Não sei.
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Não sei.

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E esse beijo, dormente como o ópio, eletrizante como a cocaína e calmo como a maconha com um toque de loucura de md e as alucinações de um lsd, naquela boca tão doce como o mais puro néctar, que jamais alquimista conseguiu sintetizar.
O medo da dor é eminentemente perceptível de mais um vez uma lágrima derramar.
O céu é o limite do sonho que não foi sonhado ao acordar.
Estas são as primeiras palavras das quais meu coração sente vontade de escrever ou sentir, já não sei a dimensão dessas palavras.
Após um pedido aos céus, com um presente de Deus, sem não mais esperar e já a não mais acreditar veio, ao reflexo lindo do sol meu rosto iluminar, inspirar escrever a mensagem que agora me traz aqui para confessar.
Será, talvez, que dessa vez, conseguirei expressar o quão feliz estou mas com medo de mais uma vez chorar?
“Talvez não seja a ligação de sangue que nos torna uma família. Talvez seja as pessoas que conhecem nossos segredos e nos amam mesmo assim, para que possamos então ser nós mesmos.”
— Gossip Girl.
A dor, dói
Dou letras as palavras e palavras aos sentimentos.
Há dores que doem mais.
Há dores que doem menos..
Não é porquê sua dor dói mais que a dor de quem dói menos
Que sua dor é maior que a dor de quem dói menos
A dor dói
E não importa o tamanho dela
Isso é o que é fato
Ela chega sem avisar
Ela vem e não dá voltas
Ela arranca lágrimas
Como também sorrisos para camuflar
Chega sem avisar
Não vai ao reclamar
A dor dói
Mas o que dói mais que a dor
É o desejo simples de não sentir dor
A dor dói
E não é uma dor que se sente
É, talvez seja, parafraseando o poeta, um descontentamento descontente
É uma dor, que desatina sem doer
Mas dói
A dor dói
Se a dor do outro não dói em você
Talvez de fato, já não saiba o que é dor
Ou talvez não queria sentir
Embora sinta
Porque a dor, mesmo sem doer, dói
A dor dói
Apenas isso é o que se pode saber
Um sorriso de alegria
Uma lágrima de luto
A batalha pela felicidade
O grito, o soluço
É a vida, do jeito que ela é
Sem maquiagem ou teatro
Sem holofotes, tambores
Príncipes
Sapos
E aquilo que não se entende
Se sente
E assim, sem compreender
Mas sentindo
Me calo.
A dor, não. Ela não dói.
Dói o desejo de não sentir.

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“Se ainda está na sua cabeça, é porque vale a pena arriscar.”
— Paulo Coelho.
it’s always been you
“A gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixa cativar.”
— O Pequeno Príncipe.
Num sei, só sei que foi assim
Ontem à noite, ao chegar à porta do prédio aonde uma amiga mora me deparei com uma cena que me fez escrever isso depois de ter provocado em mim vários sentimentos.
Ele era um senhor, com idade para ser meu pai. Vestia paletó - de gravata e tudo. Cabelo despenteado, grisalhos. Quando me viu, me olhou. Eu o olhei nos olhos e tive vergonha de o olhar. De relance ele desviou o olhar. Voltou a fazer a atividade que dedicado estava antes da interrupção da minha presença.
No momento, ele parecia ter encontrado algo de valioso, pelo menos para ele, enquanto pra mim era algo de nenhum valor.
Era um pedaço de bolo, talvez estragado, talvez ainda bom. Mas o fato era que ele o encontrou numa lata de lixo que não era lata.
Entrei. Mas meu coração havia ficado lá fora, com ele. Subi o elevador com aquele incômodo.
Entrei no apartamento da minha amiga e sem pensar, vi um bolo em cima de um balcão. Peguei um pedaço, abri a geladeira peguei um chocolate líquido, instantâneo. Uma amiga perguntou o que era. Falei. Estava com pressa. Não sabia por quanto tempo mais teria a oportunidade de encontrá-lo para o trazer um pouco de dignidade naquela noite.
