Atenção, atenção, quem vem lá? Ah, é [CLARA STAHLBAUM DROSSELMEYER, da história [O QUEBRA NOZES]! Todo mundo te conhece… Como não conhecer?! Se gostam, aí é outra coisa! Vamos meter um papo reto aqui: as coisas ficaram complicadas para você, né? Você estava vivendo tranquilamente (eu acho…) depois do seu felizes para sempre, você tinha até começado a [ESTABELECER O SEU REINO]… E aí, do nada, um monte de gente estranha caiu do céu para atrapalhar a sua vida! Olha, eu espero que nada de ruim aconteça, porque por mais que você seja [ASSERTIVA], você é [BRIGUENTA], e é o que Merlin diz por aí: precisamos manter a integridade da SUA história! Pelo menos, você pode aproveitar a sua estadia no Reino dos Perdidos fazendo o que você gosta: [DONA DO CLARA’S MAGISCHE]
wanted connections: here.
CLARA
PERSONALIDADE
[ Todos a conheciam como a garota imaginativa e corajosa, o que de fato nunca mudou. Ela fala o que tem de ser falado e não tem medo de responder a altura ou entrar em brigas. Sua coragem ainda é além das estribeiras, porém adquiriu um senso de controle e responsabilidade para governar, além do ballet. Isso faz com que seja um tanto audaciosa, mas sabe quando parar e opta primeiro a conversa, ainda que nunca vá fugir de uma briga. Dificil é a ver entristecieda com algo, sempre determinada e procurando soluções, mesmo que não tenha tendencia a confiar e se abrir muito fácil. ]
Apelidos: Cla, Lara, Cali.
Altura: 1, 77.
Signos: Sol em capricórnio, ascendente em áries, lua em virgem.
Pé direito: Comunicativa, determinada, corajosa, destemida, organizada, imaginativa, resiliente.
Pé esquerdo: Problemas com raiva, briguenta, audaciosa, impertinente, atrevida, ressentida, perfeccionista.
HISTÓRIA
[ Não há muito a se dizer que todos já não conheçam sobre Clara. Sua mãe criou um mundo apesar de sua própria mente e Clara estava fadada a seguir isso. Quando reconquistou Nutcracker, é difícil dizer os motivos do por qual ela se apaixonou pelo local, mas todos sabem da quase possessividade da bailarina quanto em relação a dimensão. Era de sua mãe, por tanto, era dela. E ela faria melhor, fosse por amor ou por culpa. Ainda que o segundo não é muito comentado. De fato sempre foi vista fazendo o melhor, mas ela evita falar sobre a infância e muito menos ainda sobre sua mãe. Diz que o que importa agora é ela, e apenas ela. Claro, os habitantes que ela tanto ama também. Mas melhor não focar no antes, certo? Passado é...passado. ]
HCS:
Apesar de ser conhecida por ser racional na maioria das vezes, é comico a quantidade de vezes que ela cai em golpes que envolvam a sugar plum. Chegou a um nível que alguns dizem que ela faz de propósito, como um jogo de gato e rato em que ela vai pegar sugar plum no flagra! Ela....é...diz que é isso mesmo....
Clara odeia esteriótipos de todo tipo, principalmente aqueles em que dizem que uma princesa para ser forte, tem de abandonar o lado....princesa. Bom, então voce vai a encontrar com vestidos lindos, laços no cabelo e unhas feitas. Ela ainda vai te dar um soco.
É apaixonada por armas brancas, principalmente espadas. Ela treina desde pequena e isso a salvou em nutcracker. Hoje em dia, ela ainda treina e entra em duelos.
Se em algum momento voce viu uma morena alta pulando em cima de alguém e tendo que ser segurada, não, não era Clara! (Era sim.) Apesar da racionalidade e todo o resto, Clara tem um problema com raiva que pode ser um pouco..assustador.
Diriam alguns habitantes que quando estressada, ás vezes se lembram de sugar plum. Isso é uma das poucas coisas que deixam ela arrasada e faz de tudo para que não pensem isso.
Não fale da mãe dela, não a compare com a mãe dela, não tenha o nome da mãe dela. Você está lidando com um grave caso de #mommyissues.
Ela tem uma grande conexão com sonhos, ainda que não entre em detalhes sobre, sempre dizendo que se quiser algo dos seus sonhos, ela trás para ti. Como? Não importa.
É perceptível que ela parece não sentir medo. Talvez só pareça, mas se ela sente, esconde muito bem. O que faz ela entrar em situações...perigosas.
CLARA´S MAGISCHE:
O CLARA'S MAGISCHE é uma loja de brinquedos ajudantes que facilitam sua vida! Servem, claro, para o propósito único de brincar e colecionar, assim como você também pode encomendar uma boneca que é literalmente você! Os brinquedos também funcionam como assistentes e podem realizar algumas tarefas, ou apenas conversar contigo, podendo ser “recarregados” ao levar na loja, assim eles nunca vão perder a energia!
