhe um olhar faminto que indicava que se apressasse em se livrar dos empecilhos. Diferentemente das poucas vezes em que o casal trocava amassos, Alana não possuía um pingo de hesitação em suas ações. Ela só descobria isso agora, mas os beijos e o amor que sentia não eram mais suficientes para saciá-la. Ela precisava de mais.
Se ainda restava alguma duvida nele sobre prosseguir ou não, elas haviam findado no momento em Alana resolveu assumir o controle da situação. Fabian sequer pensou em objetar enquanto ela retirava algumas peças de sua roupa, que ele deveria admitir apenas atrapalhavam. Com um movimento rápido ele retirou os sapatos, e voltou a fitar o rosto da namorada. O garoto colocou suas mãos sobre o quadril dela e de forma não muito gentil retirou-lhe a saia, que naquele momento já não estava mesmo cumprindo com sua função. A proximidade de seus corpos apenas fermentava o desejo lascivo que sentia por ela. Já tinha tido algumas garotas em sua cama, mas nunca sentira tanto desejo por nenhuma outra, Alana era diferente, ela mexia com ele de maneiras que ele jamais fora capaz de imaginar que existia.
O garoto curvou seu corpo sobre o da namorada, seus lábios apenas alguns centímetros do ouvido dela. – Eu te amo. – um pequeno sorriso acompanhou seu sussurro rouco. Fabian beijou suavemente o lóbulo da garota enquanto suas mãos percorriam a cintura dela. Podia sentir o corpo de Alana tremer de forma suave debaixo do seu, o que alargou ainda mais o sorriso charmoso em seus lábios. Traçou um curto caminho de beijos entre o seu rosto e seus seios, enquanto suas mãos trabalhavam avidamente em tirar a calcinha da garota. Sua ereção friccionava sobre a coxa da garota, enquanto sua boca explorava cada um de seus seios. Seus dedos tocaram a intimidade dela pela primeira vez, pressionando a região mais sensível até que conseguisse arrancar um gemido de seus lábios. Por fim retirou sua ultima peça de roupa e colocou mais uma vez suas mãos nos quadris da garota. Com um movimento rápido puxou-a para mais perto de si, e em seguida penetrou-a em um movimento de quadril. Aguardou uns poucos minutos até que ela se acostumasse com a situação, antes de finalmente se movimentar dentro dela. O único pensamento presente em sua mente, é que em nenhuma outra situação lhe parecia mais correta do que aquela, afinal somente Alana lhe bastava.
Why did Rosario have to go and get deported? Now she could fold a polo.
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Como era de sua natureza, recusava-se a admitir que os toques de Fabian provocavam arrepios em sua espinha com uma facilidade absurda. Enquanto o garoto deslizava os dedos por sua coxa, Alana reprimia os tremores que o rastro de calor que ele deixava em sua pele provocavam. Ela poderia afastar sua mão e acabar com a diversão do namorado, como de costume, mas não estava muito inclinada a torturá-lo mais do que já fizera. Afinal, mesmo que tentasse esconder, ela desejava aquilo com a mesma intensidade que Fabian.
Estapeá-lo como ele dizia era soava uma ideia muito atraente, então ela se limitou a sorrir e prolongar o beijo o máximo que fosse possível. Convencida a ver até onde aquilo tudo poderia chegar, Alana deixou que sua mão escorregasse para debaixo da camisa do rapaz. Suas unhas arranharam seu abdômen sem pena e Fairbairn analisou suas reações com atenção. Ela reconhecia que o casal não costumava ultrapassar certos limites por sua causa, razão de seus avanços provavelmente serem uma surpresa para Fabian, mas havia uma primeira vez para tudo. – Acho que vou deixar os tapas para mais tarde. – Murmurou, com um sorriso, apenas para voltar a beijá-lo logo depois. À procura de uma posição melhor para continuar o que planejava fazer com mais conforto, acomodou-se no colo de Carter sem deixar de beijar seus lábios. Dessa vez, seus dedos preferiam levantar sua camisa a arranhá-lo, em uma tarefa igualmente satisfatória.
Perguntava-se se em algum momento Alana conseguiria parar de surpreendê-lo. Não possuía nenhuma noção se ela fazia propositalmente ou se era apenas algo natural de sua personalidade. Exatamente quando ele esperava que ela fosse recuar, ela seguia em frente proporcionando-lhe sensações que já há algum tempo não experimentava. A intensidade das caricias o faria questionar como conseguia suportar a distância entre seus corpos. Um gemido rouco escapou por sua boca ao sentir as unhas da garota em seu abdômen, o sorriso que surgiu logo em seguida em seus lábios mostrava o quanto ele estava satisfeito.
