18 anos. Registrado como sangue puro, porém é nascido-trouxa. Homossexual, homoromantic. Sua habilidade é Furtividade e Rastreamento.
+resumo //// +wanted connections
O casal Warrington eram um ponto fora da curva das famílias a que pertenciam antes da união do matrimônio. Puristas declarados, conheceram-se no início da primeira guerra bruxa. Leais a Tom Riddle, foram sortudos, conseguindo escapar das garras do Ministério da Magia, passando despercebidos e assim não precisando negar a relação com o bruxo das Trevas. Passaram a ser vistos então como membros fiéis tanto quanto àqueles que acabaram em Azkaban, mas ainda assim eram nomes não importantes, tanto é que pouco se tinha registro deles no primeiro apoio. O casamento apesar de ser uma união feliz, parecia faltar algo. E esse algo era uma criança. Acácia tinha um desejo imenso de ter um filho e Moritz gostaria de ser capaz de realizar esse desejo da esposa. As inúmeras tentativas foram frustrantes, dolorosas para o casal que, cada vez que viam a chance de terem um filho ir para o ralo, se tornavam cada vez mais distantes um do outro.
A gravidez inesperada de Acácia, porém, os fez voltar a ter a cumplicidade e o amor floresceu mais uma vez. Acácia estava grávida e nem sequer tinha sido com ajuda de poções que os medibruxos recomendaram! Uma felicidade tremenda tomou conta dos dois bruxos nos meses seguintes, apesar da mulher de tornar cada vez mais fraca com a gravidez de alto risco, chegando ao ponto de precisar permanecer na cama por semanas para evitar esforços quando estava perto do fim de sua gestação. O parto complicado ocorreu em uma noite comum, nada de especial, embora para aqueles dois deveria ser o dia mais feliz da vida de ambos. Deveria, sim, porque ao vir ao mundo, o bebê simplesmente não chorou. A criança não respirava. Todo o esforço, todo o sofrimento de meses para manter a gravidez, foi em vão. Acácia deu a luz a um natimorto e isso a devastou pois, segundo os medibruxos que cuidaram de seu parto, isso devia ao fato de todas as tentativas anteriores terem sido feitas a base de poções experimentais que desestabilizaram seu útero e posteriormente trouxeram complicações para aquele pequeno serzinho.
Por meses, Acácia não saiu da cama.
Cansado de ver a esposa se afundar em uma depressão tão severa, Moritz resolveu agir. Saiu de casa às pressas de madrugada e, ao amanhecer, retornou com um pequeno bebezinho nos braços. O bruxo sequestrou o bebê de um hospital dos trouxas, nem sequer pensando que aquela criança em seus braços era algo que ele e a esposa tanto desprezavam. Para não perder a mulher que amava, estava disposto a criar uma criança de sangue ruim e sabia que a esposa também não se importaria, eles poderiam futuramente fugir para longe da sociedade bruxa antes que todos percebessem que o garoto não era um bruxo também.
O pequeno pacotinho enrolado em uma manta verde tinha olhinhos tão clarinhos quanto a cor do tecido que lhe esquentava. Foi aquele olhar curioso do bebê que arrancou o primeiro sorriso de Acácia desde o parto doloroso. A mulher não procurou de início saber de onde a criança surgiu, apenas o acolheu em seus braços e o amamentou, alisando a bochechinha rechonchuda do neném. A partir daí, Cassius Merritt Warrington seria criado como o filho que o casal esperou por meses. O riso do pequeno enchia a casa, aprendendo os costumes e absorvendo as informações que seus pais lhe davam. Para a surpresa do casal, a criança demonstrou não ser um trouxa quando estava irritado demais com febre aos cinco anos. A febre era intensa e o casal temeu perder o filho, porém, tudo o que aconteceu foi que a cama da criança tremeu por alguns minutos enquanto seus pais observavam atônitos o menininho chorando assustado e cansado da doença. Bem, aparentemente eles haviam dado sorte. A criança era um bruxo, porém também significavam que estavam cuidando de um sangue-ruim. Ficaria mais difícil esconder a linhagem do menino, se eles prosseguissem com o apoio a Voldemort.
Não havia dúvidas: precisavam trabalhar e se esforçar para esconder todo e qualquer registro que ligasse o menino aos trouxas, seria um escândalo tremendo. Sendo assim, passaram finalmente a ensiná-lo sobre a suposta pureza que a família ostentava e dizia honrar por ter no sangue. Cassius foi ensinado a odiar trouxas e nascidos-trouxas, suas origens foram ocultas e ao vê-lo entrando na Sonserina, seus pais não podiam deixar de ficar orgulhosos da pequena serpente que criavam. Mas ora, se os olhinhos curiosos foi o que fez Acácia se apaixonar pelo pequeno bebezinho que segurou há anos atrás, não seria algo que ele perderia com o tempo. Sua curiosidade seria sua própria ruína. Cassius não deixava de notar as diferenças físicas entre ele e seus pais e intrigado por isso, começou a buscar informações sobre o seu passado.