O local conta com brinquedos animados para visitar, personalização de brinquedos, compras de acessório, e a coisa mais especial: Compra de sonhos! Sabe aquele brinquedo do seu sonho que você sempre quis ter, mas quando acordou ele acabou? Então, aqui você consegue ele!
Vagas para perdidos:
Gerente I.
Atendente I e II.
Reparador I e II.
Designer de produtos I e II.
Confeccionista I e II.
SOBRE PERDIDOS:
Ela NÃO GOSTA pelo simples motivo de agora a sua nova história acaba em tragédia, tudo quando ela lutou tanto para um lugar melhor. Ela gosta dos perdidos de outras histórias, no entanto. Os que acrescentam em algo bom! Aqueles que parecem gostar da vilania, já tem o desgosto dela.
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"Tem certeza de que a gente fez isso no ano passado, Clara?" Ariel perguntou, com um sorriso meio desconfiado, enquanto caminhavam pela Avenida Principal. Desde que estava com Eric, aproveitava o Halloween ao máximo. Esse se tornara um dos eventos mais empolgantes entre os humanos – ainda mais com tantos lugares misteriosos para explorar. Ela já planejava fingir que precisava de uma entrevista com o Drácula, só para ter a desculpa perfeita de explorar cada canto da mansão dele. No entanto, combinar fantasias com Clara? Ela não conseguia se lembrar de ter feito isso em algum momento da sua vida. Na verdade, não se lembrava dela em nenhum momento. Até então, tinha certeza que ela e os outros regentes haviam chegado a pouco tempo no Mundo das Histórias. Como poderiam ser amigas tão próximas? Preferiu, no entanto, não ser direta sobre isso para evitar chateá-la. "E você vai participar do concurso de fantasias este ano? Parece que já começaram a fazer as inscrições." Ariel apontou para a fila em que Glinda organizava os nomes dos participantes. "Acho que vou só assistir dessa vez... Antes preciso explorar mais os lugares por aqui! Seria muito legal encontrar algum tesouro exclusivo de Halloween para colocar no museu... Você quer ir comigo? Poderia chamar a Adella, mas ela vai dizer que só faço ela se enfiar em lugares empoeirados."
"-- Por que eu mentiria?" Olhou por alguns segundos ofendida, colocando a mão no coração, antes de voltar para a expressão amigável. Ariel era sua melhor amiga, viviam grudadas e mesmo que Clara evitasse demonstrar, lhe machucava intensamente que a outra não lembrasse. Que ninguém lembrasse. Então, decidiu criar novas memórias, talvez também na tentativa de aflorar aquele que havia sido perdido. "-- Não sei...acha que devo? Se que se provavelmente eu for, Sugar Plum também vai só para me provocar." Revirou os olhos, já imaginando o sorrisinho açucarado que ela tanto detestava. "-- Você disse...explorar?" Clara deu um sorriso enorme, os olhos brilharam como os de uma criança. "-- Eu sempre quero ir contigo. E ah...imagino como é. Quer dizer, na verdade não. Como é ter irmãs? Eu só tenho um irmão mais velho que quebrava meus brinquedos. Homens." Reclamou, mas se fosse dizer a verdade, ela não trocaria o irmão por nada nesse mundo. As vezes queria sim uma irmã, e um dia acreditou que essa pessoa poderia ser Sugar...até tudo mudar. "-- Qual você quer explorar primeiro, hm?"
prompt: ❛ sometimes there's things a man cannot know. ❜
Assim que soube da atração, ela se tornou seu objetivo. Procurou por todos os lados, barraca por barraca, até que adentrasse aquela que possuía a bola de cristal. Era claro que ele faria a pergunta mais obvia de todas, a pergunta que aquela bola já deveria ter ouvido diversas vezes durante aquela noite: se o futuro seria realmente como se desenhava agora, com as mudanças em sua história e tudo mais. O que recebeu como resposta não o agradou, como agradaria? Em nenhum cenário ele conseguia imaginar-se em conflito entre duas pessoas, agora, a bola não só tinha reafirmado o inevitável, como lançado pequenas cenas de Phillip dividindo seu tempo entre Coralie e Aurora. Indignado, saiu xingando e resmungando da barraca, tão chateado que nem olhava por onde andava, até que esbarrou em outrem. "Desculpe, eu não vi você aí.", pronunciou, erguendo os olhos para fitar a figura conhecida e só então ouviu a replica alheia. As palavras lhe arrancaram uma lufada de ar frustrada. "Pelo visto, existem muitas coisas que ninguém deve saber. Essa bola não fala nada de novo e eu estou cheio de tudo isso.".
