i can't be thinking about you when I'm alone with my boo (POV)
A cada dia que passava, se sentia ficando um pouco mais indiferente, mais dura, coisa que não achava ser possível. Não podia ficar mais triste, não podia passar as manhãs, tardes e noites pensando nele. Não podia ficar criando cenários fantasiosos em que se encontravam ou imaginando o que aconteceria se mandasse uma mensagem para ele. Seu contato ainda estava salvo, ainda com um nome diferente do dele, mesmo que não precisasse mais.
Cedric responderia, se o contatasse naquele momento? Um mês depois, ainda voltaria para ela, se ela quisesse? Uma ou duas vezes, chegou a pegar seu celular, mas desistiu rapidamente. Só estaria dificultando as coisas para ele. Não podia ser tão egoísta assim, não mais, tinha que se lembrar que ele não merecia. Aquele término era muito mais sobre ele que sobre ela.
Não estava fácil para Celeste, entretanto. Tentara aumenta a quantidade de horas de treino, mas aquilo também a lembrava dee. O loft não era mais um espaço que podia ir para se distrair, pois tudo ali a lembrava dele. As noites de prazer e afeto que compartilharam ali, em praticamente todos os móveis, formavam um fantasma que não podia ignorar. Por isso, não ia mais lá.
Fora estúpida em deixá-lo entrar em seu mundo. Fora estúpida ao deixá-lo tomar do uísque de seu pai, de compartilhar a sua história com ele. Fora estúpida em deixá-lo entrar em seu coração. Sabia desde o início que era uma péssima ideia, mas aceitou seguir em frente mesmo assim… Agora ambos estavam colhendo as consequências de serem estúpidos.
Nas diversas vezes em que se encontraram em eventos, Cedric parecia tentar ignorá-la, assim como ela, mas nem sempre conseguia, assim como ela também. Quando os olhos dos dois se encontravam, saudade aparecia em seu olhar, da mesma forma que ela sabia que também aparecia no dela. Por isso, tentavam ao máximo evitar contato visual.
Lucien não tocou mais no assunto, felizmente, mas Maddie sim, umas duas vezes. Após perceber o cansaço na voz da irmã, contudo, parou.
Por esses motivos, não podia mais se permitir ficar triste. Tinha uma campanha para liderar, uma eleição para ganhar e um relacionamento que tinha que cultivar.
Lance tinha lhe perguntado uma vez se estava bem e ela só respondeu que estava cansada. Estava cansada todos os dias, mas o mago nunca reclamou. Passavam a noite juntos umas duas vezes na semana, com ele iniciando mais como tinham combinado, e ela tentava ao máximo focar no tesão, nas sensações de sua mão e boca, nos músculos muito bem destacados dele… Seu lábios eram macios e sua pele aquecia contra a dela. Era bom, era o que pensava, apenas, tentando não compará-lo com nenhum outro homem.
Sua presença não era desagradável, ele sorria para ela com frequência, falava suave e respeitosamente em público e em privado. Ele a acompanhava na maior parte dos compromissos, mas ainda não tinha o privilégio Mechathin de andar ao lado das três, coisa que só viria com o casamento. Maddie não era a maior admiradora de seu noivo, mas Celeste achava que sabia a razão. Não era rude com ele, entretanto, e isso era bom o suficiente.
Às vezes, queria ter uma conversa franca com ele, perguntar-lhe sobre o que ele achava daquele noivado; o que ele esperava. Celeste sabia que o herdeiro Doyle não estava apaixonado e isso, por algum motivo, não a incomodava. Geralmente conseguia conquistar os homens com facilidade, mas ele não; e isso não a incomodava.
Provavelmente porque não queria que ele a amasse. Era mais fácil assim. Tinha sido mais fácil enganá-lo sabendo que ele não a amava e seria mais fácil não amá-lo sabendo isso.
Mas não precisava amá-lo, só precisava faz dar certo. Era nisso que precisava focar, era nisso que focaria.