Cassius não era apenas um bruxo curioso, porém. Antes mesmo de entrar em Hogwarts, seus pais começaram a lhe ensinar sobre como cobrir seus próprios rastros quando estavam em missões para o Lorde das Trevas; lhe ensinaram a rastrear nascidos-trouxas ou mesmo bruxos que desafiavam ou desonravam o Mestre. Soube aproveitar cada uma das lições e ao entrar na escola de magia, buscou mais métodos para aperfeiçoar o que chamava de dom. Seus pais lhe comparavam a um felino, sempre tão furtivo e gracioso. Mas mal sabiam que ele iria usar isso para desvendar seus mistérios. Arrependia-se de procurar pois realmente encontrou. E o que encontrou, não lhe agradou. Haviam registros de gravidez de sua mãe, sim, mas o fim dela era registrado meses antes de seu nascimento. Como poderia a mulher ter dado a luz antes do que era considerado seu aniversário? Cavando mais fundo, vasculhando registros médicos descobriu sobre as tentativas fracassadas… e sobre o parto sem sucesso. Era adotado. Essa era a explicação mais lógica e a única possível.
Não estava bravo por ser adotado, sabia que eles lhe amavam como se fosse realmente do sangue deles, mas por que haviam escondido? Os confrontou e descobriu a verdade de forma crua, era um nascido-trouxa. Um sangue ruim. Enojado de si mesmo, Cassius entendeu o motivo de seus pais tentarem lhe manter longe das causas para com o Lorde das Trevas, tinham receio de que ele descobrisse a verdade também. Mas isso só aflorou seu desejo de honrar o nome da família, de provar que embora tivesse sangue-ruim, merecia as mesmas glórias que um bruxo de puro sangue. Não iria expôr o escândalo, continuaria mentindo como seus pais, continuaria vivendo a farsa que eles sustentaram por tanto tempo. Seus pais trabalhando no Departamento de Registro de nascidos-trouxas foi algo fácil para Cassius se esconder, poderiam assim burlar as leis impostas por Umbridge. A diferença é que agora queria estar por dentro da luta e se entregou de bom grado nas mãos do Mestre. Ofereceu seus serviços, sua lealdade, força e, acima de tudo, suas habilidades. Aperfeiçoou seus feitiços de escape, aprendendo a desaparatar, melhorando seus voos e aprofundando seu conhecimento sobre a magia de criar chaves de portal para os comensais que não tivessem afinidade com a apartação ou que precisassem de um modo mais furtivo e urgente de fuga.
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“Procuraria o Zabini, mas as medibruxas são menos oportunistas e trabalham para isso” ela mencionou enquanto segurava firme o braço dele por absolutamente nenhum motivo. Já que seu mal estar era estomacal e talvez alguma tontura, mas nada que a impedisse de andar. Claro que ela não diria isso, estava gostando da situação. Notou que o silêncio perdurou por tempo suficiente, a fazendo olhar para ele desconfiada. “Não me olhe assim, não vomitei em você!” ela anunciou antes que ele pudesse de fato falar o que estava pensando. Ela abriu e fechou a boca algumas vezes para tentar responder aquilo, não se dando conta que havia revelado gostar mais de mulheres. No fundo não se importava com sua opção sexual ou o que quer que pensariam daquilo, o que lhe incomodava era notar que tinha alguma preferência em termos de relacionamentos. Sempre ocupou o papel da louca, encrenqueira ou simplesmente a irmã de Flora, nunca experimentou tantas relações humanas e temia experimentar. Não sabia o que era amar alguém além da gêmea, não sabia o que era receber um toque terno, e tinha tantas cicatrizes no corpo que sentia vergonha de ter envolvimentos. Apenas duas pessoas naquela escola sabiam que ela tinha seus sentimentos, sendo Adrian seu primeiro breve ficante e Millicent, o seu primeiro beijo com uma garota. Ela engoliu em seco antes de ajeitar os cabelos atrás da orelha, assentindo. “Gosto de mulheres se é o que quer saber” ela não respondeu sobre transar já que não tinha feito isso. Ela sabia que Cassius poderia ser tudo menos um hétero machista ávido por fetichizar sua homossexualidade, e somente por isso o respondeu.
