o poder de uma bruxa Γ© a indecΓͺncia de uma devassa
nΓ£o sei interpretar teus olhares, teu sorriso malicioso me enfraquece demais, inibe meu lado estratΓ©gico, e as tuas falas nunca revelam por completo teus prΓ³ximos passos, tu Γ©s de uma impulsividade quase imoral.
me desconcerta inteira nΓ£o conseguir acompanhar teus pensamentos porque eu sei que Γ© ali que mora o perigo, Γ© naquilo que a boca nΓ£o fala, que a mente esconde o paradeiro da verdade absoluta.
meus pensamentos sΓ£o assombrados por ti e o pudor que expΓ΅e ao pΓΊblico como se o pecado nΓ£o estive presente na tua vida, como se a perversidade que oculta do mundo fosse inexistente; olhando assim ninguΓ©m diz que abafo teus gemidos num quarto escuro enquanto degusto teu sabor no cΓ©u da boca.
tua integridade Γ© inabalΓ‘vel aos olhos alheios, mas nΓ³s duas sabemos que o cinismo Γ© teu maior aliado.
teus segredos estΓ£o a salvo comigo, gosto da cumplicidade que o adultΓ©rio propΓ΅e, gosto mais ainda de saber que entrega a ele beijos coberta da indecΓͺncia que cometeu comigo hΓ‘ poucos minutos.
a tua postura de "dama de ferro" protege a mente turbulenta que trava lutas entre a mulher polΓtica que com diplomacia comanda e a mulher veraz que com luxΓΊria recorre aos impulsos mais primitivos.
tua habilidade em mascarar e sair impune da tua heresia me joga na fogueira como a libertida que se aproveita da persuasΓ£o para atrair a vΓtima inocente. ah, se eles soubessem...
se soubessem que dentro e fora das quatro paredes sou eu a refΓ©m do enigmΓ‘tico caos que transpassa por esse teu olhar castanho e que mesmo sabendo que na manhΓ£ seguinte sou apenas mais uma sigo sedenta por apreciar o gosto do poder que escorre entre tuas pernas.






















