one of my red flags is that this was my favorite game, so yeah
Mike Driver
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Phantogram Three
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NegligĂȘncia
E por mais que vocĂȘ odeie esse fato a verdade Ă© que nĂŁo dependo de vocĂȘ e nem do seu dinheiro. NĂŁo preciso da sua compaixĂŁo, pena e nem do seu incentivo. Tenho outras pessoas que cuidam de mim e mesmo se nĂŁo tivesse consigo desempenhar esta função muito bem, afinal, Ă© assim que eu sempre estive nĂ©? sozinha, eu contra qualquer coisa que se entrasse no meu caminho. NĂŁo tem nada que possa fazer depois de quase duas dĂ©cadas de negligĂȘncia pai.
se vocĂȘ ainda me lĂȘ
saiba que em todas as palavras que escrevo
e em todas que omito
eu sinto sua falta.
[vocĂȘ ainda ocupa cada espacinho dentro de mim].
I believe in myself, I know myself and my capabilities. Today I work and tomorrow I work so that the day after that is a little bit easier.
Escrevo-te para nunca esquecer dos teus olhos
que sobre mim reluziu
hĂĄ tanto senti o acre sabor da melancolia extinguir-se de mim
em ĂĄguas salgadas embebedando o lusco- fusco;
escrevo-te no martĂrio que remates minha angustia pois
na minha Ănsula pluviosa tu fostes amanhecer:
raio de sol brilhante e morno.
Deambulo entre os dias como peregrina de ruas mortas
uma sombra que guarda da noite olores perdidos.

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Francis, Paris nĂŁo Ă© a mesma sem vocĂȘ, nem o cĂ©u, nem as estrelas. A lua hoje pareceu menos bonita e aqueles cafĂ©s que eu amava agora nem fazem mais tanto sentido assim. Quando vocĂȘ dizia que era eu quem trazia beleza pros seus dias, nĂŁo imaginava o quanto vocĂȘ salvava os meus. Agora vocĂȘ foi embora e a saudade tornou tudo monocromĂĄtico. Se quiser voltar, ainda tem a Torre Eiffel e aquela cafeteria prĂłxima da minha casa, nĂłs podemos nos encontrar e recomeçar, porque no fundo, o amor nunca foi embora daqui. Eu adoraria tentar novamente, seus erros nĂŁo seriam o problema, agora que atĂ© eles fazem-me tanta falta. Paris, 2016.Â
Scene from A Midsummer Nightâs Dream, 1851, by Edwin Henry Landseer (1802-1873)
Para vocĂȘ que estĂĄ lendo isso:
Eu te desejo toda a força que vocĂȘ precisa para superar os dias difĂceis.
Boa tarde. Criei esse Tumblr cm intenção de ajudar. Então se precisar de qualquer coisa pode me chamar tå? Seja pra desabafo, ombro amigo ou só conversar. Estarei aqui.
Por mais almas como vocĂȘ!
A dor Ă© intrĂnseca ao meu deleitoso eu quâinsiste em permanecer fantasiando defronte Ă poesia.

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âNa noite do dia 31, vou olhar para o cĂ©u e lembrar de tudo que vivi nesse ano: as mĂĄgoas, os sorrisos, as lĂĄgrimas, as histĂłrias, os amigos que fiz e os que perdi, os momentos bons e os ruins. E nĂŁo vou me arrepender de nada. Pois foram todos esses momentos, que fizeram com que esse ano valesse a pena.â
â Caio Fernando Abreu.
Detail of Venus and Cupid, c. 1700, by Sebastiano Ricci (1659-1734)
â Pink dresses in paintings by Edward Hughes, VĂĄclav BroĆŸĂk & Paul de La Boulaye â
âQuando o amor Ă© verdadeiro mesmo apĂłs o tĂ©rmino o coração mesmo dolorido, machucado estarĂĄ dizendo: âEstou aqui quando precisar.â E darĂĄ o sorriso mais doloroso de suas batidas ao vĂȘ-la(o) com outra pessoa.â
â
Paulo Marcos
Oferta vĂĄlida por tempo indeterminado para o amor verdadeiro.
