Animazon no Taikai – Parte 2: Os segredos por trás do maior evento de cultura pop do Pará
O Disconauta conversou exclusivamente com os organizadores do maior evento de cultura pop japonesa do Pará, o Animazon no Taikai. Perguntamos como o evento nasceu e é organizado, a escolha das atrações e muito mais! Confira agora a entrevista com Fernanda, Felipe Salgado, Helder Bitar, e Tânia Raiol. Os quatro coordenadores principais do evento!
Disconauta - Conta um pouquinho da história do Animazon. Como surgiu a ideia de criar um evento de cultura japonesa no Pará?
Fernanda - Começou com um grupo de amigos, lá em 2003, que se interessavam e gostavam de assistir anime e ler mangá, o que era bem raro na época de achar em Belém.Tinha que trazer de São Paulo e os animes eram em fita VHS. Eles começaram a se reunir e tiveram a ideia de fazer uma exibição de animes. O Animazon começou com uma exibição no Centur. Não tinha evento, tinha a exibição naquele dia X e o pessoal vinha e assistia. Mais pessoas iam ver os animes e resolveram fazer dois dias de exibição e concurso cosplay, foi com esses dois elementos que começou. Depois disso criamos dois eventos, o Animazon Connection e Animazon no Taikai. O Connection era menor, a conexão para a grande a festa que é o Taikai. Em 2005 teve um problema no Centur e eles tiveram que cancelar o evento na véspera. Nós fomos então para o colégio Ceni, a primeira escola em que fizemos o Animazon. Na época a gente até lotou uma van e foi para frente do Centur avisar que tinha mudado. As pessoas chegavam com o ingresso e a gente levava para lá. E assim foi indo, já fizemos no Golden Palace, no colégio Olympus, no colégio Fama, no Iesam... até que viemos para o Moderno.
Disconauta - Vocês esperavam que o evento fosse crescer tanto?
Fernanda - Assim, esperar a gente não esperava. Mas a gente sonhava, né. Por que se não sonhássemos nós não estávamos aqui. Nós sempre queríamos conseguir um colégio que desse a estrutura que a gente precisa e fosse no centro da cidade. Primeiro a gente passava pela frente do Iesam e pensava “um dia a gente vai fazer aqui”, aí conseguimos. O segundo maior sonho era fazer no moderno, então conseguimos de novo.Nós não temos fins lucrativos, tudo que o Animazon consegue é voltado para o evento.
Disconauta - Então, o evento se paga?
Fernanda - Sim.O evento se paga. Nós fizemos todo um planejamento para isso.Antes realmente nós ficávamos com dívidas e os próprios membros faziam vaquinha para pagar.Mas desde 2007 o evento vem se pagando, e as dívidas que nós tínhamos não existem mais.
Disconauta - Como funciona o planejamento do Animazon?
Fernanda - Nós começamos a planejar o evento alguns meses depois. Por isso que tiramos o Connection, ficava muita coisa em cima. Vivemos para o Animazon, e não do Animazon. Também temos outras coisas que precisamos fazer da nossa vida. Aí combinamos que iríamos fazer um evento por ano, para investir mais e fazer algo muito mais legal, ao invés de fazer um evento menor e perder a qualidade. Então, para poder montar toda uma estrutura dessa para um evento de um dia, fica complicado. É melhor esperar alguns meses e fazer 3 dias bem feitos, do que vários pingadinhos e mal feitos.
Disconauta - Como as mídias sociais influenciaram no trabalho de vocês? E como funcionava no começo, quando elas não eram tão fortes na vida das pessoas?
Fernanda - A gente “bombava” no Orkut, divulgávamos em blogs na época, fazíamos panfletagem na frente das escolas. A gente colocava adesivo nos ônibus, íamos nas escolas (risos).
Helder - Tinha até fotolog.
Fernanda - Nós corríamos atrás da maneira que a gente podia. Mas divulgávamos.
Disconauta - Como as pessoas entram em contato com vocês e como fazem parte do time que faz o Animazon acontecer?