Era fato que Clara seguia Philip pra cima e pra baixo, e diferente de outros que podiam ter um interesse diferente, ela só o fazia porque ele era parecido com seu irmão. Consequentemente, para Clara, ele era como um irmão para si. Claro, agora tinha certeza que isso deveria ser estranho por conta do esquecimento, e isso realmente começava a frustrar a rainha. "-- Agora esta vendo." Provocou, passando a mão no braço dele em um carinho suave. "-- Não acho que ela tenha como falar algo diferente sendo sincera, deve agir de acordo com o script." Deu um suspiro, pois ela mesma tinha feito a pergunta. A pergunta se Quebra Nozes poderia sobreviver. O resultado, apenas de lembrar, deixava sua expressão mais soturna, mais raivosa. Como um desastre tão grande tinha acontecido com pessoas tão boas? Era impensável. "-- Continua me respondendo sobre como acabarei em uma gaiola de açúcar, sem ninguém. Tirando isso, acho que serve mais para falar coisas bobinhas? Não sei dizer." Ela ainda mantinha a mão no braço de Philip, como se procurasse o acalmar e também um suporte para ela mesma. "-- Você já...hm...já está resolvendo sua situação peculiar?"
aquele era um escape room dos sonhos . no mundo real , era um dos seus programas favoritos no tempo livre – talvez por isso não tinha tantos encontros . loren estava se divertindo , vagando pelo castelo com sua máscara de ghostface e uma faca de plástico na mão . ele se esgueirava pelos corredores , fazendo pequenos sustos e rindo baixo consigo mesmo . estava esperando sua próxima vítima quando ouviu passos apressados ecoando pelo chão de pedra . a curiosidade o fez espiar , mas , antes que tivesse tempo de reagir , algo – ou melhor , alguém – veio como um furacão em sua direção . tudo o que ele viu foi uma figura lançando-se para cima dele , e , no instante seguinte , ele estava no chão , com a máscara torta e o queixo levemente dolorido . ‘ clara ? ’ piscou , confuso , tirando a máscara do rosto e piscando mais algumas vezes para ajustar a visão . ‘ que merda você tá fazendo ? me atacando no escuro como se fosse ... sei lá , uma lutadora de MMA . ’ a tirou de cima dele sutilmente e levantou-se em seguida , passando as mãos pelo robe . ‘ você realmente achou que tinha trombado com o original ? provavelmente ele não teria sido tão gentil depois de ter sido arremessado no chão por uma maluca . ’
"-- Eu estava claramente me defendendo de um potencial perigo, caso não tenha percebido. E eu não estava te atacando especificamente, eu estava atacando um monstro que ha! Calhou de você! Mas que bom que concordamos que sou uma lutadora." Mostrou a língua pra ele, enquanto se levantava, já que não esperava cordialidade do garoto. "-- Sabe, gentileza lhe deixaria bem mais bonito. E claro que achei, Loren. Vai me dizer que não queria que pensassem isso pra te assustar? Claro que queria!" Passou as mãos pela mini saia e o top, tirando a poeira que tinha se grudado. E claro, limpando suas mãos no robe de Loren. "-- Escuta aqui, não me chame de maluca. Quem é que está saindo por aí e sendo confundido com uma atração, hm? E não é como se você estivesse sendo gentil!" Apontou para ele indignada, antes de respirar fundo para a calma voltar para seu corpo. "-- Agora que já cruzamos caminho, pode me ajudar a sair daqui? Sinto que contigo vou sair mais rápido. Não digo segura porque claramente te derrubar não é difícil....já pensou em exercícios?" Provocou, finalmente dando um sorrisinho.
Por que ela ainda caia nos golpes? Nem ela sabia dizer, devia ter alguma explicação psicológica que se ela traçasse por tempo demais, voltaria ao fato de que sua mãe tinha a enganado. Algo que ela não queria pensar, não na noite de Halloween! Então, pela primeira vez invés de gritar, quando finalmente viu Sugar, a abraçou. "-- Sugar...está tão linda. Sabia que eu vim em homenagem á ti?" Comentou dando um pequeno espaço para que a fada observasse Não era uma afronta, ela realmente estava...tentando. Conservar era a base de tudo, e Clara era racional. Deveria dar certo, claro! Foi quando algo tinha caído na pilha de folhas da rua, e Clara não pensou duas vezes antes de ir pegar. Poderia ter sido seu salto, poderia ser o vento, ela podia ter escorregado, mas Clara tinha certeza que sentiu mãos em suas costas! Caindo em um susto na pilha de folhas, Clara emergiu em uma tosse por ter puxado o ar rápido demais e olhou raivosa. "-- Você me empurrou? Você tá maluca?" É....o respeito tinha ido pelos ares.
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Quem: @clarastanadabem
Atração: Barraca dos restos mortais
Não esperava que fosse se divertir tanto no meio de um cheiro tão repugnante como era aquela barraca, mas ainda assim estava se divertindo montando a pequena criaturinha do avesso, não poupando uma risada exageradamente maligna quando terminou, erguendo ambos os braços ao rir e proferindo em tom alto: ❝Faça-se a vida!❞ A fala foi seguida de mais uma risada exageradamente maligna e forçada que acabou em uma tosse, tendo de bater algumas vezes no peito na esperança de passar mais rápido, a pequena criaturinha acompanhando a tosse como um reflexo. Quando viu outra pessoa entrar na barraca, os olhos rápidos de Pinóquio foram até a figura e reconheceu como sendo uma das novatas naquele mundo, a princesa que ninguém lembrava, Clara. ❝Olha só quem apareceu aqui... Cansou de brincar com brinquedos e resolveu criar um monstrinho?❞
"-- Aprendeu a risada com quem? Teve aulas com a malévola?" Não que já tivesse a escutado rir, mas tinha escutado boas piadas de Phillip. Ignorando a conotação quase desdenhosa, Clara revirou os olhos. "-- Eu queria brincar, ué. É o que eu faço, não é? Nós brincávamos, você que não se lembra." Deu de ombros, se aproximando para ver a criaturinha. "-- Qual seu objetivo com o bichinho?" Analisou, nenhum traço de nojo nos olhos dela, apenas curiosidade. Ela pegou uma agulha e colocou linha, sorrindo. "-- Eu posso ajudar, eu tenho boas ideias."
