Kang Woo-Young x Fem reader
Short fic parte 3.
Avisos: Agressão, menções á sangue, briga de relacionamento, provavelmente apenas isso.
Pt.1:https://www.tumblr.com/eamaddyvey/799088693508030464/kang-woo-young-x-fem-reader?source=share
Pt.2:https://www.tumblr.com/eamaddyvey/799600839274708992/kang-woo-young-x-fem-reader?source=share
Headcanons: https://www.tumblr.com/eamaddyvey/800246058954473472/headcanons-kang-woo-young?source=share
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Pov: [Nome]
A noite passou de forma arrastada, eu me virava na cama a cada poucos minutos por conta da insônia persistente. A tela de bloqueio do celular acendia e apagava de tempos em tempos, e sempre que voltava a brilhar, mostrava uma nova mensagem não lida de um mesmo contato.
Eu suspirei observando os raios fracos de sol invadindo pela janela do meu quarto. Depois, tirei um momento para encarar o telefone que havia parado de ligar incessantemente, decidindo que finalmente iria ler tudo pela barra de notificações.
— “[Nome]” – 20:38
— “Você vai mesmo ficar me ignorando?” – 20:43
— “E eu que sou infantil” – 20:44
— “Não foi minha culpa, amor, qual é” – 21:09
— “Tudo bem, eu fui meio egoísta”
— “E ganancioso, mas mesmo assim” – 21:57
— *mensagem apagada* – 23:00
— “Tá dormindo? Quero falar com você” – 23:41
— “Por favor, vamos conversar, querida” – 23:46
— “Amor” – 00:07
— “Desculpa” – 00:52
Eu li todas as mensagens com um aperto no peito. Odiava estar brigada com ele, realmente queria que nos resolvêssemos, mas o que aconteceu ontem passou dos limites das confusões que Woo-Young se envolve.
Meus pensamentos foram interrompidos quando uma nova notificação surgiu:
— “Iremos resolver isso, me encontra depois da aula”
“Não quero conversar com você” —
Eu desliguei o aparelho e me levantei, ficando sentada na cama e encarando o assoalho por longos segundos antes de finalmente decidir me organizar para a escola.
Um cantarolar baixo escapava dos meus lábios distraidamente, os pensamentos vagando enquanto ficava cada vez mais próxima do prédio espaçoso do colégio, porém, antes que eu pudesse passar pelos portões, um par de mãos me puxou pelo braço, fazendo com que a distância entre mim e os outros alunos aumentasse cada vez mais.
Nem ao menos fiz o esforço de olhar para ver quem estava me arrastando, já que os dedos calejados me eram muito familiares. De repente, paramos em um beco que costumávamos nos encontrar para matar aula, conversar ou fumar nos intervalos, mas dessa vez o clima não tinha a mesma leveza de sempre, agora possuía uma tensão silenciosa e desconfortável no ar.
— Você podia ao menos esperar as aulas terminarem antes de me puxar como um cachorro na coleira. – Eu disse em um tom monótono, levantando os olhos para observá-lo pela primeira vez desde a briga de ontem.
— Não te ouvi reclamar enquanto estávamos andando. – Seus olhos vagaram por mim enquanto as palavras corriam da sua boca, uma expressão indecifrável em seu rosto.
Woo-Young suspirou com um pouco de humor quando não ouviu nenhuma resposta minha.
— Você não me respondeu a noite toda.
— Eu não queria conversar.
— Mas agora não pode mais ficar me evitando. – Ele falou, dando alguns passos para mais perto. —Vamos resolver isso? Por favor... – Woo-Young estendeu uma das mãos para afastar uma mecha solta do meu cabelo.
Eu encarei ele por um momento, minha expressão vacilando ao sentir seu toque terno na minha pele. Estendi minha mão e segurei seu pulso, afastando-o de forma quase relutante.
— Woo-Young, agora eu não tenho cabeça pra isso... – Soltei sua mão e levantei o olhar para ele.
O mesmo suspirou e passou os dedos pelos cabelos em sinal de frustração antes de dizer:
— Tudo bem, tudo bem... Você pode então me encontrar na academia da Jiseong depois que as suas aulas acabarem? Eu quero mesmo me resolver com você. – Woo-Young falou, sua visão direcionada a mim enquanto ele parecia quase desesperado por uma confirmação.
