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acidentalmente eu loguei nessa conta quando baixei o aplicativo no meu novo celular. é tão estranho ler tudo que eu escrevi, passar pelos posts de T.A., parece que fazem um milhão de anos. não resisti a curiosidade de ir atrás e acho que fui o suficiente para chegar em 07/2019. e nossa, que sentimento estranho. não é saudade mas meu peito doeu e apertou igual. estranho eu ter lido uma história parecida minutos atrás e que me deixou este mesmo sentimento nostálgico sobre tudo que aconteceu em 2017/2018/2019.
a giovana e eu somos amigas de novo. não amigas como antes porque, honestamente, não converso muito com qualquer pessoa. mas nos falamos, nos seguimos no twitter e temos o bts nos ligando. esclarecemos tudo sobre aquela época, sobre você. acabei por descobrir o que você falava sobre mim quando terminávamos e posso dizer que depois de tantos anos ouvir isso foi o que matou qualquer sentimento romântico e até mesmo bom sobre você. me doeu tanto e eu nunca vou admitir isso. eu achava que, pelo menos naquela época da escola, as coisas eram reais mas parecia tudo uma grande rede de mentiras que você criou onde eu era o monstro da história. isso explica tudo que se sucedeu depois do nosso namoro ainda no começo do ensino médio. a visão que elas tinham de mim. me questiono se você realmente me via daquela forma ou só contava aquilo para não parecer tão errada sobre nós.
doeu tanto, tanto. não achei que qualquer coisa sobre você pudesse voltar a doer anos depois, mas aparentemente foi possível sim. então surgiu aquele sentimento de que nada foi real, tudo aconteceu dentro de várias versões ilusórias do nosso relacionamento. o que não me permite mais acreditar nem por um único segundo que você realmente me amou um dia. eu sinto que te amei sozinha. eu lutei contra o mundo pelo nosso relacionamento sozinha. e isso dói mais que qualquer outra coisa.
talvez no fim as ações que eu tomei sobre minha vida só refletiram o medo de tudo isso voltar a acontecer. não há terapia nesse mundo que me faça sentir que posso me entregar à outra mulher novamente quando tudo doeu tanto e por tanto tempo, me dilacerando de dentro para fora.
quando você me dispensou pela última vez, eu estava indo para o funeral da minha avó paterna e acho que você não sabia sobre isso. alguns dias atrás minha tia postou sobre então eu percebi que já fazem dois anos inteiros. parece que passou vinte, faz tanto tempo. agora na pandemia os dias passam rápido, minha vida escorre diante dos meus olhos e tudo que eu posso fazer é esperar. de certa forma, tive que aprender a ser paciente e também aprendi a enfrentar meu passado como uma adulta responsável.
e se eu pudesse voltar no tempo, eu nunca teria virado sua amiga sequer. teria escolhido minha melhor amiga em todas as vezes e jamais ter trocado uma palavra com você. teria me poupado de muita dor e ao contrário do que dizem por aí, não precisa doer para aprender.