Clara não tinha mais certeza de pra onde estava indo, não depois de dez minutos correndo. Correr em salto doía, e se não fosse os mais de quinze anos na sapatilha de ponta, Clara estaria tropeçando. Felizmente para ela, sua corrida ainda estava em dia, passando por corredores para fugir de sabe-se lá o que mais que podia aparecer. Aquele lugar era perturbador e não ajudava que estivesse sozinha, deveria ter pegado Ariel no colo e a arrastado para dentro! Agora ela só podia se arrepender, enquanto virava mais um corredor sem saída. "-- Maldita sugar plum!" Sugar Plum não estava ali, não tinha nada haver com o que estava acontecendo, Clara nem a tinha visto ainda, mas achava lamentável perder a oportunidade de xingar a mulher. Com um passo apressado, ela se virou, e se deparou com...com um ghostoface?! Ela achava que esse era o nome, e era um nome engraçado. Não sentia medo, mas queria realmente ficar ali? Não! Quando o viu se aproximando, o corpo de Clara foi mais rápido, e saiu em disparada. Não deu tempo de se parar quando reconheceu a voz, pulando com tudo em cima dele, para o derrubar no chão. "-- Eu vou acabar com....espera.." Os olhos se arregalaram. "-- Loren?!" Não era possível.
"-- Senhora Tremaine?" Clara chamou delidamente enquanto se aproximava do canto de bebidas, reconhecendo a mais velha mesmo em meio ao sangue. "-- Perguntar se está tudo bem parece meio redundante, então vou perguntar em qual drink a senhora está?" O tom era levemente preocupado, mas antes que recebesse qualquer reclamação sobre isso, logo acrescentou. "-- Só estou perguntando porque seria ótimo fazer uma competição de quem bebe mais, que tal? Esquecer todo esse...show de horrores." E talvez assim, ia conseguir a levar para água, ainda que achasse difícil.
A empolgação nos olhos de Clara era genuína, mesmo que soubesse que a ruiva podia chiar um pouquinho. Mesmo assim, não desistiu. "-- Driz...vamos, não é como se fossem te julgar por isso. Se falarem alguma coisa, eu bato neles." E aquela promessa era real, Drizella podia não se lembrar, mas Clara já havia caído na porrada com comentários ariscos na direção dela ou de outrem. Gentilmente, ela colocou a mão no ombro de Drizella, se aproximando para sussurrar. "-- Depois, se não gostar, você pode fingir que nunca aconteceu, ninguém precisa saber. É só eu e você."
Havia algo sobre criança interior que fascinava a Clara, o fato de que não importasse o quanto tinha mudado, sempre seriamos fiéis aos sonhos de outrora. Bom, depois do desgosto de lembrar que um dia sonhou em ser uma fada, e principalmente no quanto um dia admirou @fadasugarplum, a rainha fez o que sabia de melhor: Afrontar!
Colocando trajes especificamente rosados e uma saia que lembrava algodão doce, Clara certamente diz que ela está fantasiada de uma doce...fada! Bom, ela prefere dizer para @drizclla descobrir se mamãe passou açúcar nela...mas isso deixaremos para mais tarde!
