following back!! :)
Game of Thrones Daily
Show & Tell

Kiana Khansmith

gracie abrams
tumblr dot com

titsay
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
RMH

Discoholic đȘ©
KIROKAZE

$LAYYYTER

blake kathryn

Game Changer & Make Some Noise
todays bird
Cosmic Funnies
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

tannertan36
occasionally subtle
seen from United Kingdom
seen from Kenya
seen from Armenia

seen from United States
seen from Brazil
seen from Bangladesh
seen from United Kingdom

seen from United States
seen from United States
seen from Greece

seen from India
seen from Germany
seen from United States

seen from TĂŒrkiye
seen from Germany

seen from Germany
seen from United Kingdom

seen from United States
seen from United States

seen from United States
@enlaurear
following back!! :)

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch âą No registration required âą HD streaming
A primeira vez
VocĂȘ sempre me disse que sua maior mĂĄgoa era eu nunca ter escrito um texto sobre vocĂȘ. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa. VocĂȘ sempre foi o Ășnico homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado. VocĂȘ sempre foi o Ășnico amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o Ășnico que sempre entendeu tambĂ©m, depois, eu dormir meio chorando porque Ă© impossĂvel abraçar sequer alguĂ©m, o que dirĂĄ o mundo. Outro dia eu encontrei um diĂĄrio meu, de 99, e lĂĄ estava escrito âhoje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formaturaâ. Ele, no caso, Ă© vocĂȘ. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para vocĂȘ, eu por diversas vezes larguei vĂĄrios namorados meus, sentados, e dancei com vocĂȘ. Porque vocĂȘ Ă© meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tĂmido e desajeitado. Depois encontrei uma foto em que vocĂȘ estĂĄ com um daqueles Ăłculos escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas âbailarinaâ. E nessa Ă©poca vocĂȘ nĂŁo gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de vocĂȘ porque vocĂȘ tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei ridĂcula na foto mas senti uma coisa linda por dentro do peito. AĂ lembrei que alguns anos depois, quando eu jĂĄ nĂŁo era mais a bobinha da classe e sim uma estagiĂĄria metida a esperta que sĂł namorava figurĂ”es (uns babacas na verdade), vocĂȘ viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi ridĂculo. Mas foi menos ridĂculo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a força. VocĂȘ saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo. Eu nĂŁo sei porque exatamente vocĂȘ nĂŁo mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do VinĂcius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, jĂĄ de saco cheio de eu ficar com vocĂȘ e com mais metade da cidade, vocĂȘ me deu aquele cartĂŁo postal da AmazĂŽnia com um tigre enrabando uma onça. TambĂ©m nĂŁo sei porque eu nĂŁo escrevi um texto quando vocĂȘ apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu jĂĄ ouvi na minha vida âeu sei que vocĂȘ nĂŁo gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assimâ. Talvez eu devesse ter escrito um texto para vocĂȘ, quando eu te pedi a Ășnica coisa que nĂŁo se pede a alguĂ©m que ama a gente âme faz companhia enquanto meu namorado estĂĄ viajando?â. E vocĂȘ fez. E vocĂȘ me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com vocĂȘ mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu nĂŁo amava vocĂȘ, vocĂȘ continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois vocĂȘ começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para vocĂȘ. Claro que eu senti ciĂșmes e senti uma falta absurda de vocĂȘ. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu tambĂ©m podia ter escrito sobre aquele dia que vocĂȘ me xingou atĂ© desopilar todos os cantos do seu fĂgado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente sĂł odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto vocĂȘ quiser desde que isso signifique que vocĂȘ ainda gosta um pouquinho de mim. Minhas piadas, meu jeito de falar, atĂ© meu jeito de dançar ou de andar. Tudo Ă© vocĂȘ. Minha personalidade Ă© vocĂȘ. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo Ă© vocĂȘ. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invĂ©s de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo Ă© vocĂȘ. Eu sou mais vocĂȘ do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre vocĂȘ. AtĂ© hoje. AtĂ© essa manhĂŁ. Em que vocĂȘ, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que vocĂȘ simplesmente foi embora. Como se eu fosse sĂł mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que nĂŁo sĂŁo ela. E que vocĂȘ usa para nĂŁo sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que vocĂȘ deixou eu te olhar, mesmo vocĂȘ nĂŁo gostando de mim. E foi por isso, porque vocĂȘ deixou de ser o menino que me amava e passou a ser sĂł mais um que me usa, que vocĂȘ, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.
Tati Bernardi.
Se vocĂȘ doa todo o seu amor; o que sobra?