okay, oi. eu não sei porque continuo voltando aqui mas, talvez, seja porque eu sinto falta da simplicidade de quando estávamos aqui, antes de todo o resto foder a outra parte. todas as partes, na verdade. faltam três meses pro final das provas, né? é estranho pensar nisso agora. bom, eu arrumei um emprego muito bom no Butantã e ainda imagino uma daquelas casas sendo a nossa casa. e na Etec é tudo mais do mesmo. fins de semana, Tainá. era ela. nós terminamos muito do nada então eu ainda estou processando e estaria mentindo se dissesse que não dói, dói demais. eu estava apaixonada por ela e ela por mim mas não estávamos prontas pro que o relacionamento estava se tornando. um namoro, agora, acabaria com as duas. e era um, eu dormia na casa dela todos os fins de semana, conheci a família e as crianças, conversei e fiz bolo com a mãe dela, fui na formatura dela com a família dela e... foi tudo muito rápido. achei que nada doeria mais do que ver você indo embora mas eu tinha a raiva sabe? por ela eu não sinto nada de ruim e como eu desejei ficar ali pra sempre, com a euforia de sempre. mas enfim, tudo acaba sempre. eu fico irritada sobre como ou porque as pessoas continuam me falando sobre você. elas não fazem isso contigo mas comigo, sempre. por alguns meses eu não liguei e juro que nada mudou em mim, até eu começar a trabalhar e perceber que eu estava a um passo dos nossos planos mortos, sabe? eu tenho o emprego, vou ter a faculdade. era nossa hora sabe? o pra sempre, as crianças, tudo aquilo. hoje eu tive que fazer mais uma visita no pronto socorro, das quais já perdi as contas esse ano. eu estava sozinha. eu não tinha pra quem ligar mais. nem você nem a Tainá. acho que só piorou a dor que eu estava sentindo. duas mulheres ficaram comigo porque me viram chorando, eram de certa idade já e um casal. uma professora e uma economista. quando eu tive reação alérgica e achei que fosse morrer no meio da Raposo Tavares sozinha, elas me acalmaram e ficaram comigo até que eu estivesse boa para voltar pra casa. eu odeio que você ainda aparece nos meus pensamentos. que quando algo acontece, por um milésimo de um segundo meu impulso é contar pra você. aí eu caio na real. mas parece que parte de mim ainda vive. eu não te imagino mais. eu esqueci como é seu rosto por tudo que me disse da última vez, imaginei que quando fosse te ver já não seria mais a mesma coisa então ele só apagou. sua voz também. menos o toque, eu ainda lembro e as vezes me pego pensando nisso, reproduzindo-o. quando as coisas ficaram ruins com a Tainá eu me peguei pensando se responderia uma mensagem sua. nesse exato momento eu me perdi e consegui andar até o metrô Butantã, peguei o 191 e nem vi que sentei onde sentávamos, no fundo. talvez seja o efeito dos remédios. mas agora eu percebi que lembro o tom exato da sua risada. mas tudo bem, eu realmente estou acostumada a estar sozinha e fazer grandes coisas sozinha. meus planos agora, pós Tainá e um quase namoro oficial, é só ser feliz sabe? vou cursar economia mesmo, é o que eu gosto. comprar uma casinha legal e aconchegante e fazer dela um lar pra minha pequena. seremos só eu e minha filha contra o mundo todo e por deus como eu vou amar essa criança, em alguns anos. espero que esteja bem e feliz, eu estou. eu sinto sua falta
acha que pode me dar mais um beijo? encontrarei um fim nos seus lábios e depois irei embora. talvez também mais um café, mais um almoço, mais um jantar. ficarei satisfeita e feliz, e depois podemos ir embora. mas, entre as refeições, talvez possamos nos deitar mais uma vez. para mais um momento prolongado em que o tempo é indefinidamente suspenso e eu descanso a cabeça no seu peito. minha esperança é a de que esses “mais uns” cheguem a uma vida, e eu nunca chegue à parte em que te deixo partir. mas isso é impossível, não é? não existem “mais uns”. eu te conheci quando tudo era novo e emocionante e as possibilidades do mundo pareciam infinitas - e ainda são, para mim e pra você - mas não para nós. em algum lugar entre aquela época e agora, não acho que nos distanciamos, mas crescemos quando algo se quebra, se os pedaços forem grandes o bastante, dá pra consertar. infelizmente, às vezes as coisas não se quebram, se estilhaçam. mas quando deixamos a luz entrar, o vidro estilhaçado brilha. e nesses momentos, quando o sol bater nos cacos que fomos, só vou me lembrar do quanto foi lindo, do quanto sempre será lindo, porque foi, porque fomos nós. e nós somos mágicos.
enquanto houver madrugadas.
eu achei que a ruptura dessa vez fosse mais fácil. talvez pelo que disse na última mensagem, talvez pelo telefonema onde eu não entendi o que falava ou, talvez, pelo fim de qualquer possibilidade de um relacionamento no futuro.
eu esperava que fosse mais fácil.
mas aí, no meio da madrugada, você aparece em pensamento como se fosse uma sensação súbita de saudade e raiva.
enquanto eu estou assistindo algo que, por Deus, tenho todo o cuidado de não te encontrar nos detalhes e, por uma ironia do destino,
te encontro nos detalhes.
