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@duncrsley
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Gente, vim aqui pra pedir desculpas, porque tive que deixar o duncan e a ceres de lado 💔 a vida apertou na correria esse mês e eu tava 200% sem cabeça nem energia pra rp... Peço desculpas pra quem tinha plot com eles, me doeu ter que abandonar isso também 😓 Mas eu queria dizer que amei cada segundo desse rp maravilhoso e queria poder ter me dedicado mais a ele! Obrigada por tudo, e se quiserem contato comigo, é só mandar msg aqui! Beijão da Lou ♥️
Não comendo bem e muito menos dormindo tranquilamente desde que os ataques começaram, Duncan já não estava em suas melhores condições antes, mas a morte de Harry fez com que as olheiras escuras se aprofundassem em sua face magra. Já havia chorado tanto de tristeza e desespero, mas ainda assim, algumas lágrimas ainda corriam silenciosas pelas bochechas do Dursley. Tudo parecia um horrível pesadelo, só não sendo pior por ter @drsleydaph e @lucwsley ao seu lado para reunirem nele forças suficientes para passar pelo funeral de seu padrinho. Vendo a figura da irmã, Duncan encaminhou-se até ela, vendo o sofrimento dela pela perda de alguém que tinha como inspiração, e a abraçou. Depositou um beijo demorado no topo da cabeça de Daphne, questionando baixinho “Eu sei que dói, mas agora temos que lembrar quantas vezes o tio Harry foi forte... E temos que ser como ele agora.” Em seguida, a loira apareceu em sua vista, e ele prontamente esticou um braço em sua direção, silenciosamente a chamando para dentro do abraço. Podia parecer que Duncan estava as protegendo, mas na verdade, as garotas é que eram seus pilares e o mantinham de pé... Porque forte, de fato, ele já não se sentia há muito tempo.
“Eu... Não... Preciso... Comer!” Duncan bradou as palavras entre tentativas de acertar seu alvo inanimado - porém encantado para ficar movendo-se - com feixes de luz saindo por sua varinha. Desde que os primeiros nascidos trouxas haviam sido encontrados mortos e a possibilidade de uma nova reviravolta do cenário deixado pela última guerra, Duncan, tendo crescido ouvindo o que Harry Potter tivera de enfrentar, já começara a temer. Se já não era corajoso antes, agora, era muito menos. Após ir parar na enfermaria, diante do aviso no céu vermelho, foi que o medo realmente começou a tomar conta dele. Não, ainda não havia se tornado corajoso de fato, mas o medo consumindo-o fora combustível suficiente para fazer o antes tranquilo corvino agora passar noites em claro, evitar multidões e também evitar ficar sozinho, também não tendo estômago nenhum para comer. Fora beliscar uma guloseima aqui e ali quando a fome apertava demais seu estômago, o Dursley não lembrava de qual havia sido a última refeição. As olheiras, também, deduravam que sua última noite de bom sono fora há muito. Receber as notícias da morte do Eleito, então, só pioraram tudo. No dia seguinte, Duncan pela primeira vez na vida faltou uma aula, ou, melhor dizendo, faltou-as todas. A razão? Tinha passado todo o tempo escondido na sala precisa, tentando melhorar ao máximo suas habilidades de duelo no pouco tempo que tinha. Agora, finalmente fora encontrado na hora do jantar por uma das pessoas que melhor o conhecia naquele castelo, mesmo que talvez ao falar com @lucwsley agora ele estivesse irreconhecível em tamanha exaustão. “Se veio tentar me tirar daqui... Nem perca seu tempo.” murmurou sem nem desviar os olhos para a loira, empunhando duramente a varinha ao bradar um novo feitiço “Inflamare corpus!” e, assim, o alvo pegou fogo.
flashback - após o céu escarlate
Após ter sido encontrado e socorrido pela irmã gêmea, Duncan recuperava-se do ataque de pânico na ala hospitalar. Acamado, sentindo-se patético, ele estava num misto de medo, e de raiva de si mesmo por sentir tanto medo. Agora mais do que nunca ele queria ter a coragem de um herói, porque sabia que aquilo não era apenas uma brincadeira de mal gosto, e que precisava defender as pessoas que amava, e que estavam em risco. Diferentemente do habitual, então, ele encontrava-se com a cara mais fechada, porém um erguer de sobrancelhas preocupado e o olhar curioso surgiram ao que @domidelacour apareceu na enfermaria. “Domi? Você está bem? Está machucada?!” questionou em disparada, temendo que algo de ruim tivesse acontecido a ela após o maldito céu ficar escarlate.

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dxddyprincess:
Com seu pai sendo quem era, não era difícil que o culpassem pelas mortes dos nascidos trouxas e pela fuga de Azkaban, mesmo que ela soubesse que Harry fazia o possível e o impossível sempre para proteger o mundo bruxo das ameaças das trevas, que nunca deixaram de existir realmente. Como seus colegas não podiam despejar suas frustrações no Eleito diretamente, se contentavam em fazê-lo nos filhos dele, é claro. “O que você quer?” Perguntou, limpando as lágrimas rapidamente. Talvez chorar na na Sala de Artefatos não tenha sido a sua ideia mais brilhante. “Me deixa em paz, tá tudo bem.”