Ela de prontidão falou, vou fazer um misto. Fez.
Desci. Com o bolo, o misto e chocolate.
Não mais o encontrei. Revirando a lata de lixo que não era lata.
Mas parece que aquele horário era estratégico.
Havia outra pessoa. Essa por sua vez já não tinha paletó. Sem camisa, descalço, cabelos despenteados. Tinha provavelmente a minha idade.
Para ele, dei um pedaço de bolo. Ele parecia não conseguir verbalizar alguma palavra. Fez uma respiração ofegante, como se estivesse por muito tempo procurado algo para preencher um vazio que devia doer.
Ele exitou por um instante em comer. Parecia não acreditar no que havia recebido. Continuou na lata de lixo, que não era lata.
Saí na missão de encontrar o senhor que me fez sair na missão.
Andei rua acima, olhando pelas ruas que cortavam a rua que caminhava. Procurando uma outra lata de lixo que também não era lata ou um rastro longínquo de passos cansados.
Nada encontrei. Era estranho. Não demorei tanto. Andei cerca de 3 esquinas e nada.
Decidi então ir de encontro ao outro que nem sequer sei o nome. Dessa vez ele já havia devorado o bolo e vi nos seus dedos pedaços do bolo. Tinha cobertura de chocolate e por isso sujou sua mão que já estava suja.
Ele mancava. Parecia ter tido a perna machucada. Ou talvez tenha nascido com alguma deficiência ou que tenha sido causada por algum machucado sem tratamento adequado.
Entreguei o misto e pelo estado dele, resolvi ajudá-lo tirando o canudo da embalagem e fazendo o furinho na caixinha do chocolate. Ele tremia e talvez pra ele isso fosse uma tarefa difícil por, imagino eu, não ter hábito de encontrar caixinhas de chocolate em latas de lixo que não são latas.
Ele não conseguia falar. Talvez achasse estranho minha atitude. Pelo bairro no qual eu estava, e pelos maus tratos que ele já devia ter passado. Tinha uma respiração ofegante. Parecia um bixo. Mas no fim, acho que os bixos somos nós.
Retornei ao apartamento da minha amiga.
Não sei o que o senhor de paletó comeu durante a noite. Algumas lágrimas ensaiaram em saltar dos meus olhos. As Conti.
Pensei, porque as pessoas passam fome?
Alguns tem tanto. Outros, nada. É estranho pensar sobre isso. Pessoas se alimentando de lixos de latas de lixo que não são latas.
Imaginei um lugar aonde pessoas como o jovem sem camisa e descalço e o senhor de paletó e gravata, pudessem se alimentar. Tipo, umas geladeiras que não fossem geladeiras, assim como as latas de lixo não são latas. Nelas, teria comida. E as pessoas podiam colocar lá comida. Quem precisasse abriria se alimentaria.
Depois, passou-se o tempo. Esqueci. Vivi a noite.
Mas agora, novamente isso veio a mente.
Quando olhei o senhor de paletó, gravata e cabelos grisalhos despenteados, lembrei do filme O Alto da Compadecida, onde Chicó, no final do filme após ter passado pelo purgatório e conhecido Jesus, dá um pedaço de pão a um mendigo(O Jesus do filme) que pede.
João Grilo briga com ele dizendo pra não alimentar os vagabundos(ou algo do tipo).
Daí Chicó disse que as vezes Jesus se disfarçava de mendigo pra testar as pessoas.
Daí João Grilo ainda diz: Quê? Jesus neguinho assim? Daí Chicó dá uma piscadinha pra o mendigo e segue viagem.
