( SHIN HYE-SUN ) — Veja só se não é ( CASSIE PARK WILLIAMS ) caminhando pelas ruas de Foxburg! Por ter ( VINTE E NOVE ANOS ), ela está bem conservada; devem ser por causa do vinho. Se não me engano, ela trabalha como ( BAILARINA APOSENTADA/VETERINÁRIA ), e é a melhor na área. Que sorte tê-la como vizinha!
Filha de uma mãe coreana e um pai estadunidense, Cassie cresceu no meio das duas culturas, tendo que aprender a administrá-las, visto que sua mãe não falava inglês tão bem então desde cedo teve que falar coreano ao mesmo tempo que falava inglês com o pai e os parentes paternos. Seu pai é um político aposentado de Foxburg e sua mãe era uma bailarina que largou tudo para viver o romance com o homem, quase um conto de fadas… quase, porque quando a menina completou doze anos, os pais se separaram e a mãe voltou para a Coréia.
Cassie eventualmente viajava entre os dois países para passar as férias escolares com a mãe, mas também para se apresentar como bailarina, algo que foi apresentado pela matriarca assim que ela aprendeu a andar e tornou-se sua paixão - juntamente com animais. Mais velha, a garota se dedicou inteiramente a dança, saindo de Foxburg para poder trabalhar como bailarina profissional e seguiu feliz até que foi forçada a parar de dançar devido um acidente no palco que fez com que tivesse um ferimento sério no tornozelo.
Durante a apresentação de Lago dos Cisnes em Londres, Cassie, que era a bailarina principal, escorregou no palco e acabou fraturando o tornozelo. Sessões de fisioterapia foram necessárias para que a menina, com vinte e um anos, pudesse voltar a andar, mas diante da gravidade do ferimento, não era recomendado que dançasse novamente.
Arrasada, ela voltou para Foxburg para ficar com o pai e resolveu estudar veterinária para que pudesse fazer algo que gostasse novamente, mesmo que sua verdadeira paixão tivesse sido interrompida bruscamente.
Depois de tanto viajar o mundo, Cassie acha Foxburg um tanto monótona, mesmo sendo algo de curiosos por conta do livro que se tornou best-seller. No entanto, ela tenta fazer o possível para se adaptar de novo, mesmo que esteja internamente amargurada por ter parado de dançar - imagina que um dia, quem sabe, ela possa voltar.
Vegana, ela também é conhecido por estar sempre contra qualquer ideia de modernização que consista em destruir o habitat dos animais da cidade. É uma garota reservada, que acabou perdendo um pouco do brilho que tinha depois do acidente, mas é educada, gentil e delicada com as pessoas que gosta - mesmo que sejam bem poucas, porque sua personalidade difícil e cabeça dura fazem com que ela mais arranje discussões do que amigos.
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Animais selvagens caminhando por entre os vinhedos era algo bem normal, mas quando os espertinhos conseguiam entrar em uma das câmeras de envelhecimento, era preocupante. Naquele dia em específico, a pobre raposa havia ficado presa entre dois barris de carvalho e uma de suas patinhas parecia ter sido machucada. Com cuidado e utilizando luvas para a segurança de ambos, ela e o pai haviam conseguido capturar o animal, e agora, Myra encontrava-se em frente a veterinária da cidade, com um olhar quase que imploratório. ❝ Me desculpe, ela não estava ali na frente e eu acho que tenho uma emergência... ❞ ela apontou para o animal na caixa de contenção. ❝ Você atende raposas? ❞ esperava que sim, porque se não, não saberia o que fazer.
O cenho de Cassie permaneceu franzido quando a mulher falou que a recepcionista não estava lá e ao menos que ela tivesse tido uma dor de barriga inesperada, a veterinária não via desculpas para ela deixar seu lugar na clínica... mas depois resolveria isso, pois as palavras seguintes fizeram com que desse um pulo da cadeira em que estava. - Não são meus principais pacientes, mas atendo quando aparecem. Pode colocar a caixa em cima da mesa. - indicou a mesa de exames encostada na parede, enquanto ia deixar o cachorrinho na sua baia junto com os irmãozinhos que se ocupavam em brincar de morder. - Quando a encontrou? - indagou calmamente, lavando as mãos para poder colocar as luvas e logo estava perto da mesa com a focinheira. - Ela está agressiva? Ou apenas assustada? Se estiver, vou precisar sedá-la pra poder examinar e evitar que ela se estresse mais.