A cada dia que passava, pareciam receber uma notícia pior. Mal tinha se recuperado do ataque de pânico que tivera durante o maldito anúncio que deixara os céus vermelhos, agora apavorava-se com cada pessoa que passava correndo por si, temendo que houvesse uma invasão dos fugitivos em Hogwarts. Afinal, era mais fácil começar eliminando os mais fracos e que ainda não eram bruxos tão experientes, pensou. Por mais que se sentisse a presa perfeita, tentava levar seus dias com o máximo de normalidade que podia. Entretanto, não conseguiu ignorar o som do choro vindo da Sala de Artefatos, e torcendo para que não fosse uma emboscada, adentrou no local se anunciando. “Olá? Tem alguém ai?” e, ao receber uma resposta, questionou o que já tinha praticamente certeza “Lily? É você?” Automaticamente, começou a procurar a prima, não tardando a encontrá-la. “O que aconteceu? Vamos, me diga... Eu cresci com uma irmã, Lily, eu sei que quando vocês falam isso, não querem realmente que a gente se afaste.” comentou pacientemente, ao que deixava a mochila no chão e oferecia um abraço a ela “Não quer falar sobre isso?”
licebottom:
“Não incomodou anda. Eu coloquei os meus livros em cima do seu, quase o estragar. Eu é que fiz o erro.” Desculpou-se, ela poderia ficar o dia todo a pedir desculpas ao Dursley. Afinal, ela era a verdadeira culpada e ele tinha o direito todo de pedir o livro dele de volta e especialmente quando ela quase estragou tal exemplar. “Quer me fazer companhia enquanto estuda?” Perguntou, voltando a se sentar para continuar os seus estudos.
“Não se preocupe, está tudo bem!” Duncan adiantou com um sorriso, sinalizando com a mão para deixarem aquilo para lá. “Claro!” ele assentiu ao convite dela, puxando uma cadeira para si, e questionando antes de se sentar “Se não for te atrapalhar, claro. O que está vendo ai?”
❝ 𝐑𝐄𝐃 𝐋𝐈𝐊𝐄 𝐘𝐎𝐔𝐑 𝐅𝐈𝐋𝐓𝐇𝐘 𝐌𝐔𝐃𝐁𝐋𝐎𝐎𝐃 ❞
「 𝐃𝐮𝐧𝐜𝐚𝐧’𝐬 𝐏.𝐎.𝐕. 𝐨𝐟 𝐭𝐡𝐞 𝐏𝐥𝐨𝐭 𝐃𝐫𝐨𝐩 」
TW: ataque de pânico.
A ventania bem que havia tirado um pouco da concentração de Duncan durante a aula de Transfiguração, pois mesmo que tempestades não fossem tão raras naquela região, parecia haver algo simplesmente errado quanto àquela em particular. Não que tivesse medo de trovões ou coisa parecida, Duncan podia ser desprovido de coragem, mas não chegava àquele ponto, de forma que a explicação mais lógica à qual chegara foi que estava apenas inquieto e ansioso, ou então, que por sua conexão inexplicável com sua gêmea, Daphne estava em alguma situação ruim que fazia o sentimento refletir nele. Dessa forma, tentou concentrar-se até o final da aula, não dando muito mais importância ao vento que uivava do lado de fora das janelas, apesar de ter algo hipnótico quanto ao som produzido, e a forma como dava-lhe um calafrio na espinha.