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❝Obrigada, eu acho.❞ Não sabia bem como tomar o que ela dizia, por que sentia que haviam segundas intenções e não eram as intenções que Solange gostava. Ainda estava, a sua maneira, analisando aquelas pessoas de seu conto e tentando não se apegar a imagem que tinha delas das apresentações de balé. Ou do filme da Barbie. ❝Nossa, a Cinderela realmente conversa com ratos? Gente, que horrível. Ah, o fantasma da ópera? Deve ter sido na Carlota, poderia ter sido qualquer infeliz, mas acho que é sábio na dúvida sempre chutar a Carlota.❞ Havia um que de brincadeira sádica no que poderia ser compreendido na última frase, mas Solange não tinha qualquer intenção ruim verdadeira. ❝Ah, mas é impossível que sendo algo conhecido as pessoas ainda fiquem caindo no papinho do Hans, né? Tipo, fala sério, as pessoas não se dão valor não? Acho que não importa o quanto um cara pode ser bonito, se você sabe que ele é um pilantra que não vale nenhum centavo e muito provavelmente tá com você pra te usar pra algo, cara, tua autoestima tem que estar no lixo, né? Tipo assim, eu entenderia ser enganado por uma mulher, mas homem ainda?❞ Começou a tagarelar, não havia conhecido Hans ainda, mas Solange já havia tido sua cota de pilantras na vida e por mais que ela entendesse o appeal, se considerava esperta o suficiente para não deixar nenhum passar a perna nela. ❝Mas assim, você fica falando isso do perigo dos vilões seduzentes, mas é você que tá me parecendo usar dessa tática, Clarinete!❞ Provocou em uma leve brincadeira, implicância era a forma constante de demonstrar algum tipo de afeto ou amigabilidade. Aceitou entrelaçar os braços com a mulher, não se incomodando com o ato. ❝Útil para mais tarde, é? Viu só? Já está pretendendo me usar com suas terceiras intenções.❞
"-- Pelo que sei, acredito que sim... Também acho desgostoso, mas Ella é tão doce...os ratos também devem ser. E bem...ela sempre parece derrotada, deve ser ela mesmo. As vezes acho que ela tem um caso secreto com Christine." Para Clara, seria o único motivo para tanto ódio, mas não tinha conseguido informações o suficiente para ter uma opinião. "-- Acredite, tem sim. Ele é inteligente, bom no que faz...o problema é que ele não tem visão de campo, é supérfluo, entende? Mas ele fala o que querem ouvir, de uma maneira bem doce ao é de seu ouvido...Bom, também não entendo. Uma noite, uma diversão, okay....se deixar levar no entanto, tem que ser um estado de mente bem..solitário." E mesmo tendo sido abandonada, Clara ainda não entendia em que fundo do poço alguém teria que estar, apenas que deveria ser um bem profundo. Olhou para Sol e não demonstrou ofensa, na verdade deu apenas uma risadinha. "-- Eu? Bom saber que já está se sentindo seduzida, eu nem fiz nada...' Fez um biquinho inocente que logo foi substituído por um apertão na cintura de Solange, a pressionando de forma nada casta, antes de voltar com os bracinhos dados. "-- Não seja bobinha, eu tenho quartas, quintas e sextas intenções contigo..."
❝As vezes isso só leva a mais problemas...❞ O príncipe falava por experiência própria, ainda que isso nunca tivesse o parado de arrumar mais problemas antes. ❝Ahn... Talvez sim, talvez não.❞ Deu de ombros, não iria dizer ou desdizer quem ela deveria ir atrás de ajuda, fosse brincadeira ou não. ❝É o que você sempre faz? Tem certeza disso?❞ Indagou sem julgamento, por que ele mesmo deixava a conversa de lado muitas vezes, a depender da situação, era muito esquentado e sabia que Clara não estava muito longe disso. ❝Ser rainha parece difícil, especialmente quando...❞ Não tem alguém para lhe auxiliar, foi o que pensou, mas não queria a magoar. Por isso simplesmente deixou a frase morrer ali, sem dar qualquer continuidade. ❝Não acho que seja justo pagar pelos erros de nossos pais, Clara, mas certamente deveria tentar mais... Sei que pode ser difícil as vezes, mas o importante é não desistir.❞
"-- Sabe que mais falo isso, sou responsável. Tenho de ser, o cargo de majestade é pesado e tira muito de sua....liberdade..." Ela parou, se lembrando de Alexander. Lembrando das palavras sobre como ele tinha de viver, que ali não era para ele, como ele não queria aquilo. Como queria ser livre. Clara apertou as mãos. "-- Não é desculpa, claro. Ser rainha tem muitos pontos bons, não devemos nunca fugir do nosso legado." Percebendo que tinha saído completamente do assunto, negou coma cabeça e resmungou para Eric. "-- Não sou de bater tanto nas pessoas, Eric. Acredite, eu gostaria de fazer coisas muito piores para muita gente..." Algo que ela evitava falar, pois quando a raiva pegava o melhor dela, era meio perceptível que não muito restava. Como naquele momento, um cintilhar de incomodo saltou aos seus olhos escuros, mas foi apagado. "-- Quando se é sozinha? As vezes é melhor, não ter alguém obrigado a ficar do seu lado." Ainda que ela nunca teria se importado em obrigar ele, mas algo em seu coração não deixou. Algo chamado amor. "-- Também não acho, e principalmente, minha mãe fez algo horrendo....mas eu vou fazer melhor. Ela deveria enxergar isso, eu vou tratar todos eles bem. Eles são meus, afinal."
