Sad trip.
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let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

Kiana Khansmith
i don't do bad sauce passes

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“Quando a poesia realmente fez folia em minha vida, você veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa…”

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Os livros são criaturas. Cada página um ano de vida, cada leitura um pouco de alegria e esta alegria é igual ao consolo dos homens quando permanecemos inquietos em resposta às suas inquietudes.
Hilda Hilst.
+t , segue de volta
Seguida ☺️
Teoria Sobre a Morte.
Por P.H. Mendes.
Há alguns dias venho me deparando com a mesma cena por todas as vezes em que passo pela rua da minha casa, um cachorro morto em estado de decomposição em volta de uma pilha de entulho e rodeado por moscas. Não sou um modelo de bom vizinho, então não sei se o cachorro era acolhido pela vizinhança como mascote da rua ou se só estava na hora errada e no lugar errado. Que Deus o tenha.
Conforme os dias se passavam, reparei em como a aparência do cão se transformava enquanto os micro-organismos faziam o seu trabalho, alguns pelos caíram, a pele mudou de aspecto e com o tempo, o pobre quadrúpede perdeu todas suas características de vida. Comecei a pensar um pouco sobre a repetida cena do falecido animal e constatei que: todos nós, humanos, já nascemos com a morte e que ela se manifesta em nós com o passar dos anos, ou seja, a morte não vem até nós, mas ela se espalha por nosso corpo pouco a pouco como um vírus, o vírus da morte.
O vírus da morte nunca terá cura e nós mesmos somos responsáveis por retardar ou acelerar a sua propagação em nosso corpo - salvo apenas os casos de acidentes e fatalidades. Isso não depende apenas de ter uma alimentação saudável ou de praticar exercícios físicos, porque esses fatores não podem curar as tristezas que remoemos em nosso peito, não podem fechar as feridas dos sentimentos que nos machucaram e muito menos podem reconstruir aqueles sonhos que deixaram estilhaços em nosso interior quando foram destruídos. Sim amigos, essas coisas ruins pelas quais passamos em vida ficam em nosso corpo e são a morada preferida do vírus da morte, pois nesses lugares ele se propaga e tira sua vida pouco a pouco. Ele pode tirar sua vontade de sonhar, sorrir e até de amar.
Apesar do vírus da morte não ter cura, há um tratamento muito eficaz contra ele: a vida. Existe algo mais que faça você esquecer a morte que não seja a vida? Existem duas maneiras de você se abastecer de vida e retardar a propagação do vírus da morte, a primeira é encontrar uma razão para viver. Você pode ter achado isso meio complexo, mas essa razão não precisa ser algo inovador ou revolucionário, sua razão pra viver pode ser ver todas as séries ou filmes que puder, experimentar os mais variados sabores de coxinha ou pintar e cortar seu cabelo de todos os jeitos diferentes e a melhor parte é que você pode ter infinitas razões pra querer viver, quanto mais razões, mais vida! A segunda maneira de retardar a morte é se manter por perto das pessoas. Acreditem, as pessoas são verdadeiras cirurgiãs especializadas em remover experiências ruins, mágoas e ressentimentos. Bons amigos te dão bons conselhos e sempre estão ao seu lado, e quando eu digo se manter perto das pessoas, quero dizer que esqueçam as telas dos celulares e computadores que te isolam cada vez mais de tudo e todos. Conhecem o contato humano? Olho no olho, abraços, beijos e apertos de mão? tenho toda a certeza de que a morte nunca estará presente onde houver esses gestos quando verdadeiros.
Pouco a pouco nossos corpos físicos se darão por vencidos pela morte e isso poderá ser notado pelos mesmos sinais que observamos em nosso amigo cão, alguns pelos irão cair e nossa pele irá mudar de aspecto inúmeras vezes. Mas que possamos partir com nosso interior cheio de vida e que deixemos um pouco de vida aos que vamos deixar quando partimos. Viva, e não deixe que o vírus da morte acabe com seu interior antes da hora, pois a morte não pode te dar as coisas boas que a vida tem a lhe oferecer.
“Por mais que as pessoas sejam diferentes, elas sempre serão iguais. E por mais iguais que as pessoas pareçam, elas sempre serão diferentes.”
Pressa.
Por P.H. Mendes.
Nascido e criado na capital de São Paulo, sempre estive acostumado com essa correria que toma conta da cidade inteira. Horários marcados ali, compromissos importantes aqui, rotas de ônibus, metrô, táxi... Há algum tempo comecei a perceber que essa pressa que esta intrínseca no comportamento dos moradores das metrópoles afetou não somente as pessoas, mas os meios que utilizamos pra sobreviver, como a forma que nos alimentamos, lavamos roupa, cuidamos da casa, educamos os filhos...
Se pararmos para observar a nossa vida e a das pessoas que nos rodeiam vamos conseguir notar algo que pode ser perturbador, nossas vidas estão correndo junto com a correria das metrópoles. As pessoas simplesmente não têm mais tempo para conhecerem umas às outras com a naturalidade de antigamente, não têm tempo para educar seus filhos e ter uma relação saudável com seus pequeninos e o que eu considero mais assustador, não têm tempo para se permitirem curar suas feridas mais profundas e dolorosas. A vida continua correndo e pouco a pouco você não consegue mais acompanha-lá, até que algumas pessoas preferem chegar ao fim da corrida contra a vida do modo mais rápido, porém mais doloroso para todos que estão à sua volta.
Se você não está conseguindo acompanhar a correria, se sua ferida está te impedindo de continuar adiante, pare um pouco, descanse, não deixe a sua vida mandar em você, mande na sua vida. Além de ajudar os outros com suas feridas e seus curativos, cuide de você e peça ajuda, faça você mesmo o seu ritmo de vida e não deixe que a correria das metrópoles faça você querer viver sua vida mais rápido, viva sua vida o mais devagar possível e aproveite cada segundo. Por mais que seu momento não seja o melhor, cultive a paciência que a correria da cidade não te permite ter e se deixe tentar ser feliz, tentar viver com mais calma e com mais tranquilidade, sem pressa e no seu próprio ritmo.

