Minha boca ferve assim como o meu corpo, e não é de luxúria
é minha ira por ter me submetido a viver com você, repulsa.
É minha ira de ver um rato com um pau entre as pernas insistir em colocar os seus termos no incolocavel
Sou mulher, não sou menina, não me submeto as tuas ameaças
Não me jogarei na tua cova como um cervo que facilmente é preso
Não! Não repitirei a cena de me ver algemada e trancafiada na tua residência.
Sim! Sou mais uma dessas que já passou por abusos fisicos, materiais e psicológicos.
Tenho vergonha disso sim, mas não me calarei.
Diante de mais uma tentativa de ser a cobra da flauta,
Não serei mais abusada pelo teu senso de macho escroto
Não aceito deixar meu objeto contigo para nunca mais ser devolvido
Você não tem mais nada a dizer.
Teu nome será difamado nos quatro cantos da terra.
Eu passarei pela vergonha de já ter sido sua, mas com a cabeça erguida de quem guerreou!
Meu corpo todo ferve, 37.8 graus de febre, médicos dizem que isso não é bom
Se morrer, morrerei te levando para o inferno.