Quando ainda atual monarca de Nutcracker marcou um horário para consigo dizendo que desejava falar sobre uma de suas filhas, bem, Verônica já esperava por algum tipo de reclamação. Quando Clara citou o nome de Drizella então, estava mais do que certa de que seria alguma reclamação ou coisas negativas relacionadas a alguma resposta mal criada e sarcástica advinda da Tremaine mais nova. Contudo, sua maior surpresa foi que a rainha não parecia ter qualquer reclamação ou coisas negativas para dizer a respeito de sua filha, aquilo certamente era um milagre. ❝Certo, deixe-me ver se entendi... Você está me pedindo ajuda para ser lembrada pela minha filha, por que nas suas memórias vocês estavam... Saindo juntas?❞ A sobrancelha arqueada já deixava nítido que aquele questionamento ainda era carregado de dúvida e desconfiança, ainda que soava cômico para a Tremaine que depois de tantos anos tentando fazer com que uma das filhas tivessem um romance frutífero com alguém da realeza sem qualquer sucesso, quando supostamente ocorria era algo que basicamente ninguém lembrava. Depois que a surpresa passou, se endireitou na cadeira voltando a postura rígida e polida de sempre. ❝Bom, como bem sabe não possuo qualquer magia pra resolver isso, especialmente quando nem Merlin parece conseguir... E se busca conselhos em relação a minha filha, bem, se é verdade o que diz e já a conquistou uma vez, acredito que não seria difícil o fazer a segunda vez.❞ Exceto, de que se tratando de Drizella tudo seria mil vezes mais difícil, especialmente se desconfiasse de qualquer dedo de Verônica na situação. ❝No entanto, acho que me é válido perguntar... Como exatamente vocês duas se deram bem? Sei que Drizella está longe de ser uma pessoa fácil de lidar, independente do quanto ame minha filha, me cabe ser honesta quanto a isso.❞
"-- Isso, exatamente. Estávamos saindo juntas e com todo o respeito, gosto muito de Drizella e quero voltar como éramos e avançar." Clara sorriu como se fosse algo simples, mas era esperançosa em sua natureza, e não sentia medo de tentar. Com um suspiro, Clara se ajeitou, arrumando o arquinho de esmeralda em seu cabelo. Tinha usado especificamente porque lembrava que Veronica era ruiva, ruivas combinavam com verde. "-- Espero realmente que não seja difícil, ainda que dificuldade não me assuste. Difícil como fosse, eu insistiria, ela vale a pena." Agora o sorriso era...genuíno, não que os outros não fossem, mas esse carregava carinho. "-- Não acho ela difícil, sinceramente. E bom, foi muita insistência de minha parte, mas acho que sempre fiz o possível pra que ela se sentisse...vista, entende? Acho que isso nos aproximou." A resposta era leviana, e logo tirava uma caixinha de veludo preto, colocando delicadamente na mesa. "-- Se me permite, tinha visto uma xícara de esmeralda, na loja de sua amiga. Não resisti e tive que comprar para a senhora, sei o quanto gosta de prataria."
Alexander era capaz de sentir a amargura presente em cada palavra dita por Clara. Ainda não havia encontrado a melhor forma de lidar com o sentimento de abandono que a causara, e por esse motivo buscava ser sempre cauteloso em seus dizeres. “O melhor muitas vezes é só uma questão de perspectiva”, pontuou, a fim de demonstrar que não se arrependia da decisão que havia tomado. Por mais que soubesse que a mulher não havia gostado nem um pouco das suas escolhas, e por mais que tenha lhe doído o coração deixá-la para trás, ele faria tudo de novo caso fosse necessário. “São só opiniões, não deveria se importar tanto assim com opiniões de pessoas irrelevantes”, deu de ombros de forma displicente, como se não se importasse com aquilo; porque realmente não se importava. “Nunca se sabe com qual tipo de pessoa estamos lidando na rua, você pode acabar se machucando”, havia uma preocupação genuína facilmente notável no seu tom de voz. “Além disso, apesar de ser nossa rainha, não somos sua propriedade, Cali. Somos crescidos e independentes, sabemos nos cuidar.” Apesar da seriedade nas palavras, havia ternura em seu olhar. Ele a conhecia bem demais para saber que ela poderia ser muito controladora às vezes, mas acreditava na bondade em seu coração por trás daquela possessividade. “Só quero dizer que não precisa fazer tudo sozinha”, completou por fim, após uma breve pausa. “Para isso estou aqui. Te jurei a minha lealdade, e você a terá até o fim da minha vida, independente de qualquer coisa.” Independente de não serem mais um casal. “Me diga o que eu posso fazer por você. Farei qualquer coisa.”