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“Na maioria dos dias tomo uma xícara de café amargo, mas em algumas exceções preciso de um café doce para tirar o gosto das amarguras da vida.”
P.H. Mendes.
Ventania.
Por P.H. Mendes.
Em um desses dias ruins que todos nós meros mortais temos que passar, estava voltando pra casa à pé e notei um fenômeno que me chamou a atenção. Enquanto caminhava pela rua enfrentava um sol forte, desses que fazem parecer que sua pele está sendo queimada viva. Temia chegar em casa como “Paulo à pururuca”. Gordices a parte o clima estava realmente muito quente, porém em alguns momentos de minha caminhada um vento forte acometia em minha direção tirando toda a sensação de calor que queimava minha pele.
Nossa vida é esse caminho e o sol forte que nos queima são todos os problemas e dificuldades pelas quais temos que passar, que algumas vezes nos consomem de forma tão grande que nos fazem querer desistir do caminho. O vento simboliza todas as coisas, momentos e pessoas que nos ajudam, motivam, aliviam essa sensação de que nossa pele está sendo consumida. O vento nunca dura pra sempre, e não deve durar, até porque nesse caso a função dele é unicamente nos auxiliar em nossa caminhada para que o Sol não nos consuma por inteiro.
Se pararmos pra pensar mais um pouco vamos perceber que as pessoas que cultivamos como “ventania” são diferentes do vento que senti enquanto caminhava nesse dia que relatei aqui, pois as pessoas que temos como ventania aparecem tanto quando elas percebem por elas mesmas que estamos mal, quanto quando nós vamos a elas e pedimos ajuda, e ficam o tempo que precisarmos para podermos seguir nosso caminho por nós mesmos. Que nós possamos cultivar cada vez mais e mais ventanias perto de nós, para que não desistemos do nosso caminho da vida por mais árduo que ele seja.
- Que foi? - Saudade. - Só saudade? - Como só? Saudade é tudo.
Caio Augusto Leite. (via escritorragia)

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Otto é um artista de personalidade muito forte, letras marcantes e de composições cada vez mais surpreendentes. Ex-membro do Nação Zumbi, Otto ainda traz influências da banda em sua carreira solo, que também contém uma forte presença da música latina. Hoje trago à vocês o álbum “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos”, apreciem!
A chave da felicidade é aprender a não levar a vida tão a sério.
Não leve a vida tão a sério. (via vireipassaro)