Já era esperado que ELA FUNDA KARADAG viesse para a Ilha de Treatan, afinal, ela é uma PRINCESA vinda do REINO DA ANATÓLIA (TURQUIA). Não que seja elegante perguntar, mas sei que ela já conta com seus VINTE E SETE ANOS, e não esconde a fama de MALDITA, mas é sabido que seu lado JUSTO compensa. Se não tivesse sangue azul, eu diria que é uma descendente direto de ESRA BILGIÇ, porque não poderiam ser mais idênticas!
HEADCANONS
TW: O texto a seguir contém agressão a mulher, sadismo e menção a tentativa de estupro. Vou sinalizar no paragrafo também.
Sempre foi uma criança curiosa com o mundo e que vivia atrás de respostas, mesmo quando lhe era dito que deveria apenas focar na obediência e nos conceitos sagrados. Ela queria mais e era constantemente negada de tal, moldada para não ser nada além da princesa perfeita e bem articulada. Contudo, Ela não demorou muito para que demonstrasse sinais de rebeldia e fugisse das inúmeras aulas de etiqueta para se aventurar pela capital, sempre disfarçada como se isso fosse lhe livrar de qualquer perigo. Sua curiosidade para com os vermelhos era quase científica, conforme os primeiros sinais dos poderes foram surgindo, mais e mais ela se via atraída pela ideia de os compreender melhor. Por que se no fim tudo era sangue, ela queria saber como ele funcionava e o que realmente os diferenciava. Claro, quando descobertas as fugas infantis lhe rendiam castigos e isolação, tal qual ao cobrança da dedicação extrema a fé anil e que essa fosse sua única pergunta e resposta para tudo. Quando descoberto o pequeno caderno que ela juntou informações desde que aprendeu a escrever, sobre tudo que observava sobre os rubros, este foi queimado como uma tentativa de a dissuadir daquelas ideias erráticas.
Porém, quanto mais os Karadag tentavam a colocar em seu devido lugar, mais ela se rebelava. Apenas aprendeu a fazer isso mais discretamente e a guardar segredos. Se achava no direito de fazer o que achava correto, afinal, não eram os Karadag uma escolha divina? Não era sua linhagem abençoada pelos santos? Então, ela tinha o poder de tomar as suas próprias decisões em prol do que achava correto. Tendo sua fé forçada e pré estabelecida desde que se conhece como gente, optou por seguir o caminho santo que mais lhe agradava, não reclamavam tanto que era rebelde e desobediente? Então, se viu como fiel devota de Santa Lira, a santa da obediência. A santa que se recusou a usar os poderes contra os rubros quando estes se revoltaram contra a monarquia, aquela que pregava a coexistência entre os anis e os rubros. Ela tinha sua fé a sua maneira, quer isso fosse ou não contra os conceitos e preconceitos da casa Karadag, sua subserviência seria a sua fé e não ao que ela julgava como injusto.
Foi na adolescência que passou a criar mais vínculos com os vermelhos que conhecia em suas fugas do palácio, tomava desse tempo para os estudar e aprender mais sobre seus costumes e sobre a fé rubra que todos ao seu redor pareciam tanto querer derrubar. Odiava ver a condição que seu povo tinha de viver, enquanto os anis da corte gozavam de uma boa vida cheia de regalias, ela mesma inclusa nisso. Deste modo, foi debaixo dos narizes da própria família e que começou secretamente a ajudar alguns movimentos rubros de Anatólia, fosse fornecendo informações ou até mesmo fornecendo bens que eles não tinham acesso. Claro, seus estudos no exterior acabaram lhe afastando um pouco mais disso, mas ela fez o possível para manter seus contatos e auxiliar mesmo que a distância.