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch âą No registration required âą HD streaming
Eu perdĂ o meu medo, o meu medo da chuva Pois a chuva voltando prĂĄ terra traz coisas do ar. AprendĂ o segredo, o segredo da vida Vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugarâŠ
Raul Seixas. (via recordada)
E na esquina da minha rua com a sua, a placa jĂĄ anuncia: amor sem saĂda.
Eu me chamo AntĂŽnio. (via versificar)

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch âą No registration required âą HD streaming
que deus me perdoe por pensar em vocĂȘ enquanto lavo a louça em plena sexta-feira Ă noite
que AlĂĄ me perdoe por te murmurar enquanto coloco aquela blusa preta e branca que Ă© igual Ă sua, e por me imaginar (pateticamente) ao seu lado
que Buda me perdoe por eu perder a calma enquanto te vejo andar pelos corredores da faculdade e por fingir ter perdido memĂłria e por passar por vocĂȘ sem te olhar nos olhos (eu nĂŁo consigo, eu ainda nĂŁo consigo materializar vocĂȘ e te perceber como um estranho) e por permanecer alheio a tudo que vocĂȘ carrega ou faz
eu peço perdĂŁo a vocĂȘ tambĂ©m. por nĂŁo ter capacidade de correr de tudo que me lembre nĂłs dois. por nĂŁo conseguir abdicar de uma lembrança boa de vocĂȘ olhando fundo nos meus olhos enquanto me penetrava. Ă© que era tĂŁo bom e Ă© tudo que eu tenho agora. pela primeira vez tĂŽ aqui admitindo: Ă© a Ășnica coisa que eu tenho. eu te peço perdĂŁo por ainda lembrar vocĂȘ no meio da viagem de metrĂŽ; quando eu poderia facilmente ir atrĂĄs de outros caras e me permitir outras sensaçÔes e me preencher com subterfĂșgios maiores e mais densos que vocĂȘ. eu peço perdĂŁo por nĂŁo ter conseguido ir embora ainda, em quatro meses em que decidimos terminar. perdĂŁo perdĂŁo. perdĂŁo porque nĂŁo tenho coragem, ainda, de tentar algo novo. eu mereço esse tempo tambĂ©m.
entre pratos sujos e copos com nescau, fecho meus olhos e penso. penso tĂŁo forte e profundo. penso em vocĂȘ nu. quase jĂĄ me esqueci do seu corpo, confesso. entĂŁo me forço a pensar profanamente. depois esqueço. e esse movimento repete-se todas as vezes que me sinto sozinho.
entĂŁo depois do ato cotidiano e corriqueiro, eu deixo ir e me despeço. peço perdĂŁo a todos os deuses que existem e começo a chorar desgraçadamente. choro, por nĂŁo conseguir largar vocĂȘ. por ser incapaz de, na minha prĂłpria dor, encontrar algo que me faça esquecer o terremoto que vocĂȘ foi na minha existĂȘncia. eu brigo com minhas bactĂ©rias, falo de vocĂȘ a elas. explico que uma hora vocĂȘ desaparecerĂĄ como o cosmos que se reinventa. eu converso com os fantasmas. eu te expulso. sinto-me livre. mas vocĂȘ volta.
e vocĂȘ tem voltado todos os dias.
perdĂŁo, perdĂŁo, perdĂŁo. eu me autoperdoo todos os dias, porque nĂŁo quero carregar culpas, deslizes, palavras marginalizadas que poderiam ter sido ditas
deus, me perdoe por pensar tĂŁo avidamente nele que minha pele chega a queimar
porque sei que mereço outros roteiros que mereço outras primaveras japonesas que mereço pacificação em meio à guerra
me perdoe por nĂŁo conseguir fugir de vocĂȘ.
Tesouros nĂŁo sĂŁo apenas ouro e prata, amigo.
Capitão Jack Sparrow. (via a-interrogada)