Fernanda - É assim, hoje tu és público. Se ano que vem tu quiseres ser membro, pode vir. A gente tem a nossa página no Facebook, e nosso site onde a pessoa se inscreve e vem. Mas a maioria do recrutamento é por meio de outros membros que trazem futuros membros. Aí depois a gente chama para a reunião. Porque a gente organiza várias ações em setembro e outubro. Uma das nossas ações é solidária no Círio. Aí depois de três meses para cá a gente abre a inscrição na internet. Você participa das reuniões e começa a vir nos encontros que são aqui no colégio moderno nos finais de semana.
Disconauta - Como o colégio apoia vocês? E como é a estrutura física?
Fernanda - Eles acreditam que mesmo sendo jovens a gente pode fazer um negócio organizado, com responsabilidade. Tanto que o nosso evento tem horário para começar, horário para acabar, não tem bebida alcoólica, não apoiamos nada ilícito, tem segurança. Temos toda uma estrutura. Porque o objetivo maior é misturar a galera. Eu sempre falo, a pessoa pode vir para cá e ser absolutamente o que quiser. Não me interessa se ela vem com o cabelo de uma certa cor, ou vestidos daquele outro jeito. Ninguém vai achar estranho. É onde ela pode ser o que ela quiser. A gente se preocupa com o entretenimento. Tem toda a parte de palco, a parte de salas de N coisas que tu podes encontrar aqui. Por exemplo, está acontecendo agora um torneio de League of Legends, estamos com um telão aqui, eles estão jogando lá dentro do auditório. Fazemos toda uma estrutura. E o colégio moderno desde o primeiro ano que fizemos aqui nos apoiou quando nenhum outro queria. Eles nos deram essa chance e faz parte da filosofia da escola.
Disconauta - Quando você começa a trilhar um caminho desse não deve ser fácil. O que motivou e motiva vocês a continuar?
Fernanda - É por amor à causa. A gente vai conciliando nossas vidas com o evento. Estávamos até conversando um dia desses. A gente fica aqui na sala de coordenação e quando a gente olha para a janela e vê a pessoa se divertindo com os amigos, achando o maior barato, vindo de cosplay e tirando foto, nossa já deu tudo! Todo trabalho valeu a pena. E o mais importante é que a gente se preocupa com a questão dos valores também. Pensamos como uma grande família, temos valores éticos que vieram na nossa bagagem e queremos passar isso. Então todo mundo é muito amigo aqui. Tu não vais ver uma briga, tudo tentamos contornar. A questão hierárquica no Animazon é só uma questão organizacional, mas todo mundo é amigo. Só fazemos uma organização hierárquica por que olha o tamanho dessa estrutura! O tamanho desse colégio. Nós somos só 118 pessoas para fazer tudo. Desde montar, desmontar, organizar, abrir sala, fechar sala, ver se o ar condicionado está funcionando. É um corre pra lá e corre pra cá. Todos os 118 não ganham absolutamente nada para estarem aqui. Eles estão aqui desde terça feira montando e arrumando toda essa estrutura.
Helder - É o dia inteiro de arrumação. Até de madrugada.
Disconauta - Quando chegam as atrações do evento?
Fernanda - As nossas atrações chegam todas de madrugada. Após fechar tudo isso aqui ainda temos que ir buscá-los e levar para o hotel. A gente leva a atração para almoçar, nós queremos que eles se sintam bem recebidos. Tanto que já trouxemos vários dubladores que viraram nossos amigos. Por que a gente tenta mostrar pra eles o nosso objetivo. A gente não está aqui pra ganhar dinheiro
Felipe - O fato do Animazon não ser um evento comercial, e sim ser uma associação cultural, traz uma energia diferente. As trações que a gente traz estão prestando um serviço pra gente, mas eles entendem que é uma causa. Não é aquele negócio “te pagando eu mando em ti”. A gente leva ele pra passear, conhecer a cidade. Principalmente para que quando ele suba naquele palco, esteja satisfeito, feliz. E que ele passe essa energia pras pessoas.