âQuando alguĂ©m âperdeâ alguns minutos ou atĂ© horas, sĂł para escrever e te mandar uma declaração de amor, nunca nunquinha responda com emoji ou sĂł 3 palavras. O pior Ă© que sabemos, no dia seguinte a pessoa nem vai se lembrar do que vocĂȘ escreveu e falou. Mas acabamos ficando quietas e fingindo que nada aconteceu, pena que o coração nĂŁo ajuda muito nisso e acaba se machucando um pouquinho. E nesse pouquinho em pouquinho, acaba se tornando tudo.â
â IlusĂ”es de Esther.Â

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Arrume um tempo, o cabelo, suas coisas, a mente e saia por aĂ distribuindo sorrisos, diga pra si mesmo que nĂŁo Ă© hoje que vocĂȘ vai ficar triste, nem amanhĂŁ, e nem tĂŁo cedo. Invente um passa-tempo, faça algo que nunca fez, que seja inĂ©dito, se divirta mais, lembre-se que hĂĄ bilhĂ”es de pessoas no mundo, no qual muitas delas, vocĂȘ adoraria conhecer. Telefone pros amigos, diga que sente saudade, marque de sair e ria um pouco com eles, volte pra casa andando⊠Sinta o vento, o tempo, as coisas que estĂŁo ao seu redor, ouça o barulho da noite, dos carros, das pessoas, se ouça. Deite na cama e olhe pro teto, pense no quanto a vida Ă© bonita e boa de se viver, durma. Levante mais disposta a fazer melhor que ontem, cante, mesmo que nĂŁo saiba, cante, acha que existe karaoke pra quĂȘ? Dance, invente sua prĂłpria coreografia, e se alguĂ©m te flagrar, nĂŁo sinta vergonha, convide-a pra dançar tambĂ©m. Ajude sua mĂŁe na cozinha, converse com ela sobre como o dia estĂĄ lindo, deixe escapar um âEu te amo, mĂŁeâ faça o mesmo com seu pai, nĂŁo sinta vergonha, vocĂȘ sempre os amou mesmo. Saia de casa, corra⊠Calma seu coração nĂŁo vai parar por isso, ria disso tudo e continue a correr, escute aquela mĂșsica que te deixa completamente livre, sinta isso correr por todo seu corpo, essa sensação de liberdade, a brisa no rosto, sentiu? Ă felicidade. VocĂȘ pode ter mais disso nos seus dias, basta querer e fazer por onde.
Jonatan F. Principar. (via poetavazio)
Cartas Ă um possĂvel alguĂ©m de pura alma. PossĂvel leitor, possĂvel Ăąmago necessitado de palavras que acalentem seu ser. Quem Ă©s tu? Qual nome lhe vem aos pensamentos quando lhe redijo a palavra amor? Qual alma lhe fora dada de presente ao nascer e seu mentecapto instinto lhe fez perder? A vida Ă© um sopro e nĂłs somos fadados Ă solidĂŁo. Dir-te-ia, caro leitor, que o nome dele Ă© incompreensĂvel aos teus ouvidos. Dizem que o canto dos pĂĄssaros nĂŁo pode ser utilizado como nome atribuĂdo Ă um ser, e eu lhe desmistifico tal. O nome daquela alma de olhos castanho-mel soa como o canto do mais belo d'um Rouxinol. Nome que apazĂgua a alma, que amansa seus devaneios mais inseguros e lhe traz de volta ao Ăștero materno, com a segurança que a posição fetal lhe dĂĄ. O nome dele me soa como a melodia puritana de um amador clĂĄssico; nĂŁo tĂŁo deleitosa quando Chopin, mas abrasadora como Bach. Teu nome me vinha em tom francĂȘs! O tom do amor, entre tantas palavras que tinham origem no puro latim. O nome que me rodeava a aura e me vinha como um sopro de paz n'um dia caĂłtico apenas n'uma lembrança dolorosa. AtĂ© quando o observava partir pela porta da frente, cerca de quatro horas da