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As oceânides são as mais de três mil filhas de Oceano e Tétis.
Ninfas coroadas de flores, elas acompanham, durante os cortejos, a concha de Tétis, sua mãe. As oceânides são as ninfas dos fundos inacessíveis do mar e do Oceano, seu pai.
Originalmente, eram descritas como personificações das fontes de água doce, incluindo os riachos, fontes e nuvens. Em seu número, eram incluídas as néfelas, auras, náiades, limoníadas e antusas.
Algumas das oceânidas personificavam bênçãos divinas, tais como Métis (Sabedoria), Clímene (Fama), Pluto (Riqueza), Tique (Boa Sorte), Telesto (Sucesso) e Peito (Persuasão).
Outro grupo de oceânidas eram descritas como assistentes das deusas olímpicas, das quais as mais conhecidas eram as sessenta companheiras de Ártemis; Peito, a criada de Afrodite; e Clímene, a aia de Hera.
No início, as oceânidas raramente eram descritas como ninfas do mar. Foi só mais tarde, quando Oceano, o mítico rio de água doce que circundava a Terra foi identificado com as águas salgadas do Atlântico (e dos outros oceanos) que sua irmã e esposa Tétis foi vista como deusa do mar e suas filhas ninfas vieram a ser descritas como ninfas marinhas. Passaram então a ser frequentemente representadas, coroadas de flores, a acompanhar a concha de sua mãe Tétis, em cortejos marítimos.
Algumas, nas lendas, distinguiram-se, tais como Clímene, esposa do titã Jápeto, Dóris, esposa de Nereu e Dione, amante de Zeus.
As nereidas ou nereides eram as cinquenta filhas de Nereu e de Dóris, Personificam as ondas, areias, espumas, costas rochosas e outros aspectos do mar. Nereu compartilhava com elas as águas do mar Egeu.
Às vezes eram representadas como sereias, metade peixe-metade mulher, mas igualmente belas e sempre portando uma coroa feita de corais do mar. Faziam parte do cortejo de Poseidon, o deus dos mares, junto com os Tritões que eram a personificação masculina das sereias. Veneradas como ninfas do mar, gentis e generosas, elas estavam sempre de prontidão para ajudar os marinheiros em perigo no Mar Egeu. Personificavam as ondas e, por sua beleza e vaidade, costumavam dominar o coração e a fantasia de muitos homens.
São representadas com longos cabelos, entrelaçados com pérolas. Caminham sobre golfinhos ou cavalos-marinhos. Trazem à mão ora um tridente, ora uma coroa, ora um galho de coral. Algumas vezes representam-nas metade mulheres, metade peixes.
O único relato onde elas prejudicam os mortais consta do mito de Andrômeda. Segundo o mito, elas exigiram o sacrifício de Andrômeda como punição pelo fato de Cassiopeia, mãe da jovem, ter alegado ser mais bela do que as Nereidas.
As mais conhecidas são Tétis, que casou com o herói Peleu e foi mãe de Aquiles, seu filho único, Anfitrite, esposa de Poseidon, e Galateia que foi ligada ao cíclope Polifemo.
Nereu é um deus marinho primitivo, representado como um personagem idoso – também conhecido como o velho do mar.
É filho de Ponto e de Gaia. Casou com Dóris e foi pai de cinquenta filhas, as nereiades, e de um filho, Nérites. O seu reino é o Mediterrâneo, e mais particularmente, o Egeu. É conhecido por suas virtudes e por sua sabedoria.
Tem o dom da profecia e, como outras divindades, pode mudar de aparência. Ajudou vários heróis, como Héracles, que sempre conseguia descobri-lo, mesmo quando mudava de forma.
Nereu é representado em obras de arte com um tridente e algas, que representam o seu cabelo e a sua barba. Era a personificação do mar anterior à Poseidon.
Dóris é uma das três mil Oceânides, divindades aquáticas. São filhas de Oceano, um dos doze titãs, e de, Tétis. Ela pode ter sido a deusa dos ricos pesqueiros encontrados na foz dos rios onde a água doce se mistura com a salmoura. As Oceanides eram, naturalmente, irmãs dos deuses-rios.
