prontuário eletrônico do paciente (PEP)
o prontuário eletrônico do paciente, também conhecido pela sigla PEP, é a alternativa eletrônica que surgiu nos anos 80 para armazenamento de informações pessoais e clínicas de saúde, substituindo os arquivos de papel.
a construção do PEP se dá pela digitalização de documentos e compartilhamento de informações clínicas e administrativas dos pacientes entre profissionais de saúde, hospitais, clínicas, planos de saúde e laboratórios, com a devida permissão e comprometimento ético.
o PEP precisa ser constituído por sistemas computacionais compatíveis que permitam o compartilhamento de dados e se tem por necessidade a adoção de padrões para as informações de saúde, alguns sendo adotados internacionalmente.
os 5 níveis de implementação do PEP nas instituições:
AMR → papel e registro eletrônico coexistem para o registro de informações do paciente.
CMR → digitalização dos registros pelo escaneamento dos documentos em papel, há pouca integração entre os departamentos da instituição.
EMR → o sistema é implementado em toda a instituição e integra o gerenciamento de práticas médicas, alertas clínicos e interações com o paciente. proteção de dados, confidencialidade e segurança precisam ser atendidos.
EPR → feita em nível nacional e compartilhada por outras instituições de saúde, possuí todos os dados relevantes de doenças do paciente.
EHR → contém todas as informações do paciente que sejam relevantes à saúde, criada pelos profissionais de saúde e pelo próprio paciente, abrange o indivíduo e a comunidade.
→ brasil: o interesse no prontuário eletrônico começou no meio universitário dos anos 90, mas pelos custos elevados dos equipamentos para a implementação, só foi implementado nos grandes centros urbanos e instituições privadas.
atualmente, existe o esforço de implementar esse serviço em todo o território nacional pelo SUS, uma de suas medidas para alcançar esse objetivo começou em 2013, quando o MS lançou o e-SUS Atenção Básica, um sistema que contempla informações detalhadas e individualizadas para cada usuário da Atenção Básica à Saúde (ABS).
→ estados unidos: a implementação do prontuário eletrônico é feita por cada estabelecimento individual e o país é, em sua totalidade, equipado com o PEP.
→ reino unido: a implementação é responsabilidade do governo, que investiu cerca de 6,2 bilhões de euros para a criação de um cadastro nacional do prontuário eletrônico.
vantagens e desvantagens:
→ vantagens: acesso remoto aos dados, compactação do volume de dados clínicos armazenados, relação custo/efetividade, permite que as informações sejam armazenadas por uma quantidade de tempo maior sem a deterioração de dados, compartilhamento de dados de forma efetiva e rápida por toda a equipe que atende o paciente, assistência à pesquisa.
→ desvantagens: dependência de rede elétrica ou internet para funcionamento, necessidade de treinamento para a utilização e preenchimento do PEP para profissionais de saúde e usuários, falta de padronização que dificulta a operabilidade, falta de cibersegurança.