felicarrow:
Intimamente, Felicity se perguntava porque insistia tanto em ajudar o Dursley naquela tarefa. Ele era o total oposto de todo o tipo de pessoa que ela tinha ao seu lado. A Carrow tinha aquele problema de colocar alguma coisa em sua cabeça e só desistir quando houvesse cumprido, Duncan e seu conflito com o bicho-papão se encaixavam nessa categoria, apesar de ela saber que aquilo se tratava de algo além, de acostumar-se com quem era e tirar a ideia imposta em sua cabeça de que nascidos trouxas e mestiços eram ruins, especialmente quando um deles estava em sua frente e aparentando tanta inocência que ela não podia deixar de sorrir. ❝Pois penso o contrário, a ideia do bicho-papão é superestimada para mim. Nós temos esses medos subconscientes transformados em algo sólido que desaparece em um piscar de olhos quando balançamos nossa varinha, não é tão difícil quanto pensa, mas devo admitir que é desconfortável.❞ tentou tranquiliza-lo, o queixo apoiado nos braços sob a mesa posta em sua frente. Era sincera no que dizia e de fato pensava assim, mas poderia estar omitindo algumas informações, especialmente sobre como se sentia. O bicho-papão de Felicity nada mais era que a imagem de si mesma, presa em um quarto escuro. Sentia-se daquela forma sobre sua liberdade, sobre quem podia e quem não poderia ser, como todas as decisões de sua vida eram tomadas por outras pessoas e não sobre ela mesma, até mesmo sua forma de pensar parecia ter sido formulada por alguém que não ela. ❝Posso te mostrar o meu na condição de conseguir enfrentar o seu, pelo menos encara-lo. O que acha?❞
Duncan admirava a forma como Felicity fazia soar ter seus medos sob controle daquela forma, pois para ele, era o que mais lhe assustava, soando até impossível. Como podia enfrentar seu maior medo, se nem tinha certeza de qual era ele? “Com você falando assim, eu quase me sinto preparado pra enfrentar um.” ele comentou num baixo riso, apesar de estar longe de descontraído com a situação. Ainda receoso, o Dursley assentiu positivamente com a cabeça, antes que se acovardasse e corresse para longe daquela ideia. “Está bem... Me parece justo.” ele riu baixo, coçando a própria nuca. Se perguntava mentalmente se todos os seus medos tomariam uma forma só, toda misturada, ou se a tática usada pelo bicho papão seria a de trocar de forma a todo momento, para assim assustá-lo tanto a ponto de tornar impossível que se concentre em uma forma de ridicularizá-lo para fazer o feitiço de defesa. “Mas e se eu não conseguir pensar em alguma coisa pra enfrentá-lo?” vocalizou sua dúvida, apesar de duvidar que ela saberia a resposta para aquilo. Coragem parecia-lhe a única resposta para aquela situação, e isso também lhe assustava. Tentando não pensar muito, levantou-se e foi até diante do armário que guardava a criatura, segurando firme a varinha empunhada até que se sentisse pronto - num breve milésimo de segundo de coragem louca - e finalmente fizesse um sinal positivo com a cabeça para que a Carrow libertasse o bicho-papão.
licebottom:
A Longbottom olhou para o livro que o Dursley falava . Começando logo a retirar os livros “Peço imensas desculpas, ás vezes estou tão concentrada que nem vejo que faço.” Deu uma risada nervosa, chegando ao ultimo livro e dando ao garoto “Me desculpe mais uma vez Duncan….Foi algo horrível que fiz. Espero que esteja bem.”
Sentindo-se desconfortável por estar a incomodando, o Dursley limitou-se a dar um pequeno sorriso enquanto ela tirava os demais livros de cima, corando levemente pelo inconveniente. Optara por ficar em silêncio, visto que estavam num ambiente de biblioteca, mas com a fala da Longbottom, ele teve de comentar. “Não se preocupe, Alice, não foi nada! De verdade! Eu é que sinto muito por te incomodar... Desculpe se atrapalhei seus estudos, eu só... Realmente precisava desse livro.” deu um sorriso amarelo sem jeito a ela, finalmente pegando seu livro.

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linegcldstein:
Concordou com a cabeça, a lembrança dos efeitos da medicação trouxa ainda disponível em suas recordações de criança. Era natural ao longo dos anos que Adeline se acostumasse mais e mais a depender quase que exclusivamente de artifícios bruxos, afinal não era tão simples levar consigo materiais de fabricação trouxa para Hogwarts; a maioria deles nem sequer funcionava. “Então vamos deixar isso como última opção mesmo. Também não gosto muito de agulhas, mas quem é que gosta, né?” Revisou em sua cabeça seus conhecimentos de Herbologia em seguida, visitando a vaga memória de uma planta semelhante a que ele descrevia. Não tinha como ter certeza se funcionaria, mas estava disposta a pesquisar se aquilo fosse ajudar o amigo. “Vamos ver se o professor Longbottom pode nos ajudar com isso, você sabe que ele se empolga sempre que alguém o dá uma desculpa pra falar sobre outras plantas além das da aula.” Animou-se com a ideia, como era de costume sempre que via a possibilidade de ajudar em alguma coisa. “Eu posso ajudar a comprar, caso não consiga uma muda aqui mesmo. Vendi bem os snaps coloridos daquela outra vez, ainda tenho um dinheiro sobrando.” Sorriu abertamente, sincera em sua proposta. Além de materiais para as besteiras que inventava em seu tempo livre e doces no final de semana, não tinha muito mais com o que gastar dinheiro. “Enquanto isso, vamos aproveitar que a aula acabou pra te deixar o mais longe possível dos peludinhos.”
