Hoje li sobre a história de uma grande roqueira dos anos 70, chamada Janis Joplin e o que mais me chamou a atenção não foi sua bela e curta carreira musical, mas sua história amorosa e, de uma forma resumida, contarei aqui para vocês e finalizar com uma conclusão de raciocínio. Não leve isso tudo como um texto comum, leve como um conselho que vale para toda a vida. Janis Joplin era uma jovem americana bonita, escrevia suas próprias canções, produzia as melodias e suas performances nos palcos impressionava até os mais renomados críticos musicais. Sua grande fama lhe rendeu diversas turnês mundiais e dezenas de shows por mês e nessa correria artística e cansaço físico, Janis resolveu vir até o Brasil, presenteou a si mesma com algumas semanas de férias no Rio de Janeiro. Após alguns puxões de orelha de familiares, amigos e da produção artística da cantora, ela decidiu deixar um pouco de lado o seu vício em heroína e para substituir a insaciável vontade de se drogar, ela distraía sua mente indo á praia todos os dias. Em uma manhã, na praia, sozinha, Janis percebeu que estava sendo observada por alguém, era um rapaz bonito, ela não se conteve e foi até ele conversar. Essa atitude foi o início de uma mudança brusca na sua vida, porque a garota que nunca havia amado, soube o que esse sentimento significava pela primeira vez. Eles permaneceram juntos por toda a sua estadia no Brasil, e em todos os estados que ela ia, ele a acompanhava, era a história de amor perfeita. Em todos, repito, todos os flashes que fizeram dela desde então, ele sempre estava ao seu lado e os dois sempre esbanjavam um sorriso lindo. Não sei se contei, mas ele era americano, sim, o mundo é mesmo pequeno e isso foi o suficiente para que os dois combinassem ainda aqui no Brasil, que quando voltassem aos Estados Unidos, eles morariam juntos e assim foi. Permaneceram juntos por mais dois meses e o relacionamento foi interrompido por ele, porque Janis se rendeu ao vício em heroína e já não era mais a garota sorridente que havia conhecido, a droga a transformou. Ele se foi, continuou a viajar o mundo. Janis caiu e caiu, cada vez mais, até que decidiu transformar seu fundo do poço numa canção chamada “cry baby”, que em um dos trechos, diz o seguinte: “… A estrada poderá até terminar em Kathmandu". O sucesso do single foi inexplicável, foi uma das mais tocadas em diversos países, e claro que chegou até os ouvidos dele. Ele largou tudo o que fazia e comprou passagens e hospedagem para Kathmandu (por causa da música), e enviou um telegrama a convidando para a viagem, que ficou na recepção de seu apartamento. E Janis? Bom… Ela nunca recebeu o telegrama, assim como nunca foi à viagem. Janis Joplin foi encontrada morta no mesmo dia em seu apartamento, por overdose. O que eu quero dizer para vocês com essa história, é que… Nunca dêem tempo ao tempo, não deixem as coisas saírem do controle, não deixem o tempo voar, não soprem ele. Todos estamos aqui apenas de passagem, chegamos sem lembrar e saímos sem saber. Se você ama alguém, se você é amado, não espere até o último instante para dizer que ama, não olhe para cima e pense: “ah, você tem tudo fácil demais, serei a sua dificuldade”, esse é um pensamento burro. Pessoas têm um prazo de validade silencioso, hora ela está aqui e em alguns instantes, não está mais. Não deixe para depois, o que você pode fazer agora. Um “eu te amo” ou até mesmo um “eu sinto a sua falta” não te arrancarão um pedaço, bem pelo contrário, vão te trazer o pedaço que falta. Não seja ingênuo, porque a vida não é para os orgulhosos.
A história de Janis Joplin e um pouco mais. Extinta. (via extinta)


