Havia recém terminado de cursar teologia na universidade de Luxemburgo quando foi informada que estava noiva de um príncipe de Georgia, o que não lhe agradou em nada já que sequer foi consultada sobre o assunto. Ela até o momento nunca se sentiu muito confortável com relacionamentos, fora a censura absurda de sua família, ela sempre sentia que tinha algo simplesmente fora do lugar e foi com seu primeiro noivo que ela entendeu o que estava errado, ele. Sentia que entre beijar ele e uma parede, era certo que a parede lhe deixaria mais animada ou excitada. Ele também percebeu isso, de modo que suas investidas com a princesa quando se encontravam sozinhos se tornaram mais e mais constantes e incisivas, com as constantes falas de que mostraria pra ela como um homem de verdade agia ou ela só precisava de um homem como ele pra endireitar ela. Frases que ela repudiava por completo, em um acesso de raiva com uma das investidas do noivo, os poderes lhe saíram do controle e acabou causando uma parada cardíaca nele. Entrou em pânico e apenas fugiu para longe, sua sorte sendo que ele havia a encontrado sem permissão e ninguém sabia daquele encontro. Fez da irmã mais nova sua álibi e passou pelo período de luto como uma boa noiva deveria, expressando suas condolências a família, mesmo que incerta se o mundo não era bem melhor sem um homem como aquele nele, por mais cruel que esse pensamento pudesse ser.
TW: Sadismo, agressão a mulher, tentativa de estupro.
Levou alguns anos para que outro noivo lhe fosse apresentado, agora era um dos príncipes de Montenegro, com idade próxima da dela e que teoricamente compartilhava dos ideias religiosos dos Karadag. Já consciente que não possuía grandes interesses pelo gênero masculino, sabia que aquele noivado estava fadado ao fracasso, mas ainda assim ela aceitou tentar pela família, pensando que se talvez fizesse isso poderia apaziguar sua situação. Até mesmo aceitou passar uma temporada em Montenegro para que ela e o noivo se conhecessem melhor antes do casamento, e o príncipe realmente parecia ser um bom homem, na verdade, ele parecia bom demais, ao ponto que começou a lhe levantar suspeitas. E foi o seguindo e investigando que descobriu o sadismo de seu segundo noivo, que possuía um prazer desprezível por torturar a criadagem rubra por simplesmente existirem. Os chicoteava e os colocava sob diversos tipos de humilhação e tortura, tudo pelo bel prazer e os mantinha sob seu comando sob a ameaça de exterminar suas famílias. Quando ela o confrontou sobre isso, ele negou é claro, mas a princesa estava enojada demais para deixar que aquelas mentiras seguissem saindo da boca do homem e com isso o fez momentaneamente se afogar no próprio sangue, apenas o suficiente para um susto. E isso foi mais que o suficiente para que o monstro no interior dele quebrasse a máscara da perfeição, ele marchou para cima dela com um revolver em mãos, mais uma vez vieram as palavras de como colocaria ela no devido lugar dela, como ela como mulher e sua futura esposa deveria obedecer e servir a ele. E ele poderia fazer o que bem entendesse com ela. Ela lutou como pode no embate físico, mas ele era mais forte e batia a cabeça dela contra o chão ao ponto de que ela sentia o sangue começando a escorrer pela própria cabeça. Foi quando ouviu o som do cinto dele se desfazendo que ela congelou no chão, mesmo com a cabeça zunindo, os poderes agiram de imediato desacelerando seu coração e baixando sua pressão arterial, apenas o suficiente para que ela conseguisse se desvencilhar dele e lhe roubar o revólver. Queria poder dizer que foi completamente impensado, mas nos poucos segundos que teve de vantagem ela calculou como poderia se livrar da culpa do crime que cometeria... O tiro que deu na lateral da cabeça foi pensado o suficiente para que parecesse que ele mesmo havia atirado. Nem soube como tirou forças no calor do momento para realocar o corpo dele para uma cadeira e usar dos poderes para mover o sangue, afinal, tinha que parecer que ele havia tirado a própria vida e ninguém sabia mais sobre sangue do que Ela.