“Existe louco pra tudo, né?” Duncan deu de ombros para aquela pergunta, tendo um sorriso divertido nos lábios. Assentiu para a ideia dada pela loira, sabendo bem como o professor era um grande aliado quando se tratava de aprofundar o conhecimento sobre herbologia, ainda mais no que tocava plantas mágicas relativamente raras. “Sei bem... Talvez eu seja um pouco culpado por sempre ficar tirando dúvidas depois que a aula acaba.” ele confessou num riso, pois adorava passar o tempo com os ensinamentos além da aula do professor Longbottom. Estava prestes a negar a oferta de Adeline, não querendo que ela gastasse seu dinheiro com ele, mas foi interrompido por um intenso coçar em seu nariz, sucedido por mais uma série de espirros. Apesar dos Dursley ostentarem em seu estilo de vida, não tinham de fato dinheiro tão abundante, e menos ainda convertido para a moeda do mundo mágico que Duncan e sua irmã gêmea pudessem usar. “Não precisa gastar comigo, Addie! Sério! Não quero incomodar...” novamente, fora interrompido por um espirro, que o fez acrescentar “... Mais ainda.” vez que novamente recebera dos colegas olhares impacientes. Felizmente, a tortura havia acabado por hoje, já que apesar de ser uma aula muito empolgante para Duncan, era horrível ter que lidar com a parte de alergias. “Pelo menos daqui a alguns espirros eu já devo voltar ao normal...” ele comentou otimista, apesar de saber que não era bem assim. Precisava testar aquela planta o mais rápido possível, e mais do que isso, precisava mais do que tudo que ela funcionasse. “Acho que se nada der certo, eu vou ter que tirar essa matéria da minha grade.” comentou com a amiga, num tom levemente triste, mas conformado, enquanto reunia suas coisas e a esperava para irem às estufas.
lucwsley:
Uma das vantagens do sexto ano escolar era a de não precisar manter na grade curricular as matérias que não ajudariam em seu futuro profissional. Embora Lucy ainda estivesse incerta sobre o quê faria de seu futuro ela certamente sabia o quê não queria. Assim, com menos aulas e com turmas reduzidas era mais fácil fazer dupla com @duncrsley nas aulas de Herbologia. Sua aula favorita era também a que tinha mais liberdade para manter conservas paralelas. Ela havia acabado de envasar uma das plantas quando aproximou-se do corvino. ❝Hey.❞ chamou com um sorriso bonito pontuando o canto de seus lábios. ❝Acho que te devo um pedido de desculpas por ter saído do baile sem me despedir.❞ ela balançou a cabeça como quem corroborava aquele ponto. ❝So, desculpe, Dunc! Deveria ter ficado mais tempo ou ao menos te avisado. Mas, em minha defesa, você parecia estar se divertindo e não quis atrapalhar.❞ e ele realmente parecia envolvido o suficiente com o baile quando ela decidiu encaminhar-se para a cozinha. ❝Então, vai me dizer se a noite fluiu como o esperado?❞
Herbologia era provavelmente sua aula preferida de toda a grade curricular. Além de ser completamente apaixonado pela matéria, empolgado para aprender tudo sobre o que tivesse a ver, ainda podia usufruir da companhia de Lucy com certa exclusividade durante aquele tempo, visto que eram uma dupla praticamente inseparável naquelas aulas. “Ah, oi, Lucy!” cumprimentou com um largo sorriso enquanto fazia as anotações sobre o crescimento de uma das plantas. Com o pedido de desculpas, entretanto, ele fez uma careta, negando com a cabeça “Imagina, você não precisa me pedir desculpas por ter se divertido! Você foi um ótimo par! Aliás, mais uma vez, obrigado por ter ido comigo.” agradeceu em um sorriso sincero. Riu baixo com a observação dela sobre ele estar se divertindo, por sua mente automaticamente voltar para o melhor momento de sua noite, dedurando-o apesar de não ser segredo algum para Lucy o quanto Duncan ansiava por um bom momento com a garota por quem era apaixonado. “Foi maravilhoso, Lucy... Nós conversamos um montão, e eu acho que não fui tão chato assim, porque... Bem, eu não fui ‘ampulhetado’ de novo.” comentou, rindo baixo, um tanto bobo. “Acredita que eu até dancei com ela?!” questionou ainda um tanto incrédulo de seu feito, tendo que controlar o tom animado para que o professor não lhes repreendesse por atrapalharem a aula com conversa paralela. “Foi uma noite perfeita.” assentiu, um tanto sonhador ao ficar lembrando.
“Mas e a sua? Foi embora mais cedo porque não estava se divertindo?” ele questionou ao finalmente sair de seus devaneios, agora com a face expressando uma certa preocupação com a loira. Não resistiu a perguntar, sabendo que ela entenderia bem a quem ele se referia “Por acaso ele estragou a sua noite? Porque se me disser que sim...” deixou a afirmação no ar por não ter nem ideia do que faria com ele, já que provavelmente acabaria apanhando se fosse tentar tirar satisfações, mas ao menos agora aquilo não precisava ser lembrado.