Um suspiro escapou dos meus lábios, minha mente acelerada ponderando o que deveria responder.
— Tá bom, eu encontro você lá se você insiste.
— Insisto sim, não quero seguir essa briga, e posso ver nos seus olhos que você também não, mas consegue ser mais orgulhosa do que eu para admitir. – Ele falou com um tom de certeza na voz, me encarando como se pudesse ver através de qualquer fachada minha.
— Encontro você depois, Woo-Young. – Foi tudo o que respondi, me virando e saindo do beco para voltar ao meu caminho de costume, como se não sentisse seu olhar queimando na nuca.
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Pov: Woo-Young
Horas mais tarde, os sons de batidas fortes em um saco de pancada ecoavam pelo corredor da escola secundária Jiseong, vindas da academia do local. Eu desferia socos certeiros no saco de treinamento, música alta no headphone para ajudar a manter a energia e descontar a raiva e frustração.
Sabia que não havia tido a atitude mais empática ou solidária do mundo, mas porra, ser ignorado por todo esse tempo e ainda ter que correr atrás para que as coisas voltem ao normal? Não era fácil, especialmente quando precisava lutar acima de tudo contra o meu próprio orgulho.
Eu segui com os socos, alheio ao meu redor por um instante, mas tudo mudou quando um barulho vindo da direção da porta chamou a minha atenção. Virei um pouco o rosto para identificar o que era, e fui surpreendido com o mesmo garoto magrelo que apareceu junto com uma menina na primeira vez que era para ter acontecido a briga.
O jovem tentou dois golpes com um pedaço de madeira, porém meus reflexos agiram mais rápido, me ajudando a desviar sem esforço.
Rapidamente segurei sua arma e o golpeei no estômago e outro em seu rosto, fazendo-o cambalear para trás, quase caindo no chão.
Os fones e a madeira foram jogados no chão, soltando um som incômodo antes que minha voz fosse audível:
— Aí, eu sei o que você quer fazer.
O magricela se levantou e me encarou com o semblante fechado por alguns segundos, depois, lentamente, subiu os punhos na altura do queixo, sem desviar o olhar nem por um instante.
Eu o encarei um pouco incrédulo e comentei:
— Aí, que isso? Quer lutar mesmo?
Como esperado, ele não respondeu, apenas seguiu com a visão fixa em mim de forma determinada.
Meus lábios se abriram em um sorriso convencido, seguido por uma risada baixa.
— Tá bem, mas precisa ser rápido, tenho coisa mais importante pra fazer. – Falei me preparando para socá-lo novamente.
Em meio ao movimento, surpreendentemente, o menino se lançou em minha direção, passando os braços em volta de mim, ficando agarrado fortemente enquanto eu tentava afastá-lo com uma joelhada na região do estômago.
— Merda! – Resmunguei e, logo em seguida, ele puxou algo de seu bolso e tentou, sem sucesso, acertar em mim, porém puxei seu corpo para cima, segurando sua cabeça entre minhas mãos. — Já te falei, você não pode me enganar, tá? – Eu encarei-o nos olhos e logo em seguida empurrei ele para bater a cabeça contra o peso do supino.
O menino rastejou um pouco no chão e eu me inclinei, o segurando pelos cabelos, desferindo socos, um após o outro, em seu rosto.
— Você acha... – Um soco. — ...que pode... – Outro soco. — ...me vencer, porra? – Depois o último soco antes de deixá-lo cair no piso da academia.
— Desgraçado! – Xinguei e, sem dar descanso para ele, dei mais um soco na região abdominal do seu corpo.
O menino se mexia no chão com dificuldade, gemendo e resmungando de dor. Apesar disso, ele estendeu a mão e tentou agarrar o meu pé.
— O quê? – Eu falei com um sorriso desacreditado nos lábios. De repente, ele puxou o cadarço e conseguiu forçar meu tornozelo para que eu caísse. O magricela, agora possesso de raiva ao invés de dor, passou o cadarço em volta do meu pescoço e ficou me asfixiando enquanto meu corpo se debatia incansavelmente, até o momento em que tive meu rosto acertado em outro peso de supino.
Nós nos debatemos e eu consegui derrubá-lo no chão, deixando-o embaixo de mim, mas mesmo assim a asfixia não diminuiu em nada. Logo consegui me afastar e chutá-lo para longe.