Fernanda - A amizade é algo muito legal. É bacana quando as pessoas pensam parecido, ou até quando não pensam mas respeitam o outro. Se nós discordamos um do outro, a gente não vai brigar, vamos sentar e conversar. Esse é o nosso objetivo principal. Além de divulgar a cultura pop japonesa, nós temos o apoio do consulado do Japão
Disconauta - Vocês receberam um selo de 120 anos de amizade Brasil-Japão. O que isso significa para o evento?
Felipe - Como neste ano está se comemorando 120 anos de relações diplomáticas entre os dois países, a embaixada do Japão e os consulados em cada região começaram a oficializar eventos que divulgassem a cultura japonesa. Nós apresentamos a proposta do Animazon ao consulado, conversamos, explicamos como funcionava. Eles já nos conheciam, pois temos uma relação bem próxima com eles, sempre vêm no evento, apoiam. E foi aprovado. Não é que a embaixada dê dinheiro, significa que ela reconhece que o nosso trabalho ajuda a fortalecer as relações entre Brasil e Japão. Ou seja, o Animazon é um evento oficial e reconhecido pela embaixada Japonesa.
Fernanda - Na feira do livro a gente fez um concurso de miss Kawaii, apoiado pelo consulado e pela Secult.
Disconauta - Qual o critério para a escolha das atrações?
Felipe - A gente faz pesquisa no nosso site, na página do Facebook. Também fazemos uma pesquisa sobre o feedback do evento, onde recebemos sugestões, críticas, que são muito bem-vindas, elogios e isso ajuda a gente.
Fernanda - As atrações desse ano foram todas pedidas. A gente não escolheu ninguém, foi tudo o público.
Felipe - É claro que as vezes acontece de não conseguirmos. Por exemplo, o Guilherme Briggs. Há três anos que ele era o mais pedido. Não é que o artista não queira vir, mas tem uma agência por trás, tem toda uma agenda e valores. Tudo isso tinha que primeiro se encaixar na nossa realidade para depois ser concretizado. Então quando foi esse ano a gente já conhecia a agência dele, entramos em contato e negociamos. Inclusive ele veio pra cá trabalhando, só saiu uma vez e ficou direto no Hotel trabalhando. Ele conciliou com a agenda dele num horário super apertado, ficou menos de 24 horas em Belém. O artista já tinha muita vontade de vir e nós já estávamos tentando há um tempo. Outro exemplo foi o Muca Muriçoca, bastante pedido. No primeiro momento eu não sabia quem era, mas fui pesquisar e vi a popularidade.
Disconauta - Qual a função de cada um de vocês?
Fernanda - Eu cuido da parte financeira. Eu conto cada centavinho que entra e sai desse evento. O Helder, por ser advogado, cuida de toda a parte jurídica do evento e da associação além de ser responsável por toda a infraestrutura.
Felipe - Eu cuido da parte organizacional, planejamento de equipes, instruir eles, eu também cuido das atrações. E a Tânia é organizacional, além também de cuidar da parte gráfica com impressões que precisamos e coisa do tipo.
Fernanda - Mas qualquer decisão que a gente toma nunca é só. Nós somos os 4 coordenadores gerais, mas cada área tem o seu responsável e membros que são subordinados a ele. Então cada coordenador tem sua autonomia.
Disconauta - É isso que eu queria saber! Qual a diferença entre as cores dos uniformes de vocês?
Fernanda - Nós, vermelhos, somos coordenadores gerais. Coordenador azul é quem é membro efetivo, porque tu só viras membro efetivo do Animazon depois que tu já fizeste um evento, entendeu? Há vários aqui que estão sob teste, que ano que vem já serão membros. Os de verde são os “Yoshis”.
Helder - É uma brincadeira nossa que aconteceu, em dado momento em algum evento, em que o coordenador da área estava andando e vinha uma fila atrás dele, igual aos “ovinhos do Yoshi”, então ficou como “Yoshi” e eles ganharam uma blusa verde.