astronolys:
❛ ━ Aparentemente não vou precisar lembrar de feitiço algum pra evitar tua queda já que tenho 90% de certeza de que tu nem subir vai.❜ o semblante de Lysander era marcado por um legitimo divertimento. Ele ainda não tinha certeza se tinha sido uma boa ideia se comprometer a ajudar Duncan com o quadribol, mas a visão do mais novo com excessivos “itens de segurança” ao menos lhe garantia a risada do dia. ❛ ━ Como que tu pretende te equilibrar na vassoura com esse excesso de quinquilharia pelo corpo?❜ o arquear de sobrancelha dava o toque de incredulidade ao seu questionamento. O corvino desceu da própria vassoura e caminhou para perto de Dursley. ❛ ━ Como tu vai ter agilidade pra jogar se mal consegue te mexer?❜ ao parar em frente a Duncan um breve sorriso marcou o semblante do Scamander. ❛ ━ Sinto muito jovem padawan, mas tu vai precisar tirar tudo isso aí antes de começarmos.❜
A cara de Duncan foi de um sorriso animado para o completo oposto ao que retrucou “Obrigado pelo seu incentivo, agora eu estou 90% mais confiante.” Mas, no final das contas, Lysander provavelmente estava certo. Com o riso de Lysander ao ver suas proteções improvisadas, Duncan corou, cruzando os braços ao respondê-lo “Eu já não me equilibro sem as proteções mesmo, então mais vale eu me desequilibrar protegido! Se eu me quebrar, aí sim que eu não vou me equilibrar em coisa alguma!” Entretanto, sabia que ele estava certo, porque se já era desajeitado por natureza, com tantos acoplamentos tirando-lhe uma parte da liberdade dos movimentos era mais perigoso ainda, tanto para ele quanto para quem estivesse por perto. Com um profundo suspiro, ainda hesitante, o Dursley começou a desfazer as amarras que prendiam a ele as almofadas “Por que mesmo eu fui inventar de querer aprender a jogar?” murmurou mais para si mesmo ao que a pilha de almofadas ia crescendo sobre a grama. “Posso ao menos ficar com essa daqui?” questionou manhoso ao que virava-se de costas para o Scamander e balançava os quadris levemente, mostrando a almofada presa ao cóccix pela cintura, e também garantindo que ela estava firmemente presa em seu lugar “Essas vassouras sempre me deixam dolorido depois...” resmungou manhoso com uma careta para tentar convencer uma resposta positiva vinda do corvino.
howtobeme:
“Por favor, me chama apenas de Amélie. Quem me viu no pior dos meus momentos merece… Eu tava mal mas nem tanto para esquecer de um garoto bonito“ brincou meio sem humor. Das vezes que voltava para a enfermaria era porque estava sem ar, normalmente não desmaiava por isso, mas era uma dor… Lembrava-se de Duncan a ajudando em uma das suas piores crises, quando achava que tava curada e resolveu ir jogar. Como se arrependia daquela tarde… “Possível que tenha mesmo, principalmente se pegou abuso contigo. Ai sim ele vai querer te fazer sofrer” zoou dando uma risada. Tot parecia mais calmo no colo da dona, tanto que virou uma rosquinha para aproveitar o carinho “Mas sério que sua alergia é tão ruim assim? Não me imagino vivendo sem essa bolinha”
“Okay... Amélie.” ele assentiu com um pequeno sorriso tímido, treinando para acostumar-se com aquela ideia. “Ah... Bom saber!” ele soltou com uma voz levemente esganiçada ao que discretamente se afastava do gato, dando uma risadinha em seguida para parecer tão descontraído quanto ela. Assentiu para a pergunta dela, fazendo uma leve careta ao responder “É ruim o suficiente pra eu quase ser linchado nas aulas de Trato das Criaturas Mágicas por não conseguir parar de espirrar. E depois, pra conseguir parar de espirrar e de coçar meu nariz, só com a benção de Merlin.” brincou, rindo fraco. “É uma pena, porque eu geralmente gosto desses bichos peludos... Geralmente.”
theslughorn:
A risada continuou acompanhando a conversa quando notou o olhar e o sorriso novamente suspeitos. Novamente, se recordava de que não tinha tanta intimidade assim com o Dursley para saber o que tudo aquilo significava, mas tudo era mais forte do que Diana para que ela simplesmente deixasse de lado e ignorasse a curiosidade que falava mais alto. Esperava um dia descobrir, e a sua única conclusão até o momento era a de que aquilo a deixava desconfortável… E com desconfortável não queria dizer ruim, e sim diferente. O suspirou escapou por entre os lábios rosados enquanto ela deu de ombros. “ — Tentaram me recrutar pra isso, mas eu tenho um probleminha em querer ser a melhor em tudo.” Admitiu sem muita vergonha do traço, afinal, era a sua versão sem qualquer cortina tentando esconder. “ — O que significa que às vezes eu quero que as pessoas gostem de mim e me aprovem. Dar broncas e advertências como monitora não seria coincidir com isso, e descumprir ordens de dar broncas e advertências também não seria correto. E, hm…” Engoliu em seco, percebendo que havia falado um pouco demais sobre si e sem saber exatamente a razão. “ — Eu não deveria ter dito nada disso.” Semicerrou os olhos com um sorriso torto.