Seu nome era ligado com duas palavras --dôron, "dom" ou "doação," e zôros, "pura" e "não misturada". Zôros era frequentemente usada para descrever água doce e a partir dela foram derivadas palavras, tais como zôrua "um cano de água corrente" e zôrux "um canal ou condutor de água."
Nereu e Dóris não têm um correspondente romano específico.
Uma nota sobre os Romanos
Não é segredo para ninguém que algumas das divindades romanas foram inspiradas nas gregas. A mitologia romana envolvia um sistema de rituais bem complexo, bem como vários grupos relacionados à divindades especificas. Tinham um conjunto de mitos voltados apenas para a fundação de Roma, envolvendo humanos e intervenções divinas. A maioria dos deuses romanos são associados aos gregos, apesar disso, seus mitos não são identicos - além de terem deuses presentes apenas em sua religião, como por exemplo, Belona. E para facilitar em buscas e pesquisas, decidi adicionar os "correspondentes" romanos a partir de agora. Nesse post irei inserir os equivalentes dos deuses feitos até agora.
Gaia - Terra (Telo em algumas versões) Urano - Caelus ou Celo Nix - Nox Érebo - Trevas ou Trevo Caos - Caos (não encontrei nenhuma outra designação, então supus que fosse o mesmo nome para ambos) Tártaro - Alguns artigos e livros o chamam de Mantus, apesar de Tártaro ser muito usado Éros - Cupido Éter - Éter Hemera - Dies Talassa - Mare
Pontos, Óreas e Nesos não têm um "equivalente" específico.
Então é isso. Quem sabe no futuro eu faça uma "explicação" sobre os deuses exclusivos romanos.

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Fim da primeira fase
Até este ponto, foram abordados aqueles considerados como divindades primordiais. A maior parte dos textos foi retirada da Teogonia de Hesíodo – que é, de longe, a mais famosa –, o que poucos sabem, é que ela não é a única existente!
A teoria vinda de Hesíodo é, inquestionavelmente, a fonte mais famosa a este respeito, conhecida como Teogonia. Isso é tão verdade, que se confunde frequentemente o panteão primordial grego com o descrito na obra. A primeira divindade que se cita na obra é o Caos, seguido por Gaia, Tártaro, Eros, Nix, Érebo, Éter, Hemera, Ponto, Urano e os Óreas.
Já a teogonia homérica parece considerar Oceano e Tétis os pais de todos os deuses, vinculando o seu nascimento ao mar.
O poeta Álcman considera a Titânide Tétis ou Tésis a primeira deusa que "ordena todas as coisas", criadora de Poros (caminhos) e Tecmor (objetivos), e geraram em seguida a Scotos (trevas), Marmarugas (luz), Melana (noite) e Amara (dia), no monótono e uniforme vazio.
Orfeu, o poeta criador do orfismo considera Tésis e Hidros, como os primeiros deuses, pais de Fusis (natureza), que mais tarde gerou com Hidros dois deuses, Chronos (que não é o Titã das histórias que já conhecemos!) e Ananque, que juntos geraram um ovo do qual nasceu Fanes, mas sozinho, Chronos também gerou Aer (ar), Acmon (luz) e Scotos (trevas).
Por fim, Epiménides. O poeta faz de Ar e de Nix os dois seres primordiais, que se unem para parir o Tártaro. Posteriormente nasceriam dois Titãs, que engendrariam um ovo primordial de onde surgiria uma nova ordem.
A partir de agora, começamos com a nova raça que surgiu na terra: os titãs e outras divindades. Os deuses do orfismo e os da teoria de Álcman não foram “explicados” por não estarem presentes nas versões mais aceitas da criação. Se eu explicar todos os deuses não vai ter Tumblr que aguente. Espero que entendam ;)
Sobre Óreas (ou Oúreas), há duas versões mais populares.
A primeira diz que ele é um deus primordial das montanhas, sendo assim, a própria personificação delas.
Já a segunda, defende que não era apenas um, e sim vários deuses – também primordiais – que representavam cada uma das montanhas da Terra. Temos como exemplos:
Atos, uma montanha da Trácia (norte da Grécia).