Fernanda - Eles não têm um lugar certo. Por exemplo: “Ah, sei lá, o ar condicionado quebrou lá em cima”, então o Yoshi vai lá pra ver como resolver. Ele é a infraestrutura, quem faz o evento andar. Ainda há pouco, veio um menino dizendo que molhou uma sala lá em cima, aí ele, o Yoshi já tem que se mobilizar. tem que ter um pano, tem que resolver! Missão dada aqui é missão cumprida.
Disconauta - Vocês têm algum treinamento especial para eles?
Fernanda - O evento (risos).
Felipe - Por exemplo, esse ano nós tivemos a Miss Kawai Pará. Nós organizamos, também, o Concurso Cosplay na Seko, que é uma escola de língua japonesa. Então, esses mini eventos também fazem parte do treinamento. “Olha, a pessoa é nova e ainda não sabe a dinâmica do evento. Bota ela em um mini evento”. Fora que nas reuniões nós sempre instruímos como vai acontecer. “Olha, o Animazon é isso; a gente trabalha assim; as funções são essas”. Tanto a parte das relações interpessoais, até porque nós lidamos com pessoas, então tem que manter a calma; tem que saber se comunicar; coisas do tipo. Então nós sempre vamos instruindo. É claro que o teste verdadeiro é que nem como tu que estás na universidade e estás fazendo teu estágio. Eles têm as aulas. Todo sábado a gente se reúne. Os mini eventos são os estágios, agora é posto em prática o que foi conversado. E é claro que muita gente no seu primeiro evento comete erros, isso é completamente normal. Então nós conversamos, “Você fez assim, assim e assado. Vamos pensar. Será que não deverias ter agido de outra forma? Tido mais calma?”. E assim nós vamos melhorando. Há pessoas aqui que ganharam uma carga profissional enorme. Eu, por exemplo, fui chamado na Feira do Livro pra dar uma palestra. Não pelo evento, mas pra dar uma palestra minha. Fui chamado duas vezes para ir ao Japão por eu exercer um cargo de liderança envolvendo a cultura japonesa, então ganhei uma bolsa e fui para lá. E essa bolsa abriu diversas portas: representei o Brasil numa conferência da ONU. Tudo isso porque eu participei do Animazon; fui líder, passei numa bolsa japonesa, fui pro Japão e no Japão consegui uma oportunidade; então as coisas vão se abrindo, entendeu? E vai acontecendo. Podemos não ganhar nada, mas usarmos a experiência que ganhamos aqui é inigualável.
Fernanda - Mas sabias que há muita gente que não entende? Principalmente por nós sermos jovens, principalmente por nós vivermos em um mundo que é só aparência, acham que nós não fazemos nada. A pessoa não entende o que tá acontecendo.
Felipe - A pessoa acha que por se tratar de um evento de anime, mangá, cosplay, é um monte de gente infantilizada, que não tem nada na cabeça, entendeu? Não consegue entender o que acontece. Será que é tão ruim assim o cara estar se divertindo, fazendo o que gosta, saudavelmente? Será que só por causa de um estereótipo de que isso é infantil ele está errado?
Helder - Esse preconceito acaba levando algumas pessoas a nem quererem conhecer o evento. Não se dá oportunidade de ela vir e ver como é. Eu tenho certeza de que uma pessoa que fala: “Ah, vocês não cresceram, vocês são infantis”, se ela entra aqui e vê toda a estrutura organizacional, a estrutura de palco, de sala, nossos estandes de vendas, com certeza mudaria de opinião. Veria que é organizado, não é uma brincadeira, não é uma feirazinha, é uma coisa séria.
Disconauta - E sobre os mini eventos, eles acontecem desde quando?
Fernanda - Geralmente nós somos convidados. Por exemplo, lá na Seko, eles fizeram, já nos conheciam e chamaram pra fazer uma parceria, assim como o consulado.