A menção de sua ampulheta a levou para o sentimento inicial, de culpa. Sabia que aquilo havia afetado o garoto de certa maneira, especialmente pela maneira em que haviam terminado a conversa no outro dia. Baixou o olhar, levemente embaraçada com a situação. Aquilo apenas reafirmava o que havia dito anteriormente, de querer um pouco de aprovação e ter praticamente o desafiado sem consentimento. “ — É, sei. Mas a Ampulheta é um pouco relativa. Alguns assuntos são pessoalmente ruins ou desinteressantes pra mim como alguns são pra você, eu acho.” Deu de ombros, tentando dar algum conforto. “ — Tenho certeza de que agora não teria descido a areia como naquele dia.” Admitiu com um pequeno sorriso. Embora tivesse mesmo começado a conversa ali pela educação, já não se sentia mais na obrigação.
“ — Muito obrigada.” Riu divertida, embora não estivesse mesmo se importando com as pisadas que poderiam vir a acontecer. Desde que estivesse dançando já estava de bom tamanho. Não notou a leve mudança nas feições enciumadas de Duncan, apenas focando em ajeitar seu vestido antes de segurar a mão dele e levar a outra até o ombro alheio, assentindo devagar enquanto o ouvia falar de Lucy. “ — ‘Praticamente’ mas não verdadeiramente, certo?” Franziu o cenho, recordando-se de que o pai do garoto era primo de Harry Potter, que era tio de Lucy por ser casado com Ginny. A ligação ali era uma tremenda confusão e Diana não conseguia sustentar tanto o pensamento. Riu da reação alheia, franzindo o cenho. “ — Achei que você queria. Já desistiu do convite? Não acredito que te intimidei tanto assim.” Rolou os olhos dramaticamente para o moreno em uma pequena encenação. Estava tentando descontrair o máximo que conseguia para que o clima não ficasse tão ruim entre eles, e ela devia aquilo de qualquer maneira. Segurou a mão para caminharem até a pista e não a soltou quando chegaram na mesma, apenas girando o corpo o suficiente para conseguir se manter na posição pensada anteriormente. “ — Só relaxe. Dançar é mais fácil do que parece.” Brincou, colocando o peso sobre a mão que segurava no alto e sobre os ombros para começar a guiá-lo. Ficaria automático depois de alguns instantes, como sempre acontecia, e ela esperava que ele pudesse sentir o mesmo. “ — Viu só? Nada mal pra quem prometeu uma pisada de pé.”
“É, realmente, acho que não se pode ter as duas coisas. Pelo menos, não se você fosse querer ser uma monitora boazinha ou...” aproximou-se dela como se fosse falar um segredo, murmurando com um sorriso divertido “Corrupta!” Percebera, entretanto, que Diana era do tipo de pessoa que queria fazer as coisas não só corretamente, como perfeitamente, e sabia que ela não seria uma monitora disposta a deixar coisas erradas passarem em branco. “Não, não!” negou com a cabeça freneticamente, tentando acalmá-la, num riso baixo “Não se preocupe, eu... Eu entendo.” assentiu, tentando passar-lhe algum conforto, apesar de não entender ao certo o que lhe causara alguma sensação de que deveria parar de falar. Mesmo que talvez não fosse o melhor em ligar os pontos em situações sociais, captou a referência da explicação ao dia em que haviam conversado da primeira vez, e de certa forma, com a afirmação dela sobre como a areia não correria da mesma forma agora como outrora fizera, Duncan sentiu-se aliviado por compreender que o problema não tinha sido ele, e sim, o assunto escolhido. Um sorriso enorme e irrefreável despontou em sua face, erguendo as bochechas de forma que o ato refletia até mesmo em seu olhar. Não conseguia expressar a felicidade sentida, a esperança se reacendendo em si ao saber que a garota de quem gostava talvez não desgostasse dele como ele imaginara. Ousava até dizer que, talvez, ela gostasse dele, ainda que imaginava não ter a reciprocidade exata de seu sentimento. “Fico feliz em saber que não estou te entediando...” finalmente comentou após digerir o fato e conseguir conter um pouco da animação na voz, então ruborizando novamente ao que tinha a audácia de replicar “Porque eu estou gostando bastante da sua companhia, para ser sincero.” Se Lucy ou Frank o vissem agora, certamente ficariam orgulhosos do pupilo em seu progresso sobre flertes.
“Bem, nem todos os laços de família são de sangue, sabe? Quer dizer, eu e a Daphne fomos criados com eles praticamente desde que nascemos, então eu sinceramente não consigo diferenciar o quanto eu considero Lily, Albus e James como meus primos, de como também considero os Weasleys e os Delacours...” contou, dando de ombros. Entendia o ponto de visão dela, sabendo que a criação tão próxima era o fator responsável pelos gêmeos Dursley sentirem-se tão parte da família quanto qualquer outra criança citada. “Mas eu entendo o que quer dizer... Se eu não tivesse passado praticamente todas as minhas férias n’A Toca com todo mundo, acho que as coisas seriam realmente diferentes.” assumiu, por fim, então rindo “Sou tão próximo da Lucy que a considero mais como uma irmã, sabe? Só não tanto como considero a Daphne, porque, bem... It’s a twin thing.” piscou divertidamente um olho para ela. Essa ligação de gêmeos poderia ser irreal para algumas pessoas, mas Duncan e Daphne realmente tinham uma conexão a mais, inexplicável e talvez incompreensível mesmo pela magia. “Não! Não, não me intimidou!” ele adiantou-se em negar, rindo baixo, e tomando aquilo como um impulso para tomar a iniciativa.
