ei, você viu quem voltou para mais um ano? por um momento pensei ter visto 𝐌𝐀𝐃𝐄𝐋𝐘𝐍 𝐂𝐋𝐈𝐍𝐄, mas é melhor, é 𝐉𝐎𝐇𝐀𝐍𝐍𝐀 𝐒𝐎𝐍𝐓𝐀𝐆! soube que ela está cursando 𝐄𝐒𝐓𝐔𝐃𝐎𝐒 𝐂𝐋𝐀𝐒𝐒𝐈𝐂𝐎𝐒: 𝐋𝐀𝐓𝐈𝐌 aos 𝐕𝐈𝐍𝐓𝐄 𝐄 𝐂𝐈𝐍𝐂𝐎 anos e é um 𝐋𝐄𝐆𝐀𝐃𝐎 da saint benedict hall. todas às vezes que encontrei com ela eu podia jurar que ela estava ouvindo 𝐄𝐋 𝐃𝐈𝐀𝐁𝐋𝐎, 𝐌𝐆𝐊. isso até combina muito com o quanto ela me lembra de 𝐃𝐄𝐀𝐓𝐇. Eu só acho que algo está diferente esse ano, melhor ficar de olho nela!
𝐒𝐓𝐑𝐀𝐖𝐁𝐄𝐑𝐑𝐈𝐄𝐒 … johanna é uma pessoa extremamente contida, são raríssimas as ocasiões em que estará falante e isso se dá tanto pelas dores constantes que sente tanto pela natureza tímida que carrega. sua personalidade oscila entre a serenidade e a súbita irritação, especialmente nos dias em que sofre de dores intensas ou do mal da abstinência. é uma pessoa compassiva, demonstrando para com os outros uma ternura que pouco lhe é oferecida, em contrapartida, se autonegligencia com bastante facilidade, culpando a si mesma por ser “fraca” da mesma maneira que os pais o fazem.
𝐎𝐎𝐂 𝐍𝐎𝐓𝐄 … johanna sofre de fibromialgia, uma doença crônica caracterizada principalmente por dores em todo o corpo - especialmente musculares -, fadiga constante e entre outros sintomas. por se tratar de um tema sério, ao longo do rp, tentarei abordá-lo com o máximo de sensibilidade que conseguir!
𝐂𝐈𝐆𝐀𝐑𝐄𝐓𝐓𝐄𝐒 … se existe alguma dúvida acerca da veracidade científica da hereditariedade na tendência à vícios, johanna é a prova viva de que filho de peixe, peixinho é. entre as espessas camadas de segredos escondidos pela família celebre sontag, são as várias vezes em que o patriarca foi internado em uma clínica de reabilitação. para os dois filhos era sempre repetido o mesmo discurso: o de que o pai estava de férias. mesmo agora, mais velha, johanna não desconfia de que o pai, tão crítico, sofre de um vício tão inerente quanto o seu.
desde os primórdios de sua existência, johanna é alguém frágil, alguém que não funciona para os planos tão grandiosos que os pais tinham para ela. fora diagnosticada com fibromialgia juvenil, uma condição tão rara nessa idade que considerou-se amaldiçoada, condenada a dores que uma criança não merecia sentir. a ela não eram dirigidos olhares de compaixão ou piedade, ninguém lastimava sua angústia além dela mesma. cresceu sentindo-se defeituosa, quebrada. embora o tratamento fosse efetivo o suficiente para que pudesse ser funcional, não era enxergada assim dentro da casa que não conseguia chamar de lar. na escola, os professores e colegas a encaravam como alguém preguiçosa: faltava constantemente às aulas, não podia participar de algumas atividades. aprendeu a simular normalidade na adolescência, sua constância em tarefas que usualmente não conseguiria realizar era castigada mais tarde, pagava o preço com dores.
o primeiro contato com os opioides se deu em seu leito no hospital, o que deveria ser apenas parte um recurso terapêutico para lidar com sua doença, tornou-se uma intervenção buscada como um escape. o que começou com o hábito de aumentar as dosagem para extinguir as dores que sentia por consequência de suas ações imoderadas, transformou-se em um vício quando um novo médico receitou um analgésico e um ansiolítico mais fortes.
por muito tempo não encarou sua inclinação às vicissitudes como mais uma doença, abraçando-a como parte de quem era, opioides não mais eram do que remédios, uma medicação para deixá-la entorpecida às dores, a reprovação e decepção nos olhares dos pais cada mínima vez que encontravam os dela, aversos ao que consideravam como uma fraqueza. depois de assistir sua ex-namorada quase morrer após tomar uma dosagem alta de suas medicações, fazer a promessa de largar o vício e tentar se autodisciplinar, johanna não reconhece inteiramente o problema, não se considera alguém viciado, afinal, ela precisa desses remédios para aliviar a dor. é um mal necessário.

















