Eu também gosto da diretora, ela é rígida, responsável, o único problema é que ela deve me achar uma chata. — Arregalou os olhos, abriu a boca e virou a cabeça lentamente para o ex-marido. — Maximilian, você deu aqueles sucos com corantes pro meu filho? Não dá pra esperar ele ficar doente pra cuidar, tem que prevenir. Pelo amor de Deus, um dia com você e ele sai da dieta, chega atrasado na escola, qual o próximo passo? Ficar de recuperação? — Esticou o braço, ficando na ponta do pé, mas não conseguiu pegar as chaves. Travou o maxilar, bufando em seguida e olhando para o céu. — O que eu fiz pra merecer isso, meu Deus? — Respirou fundo e aproximou-se de Max, cochichando. — Eu devia te dar um chute, você tem sorte que seu filho está aqui. — Afastou-se, indo para o banco do carona. — É bom você ser cauteloso. E não me chame de querida. — Abriu a porta e colocou Jake no banco de trás, fechando o cinto dele. Depois entrou no carro no banco do carona e colocou o seu cinto, esperando por Max.
Muitas das diretoras e professoras achavam você uma chata, não reclame pelo título. - ele revirou os olhos e sorriu com a expressão horrorizada que ela havia feito, pelo tal suco com corante. - Acho que faltou um “Nosso filho” nessa frase, fizemos juntos e foi lindo... E, na verdade, Jake bebeu dois, um de pêssegos e outro de uva, um mais tóxico que o outro. - ele deu de ombros e mais uma vez revirou os olhos. - Rach, querida, ele tem dez anos, ainda é uma criança e precisa brincar, não de uma dieta. E ele é inteligente demais para ficar de recuperação. - ele falou a última parte com convicção e deu uma piscadela para o garoto ao seu lado. Max riu ainda mais, se é que fosse possível, quando sua ex-mulher clamou por uma resposta dos céus. - Ainda bem que você é engraçada, Rach, senão nunca teríamos nos relacionados. - ele engoliu em seco com a ameaça da morena, não estava preparado para as ameças repentinas dela, na verdade, estava desacostumado com aquilo, da mesma forma que se divertia com aquilo. Max viu a mulher colocar o filho no banco de trás e assegurar-se que ele estava protegido, um sorriso começou a se estender em seus lábios, estava agradecido por ter feito Rachel a mãe de seus filhos, mesmo ela pedindo o divórcio mais tarde, ele não conseguia se arrepender por nenhum segundo de ter tido um relacionamento maravilhoso com ela. Entrou no carro e deu partida no motor, dirigindo um pouco mais lento que o normal, pois não queria ser ameaçado novamente. Não demorou para chegarem ao colégio, ele deu um pequeno suspiro cansado, apertando levemente a direção do carro e olhando pelo retrovisor o filho no banco de trás. - Pronto, Jake? - virando um pouco a cabeça e fitando os olhos de Rachel com um pequeno sorriso sem mostrar os dentes. - Você vai também deixar nosso filho ou vai esperar no carro, querida? - perguntou levemente, não se dando conta do jeito carinhoso que a havia chamado, saindo completamente natural.