Assentiu para Diana assim que ela pediu-o para relaxar, mas seu coração levemente disparado não parecia querer obedecê-lo, com o nervosismo o lembrando a cada pulsação que ele estava prestes a dançar lentamente com ninguém menos do que Diana Slughorn. Se ela tivesse ideia de quantas vezes ele tinha sonhado acordado com aquilo, entenderia seu nervosismo. Tentando lembrar-se das tantas vezes que dançou com as primas e a irmã na infância - afinal, sempre fora o menino mais manipulável para fazer as vontades das brincadeiras delas -, agradeceu pelas breves aulas que tivera de como conduzir propriamente uma dama na pista de dança. Enquanto uma de suas mãos ainda segurava a da loira, tomou a liberdade de respeitosamente pousar a outra sobre a cintura alheia, somente esperando a música começar para dar passos ritmados e calmos para lá e para cá, aos poucos girando a dupla pelo espaço livre no saguão. “Não comemore ainda.” ele brincou, podendo rir e dissipar um pouco seu nervosismo. “Mas a minha parceira de dança certamente está colaborando para que eu não cumpra a minha promessa.” ergueu as sobrancelhas, então a guiando para que a loira rodasse no próprio eixo abaixo de sua mão antes dele tomar novamente a cintura alheia. “Entendo porque gosta de dançar... Você leva jeito.” confessou ao que corava levemente por finalmente ter um sonho - literalmente - se concretizando diante de seus olhos.

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firedweas:
Ouvia a negação de Duncan com um certo ‘quê’ de desinteresse, sabia que ele falava, falava, falava e falava, mas que nada adiantaria - e ele também sabia. Naquela altura do campeonato eu já tinha recebido tantos nãos que não iria aceitar mais um se quer (olha eu falando que não vou aceitar não, mas aceitando o meu não de não aceitar). O discurso do Dursley entrou por um ouvido e saiu pelo outro, e a única parte que eu não ignorei daquilo tudo foi: — Uuuuuh, então quer dizer que Duncan Dursley está apaixonado? — Perguntei com os cílios semicerrados e levei uma das mãos até os ombro esquerdo daquele que eu considerava um puta amigo. Meio careta, mas amigo. — Olha só, meu caro bezerro apaixonado, se me ajudar com isso aqui eu te ajudo com isso aí de se declarar e tudo o mais; o que acha? E olha que sou puta bom nisso! Nunca namorei, mas as vezes eu sonho que tô pedindo em alguém em namoro cheio de fogos de artificio em cima de uma vassoura - o sonho parece tão real é eu posso te jurar que em outra vida devo ter feito isso; é ou não é uma boa forma de se declarar? — Dois tapinhas foram dados no ombro dele antes que eu recolhesse minha mão. Sabia que o carinha ali não só aparentava ser envergonhado e introvertido como também era um pouco, e eu até que tento ajudar com isso. — A menos que for prima minha, é claro. Nesse caso tu mete o pé que não é nas passagens que vai morrer, e sim aqui e agora. — As palavras soavam sérias e grossas, mas era totalmente uma brincadeira; ou quase totalmente, eu sempre tive ciúmes dos meus familiares. — O que eu quero com as passagens? É exatamente isso que eu 'tô tentando te mostrar, morcegão cego. Mas se tu não quer ver, paciência, né? Mas deveria. Se não quer mesmo, tudo bem. Mas que deveria, deveria… Mas já que não tem nenhuma pontinha de curiosidade…
Mas é claro que Duncan já devia ter imaginado que não deveria ter falado uma coisa daquelas justamente para Fred Weasley. Precisava pensar em uma fuga rápida, ou seus dias de paz estavam acabados, bem como suas chances com a garota que gostava, se Fred descobrisse quem ela era. “N-não!” respondeu tentando soar o mais firme possível. “Foi só modo de dizer, uma situação hipotética de uma coisa que ainda não tive chance de fazer na minha vida, entendeu?” tentou se justificar, revirando os olhos. “Olha, Fred, não me leve a mal, mas acho que estou tranquilo com essa minha parte do lance aí. E sem contar que você ainda teria todo o trabalho de me fazer conseguir ficar numa vassoura, que veja bem, provavelmente é a pior parte, a mais difícil e a que te levaria a vida toda pra conseguir!” contra argumentou, e então soltou uma risada em meio a uma careta com a possibilidade de ser uma das primas do Weasley “Não! Credo! Você sabe que a sua irmã e as suas primas também são minhas primas para mim.” negou com a cabeça, acalmando aquela ideia louca. Suspirou, então, ao que Fred finalmente pareceu soltar mais informações a respeito, a fim de convencê-lo a participar. Podia até ser curioso, mas Duncan era extremamente covarde, o que lhe fazia preferir descobrir as coisas por meio das palavras ao invés de experiências. Entretanto, viu que sua tática mais segura não ia funcionar com Fred, e ele usaria daquilo para convencê-lo. “Qual é, Fred! Agora que começou, termina de contar!” resmungou um tanto frustrado. Sabia, entretanto, que não adiantaria insistir... E que provavelmente ficaria com a curiosidade comendo-lhe o cérebro se não soubesse o motivo de tamanha empolgação de um Fred extremamente decidido a passar pelas malditas passagens. Derrotado e ainda um tanto receoso, deu-se por vencido, murmurando quase em súplica com a voz levemente mais esganiçada “Pelo menos me diga que não vamos encontrar algum monstro ou coisa parecida por lá...”
