doeu a coisa toda. doeu muito e se eu tô admitindo isso, é porque doeu demais. a parte boa é que agora eu conjugo esse verbo no tempo passado. porque realmente passou. passou a mágoa, o rancor, a falta, a vontade de desistir, a vontade de te ligar de madrugada perguntando o porquê, perguntando como você pôde fazer tudo aquilo, mesmo sabendo que isso seria a segunda maior estupidez cometida. porque a primeira foi dar a você uma segunda chance. porque sinceramente, no fundo eu sabia que você faria exatamente igual, e mesmo assim você conseguiu fazer pior. segunda chance a gente não dar a quem pede e sim a quem mostra que merece. e você pediu muito, implorou, bateu o pé, prometeu o céu e o mar, disse que se eu quisesse a lua você me daria. mas eu não queria nada disso. eu não te pedi nada disso. na verdade eu nunca te pedi nada. porque não se pede amor, não se pede atenção, não se pede respeito. a gente não pede o que julga ter. e eu errei em pensar que você era tão meu como eu era sua. a boa notícia é que eu me tomei de volta. e hoje eu sei certinho o caminho de casa. e não é na vida de outra pessoa. reaprendi a ser minha e a lutar por mim. eu sou meu próprio lar.