manhĂŁ, afirmando que seria a Ășltima vez que o veria vulnerĂĄvel. Caro leitor, ele sempre soube que voltaria no dia seguinte e deitaria sobre meus braços cansados de tanto poetizar acerca de seus sorrisos. Ele sabia que minh'alma era seu habitat natural e seu olhar jamais negaria isso que lhe digo. Seus fios encaracolados caĂam sobre a pele leitosa todas as vezes que ele ria para mim, agraciando ainda mais os traços do que a vida denominaria temporariamente meu. O nome dele era como se fosse um complemento do meu. NĂŁo existiria Amado sem o dito-cujo canto dos pĂĄssaros que dava nome ao semblante pomposo que roubaria meu coração anteriormente. Era como se despedidas fossem a certeza de sua volta e declaraçÔes fossem a certeza da despedida. Jamais falarĂamos de amor n'um dia rotineiro. Jamais valorizamos o canto dos pĂĄssaros quando moramos n'um deleitoso campo, o rotineiro mata a ansiedade, o rotineiro esgota atĂ© mesmo o pobre canto do Rouxinol. A rotina nos fadava ao fracasso. Leitor, se tu estĂĄs aqui, dir-te-ei tambĂ©m que a voz dele era mais bela que o tal Rouxinol. Era como um grito de dependĂȘncia nunca dito Ă margem do Rio Ipiranga. Sabia que dependia dele e declarar uma independĂȘncia seria incorreto. Meu amor sempre foi posse daquilo que nunca tive. Sempre foi rodear meu pequeno Rouxinol de seguranças inapropriadas e dar a ele uma cama confortĂĄvel para voltar apĂłs desenhar. Meu amor, ouvinte, costumava desenhar meu semblante cĂĄlido caĂdo pelos ares, sempre com a visĂŁo melancĂłlica do seu espaço, sempre com medo daquilo que lhe rodeava, sempre sob o mundo. Meu amor sempre fora honesto comigo e sabĂamos que d'entre nĂłs, sempre fui o mais propĂcio a adaptar-se com uma falsa satisfação. Ele sempre foi honesto consigo mesmo, sempre fora adepto Ă solitude, sempre fora amante da paz de espĂrito que era nĂŁo agradar aos outros. Sempre o admirei em silĂȘncio, depositando minhas expectativas de futuro nas asas do meu pequeno Rouxinol. Em noite de luar, pesava suas asas, por medo daquele cantar que me acalmava ver beleza na Lua. Sempre fui possessivo, assumo. Mas naquela noite, com o som da chuva enrubescida, o vi ir embora. ApĂłs um sexo fenomenal, apĂłs cravĂĄ-lo de corpo e dizer que o amava, o vi ir embora. E como de costume, o esperei. O esperei dia apĂłs dia, mĂȘs apĂłs mĂȘs, e ainda o espero, leitor, o espero tanto que o coloco em meu primeiro conto. O espero voltar em memĂłrias que me vem ao consciente n'uma tarde gĂ©lida, onde seu corpo sempre fora meu protetor. O espero quando meu ideal de encontro nĂŁo Ă© cumprido e me lembro daquele venusto sorriso que adornava minhas tardes sem muito se esforçar. Algumas pessoas â ou pĂĄssaros â nos marcam como tatuagem. Olho aos meus dedos e o vejo ali, sorrindo para meu olhar cabisbaixo, lembrando que sempre serĂĄ a poesia que sairĂĄ pela minha Ășnica arma. Eu prometi nunca lhe apagar. A escrita Ă© a arma e eu me mato todos os dias ao lembrar de ti. Mas, continuo a lhe esperar, sentado nessa cadeira, observando o luar. Rouxinol, faça-me uma visita. A Lua Ă© bela e eu sempre soube que nĂŁo deveria lhe permitir vĂȘ-la.
10/03. Ensaio lĂrico - Dores dâum outono mal interpretado por insensĂveis Ă poesia.Â