Tudo o que vi, Senti, cresci. Não vale nada aqui
No bolso nem um lenço. Na caverna sem um berço.
Meu ordenado queima como incenso. Eu não sou isento, Eu sonego
e entrego. Na mão de São Bento. Isso vai além do senso.
Comum, mas ninguém foi me perguntar.
Na porta da minha casa, se eu queria opinar.
Se eu queria entrar. O frio me corta.
Sobre o que ser e conquistar. A fumaça me sufoca.
Eu tive que descobrir sozinho. Onde começar e onde está o início.
Tudo o que sou, estou e vou. Ainda não é eu em si;
Como pode o estado decidir para mim?
Muito menos foi solicitado, ao meu passado, O Patriarcado.
Tenho uma lista de santos no calendário.
É só figura de linguagem. Herança colonial.
Em mim a tatuagem, o DNA, de cada ancestral.
Eu, sei. Eu tive que testá.
Não se importar é mais que um dom.
É se posicionar.
Contra toda e qualquer forma de construção social apresentada.
Tá errado! Com o humano fora da mata, não sobra nada.
Tudo que comprei, gastei e paguei.
Nessa ordem, constatei. Tá jogado.
Eu fui ensinado. A guardar tudo no local designado.
Mas eu gosto. Gosto do lado errado.
Para provar, esse contestado arbítrio.
Livre. Eu fui proclamado. Por mim, no vale do sagrado.
Foto IG: @ialchemist