Quando o jovem ficou contra uma prateleira de halteres eu me aproximei dele e desferi diversos socos, a maioria dos quais ele defendeu com os braços, contudo, em um instante no qual ele desviou, meu punho acertou em cheio um dos pesos. No segundo em que me distraí resmungando por conta da dor, ele aproveitou para pegar um dos halteres no chão e bateu com ele no meu pé.
Instantaneamente eu caí grunhindo de dor no chão e segurando o membro atingido. Depois, percebi o garoto com a camisa ensanguentada na minha direção.
— Escuta, cara, o Su-ho... O Su-ho se machucou daquele jeito porque o Beom-Seok surtou! Não fui eu que fiz aquilo, porra! – Falei com a voz falha por causa da dor, que atingia tanto meu olho que foi atingido pelo peso mais cedo, quanto meu pé que acabou de ser machucado.
— Não foi, é? Tá legal... – O menino disse quase inaudível.
— Cara, que merda! Tudo que eu fiz foi lutar com ele!..... Por favor, para. Me desculpa, tá bem? – Eu disse soltando resmungos de dor entre as palavras, um tom quase de pavor junto delas.
— Fica se desculpando não...
Eu me sentei no piso, observando-o com meu olho bom até que ele rapidamente atingiu meu tornozelo com o haltere, recebendo em resposta apenas com um grito choroso de dor.
Lentamente o menino se virou e saiu em passos lentos da academia, como se não tivesse feito nada, mas o sangue nele denunciava a verdade.
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Pov: [Nome]
Eu caminhava pelos corredores vagamente familiares da escola Jiseong, parando algumas vezes para tentar lembrar o caminho para a academia. Com resmungos baixos por conta do problema de localização, eu segui meu caminho até chegar em uma parte que realmente começava a fazer sentido com minhas lembranças.
Eu segui o corredor, perdida nos pensamentos de como seria a conversa, se discutirmos novamente ou pior, mas, por um instante, minha atenção se voltou para a realidade quando eu percebi um garoto com uniforme de outra escola e... Espera, sangue? Meu deus, que escola é essa?
Nós trocamos olhares rápidos, os meus assustados e os dele frios. Tentei ignorar e virei o caminho o mais rápido possível, sentindo um alívio ao ver a placa escrita “academia da Escola Secundária Jiseong”. Eu me aproximei aos poucos da porta, porém, de repente, uma sensação estranha me invadiu por não ouvir os sons habituais de golpes, então o mais rápido possível eu cheguei até a entrada, arregalando os olhos ao ver Woo-Young caído no chão, sangue em seu rosto, que visivelmente se contorcia de dor, e um dos pés posicionado de forma estranha.
— Woo-Young! – Eu gritei e corri até ele, me ajoelhando ao seu lado. — Meu deus, o que aconteceu com você? Eu... Eu vou chamar uma ambulância! – Disse desesperada e meio atrapalhada pelo nervosismo, peguei o telefone de forma desajeitada e ligando para a emergência.
Ele me encarou com a respiração irregular, como se quisesse dizer algo se não estivesse muito consumido pela dor intensa.
— Vai ficar tudo bem, querido, vai ficar tudo bem. – Murmurei tentando manter a calma para não agitá-lo ainda mais.
Eu falei rapidamente ao celular, dando as informações necessárias para a ambulância pegá-lo na escola.
— Eles já vão chegar, ok? – Eu disse enquanto passava os dedos cuidadosamente em seus cabelos, uma tentativa de confortá-lo.
Ele pareceu um pouco mais tranquilo, na medida do possível, a respiração agora estava pesada ao invés de irregular como antes.
— Desculpa... – Ele disse com dificuldade, se inclinando para mais perto do meu toque.
— Tudo bem, a gente resolve isso quando você estiver melhor. – Respondi deixando um beijo no topo da cabeça dele, que respondeu com resmungos fortes de dor.
Continua...
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Gente, finalmente eu tive coragem de terminar esse capítulo depois de meses.
O próximo capítulo vai ser o último e depois eu planejo postar outras histórias do mesmo personagens e de outros também.
Enfim, espero que tenham gostado apesar da demora ❤️
