As reações de seu corpo ao toque de Alana era algo que ele não podia – mesmo se quisesse – controlar. Suas mãos deslizavam pela coxa da garota atendo-se por um breve momento a sua virilha, Fabian apertou a pele macia provocando leves gemidos em Alana, o sorriso apenas alargou-se em seus lábios. Não demorou muito até que percebesse que o excesso de roupas na garota era de certo um empecilho, uma barreira desagradável entre suas mãos e a pele macia de Alana. Em um movimento rápido Fabian desabotoou a blusa que a vestia, deixando totalmente exposta a sua pele. Observou por alguns instantes o quão linda Alana era, seus olhos azuis possuíam certo brilho, o que a deixava ainda mais atraente, seus lábios eram cheios e convidativos e Fabian sentia uma imensa vontade de tomá-los repetidamente. E como já não conseguia refrear suas vontades, Fabian a beijou mais uma vez, e enquanto estavam envolvidos no beijo lascivo guiou-a até o sofá. Aproveitou de sua posição sobre a garota para traçar um caminho de beijos entre seu pescoço e o bojo de seu sutiã. Um sorriso convencido despontou nos cantos de seus lábios ao perceber os pelos eriçados pelo corpo da garota, Carter a olhou mais uma vez e o tom de sua voz não era superior a um sussurro rouco: – Tem certeza que prefere deixar os tapas para depois? – Não estava realmente interessado em apanhar, mas queria dar de certa forma uma chance a Alana de parar se ela assim desejasse.

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Sabia que era muito provável que seus ciúmes estavam sendo excessivos, mas recusava-se a deixar que sua irritação se desfizesse tão facilmente, como sempre acontecia quando Fabian a tocava ou dizia palavras doces procurando acalmá-la. Encarou o infinito azul que eram seus olhos e, por fim, suspirou, desistindo da tarefa árdua que era continuar com raiva dele por mais do que alguns segundos. – Eu também amo você. – Murmurou. Alana reparou em como quase nunca dizia essas palavras para ele. Mesmo tendo certeza de que seus sentimentos eram reais, ainda era difícil engolir o orgulho e admitir que precisava de alguém. Porque, infelizmente, era isso que Fabian era para ela: uma necessidade. - motivo de sentir tanto sua falta durante o tempo que passava trabalhando.
Descansou as mãos no peito do namorado, alisando suas vestes enquanto falava. – Sim, precisamos da comida, então acho que não importa tanto assim… – Revirou os olhos ao admitir. – Mas… – Puxou o rapaz para mais perto pela camisa, até que seus lábios estivessem muito próximos, mas não o suficiente para que ele pudesse beijá-la. – se eu achar que você está mais amigável com aquela mulher do que o aconselhável, senhor Carter… – Disse, levando seus lábios até a orelha do garoto, antes de completar: – Vou ter que castigar você. – A malícia em seu tom de voz certamente não foi planejada, mas Alana deixou que sua frase fosse finalizada com um sorriso maldoso. Não era exatamente uma garota experiente, mas fazia questão de saber a forma certa de provocar um garoto.
O sorriso surgiu em seus lábios quase automaticamente. Eram raras aquelas ocasiões em que Alana dizia que o amava, e nada o fazia mais feliz do que saber que era correspondido por ela. Mesmo com todas as brigas e com uma ou outra dificuldade no relacionamento, havia algo entre eles que Fabian nunca antes tinha experimentado. Alana era seu porto seguro, era quem o mantinha são no meio de toda aquela confusão que havia se tornado sua vida. E ele a amava mais do que seria capaz de explicar em palavras.
Fabian colocou a mão sobre a coxa da garota, quase que distraidamente. Por um ínfimo momento acreditou que ela o beijaria, mas Alana quase nunca facilitava as coisas para ele, e era justamente isso que mais gostava nela. O tom malicioso de suas palavras colocou novamente um sorriso no rosto do garoto. – Não me importaria muito de ser castigado por você. – seu tom de voz era baixo e rouco. Colocou a mão sobre a nuca da garota, e lentamente aproximou o rosto dela do seu, novamente. Dessa vez Fabian não permitiu que ela se afastasse, e colou seus lábios aos dela em um movimento rápido. A sintonia entre os dois era latente, e o beijo apenas servia para lembra-lo mais uma vez o quanto ele a desejava. Deslizou a mão suavemente pela coxa de Alana, acariciando-a sem delicadeza alguma, e esperava pelo momento em que ela lhe repreenderia. Fabian afastou-se apenas o suficiente para fitar os olhos azuis da garota. – Se você quiser me bater agora, eu não vou reclamar. – e sorriu de forma debochada, antes de beija-la outra vez.