Fim do TW
"Príncipe de Montenegro arrependido tira a própria vida após agredir a própria noiva em acesso de raiva." Foi uma manchete e tanto, o suficiente para que ela retornasse a Anatólia e fosse afastada por um bom tempo da mídia e todo o resto. Talvez um dos únicos momentos que os Karadag lhe foram mais afáveis, ainda que tivessem suas dúvidas sobre o que aconteceu. O tempo em reclusão lhe fez com que reavaliasse sua forma de agir e como se apresentava ao mundo, até mesmo fez com que percebesse coisas sobre si mesma e se aceitasse mais como realmente era. Soube então que sua família jamais lhe aceitaria como era e que não estava mais disposta a tentar viver uma mentira por eles, concordou em participar do Althara um anos e meio após a morte do segundo noivo, mas em seus próprios termos. Ela escolheria seu noivo dessa vez e o noivado seria aceito mediante a reação do público, já que estavam lhe fazendo participar de um reality. Claro, haviam letras miúdas nesse acordo, mas depois de tantos anos sabiam que forçar Ela a qualquer coisa que fosse apenas acabava em sangue. Ressurgindo das cinzas socialmente depois de um ano e meio afastada da mídia, ela é uma mulher renovada e muito mais perigosa, se aproveita dos comentários maldosos a seu respeito para afastar os homens. Seu objetivo real? Estreitar seus laços com os vermelhos de Anatólia e fortalecer a rebelião por debaixo dos panos, possivelmente derrubando a própria família e garantindo sua própria liberdade no processo. Se isso se provar complicado demais, ela sempre pode pender para o lado de causar um escândalo em rede mundial, um que não poderá ser apagado, mas que garanta que ela não precisará nunca mais se casar com um homem.
EXTRAS
Sarp Cemal Karadag, o Leão da Anatólia, primogênito e herdeiro do trono, 32 anos
Ela Funda Karadag, 27 anos
Terceirx Filhx, entre 21-23 anos
Zeynep Karadag (62 anos), rainha-mãe, Arauto da Pureza e Membro Honorário da Ordem dos Véus
Yusef Karadag (70 anos), rei da Anatólia, conhecido como “o pai da nação” em sua época de ouro, embora atualmente seja nomeado, pelos mais cruéis, como o Azul Empalhado ou Rei-Só-de-Nome, já que quem governa, na prática, é Zeynep e o Conselho.
Reino de anatólia
O nome Ela significa "Olhos cor de avelã"
Enquanto Funda significa "Heather/Urze" uma planta conhecida como símbolo de resiliência e força discreta. Sua mensagem seria algo como "Bela, porém indomável."
TRIVIA
Sempre teve um olhar analítico e gosta de sempre carregar um pequeno bloco de notas consigo e uma caneta, anotando sobre coisas que percebe ao seu redor e até mesmo pessoas. Desde a reações correlacionadas ao sangue destas ou simplesmente informações que julgue interessantes.
Antes costumava ser mais animada, sorridente e aberta com todos, mas desde que retornou aos holofotes tem se apresentado como uma mulher mais distante, fechada e mais assertiva do que o costume. Ainda segue a mesma Ela indomável em essência, mas parece ter mais pensamento e não apenas emoção pura em suas ações.
Apesar de ser formada em teologia por influência da família, gostaria muito mais de ter se dedicado ao estudo científico sobre o sangue e o correlacionado aos próprios poderes.
Durante todo o período da adolescência se considerava estranha por não querer namorar ou ter interesse nos outros rapazes, mesmo que tentasse se envolver com alguns discretamente. Foi apenas após o primeiro noivo que entendeu que ela não era quebrada, apenas não se sentia atraída sexualmente por homens.
Ainda que mais pontual e discreta sobre o assunto, ainda é sabido por sua reputação e forte devoção a santa Lira que ela possuí apreço pela ideia de coexistência entre os anis e os rubros.
PODERES
Hematocinese - Ela não consegue apenas sentir o sangue, como consegue o manipular seja dentro de um ser vivo ou fora dele. Uma arte complicada e que exige muito foco e precisão, onde o mínimo deslize pode acarretar em consequências mais sérias o que faz com que ela use mais sua habilidade usando o sangue fora de um corpo vivo. Externamente pode cristalizar o sangue o utilizar como uma lâmina ou até mesmo projéteis, ainda que o tempo de cristalização seja apenas momentâneo. Seu controle sob o sangue a torna apta a acelerar o processo de coagulação e cicatrização, não curando, mas estabilizando ferimentos internos que não sejam tão graves. Evita o uso de seu poder para coisas nocivas ou prejudiciais aos outros, mas quando muito irritada acaba inconscientemente acelerando o ritmo cardíaco daqueles a sua volta, os deixando mais propensos a irritação também. Mas também se com a mente limpa, pode acalmar alguém ao diminuir levemente o fluxo sanguíneo e os batimentos cardíacos.














