Down the rabbit hole | Donovan&Riley (Flashback)
NĂŁo se lembrava de tĂŞ-lo visto por lĂĄ antes. Riley se lembraria de alguĂŠm como ele. O jeito marrento lhe era familiar, claro. NĂŁo era raro que membros de gangues frequentassem Wonderland. Ăs vezes a negĂłcios, Ă s vezes a lazer. Mas havia algo diferente nele. Algo que ela nĂŁo conseguiria dizer ao certo o que era e que nĂŁo tinha apenas a ver com o belo rosto e os ombros largos que chamavam a atenção de algumas de suas colegas.Â
NĂŁo pĂ´de evitar o sorriso de satisfação que se desenhou em seus lĂĄbios quando viu que ele tinha olhos apenas para ela. Mesmo que as outras dançarinas se aprumassem conforme ele passava, tentando chamar sua atenção.Â
Ele se sentou e Riley se empenhou ainda mais em sua rotina, deixando que o movimento de suas curvas hipnotizasse sua plateia. Girava pelo pole quando o viu se levantar e por um momento se decepcionou. Talvez aquela nĂŁo fosse sua noite de sorte, afinal. Mas ao deixar o palco, a garçonete dirigiu-se a ela. âO gostosĂŁo reservou uma dança privadaâ, Tina a informou e o sorriso convencido voltou a iluminar o rosto de Riley.Â
Desceu as escadas para as salas ao fundo, um espaço batizado carinhosamente de ârabbit holeâ pelos frequentadores, e abriu a porta indicada. Era uma salinha bem espaçosa para duas pessoas. As paredes acolchoadas combinavam com o estofado de veludo azul em formato circular que ocupava quase todo o cĂ´modo, deixando um espaço ao centro para uma mesa redonda que funcionava como palco para as dançarinas.Â
âHello, gorgeousâ, cumprimentou, fechando a porta atrĂĄs de si.
Ao caminhar pelos corredores estreitos em direção Ă s salas de danças privadas, Don quase reconsiderou, quase. Algo a respeito da loira havia lhe deixado intrigado, nĂŁo lembrava dela nas Ăşltimas vezes que fora coletar os ganhos do chefe no clube. But to be honest, nĂŁo era sempre que ele prestava atenção, afinal, preferia nĂŁo ter que pagar para estar com uma mulher. Ainda com o drink em mĂŁos, acomodou-se no sofĂĄ circular, colocando os pĂŠs sobre o pequeno palco que ficava no meio da sala, Ă espera de sua companhia. Sua companhia pelas prĂłxima longa hora ao menos. â Hey fine thing. â Cumprimentou, levantando o copo como se brindasse a presença dela. Retirou os pĂŠs do palco e aguardou que a dança antecipada começasse. â Whatâs your name? â Perguntou de forma despretensiosa, por mais que soubesse que boa parte das meninas ali tivessem a stage name, pegou-se imaginando qual seria o nome real da bela loira a sua frente. â So, how does this work? â Apontou para o quarto, com genuĂno interesse e curiosidade, afinal era a primeira vez que havia requisitado um quarto privado.
Ouvira histĂłrias sobre o local, mas queria ouvir da boca dela quais eram as regras da noite, o que ele poderia esperar dela. â Itâs my first time here, you will have to be nice to me. â Apesar da frase emitir certo amadorismo, era sĂł olhar para Don e ver que nada nele transmitia a ideia de algo novo ou de alguĂŠm com pouco conhecimento. Apenas gostava da ideia dela lhe descrevendo e lhe explicando o que fariam ali. E se a bela loira fosse tĂŁo sugestiva quando esperava, era apenas um bĂ´nus. Voltou a levar o copo de whiskey atĂŠ os lĂĄbios, nĂŁo deixando que os olhos deixassem a figura sensual Ă sua frente. Talvez uma hora nĂŁo fosse o suficiente para que ele cansasse da presença dela.