Citerão, grupo montanhoso da Beócia.
Etna, o vulcão da Sicília.
Hélicon, uma montanha da Beócia que competiu com Citéron.
Nisa, uma montanha da Beócia.
Olimpo, a morada dos deuses olímpicos e a montanha mais alta da Grécia, situada na Tessália.
Óreos, deus da montanha Otris, em Malis; a montanha foi usada pelos Titãs na Titanomaquia.
Parnes, uma montanha da Beócia.
Parnaso, no centro da Grécia, consagrado a Apolo e morada das Musas.
Tmolos, uma montanha da Lídia.
Pouco se sabe sobre as Nesos, além do fato que eram deusas das ilhas. Acreditava-se que cada ilha tinha sua própria personificação. Na maior parte das histórias são classificadas como umas das antigas divindades elementares, ou seja, deusas primordiais. Uma das histórias mais populares é que originalmente as Nesos eram montanhas, mas Poseidon, em um gesto de ira, as golpeou violentamente e as mergulhou no mar com seu tridente.
Tálassa foi a deusa primordial do mar, filha de Éter e Hemera. Na verdade, era mais que apenas a deusa do mar: era a própria personificação feminina do mar Mediterrâneo.
Esposa de Pontos, de acordo com algumas versões ela originou o Gigante Egeon, a personificação do mar Egeu, originou também Telquines todos os peixes e seres do mar. Quando Urano a fecundou, ela teve Dione, a deusa das ninfas marítimas. Outra versão coloca Dione como uma das oceânides.
Ponto e Talassa foram completamente substituidos por Poseidon e Anfitrite ao longo dos anos nas pinturas e mitos.
Hemera era filha de Nix com Érebo, sendo assim uma divindade primordial e a personificação da luz do dia e do ciclo da manhã. Casada com seu irmão gêmeo Éter, teve muito filhos. Também era chamada de Amara, que significa “dia”.
Mais tarde, passou a compor o séquito de Hélio ao lado das Hespérides. Era também guardiã das fronteiras, entre o mundo onde chegava a luz e o mundo das sombras.
Segundo Hesíodo, Hemera habita junto com sua mãe além do Oceano, no extremo do Ocidente. Lá, um grande muro separa as portas do inferno do mundo visível. Atrás do muro há o grande palácio onde ambas residem, mas nunca as duas estão juntas. Quando Hemera sai, sua mãe espera até a hora de lançar a noite sobre o mundo. Quando Hemera retorna, cruza por sobre o muro e cumprimenta sua mãe que saia para correr pelo Mundo.
Uma das muitas habilidades de Hemera é a persuasão, pois é ligada à mentira, e com esta habilidade pode parcialmente exercer o controle mental.

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Éter é considerado um dos deuses primordiais, sendo a personificação do conceito de "céu superior", o "céu sem limites", diferente de Urano. É o ar elevado, puro e brilhante, respirado pelos deuses, diferente do ar impuro que os mortais respiravam.
Nas versões mais aceitas é tido como filho de Érebo e Nix, irmão gêmeo de Hemera, sua esposa, com a qual teve muitos filhos. É considerado também pai das Néfeles, ninfas das nuvens.
Éter está entre Urano e o ar, por personificar o ar superior, é considerado mais puro que o ar da terra.
Eros era o deus do amor.
Sobre sua origem existem dois conceitos mais difundidos: o primeiro defendia que ele foi gerado a partir do Caos, sendo seu irmão e dessa forma, um deus primordial. Foi descrito como sendo muito belo e irresistível, levando a ignorar o bom senso, atribui-lhe também um papel unificador e coordenador dos elementos, contribuindo para a passagem do caos ao cosmos.
Na segunda versão, era considerado um deus do Olimpo, filho de Afrodite com Ares, ou apenas Afrodite, dependendo da versão. Era um dos Erotes e casou-se com Psiquê.
Tártaro era outro ser divino primordial, que aprisionava os condenados no mundo subterrâneo. Nascido a partir do Caos, foi considerado seu irmão nas versões mais populares. Relacionou-se com Gaia, e deles surgiram as mais terríveis bestas da mitologia grega, como por exemplo, Tifão.