Felipe - Quando há algum tema envolvendo o Japão, e eles querem chamar o público jovem, eles pensam no Animazon, como se fosse uma referência. Porque em coisa tradicional, claro que eles vão chamar a Associação Nipo Brasileira. Claro que vão chamar o consulado, pois eles dominam essa parte de cultura tradicional, Bom Odori, Taiko, vestimenta, música e tudo. Mas aí eles pensam que também querem chamar o público jovem, pois ele também merece participar. E a referência, hoje em dia, aqui, se tornou o Animazon. Na Feira do Livro, que teve como tema deste ano o Japão, chamaram o Animazon para atrair os jovens. E foi a primeira vez que nós trabalhamos com a Secretaria de Cultura e foi maravilhoso.
Disconauta - Há alguém que vocês pretendem chamar para um próximo Animazon?
Fernanda - Nós temos muita gente. É como lhe falei, nós sonhamos muito. Se olharmos para nós há 3 anos atrás, trazer o Guilherme Briggs era um sonho. Hoje nós o realizamos. O primeiro dublador que nós conseguimos trazer foi o Élcio Sodré e foi “vendendo o fígado” para trazer. Então há muita gente, não podemos escolher a dedo, pois depende desse evento, se o público vai aceitar, da estrutura que vamos conseguir montar, são inúmeras variáveis. A primeira coisa que fazemos é uma pesquisa pra saber o que o público quer ver. Por exemplo, nunca sonhamos em trazer um youtuber, mas o público pediu e nós nos adaptamos e trouxemos. Depois de um evento, descansamos por uns dois meses e já começamos a pensar no próximo evento, geralmente lá pela época do Círio, que é quando nos reunimos de novo pra fazer doações para algumas instituições.
Disconauta - Vocês têm um plano B, caso algo dê errado com as atrações?
Fernanda - A gente dá um jeito, mas consegue que dê tudo certo. Nem que a gente tenha que pagar 3 vezes mais uma passagem aérea, nem que tenhamos que mudar o horário e dia dos artistas.
Disconauta - Antes não eram três dias de evento. A partir de quando começou a ser na sexta, sábado e domingo? E por que essa mudança?
Felipe - Antigamente era dois dias. E o que a gente percebia era que domingo lotava e sábado não tinha quase ninguém. Então se tem dois dias a gente precisava engrandecer os dois dias pra a galera querer vir no sábado e no domingo. Depois que chegou num patamar que a gente conseguiu isso nós queríamos trazer mais gente e mais atração e em dois dias não dava tudo. Esta foi a terceira vez que o Animazon aconteceu na sexta e olha aí, tava lotado.
Fernanda - Na primeira sexta feira levamos pau e na segunda idem. (risos)
Disconauta - Falem um pouquinho mais do planejamento de estandes e vendas.
Fernanda - A gente não tira coisas do evento aqui do nada. A gente sabe o pico de gente que teve num dia, que horas vem mais gente que horas sai, a gente sabe até a hora que o pessoal da venda vai vender mais. Já estamos há anos aqui. Sempre sentamos e olhamos os gráficos, “vamos botar fulano nesse horário por que tem mais gente”. Tanto que os nossos estandistas confiam plenamente na gente. Tem estande de fora do Pará aí. Eles se programam pra vir.
Felipe - A primeira vez que vimos o pedido de algum estande de fora ficamos, “será que vale a pena ele pagar passagem, hospedagem e custos pra vir pra cá?”. Eu ficava pensando assim. Este ano são 13 lojistas de fora.
Helder - Eu tava conversando com uma lojista de fora e já é o terceiro ano dela aqui. Ela prefere vir pra cá do que ir pro Sana por exemplo.
Fernanda - As pessoas aqui não querem só consumir entretenimento, elas têm necessidade de consumir coisas materiais.
Helder - E temos uma estrutura ótima. No começo era só uma mesa de plástico. Agora já temos a divisória, os estandes são mais equipados. Nós medimos a quadra todinha, fizemos todo o desenho de como ia ficar. Imaginamos como o público ia andar aqui pelo meio. Foi tudo planejado.