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
Free to watch âą No registration required âą HD streaming
EU TE AMEI:
1. quando deixou um cd da sua cantora favorita na frente da minha casa enquanto eu tomava banho; 2. quando nĂłs fizemos algo no chĂŁo de um apartamento em construção e depois eu soube que foi amor; 3. quando vocĂȘ me viu chorar assistindo um vĂdeo do YouTube sentada na sua cama e nĂŁo perguntou o porquĂȘ, sĂł me abraçou; 4. quando me levou no lugar que sempre ia quando os dias estavam ruins e eu percebi que eu quebrei as regras porque aquele era um dia bom; 5. quando falou sobre atol das rocas e plĂąnctons como se tivesse desvendado todos os quatro cantos da Terra; 6. quando subimos atĂ© uma varanda e na hora de descer, eu pensei ouvir o barulho de uma cobra e no escuro vocĂȘ me ajudou a saltar qualquer coisa que tenha me dado medo; 7. quando depois de sua viagem da escola, vocĂȘ me deu dois cordĂ”es e uma barra de chocolate e eu notei que eu nĂŁo estava lĂĄ contigo, mas de alguma forma eu estava lĂĄ contigo; 8. quando depois de te contar sobre como gosto de por-do-sol, vocĂȘ foi atĂ© o terraço do seu novo lugar e me ligou pra dizer que o cĂ©u estava bonito; 9. quando Ăamos num espaço de cafĂ© e quis te beber porque vocĂȘ era quente e forte como ele; 10. quando me apresentava pra alguĂ©m e sua voz mudava como muda o clima aqui: drasticamente; 11. quando dormiu no meu quarto e eu desejei que o sol nunca mais nascesse (eu poderia viver com a ideia de que estava com os olhos fechados por causa de toda a penumbra, eu sĂł precisava te sentir); 12. quando eu quis perguntar ao mundo porque ele nĂŁo podia gostar um pouco de vocĂȘ e ignorar o fato de que Ă©ramos duas garotas; 13. quando depois de eu dizer que estava apaixonada, vocĂȘ cantou; 14. quando eu andei de ĂŽnibus contigo e desejei que o motorista cruzasse o paĂs ou atĂ© um continente; 15. quando eu sentei entre sua barriga e coxas, nua, e vocĂȘ me olhou como se eu tivesse parido Saramago ou tivesse restaurado a composição verde de Manaus; 16. quando eu, no chuveiro, descobria todos os roxos que depositava em mim porque sua boca sempre acabava sugando meu corpo e minha alma; 17. quando eu me aninhei no seu colo como um pĂĄssaro que ainda nĂŁo tinha aprendido a voar, mas que jĂĄ havia chegado no ĂȘxtase, no auge, no pico; 18. quando toda vez que ia embora, me passava uma vontade absurda de colar seu pĂ©s no chĂŁo dessa cidade e te transformar em areia pra te carregar em mim por onde quer que eu fosse; 19. quando eu comecei a te enxergar nas folhas do calendĂĄrio online e vi que tentar prever o amanhĂŁ era ter vocĂȘ em dobro; 20. quando me encarou e disse âagora eu sei que deus existeâ; 21. quando me fez entender que eu poderia ser outra coisa, pois eu apenas tinha aprendido a ser sĂł.
Eu poderia ficar horas e horas escrevendo sobre quando eu reparei que te amei, mas bastou um segundo pra que esquecesse que amar o outro, por qualquer que seja o motivo, jĂĄ Ă© uma baita resposta.
E se foi.
Depois, começava a despi-la, (âŠ) a tornĂĄ-la - nĂŁo sei se mais bela, se mais natural -, a tornĂĄ-la minha, somente minha, unicamente minha.
Machado de Assis. (via enlaurear)