Tártaro é a personificação do Mundo Inferior. Nele estão as cavernas e grutas mais profundas e os cantos mais terríveis do reino de Hades, o mundo dos mortos, para onde todos os inimigos do Olimpo são enviados e onde são castigados por seus crimes. Lá estão aprisionados todos os titãs, devido aos eventos da Titanomaquia.
O poeta grego Hesíodo garantiu que uma bigorna de bronze cairia do céu durante nove dias até alcançar a terra, e que cairia outros nove dias até atingir o Tártaro. Sendo um lugar tão profundo no chão, estava coberto por três camadas de noites, que se seguiam a um muro feito de bronze a cercar este distante subterrâneo.
Radamanto, Éaco e Minos são os juízes dos mortos, e decidiam quem deveria ir para o Tártaro. Radamanto julgava as almas asiáticas; Éaco, as europeias; Minos tinha o voto decisivo, final, e é quem julgava os gregos.
Gaia, deusa da terra, era a segunda divindade, com a missão de povoar o Caos. É um elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora incrível. Depois do Caos (o vazio), ela surgiu, sendo considerada sua irmã. Com sua potencialidade criadora, gerou sozinha Urano (o céu), Pontos (rios) e as Óreas (montanhas). Na solidão fria do Caos, surgiu Eros - o amor e a partir dele, nada mais poderia procriar sozinho. Movida pelo impulso determinador de Eros, Gaia se uniu-se a Urano, seu igual, com o desejo de ter alguém que a cobrisse completamente, e para que houvesse um lar eterno para os deuses. Foi ela a responsável pela Titanomaquia.
Urano era a personificação do céu. Foi gerado espontaneamente por Gaia e casou-se com ela. Ambos foram ancestrais da maioria dos deuses gregos, mas nenhum culto dirigido diretamente a Urano sobreviveu até a época clássica,e o deus não aparece entre os temas comuns da cerâmica grega antiga. Urano tinha o dom da profecia e descobriu que seria destronado por um de seus filhos – os titãs –, e vendo a natureza violenta dos filhos, encerrou-os no Tártaro.
Com Urano, Gaia gerou os doze titãs: Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Teia, Reia, Têmis, Mnemosine, Febe e Tétis; por fim nasceu Cronos, o mais novo e mais terrível de seus filhos, que no futuro transformaria completamente o domínio dos deuses.
Vindos dos “pedaços” do Caos, foram os próximos deuses primordiais que surgiram no universo.
Irmãos gêmeos, acabaram por se casar e gerar diversos outros seres, tão poderosos que mal podiam ser contidos. Alguns eram deuses primordiais, enquanto outros eram personificações de abstrações.
Nix é a própria personificação da noite e tudo o que ela representa, é a patrona das feiticeiras e bruxas, é a Deusa dos segredos e mistérios noturnos, rainha dos astros noturnos. Ela possui um capuz que a torna invisível a todos, assistindo assim ao universo sem ser notada. Nix aparece ora como uma Deusa benéfica que simboliza a beleza da noite, ora como a cruel Deidade que amaldiçoa e castiga com terror noturno. Nix é também uma Deusa da Morte, a primeira rainha do mundo das Trevas.
Érebo, por outro lado, é a personificação das trevas e da escuridão, predominando sobre as regiões do espaço conhecidas como “vácuo” logo acima dos mantos noturnos de Nix. Érebo é o próprio universo, senhor dos cosmos e dos buracos negros. Está encarcerado no Tártaro. Após a titanomaquia, tementes do poder do grande deus primordial e do possível retorno dos titãs, Érebo foi jogado no rio infernal Aqueronte, o rio da morte. Depois, encaminharam o corpo fragilizado do inimigo para o Tártaro, única prisão capaz de detê-lo.

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Caos, segundo as versões mais aceitas, é o primeiro deus primordial a surgir no universo, sendo assim a mais velha consciência divina. Um ser solitário, com natureza de difícil entendimento, originou todos os outros seres. Seu nome significa "ser amplo" ou "separar", significando o vazio primordial.