Talvez aquele senhor de paletó, gravata e cabelos grisalhos despenteados, era Jesus me chamando a alimentar um pobre que clamava com o coração a Ele para encontrar um pedaço de bolo na lata de lixo que não era lata. O jovem, sem camisa e descalço. Idade pra ser meu irmão ou amigo. O jovem que respirava como uma fera. Mas que devia ter medo de mim e não acreditar no que tinha acontecido com ele naquela noite.
Minhas últimas palavras pra ele foram "Deus abençoe". Ele merecia um abraço e não tive coragem de o dar.
Percebo agora que embora não precise procurar alimento em latas de lixo que não são latas, preciso a cada dia me tornar mais humano pra reconhecer as dores dos outros.
Qual é o tamanho da sua dor?
“the free soul is rare, but you know it when you see it - basically because you feel good, very good, when you are near or with them.”
— Charles Bukowski, Tales of Ordinary Madness (via coral)

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Um coração vazio determinado para ser ocupado. Um coração carente gostoso de ser conquistado. Um coração carinhoso, meigo, que beije bastante e goste de ser acarinhado. Um coração atencioso que saiba mimar e esteja disposto para ser cativado. Não importa se for um coração alegre ou magoado, basta que tenha esperança de vida e encontre-se preparado para ser enlaçado. Pode ser sonhador ou até mesmo um solitário, mais que esteja decidido a ser povoado. Pode ser maduro ou ainda um não usado. Um coração que tenha pena de si, seja forte e bem animado. Tem que ser livre, pode ser são ou um tanto machucado. Um coração que saiba tocar o meu, mais que também permita ser tocado. Basta só um coração que queira amar e que esteja pronto pra ser amado.
Procura-se...
O que não se pode fazer por amor, não deve ser feito de outro jeito, porque não dá resultado
São Francisco de Sales
Sei?
Sinto vontade; Não sei de quê; Sinto vontade de voar; de chorar; de sorrir; Não sei se sinto; Não sei se sei sentir; Está tudo confuso; porque haveríamos nós de sorrir;
31/01/2012
The most beautiful flying
A borboleta enfim consegue abrir as asas e majestosamente voar, e com ela levar meu coração. E livre com ela ele voa. Voa tão alto que encantado com o céu já nem olha mais para o chão.
Dizem que o céu é o limite, assim como dizem que o amor é isso ou aquilo e que só existem as formas convencionais de amar.
Mas eles dois, voando tão alto, na expressão mais sublime da palavra liberdade, descobrem um novo tipo de amor, capaz de romper as barreiras que ofuscam a visão,
porque de olhos fechados é que se vê bem, pois só se vê bem com o coração.
A borboleta é na verdade uma princesinha, que algum dia se tornará uma linda rainha, linda não aos olhos, porque são cegos e não vêem, mas de ideias, sentimentos e razão,
porque a verdadeira beleza não é externa, ela mora dentro, dentro da alma, do coração.
E esse amor só começa e não tem fim, porque voar é a mais sublime expressão, da tão pelos poetas complicada, porém singela e simples emoção,
que não surge pra ser explicada, mas para nutrir e curar o às vezes maltratado coração.
E o fim, é belo, incerto. Depende como você vê.
A mais bela e suave sinfonia
Perdido em meio ao barulho das palavras escritas, que embora em silêncio, gritam, e de sons que outrora já não se destacam porque se repetem e não se cansam, olho para mim, como num espelho, mas com os olhos fechados, e percebo que a cada dez pensamentos, você invade minha mente e me faz lembrar do seu doce sorriso e sua voz singela e tímida que ecoa na minha alma como a mais doce e linda sinfonia, que nenhum gênio, quiçá Beethoven, seria capaz de compor ou reproduzir. E a vontade de ser em você o que você é em mim, ao mesmo tempo que sufoca me faz livre pra sentir e escrever o que surge de onde a ciência não alcança e a filosofia tenta questionar.
“Onde estás?! Nas nuvens ou na insensatez, me beije só mais uma vez… Depois volte pra lá.” 🌞

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