"— Ah, claro, perspectiva." Clara não era amarga, mas duvidava que qualquer um em sua situação fosse achar aquelas palavras um conforto. Ser abandonada semanas antes de se casar porque sim, porque ele tinha decidido que não poderia ficar ali. Que não era o suficiente. Precisava ser livre. O pensamento era o suficiente para a deixar tensa, principalmente quando lembrava das palavras de sua mãe que tanto dizia o mesmo. Liberdade, liberdade, liberdade. Por que apenas ela tinha que ficar presa? Clara respirou fundo, e olhou para Alexander e deu um suspiro. "— De fato, nunca se sabe, mas quem seria insano de cometer um crime em pleno reino dos perdidos? No máximo, eu me machucaria. Estou acostumada." O olhou de cima a baixo, porém, se rendeu e ficou mais calma. Por cinco segundos, o comentário de não serem dela foi o suficiente para que o olhasse quase chateada. "— E eu sou a rainha, eu tenho que cuidar de vocês. Eu gosto de cuidar de vocês. Vocês são meus, isso não é uma coisa ruim. Isso é amor." Deixou claro, ainda que sentisse que suas palavras eram exatas como as de seu pai para sua mãe, antes dela ir embora. De novo e de novo. "— Eu não quero fazer tudo sozinha e nem estou tentando, mas é difícil quando fui deixada sozinha, Alexander. Espero que agora esteja aqui para ficar. Não quero só sua lealdade, quero sua companhia. De verdade. As coisas foram difíceis." Se deixou ser vulnerável, mesmo que odiasse o assunto. Agora estava tudo virando de cabeça pra baixo, e ela odiava sentir que estava falhando com todos eles. "— Não diga que fará qualquer coisa se não estiver disposto." Mais uma vez, foi firme. Não queria colocar expectativas em coisas que não durariam, e ela não era uma pessoa muito boa quando o assunto era ser abandonada. "— Eu preciso conversar sobre você sobre planos, sobre o estado atual de nossa história. As coisas não estão boas para nós, mas acredito que possam ser reversíveis. Precisamos de aliados, de amigos, de tudo que for possível. Também estivesse pensando sobre algo, uma jogada inteligente." Começou, e olhou para ele levemente incerta se deveria falar ou se levaria sermão. Não por medo de decepcionar, era medo de ficar com raiva. "— Estive pensando em um acordo de paz com Sugar Plum, mas temo que ela vai querer muito mais que só paz. Também temo de não saber exatamente o que ela quer. Não posso dar nutcraker para ela, óbvio. Mas o que mais a deixaria saciada?"
Sugar Plum colocou a mão sobre o coração, com uma expressão chocada no rosto com os dizeres de Clara. Sabia que ela podia ser baixa e sem noção, mas às vezes ela passava dos limites! Realmente Marie não colocou essa menina de castigo o suficiente. "Eu não sei de que dinheiro está falando." Ela falou, antes de se voltar para um rapaz trabalhador que estava montando o palco novo de suas mini bailarinas. Era nisso que ela estava gastando o dinheiro que conseguiu com Clara; que certamente o entregou por livre e espontânea vontade. "Cuidado para não deixar muito torto. Elas podem ficar irritadas." Disse para o homem, que apenas assentiu enquanto levava o pequeno palco bem mais elaborado que o antigo. Sugar Plum se afastou para começar a ignorar a presença de Clara, mas logo as palavras dela lhe chamaram a atenção, fazendo Sugar voltar-se para a garota. "Parceria, você diz?" Falou com interesse. "Ok..." Elevou uma sobrancelha, ainda desconfiada. De repente, um sorrisinho pintou seus lábios. "Mas você tem que provar que eu posso confiar em você, Clara. Preciso de um favor."
"— Por que tenho a sensação de que você nunca sabe do que estou falando, Sugar? Ah sim, porque nunca sabe de nada. Quanta inocência." Revirou os olhos, e ver que estava sendo ignorada parecia uma piada. Porém, sendo racional como era, preferiu não chamar a atenção dela mais vez, e suspirou aliviada quando viu que ela tinha parecido entender. Quer dizer.. a palavra provação não era um bom sinal, e foi a vez de Clara olhar desconfiada. "— Eu tenho que provar? Certo, vamos lá, que favor seria esse?" Clara esperava os piores, e não diria nenhuma condição. Deixaria Sugar pensar e dizer que o tinha em mente, sem nenhuma interrupção. Assim Clara poderia ver o lado mais cru. Ainda que seus olhos castanhos analisassem Sugar de cima a baixo, e abriu um sorriso. "— Sabe que eu quero arrumar as coisas, Sweetie." Aquilo era sincero, mesmo que não achasse que Sugar ligasse pra qualquer sinceridade.
