victoriousvictorie:
Naturalmente, a primeira reação de Victoire ao entrar no apartamento da morena fora observar tudo que podia ver naquele ambiente diferente. Agora, sua visão apenas se desviava entre a taça de vinho em suas mãos e à mulher em sua companhia. Por causa dos drinques que tomara na festa onde encontrara Celeste naquela noite, a loira bebericou o vinho com leveza, com a intenção de não beber muito mais para continuar com a mente clara, ao menos até Celeste falar o que tinha para lhe dizer. Tomou mais um pequeno gole e assentiu, sua primeira resposta para dizer que a ouvira. Deixou a taça na mesa e arrumou-se, passando as mãos pelo vestido azul escuro antes de caminhar até a morena e senta-se no braço da poltrona em que a outra estava. “Estamos de acordo.” declarou encarando-a agora que estava mais perto. Não era difícil concordar com a bela morena, não só por Victoire ainda estar sob os efeitos dos beijos que trocaram anteriormente, mas porque ela concordava. “Eu ainda estou na Academia, então poderia acabar ficando complicado tanto para você quanto para mim se as pessoas soubessem. E, claro, sem paixões. Só tenho um certo problema com esse primeiro requisito. Sem beijos? Sério?”
Celeste deu uma risada curta ao ouvir um dos protestos dela. Teve de se levantar, pegando não só sua taça bem como a de Victoire para colocá-las em cima da mesinha de centro. “Sim, sem beijos. Beijos são muito... Beijos dizem muito sobre as pessoas. Beijos envolvem muito as pessoas. E garanto que não vai sentir muita falta deles, Victoire. Não enquanto meus lábios estiverem ocupados com outras coisas.” anunciou, sem muita cerimônia, olhando para a garota mais nova com um despreocupado tom de desejo. Avaliou o corpo da mulher antes de pegar sua mão, fazendo com que esta se levantasse do sofá e virasse de costas. Os dedos foram habilmente até os cabelos loiros, afastando-os para exibir aquela pele clarinha e rosada na nuca da Weasley. Não tomou muito tempo e lá já estava, deixando algumas marcas de batom na região. Buscou também o zíper de seu vestido, deslizando-o sem pedir muita permissão. Celeste era muito mais do tipo de agia partindo do princípio que desculpar-se era muito melhor que pedir permissão. E por isso impiedosamente deixou a outra mão alçar a cintura dela, colando o corpo alheio com o seu. “Ainda acha que vai precisar dos beijos?”