foi então que percebi que me saboto para ter um pedaço de ti aqui ainda.
me pego vendo uma das suas séries favoritas mesmo discordando com todas as escolhas de monarcas estúpidos e apaixonados.
te enxergo em músicas que eu nunca te mostrei e que você provavelmente falaria
"que música ruim", com a voz baixa e um meio sorriso.
me pego vendo outra série buscando entender como você se sente sobre si mesma.
te vejo no que eu como e é temperado por algo vermelho, que deixou sua pele da mesma cor.
te vejo em todos os cantos dessa cidade que sempre pareceu tão grande quando eu era pequena e, agora, sinto que não tem um canto sequer aonde eu não tenha uma lembrança sua.
te vejo na fumaça que sai do meu cigarro, agora fumando da forma certa já que você quem me ensinou, mesmo que eu tenha acendido o primeiro cigarro anos antes.
me pego te defendendo das garras da minha mãe e gritando que "eu a amei. eu a amo. não fale sobre ela." porque eu não a acho digna de citá-la.
e, nesses momentos sozinha, aqui e ali, correndo de tudo e de todos, eu percebi que eu sempre vou te amar.
eu sei, eu sou nova, éramos novas, romances assim acontecem o tempo todo.
mas, mesmo depois de tanto tempo, de tantos fins, por que ainda está presente em lugares que nunca fomos, em músicas que nunca ouvimos, em coisas que nunca tocamos? por que você não vai embora da minha mente como foi da minha vida?
eu não te prendo aqui, juro que não. só... fica.
fica mais um pouco.
me faz rir novamente com aquela piada idiota.
ecoa tua risada no fundo da minha cabeça só mais uma vez.
transa comigo e diz que me ama de novo.
acaricia meu cabelo enquanto eu deito no seu colo buscando refúgio de uma vida nada fácil.
e aí,
eu estou sozinha.
a voz e a risada são sussurros e eu sei que as reconheceria em qualquer lugar desse universo, enquanto houver um.
e eu me pego chorando, notando que a saudade e a mágoa são maiores que o desprezo e o ódio.
eu me pego deitada fazendo carinho no mesmo lugar que fazia, tentando me forçar a dormir enquanto lembro de cada detalhe.
todas as noites,
me forçando a lembrar
e me apegando a cada memória.
a verdade é que eu estou aterrorizada pelo fato de não te reconhecer mais. de que você só vai existir em minha memória. que eu não vou mais te encontrar pelas ruas de são paulo, em um semáforo fechado e travar. você só...
sumiu.
quem sou eu para julgar monarcas estúpidos fazendo escolhas por amor? na verdade, eu invejo eles.
queria ter tido escolhas.
são paulo. 18/07/2019. 06:14.

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who the fuck you became?
eu odeio você. odeio tanto que eu não consigo nem tirar de mim. como pôde mentir pra mim daquela forma? queria se vingar de algo? queria me machucar de volta? como tu aparece quatro meses depois falando que me ama e UMA SEMANA depois, já não ama mais? é impossível, você mentiu. foi por ela? ama ela? quem tu chamou de amor com a porra de um coração amarelo? eu deveria ter ido embora no mesmo segundo. jogado a merda do colar na sua cara e ido embora. eu odeio você e espero que tu sofra tudo que eu já sofri por sua causa.
Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain (2001)
dir. Jean-Pierre Jeunet
How are they THIS cute?

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“Joon Hee, it’s me. When I had your cellphone, I suddenly thought of something I wanna say to you.”
keep ya head up, know your worth.
Hannibal Rewatch » Hassun
Hannibal “I’ve made a huge mistake” Lecter
Will: Hey, Chesapeake Ripper.
Hannibal: What-wait, shit!
Will: Yep, I knew it was him.
Hannibal: No, it just sounded like you said “Hannibal”!
Beverly: Hey, Chesapeake Ripper.
Hannibal: What?
Hannibal: GOD DAMMIT-

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when you have brunch at 11 but a fight against facism at 12
But then something happened. It happened to me just as it happened to you.