Minha viagem a Chiang Mai ocorreu em duas ocasiões diferentes; a primeira delas sendo no começo do ano, onde eu não consigo lembrar exatamente a ocasião que me levou a grande cidade Tailandesa. — Vontade de viajar? Querer conhecer novos lugares? Ou talvez só uma oportunidade de pegar um avião para qualquer lugar do Sudeste Asiático que me traria boas experiências e um motivo para atualizar o blog combinado com todas as opções anteriores. — Desembarcamos no aeroporto internacional de Bangkok e no mesmo dia fomos para Chiang Mai numa viagem de trem. Apesar de trens não serem a opção mais rápida de transitar de uma cidade para outra, queríamos ter a experiência completa segundo um guia que eu havia visto pela internet. Se foi uma pegadinha "pega turista" para fazer com que ficassemos mais tempo no país, isso só o tempo dirá. Ou nem ele. Mas de qualquer forma, foi uma viagem longa e tão interessante quanto uma viagem de trem poderia ser! Jihan, como a garota simpática que é, acenava para todos que achavam adorável sua tiara de coelhinho — a qual ela insistiu em usar durante toda a viagem. — enquanto eu e Noah mediavamos a situações como os pais introvertidos que somos. O trajeto ao todo nos rendeu dez horas de sono e degustação de uma boa comida que foi oferecida no plano. Como não falávamos um a em tailandês e nunca estivemos na na cidade antes, pedi ajuda a um ex colega de faculdade que atualmente morava na Tailândia com a namorada, e que ficou muito feliz em ajudar a conhecer o lugar pela primeira vez.
Nosso dia começou bem cedo, mais precisamente às sete da manhã numa tour pelo centro de Chiang Mai para tomar café, já que ficar no hotel não parecia tão "aventureiro" assim e queríamos ter a experiência completa. Fomos num pequeno restaurante localizado na área central da cidade através dos songthaews providenciados por Jaesun; apesar de ser bem cedo, a maioria dos restaurantes já estavam abertos ao público e escolhemos o mais aconchegante e indicado pelos moradores locais. Pedimos um Paa Tong Koo e Jok para Jihan sem muitas especiarias além de noz moscada e um pouco de canela, alguns sucos naturais; meu jok tinha frango apimentado e o de Noah carne de boi, Jaesun e Nana pediram basicamente a mesma coisa. Comidas pesadas não eram uma opção nesse horário, pois precisávamos de energia para o dia e não uma indigestão gigantesca, não é mesmo?
Nosso primeiro destino após o café da manhã foram os Templos budistas Wat Rong Khun e Wat Rong Suea Ten, localizados em Chiang Rai num tour guiado por Jaesun e Nana, honestamente um dos templos mais lindos que já vi. Wat Rong Suea Ten* foi o que me chamou mais atenção; em tons de azul e dourado, possuía esculturas ricamente ornamentadas e imagens visuais psicodélicas. Algo realmente difícil de capturar a beleza só com câmeras, é uma construção que deve ser apreciada pessoalmente. E não pensem que o Wat Rong Khun* perde em algum detalhe pela ausência de cores! Muito pelo contrário, o contraste da arquitetura inteiramente branca com as paisagens de fundo é de tirar o fôlego. Cada parte do Templo representando uma passagem religiosa, um lugar extraordinário de se estar.
(* São conhecidos como Templo Azul e Templo Branco, respectivamente)
Entre o segundo e o terceiro dia, sexta e sábado, nos focamos em aproveitar alguns parques e outros estabelecimentos locais, como uma praça bem simpática com vários artistas de rua que fizeram alguns quadros para nós. Jaesun comentou que os tailandeses são, em sua maioria, hospitaleiros, sempre animados e receptivos com aqueles turistas que respeitam a cultura local, e bom, não tive dúvidas disso! Pude sentir todo esse humor e aconchego durante meus dias turistando pelas ruas de Chiang Mai em março. Nosso último ponto turístico foi a Sunday Market; uma feirinha bastante movimentada com tudo que vocês possam imaginar! Frutas, legumes, acessórios, roupas tradicionais, ornamentos típicos tailandeses. Uma variedade sem fim. Infelizmente não pudemos levar tudo que queríamos pois seríamos barrados por excesso de bagagem no aeroporto, mas Nana nos garantiu que mandaria algo para nós nas próximas semanas. — E não é que ela mandou mesmo? Nossa geladeira está cheia de imãs de Chiang Mai e nossa sala tem pequenas decorações dessa viagem extraordinária.
Minha segunda vez em Chiang Mai aconteceu há pouco tempo, dois dias para ser mais exato. Dessa vez sem minha pequenucha, fomos convidados pelo meu bestie bro-dad Damon para um evento bastante educativo na cidade! Aprendi Ehru, um pouco da história da música chinesa e vi vários elefantes simpáticos que me fizeram lembrar instantaneamente do Dumbo. Foram três dias de Workshop e SPA na companhia da minha esposinha, de vários amigos e do meu filho Thomas. Poderia querer algo melhor? Com toda certeza não. Foi outra boa experiência para registrar no diário de Chiang Mai.
Como de praxe, estarei recomendando alguns pratos e lugares para visitar caso vá para Chiang Mai.
khao soi ( ข้าวซอย ) : é uma encorpada e saborosa sopa de macarrão com curry amarelo, servida com cebolinhas, repolho em conserva e rodelas de limão. o macarrão é feito de ovos, semelhante ao talharim, com um pequeno punhado de macarrão frito por cima. você pode escolher entre porco e frango.
gaeng hang lay ( แกงฮังเล ) : mais uma variedade de curry vinda do norte da tailândia! curry difere dos outros tradicionais que conhecemos em vários aspectos; é normalmente consumido com arroz de grão longo, não arroz glutinoso, e usa especiarias secas, que são comumente usadas na birmânia, mas não nos currys do norte da tailândia.
khantoke platter ( ขันโตก ) : khantoke não é um prato único, mas uma experiência gastronômica exclusiva da lanna! servido em uma bandeja de teca que funciona como mesa, é composto por uma variedade de acompanhamentos ao estilo do norte da tailândia e uma cesta de arroz glutinoso. geralmente é comido com a mão, sem o uso de talheres. a versão moderna do khantoke é acompanhada por uma série de apresentações culturais, como folk music, fingernail dance e danças tribais.
larb kua ( ลาบคั่ว ) : carne de porco marinada e frita na panela de ferro até adquirir um sabor característico, servido com salada de pepinos que dão todo o frescor necessário para um prato desse estilo! frito com pimentas, pequenos pedaços de linguiça de sangue e algumas ervas para agregar no sabor. um pouco mais forte que os outros pratos nortistas.
Obrigado por lerem até aqui! Depois de algumas semanas de hiatus, finalmente voltei a todo vapor. Me desculpariam pela demora? Sei que sim. Até o próximo destino!! ♡