Olá apreciadores! Bem vindos novamente ao meu blog! É com muito carinho que eu apresento o meu primeiro imagine, este aqui, sobre o ator uruguaio Vogrincic.
Tentei não centralizar a estória totalmente em teor sexual no momento, deixando muito mais a tensão e principalmente, o tesão falar além. Espero que gostem, e em especial, @fancynancycandy que tbm não aguentava mais reler as mesmas estórias de sempre assim como eukkk.
Gostaria tbm de pedir que dessem uma olhadinha no comentário que vou deixar no post. É um aviso importante que gostaria de salientar sem encher tanto aqui e o post fixo.
Música tema se quiser testar: Esa Hembra Mala (trilha sonora da novela mexicana Teresa).
Punta Carretas, Montevidéu, trazia uma brisa tênue fria no ar, balançando as folhas das árvores, daqueles que você não precisa de agasalhos elaborados, mas também sentia os pelos se erguerem. Ao crê do horário, as ruas daquele lado sul, estavam vazias de pessoas, mas cheias de olhares curiosos que brechavam entre as cortinas de suas casas. Mas não era assim que Enzo se sentia.
Sua mente. Seu corpo, seus pensamentos.
Eram tudo, poderiam ser atrelados a qualquer adjetivo, menos frio.
A garagem estava abafada. O suor escorria da testa e pingava no tecido gasto do pano empoeirado, que ele tinha esquecido bem ali, sobre o display daquela TV. Os braços e mãos veiúdas pegajosos brilhavam graças a luz, sob aquela regata branca sórdida de anos e anos.
Aquele aparelho era um modelo muito além do que o moreno estava acostumado. E sim, avezado infinitamente mais com televisões de tubos largos, antenas compridas e que no primeiro defeito sequer, só dava uma palmada na lataria e o problema estava resolvido.
Era difícil? Horrível. Péssimo. Pior do que imaginava. Se soubesse o inferno moribundo na Terra que passaria para restaurar aquele televisor, quase quis rir de cólera. De fato que o teria destruído de vez nos primeiros cinco átimos.
— ¡Carajo! — O murmúrio inquieto saiu dos lábios do Vogrincic, que por reflexo jogou longe a ferramenta enferrujada que tinha na mão esquerda — Hija de puta...
Puta. Sim, era. Una puta descarada. A máquina? Não. A dona.
Porque Enzo Vogrincic era cafajeste o suficiente para só aceitar aquele serviço porque a nova vizinha era dona de um dos rabos de saia mais lindos que ele já pôs os olhos. Tinha uma coisa diferente numa moça brasileira.
Três batidinhas leves na porta de metal que ele tinha descuido em deixar acessível a rua, e um toque de saltos finos que ele soube bem até demais de quem eram. O pano voltou aos seus dedos grossos e enxugou o suor, não deu certo. Continuou caindo.
Uma virada lenta, os olhos subindo devagar por aquelas pernas torneadas e bronzeadas - ele jurou que tinha solto um "Díos, mami", pelo contrário, só pensou -, e quando viu o vestidinho verde esmeralda naquele corpinho. Realmente, mami.
Um suspiro ecoou de ambos os lados, da mulher, do homem — Dona (s/n) — Dona? Por favor; ela devia não ter nem vinte e quatro anos. Nena, ele gostaria de profanar aquele apelido no ouvido dela.
A boca da moça dos olhos de onça mudou, entre uma mordida de lábios e um sorriso que não disfarçava seus devaneios desavergonhados que nunca se acabavam quando se tratava daquele homem. A bolsa de ombro, ela deixou cair numa cadeira de plástico com alguma adesivação de uma cervejaria antiga. E então, o corpo cheio de curvas contornou a mesa de madeira até parar de frente dos olhos cor de mel daquele uruguaio. A mão subiu pra desviar dos olhos dele, um fio de cacho molhado que caía na testa — Oi.. enzito.
A saliva desceu rasgando, a mão coçou pra puxar ela e beijar os lábios gordos da brasileira, a outra se contraiu junto do pano imundo.
O suor encontrou lugares que antes ele não percebia, o membro apertou na calça exatamente no segundo que os olhos bateram no decote em formato coração. Sim, um belo coração. A jovem de pele bronzeada se afastou lentamente, andava como se quisesse ser vista, ser tocada com os olhos enquanto ele se mantinha tentando não tocar com as mãos.
A ponta da unha colorida de bordô arranhou na madeira, no metal da caixa de ferramentas há meia distância de Enzo. "Díos mio, me segura pra não foder essa mulher na garagem dos meus pais".
Um silêncio se pendurou. Ela escorou o corpo numa pilha de caixas, olhou de volta. Avaliou, flertou. A voz sussurrou quase transbordando mel —Minha TV está dando muito trabalho, enzito?
"Consertos não. Você me dá". O pensamento ecoou no âmago da consciência dele.
Ele concordou com um aceno de cabeça extra leve. Ela riu, afastando alguma coisa de uma cadeira e se sentando ali, pronta para ficar — Ótimo, então vou ficar até você terminar. Assim você me leva para casa, não é? Não posso levar uma televisão tão grande assim sozinha.
Ele riu de verdade dessa vez. A canalhice gritava dentro dele com auto falantes. Se olharam de novo, durou uns três segundos ou foi mais? Ele não soube, no primeiro segundo desviou o olhar mais pra baixo.
E voltou a trabalhar no que nem deveria ter parado. Claro. Ele ainda iria pra cama com aquela vizinha. Um dia.
Foi isso! Beijos, meus amores. Não sei se ficou dos melhores que já fiz, mas como eu disse, isso foi só um teste e ainda é o primeiro desde minha última escrita - que foi no final de 2025. Pedidos abertos!!