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❝Um castelo nas nuvens, algo assim... Eu diria que meu futuro reino está mais para paraíso do que o resto então.❞ Brincou apenas por que sentia que aquilo poderia incomodar Clara e quando alguém parecia ter algo mínimo que fosse contra Solange, ela gostava da ideia de provocar e ver até onde conseguiam se conter. E bem, era inevitável que alguns ali estivessem contra os perdidos, quem gostava de ter a vida perturbada do nada? Mas bom, os personagens esqueciam que os perdidos também saíram lesados naquela história, pelo que entendeu alguns até mesmo morreriam! Quem iria querer algo assim? ❝Ah, acho que faz sentido, Quebra Nozes é tipo balé de natal... Eu já fiz um rato no balé de fim de ano uma vez, sabia? Minha mãe ficou furiosa.❞ Lembrava da mãe fumegando, dizendo que era um absurdo a filha ter sido reduzida ao papel de rato, mas ela sabia que Sol sequer queria participar. ❝Me usar e me manipular? Me assustando? Aí eu até entendo, por que o cara é rei do pesadelos e tudo mais. Mas se for por isso, ninguém consegue ir contra ele, mesmo que tente, sabe? Você não desliga medo. Quem dera fosse tão fácil... E sobre a fada cor de rosa, não deveria estar avisando isso pra Love? Até onde eu sei é a loira antipática que vai ser a traidora do grupo.❞ Resmungou ao lembrar da outra perdida, realmente não andavam se dando bem e era até estranho pensar que seriam amigas, apenas para que Solange fosse apunhalada nas costas depois. Claro, a Marchesi optava por deixar por fora a parte de que ela estava ativamente tentando convencer Sugar Plum de que seria uma aliada melhor que Love no futuro, mas como ela já havia dito antes... Sobreviver é o mais importante. ❝Eu adoraria ver você tentar, garanto que vai ter alguma competição.❞ Piscou para a rainha com certo divertimento no olhar, um sorriso paquerador surgindo nos lábios da Falkenstein. ❝Depende... Um passeio ou um encontro?❞
"— Paraíso combina com o que você parece gostar. Uma pessoa....paradisíaca." Elogiou, e de fato, Solange tinha algo nela que gritava céus. Ainda que fosse engraçado, o jeitinho que a perdida se comunicava denota mais submundo que qualquer outra coisa. Ou submissão. Bem, Clara rapidamente afastou o pensamento, se focando no que a outra dizia, e o quanto dizia. Se lembrava de Ginger, suas grandes tagarelices. Se dariam bem, ela achava. "— Rato costuma ser coisa de Ella, também....ou de Erik, o fantasma. Uma vez me disseram que ele jogou ratos em alguém...não sei dizer bem quem." Até porque eram muitas vítimas, a conta sempre parecia aumentar. Mas era tenebroso pensar em ratos sendo jogados, ainda que Clara não tivesse esse medo. Ou praticamente nenhum medo. O tempo todo. Era um tanto perigoso, sabia, Alexander sempre o dizia, enchia o saco sobre como deveria pensar nos perigos. Talvez só acreditasse demais em si mesma. "— Ou lhe manipular te seduzindo, o que é bem comum. Hans sempre usa essa técnica, sempre funciona. Irei avisar para ela, isso é óbvio, mas também quero avisar para ti e qualquer outro que está sob minha proteção. Não quero mal pra nenhum de vocês." Mesmo que alguns merecessem, às vezes. Mas não seus amigos, seus súditos. Seus. Com um sorriso mais animada, Clara não demorou para puxar Solange pela cintura, apenas o suficiente para que ficasse perto, e então, entrelaçar os braços para uma caminhada. "— Um passeio, ainda. Ainda que goste que o encontro já esteja em sua mente. Será útil mais tarde."
Toda aquela história de pessoas novas que lembravam deles e eles não lembravam era complicada, colocando o príncipe em situação complicada, por que havia criado atualmente um tipo de amizade improvável com Sugar Plum, surpreendente até pra ele já que ela era uma vilã. Mas o pior era que aparentemente, na visão de Clara, eles eram super próximos e ótimos amigos também. Não sendo muito bom com mentiras, apenas não tocava no assunto quando poderia evitar. Geralmente, ele quebraria algo ali também, mas no dia de hoje estava mais para baixo e por isso mais contido. ❝Ah... Eu sou bom solucionando problemas? Meus pais discordam, geralmente dizem que sou bom criando problemas.❞ E não era bem mentira, era o mal de ser cabeça quente ou de simplesmente buscar adrenalina onde não deveria. ❝Ahn... A história de navios é pouco prático se você não tem um... E não muito aconselhável... Talvez algo menos raivoso?❞ Uma sugestão nova vinda do príncipe, mas realmente não estava em um dia muito afável. ❝Já tentou conversar com ela? Talvez ela só se sinta abandonada ou como se ninguém se importasse de verdade com ela... Não justifica tudo, mas ainda assim.❞
"— Gosto de uma segunda opinião, muitas vezes uma terceira e uma quarta. E às vezes criar um problema é a solução de outro!" Argumentou, enquanto um vaso de vidro se estourava em milhares de pedaços e ela soltava um suspiro de alívio. Nada melhor do que quebrar coisas. "— Não, não tenho navios. Tenho uma espada, no entanto. Deveria pedir ajuda para o Philip?" Deu uma risadinha sem humor. "— Estou brincando." Achou melhor deixar claro. "— E acredite, ir pelo lado menos raivoso é o que sempre faço. Por isso estou aqui, descontando a raiva que não posso. Às vezes ser rainha é muito, muito difícil. Às pessoas pisam em você e não querem que você reaja." Com isso, mais um vidro se quebrava, antes dela realmente parar e se sentar em uma cadeira para escutar a voz do amigo. O tópico sobre abandono automaticamente a fez apertar o taco em mãos, não era algo que gostasse de falar, mesmo se fosse sobre Sugar Plum. Às coisas podiam ficar bem pessoais bem rapidamente e ela não queria isso. "— Quem disse que ela me escuta? Eu vou tentar mais uma vez, claro. Mas ela apenas se comunica comigo para dar um golpe, acredite. Às vezes me questiono se ela tem tanta raiva, desgosto e sei lá mais o que, tudo por causa da...mam...minha mãe. Talvez eu seja muito parecida com ela." Falou em um tom mais baixo, e uma risada amarga surgiu. "— Fisicamente, claro, porque em personalidade...."