dragoslavx:
Não conseguindo evitar a angústia, Lisa revirou os olhos, aquela positividade alheia era algo que não a apetecia, podendo transparecer um tanto amargurada. Porém, o invejou levemente, queria ser daquela forma, mas a escuridão parecia lhe perseguir sempre que possível. Não havia nada de positivo em sua vida. Assentiu levemente com a cabeça, trazendo o casaco para si; oferecendo-o um sorriso como agradecimento. Enfiou os braços nas vestes, ajeitando-o sobre o corpo e alegrando-se minimamente pela sensação acolhedora, não estava mais tão exposta aos ventos gélidos. Observou-o guardar a própria capa, embora não acreditasse nas palavras alheias, preferiu não insistir. Com a constatação, a menina olhou para o uniforme que vestia, como se precisasse checar a veracidade da exposição feita, um tanto cômico. ‘ Pode deixar, não irei. ’ confirmou, deixando uma curta risada escapar de seus lábios. O rapaz em sua frente parecia tão alheio ao seu redor, assim como ele, era uma monitora, mas talvez, não pelas mesmas razões. Com aquele cargo, ela poderia transitar livremente pelo castelo e acessar áreas restritas aos alunos comuns, esgueirar-se pelos corredores era quase uma habilidade sua. ‘ Bem, o inverno russo é um pouco severo. ’ um eufemismo exacerbado, em determinadas épocas do ano, a Rússia conseguia ser inabitável. Antes que pudesse prosseguir com a fala, foi interrompida pelo rapaz, vendo-o estender a mão. Hesitou por dois segundos, apertando-a em seguida. ‘ Vasilisa Dragoslav. ’ apresentou-se, desvencilhando-se do contato. É, ele não a conhecia, mas, Lisa pegava-se observando-o em algumas aulas, dessa forma, já sabia daquelas informações básicas. No entanto, escondeu aquilo. ‘ É possível que não, Hogwarts é um lugar muito grande, difícil conhecer todos. ’ comentou com um sorriso sem-graça no rosto, segurando um suspiro em sua garganta. Era até bom que Duncan não a conhecesse, certamente se espantaria com o histórico alheio.
Duncan não conteve um pequeno sorriso satisfeito ao que ela notavelmente ficou mais confortável vestindo seu cardigan, continuando a sorrir com a afirmação dela. “Russo?! Uau, eu não posso nem imaginar...” ele admirou-se num breve riso e um erguer de sobrancelhas. “Tipo... Literalmente. Pode ser que eu tenha sido iludido pelos filmes trouxas, mas a impressão que me vêm à cabeça é daquelas nevascas e pessoas tão encasacadas da cabeça aos pés que mais parecem ursos.” comentou, esperando que aquilo não fosse de alguma forma ofensivo. Revelada a origem da garota, também fazia muito mais sentido seu sotaque pesado e a expressão previamente usada, que ele não teve capacidade de traduzir. “Pelo menos acho que é mais fácil se acostumar com um clima mais ameno, do que o contrário, não?” tentou apontar a vantagem ali, mesmo que estivessem ensopados de chuva. O tempo nublado era bastante característico dali na maior parte do ano, salvo alguns dias bastante ensolarados e os de neve significativa que marcavam o inverno. Nunca tendo ido para muito longe dali, o clima não era algo com que Duncan havia tido de se acostumar. A apresentação da garota confirmou sua suposição de que ainda não tinham se conversado antes, o que o deixou feliz por não ter passado vergonha. “Realmente, tem muita gente. Mas sabe, se tirar todos os que tem sobrenome Weasley, acho que esse castelo fica vazio.” comentou em tom de graça, então não tendo certeza se a garota os conhecia. “Com certeza você já topou por aí com algum deles, não? Quer dizer, acho que se viu alguma pessoa ruiva, viu um deles.” comentou ainda em tom de brincadeira. “Você está há muito tempo aqui?” perguntou, por fim, para saber um pouco mais sobre ela.