"Ela sempre me deixa entrar sem horário Cassie, não sei porque está surpresa. Tenho certeza que a recepcionista já me considera uma presença VIP aqui no consultório." A turca sentou-se em um dos bancos vagos, dando de ombros. Levando em consideração que a amizade das duas era de muitos anos, Zeynep considerava que podia entrar quando quisesse. "Mas te buscar não deixa de ser urgente! Não viu minha mensagem? Eu disse que saindo da escola ia passar aqui para irmos para o apartamento juntas. Espero que não tenha esquecido. Hoje é dia de noite de pizza com um filme do Oscar Isaac cantando, c'mon! Um dia sagrado."
Zey! Não sabia que era você. - a veterinária deixou o sorriso iluminar o rosto enquanto se levantava para cumprimentar a amiga do melhor jeito que pôde sem arriscar a saúde do animal em seu colo. - Não vi sua mensagem, me desculpe. Chegaram esses filhotes com desnutrição e cheios de pulgas ontem, então eu acabei ficando de olho neles... eu nem cogitava ir para casa. - levando o cachorrinho de volta para onde estavam seus irmãozinhos, a ex-bailarina pegou o celular que havia deixado em cima da mesa para poder ver a mensagem de Zeynep. - Esqueci, me desculpe. Mas vamos, vou pedir para a recepcionista e a estagiária ficarem de olho nos animais que estão internados e qualquer alteração elas me ligarem.
♡⸝⸝ Por mais que tivesse tudo o que precisava para cumprir seu trabalho dentro do haras da família, vez ou outra gostava de ir até o consultório da cidade para ver como andavam as coisas, e bem, vai que ela podia ajudar com alguma coisa, mesmo que tivesse se especializado em equinos, as vezes sentia falta de lidar com pequenos e adoráveis cachorrinhos. Como já era muito conhecida na cidade, fosse pelo sobrenome que carregava ou por sua própria personalidade, Rory sequer perguntou qualquer coisa a recepcionista, apenas lhe lançou um de seus sorrisos fatais, um aceno de cabeça, e tratou de entrar no consultório de Cassie, se mantendo encostada em uma das bancadas enquanto esperava a outra percebe-la ali. "Hey Cass." disse abrindo um sorriso para ela. "Não querendo dizer nada, mas já falando, a sua recepcionista precisa de uma chamada de atenção, ela simplesmente me deixou entrar sem perguntar nada e bem, estava mais atenta as mensagens do celular do que nos clientes." comentou dando de ombros, com um suspiro dramático. "Vim ver como estão as coisas, se anda precisando de algo aqui pra clínica."
A visita de Lorelai sempre era muito bem vinda para Cassie - nem mesmo parecia que antes tivera um leve "preconceito" com a outra veterinária, por conta do sobrenome, mas que logo se mostrou uma total bobagem da parte da parte da ex-bailarina. O sorriso curvou prontamente os lábios femininos e ela se levantou para recepcionar a amiga - como o tornozelo fraturado permitiu - Hey Rory! Como você está? - o sorriso que antes iluminava seu rosto, rapidamente foi substituído pela expressão séria e de reprovação diante do que ela disse sobre a recepcionista. - Falarei com ela antes de fecharmos hoje, obrigada pelo toque. - assentiu com um aceno de cabeça em agradecimento. - Sabe que sempre preciso de algo. Ajuda. - o tom divertido rapidamente retornando as palavras enquanto a veterinária indicava com a cabeça o filhote em seu colo. - Me trouxeram ontem a tarde. A mãezinha não foi encontrada, estão desnutridos... quem os trouxe disse que a mãe foi adotada e os filhotes ficaram dias sozinhos. - contou fazendo sinal para a amiga lhe acompanhar até a baia de tratamento dos filhotes. - Estavam cheios de pulgas também, mas já entrei com o anti pulgas... o que você acha? Acha que será necessário colocá-los no soro? - ainda que fosse extremamente orgulhosa para deixar outra pessoa fazer seu trabalho, ela apreciava dicas de uma colega de profissão.
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Cassie havia acabado de tirar um dos filhotes da baia de internação para poder examiná-lo e dar um pouco de carinho quando notou a presença de MUSE no consultório, franzindo levemente o cenho, pois a recepcionista não avisara nada. - Olá, posso ajudar? - indagou educadamente, ajeitando o animalzinho no colo com todo o cuidado do mundo. - Eles ficam muito carentes quando estão internados, então eu os pego, antes que pergunte. - acrescentou com um sorriso para o cachorrinho que se ajeitara em seu colo e parecia extremamente confortável. - Aliás, a recepcionista deixou entrar sem horário? É urgente?