E de fato, se Hestia queria ajuda sem ter que dever algo em troca, a enfermaria era bem mais indicada do que pedir ajuda à Zabini. "Tenho que concordar, melhor irmos pra lá mesmo." era um choque concordar com a bruxa, mas considerando o quão louca era a situação de todos da equipe se encontrava atualmente, não deveria se surpreender com nada. "Não vomitou ainda. Do jeito que está, não duvido que isso mude em instantes." como tinha amor a sua vida, aquilo não foi dito em um zombeteiro ou brincalhão; apenas respondeu em reflexo pelo o que a garota atirou. Queria estar pronto para conjurar outro saquinho e os livrar de ficarem fedidos por causa de algum mal estar que ela pudesse ter. No entanto, não continuou a explicar-se. A resposta sincera veio como o bruxo não esperava: direta e sem rodeios. Não deixou de notar a reformulação das palavras, tão curioso, Cassius tentava prestar atenção nos mínimos detalhes. Mas não comentou, não era de sua conta. O que lhe aliviava, porém, era ouvir de outra pessoa a sinceridade tão tremenda, ainda mais de alguém que, ao contrário de si, com certeza não teria um pingo de sorte com os pais quanto àquela realidade. Pela primeira vez, o sorriso que direcionou para a morena foi... doce. "Que bom. Você não perguntou, pode ignorar, se quiser. Eu gosto de homens." sua voz era livre de qualquer peso. Havia aceito sua homossexualidade assim que percebeu que não iria se interessar por garotas como os amigos faziam. Seus pais eram as únicas pessoas que a opinião lhe importava para algo, mas se nem eles ficaram bravos ou lhe recriminaram? Nunca chegou a sentir-se mal consigo mesmo por isso. "Só caras. Eu sou gay. É bom finalmente saber que não estou sozinho nessa merda de casa, as pessoas não falam sobre isso, é chato." reclamou. E quando falavam, era para zombar, destilar preconceitos.
Adrian mantinha seus olhos focados no chão à sua frente, prestando atenção nos movimentos de Cassius para que não tropeçasse no moreno, sua respiração era o mais controlada possível, e mesmo com o coração batendo forte no peito com o nervosismo, os dois conseguiram se manter extremamente silenciosos no caminho, Adrian suspirou aliviado quando a parede que procuravam entrou em seu campo de visão. Baixou seus olhos, encarando os de Cassy enquanto tentava prestar atenção nas instruções do outro, e não em como estavam próximos e como seria fácil simplesmente baixar sua cabeça e beijá-lo ali mesmo. Adrian assentiu, “eu cuido da capa enquanto você o coloca.” Levantou seus braços, segurando o tecido para que Cassius ficasse livre, por baixo dele, cuidando para que ele continuasse encostando no chão ao redor dos dois.
Com Adrian se oferecendo para segurar a capa, pôde assentir e focar na sua tarefa ali. Tinha trabalhado tanto no plano e nas chaves que não podia se deixar ser pego pela distração que era o loiro. Cassius virou-se por completo lançando uma última olhada no corredor para que somente assim começasse a grudar o galeão na parede. A moeda iria passa despercebido para um olho que não soubesse o que procurar; mas tinha sido bem claro nos mapas e ao falar com os colegas, então não havia erro. Satisfeito, mais uma vez checou o corredor antes de esticar a destra para pegar a do loiro e levar com a sua própria para a moeda de ouro. Para atravessarem, afinal, precisavam tocar o item. A agonia inicial era chata e desconcertante. Mesmo acostumado, ainda lhe incomodava bastante e ao serem transportados para o banheiro, o bruxo soltou um resmungo ao se apoiar e também dar suporte ao outro. "Merda, eu odeio isso. Sempre vou odiar essa parte."
Levantou as sobrancelhas, um sorriso sacana se formando em seus lábios ao escutar Cassius tropeçar em suas palavras, Addie achava o tom rosado que tomava conta da face alheia extremamente fofo, e precisou se conter para não levar sua mão até lá. “Aham, ok,” respondeu em um tom debochado, ficando quieto para Cassius arrumar a capa ao redor dos dois. Seu estômago deu um nó com a situação que se encontrava, então apenas concordou e deixou Cassy ficar pronto, Adrian ansiava pelos momentos em que poderia ficar tão perto do outro, mas agora precisava focar na tarefa que precisavam completar, não poderia pensar em outras coisas. Mesmo assim, ao passar o braço esquerdo pelo ombro do mais baixo para que não se afastassem, ele saboreou aquele momento, inspirando fundo, algo que poderia passar por nervosismo, mas ao mesmo tempo fazia com que o cheiro de Cassius tomasse conta de si. Exalou perto do ouvido do outro, e falou em um tom sussurrado. “Pronto, podemos ir.” Agora o nó no estômago de Adrian era realmente por ansiedade, tudo que havia a fazer era torcer para não serem pegos.
Por precaução, Cassius estava levando um objeto extra para usar como chave de portal, se precisassem. Confiava que tudo daria certo, o plano elaborado, os mapas, os meios de chegar até lá estavam muito bem organizados, mas não queria correr um risco sabendo que podia fazer algo para evitar. Entrar na Câmara de Salazar, afinal, podia ser perigoso para si mesmo que sua lealdade pertencesse à casa, à magia das Trevas. É nisso que precisava se concentrar. Não a forma como Adrian pressionava-se contra si, não o jeito que teriam que permanecer quietos até que chegassem ao destino certo e muito menos a prestar atenção na respiração do bruxo contra sua orelha. Cassius não conseguiu impedir o arrepio que desceu da nuca pela coluna, mordendo o interior da bochecha. "Ah, cale-se." resmungou meio sem graça, segurando a capa para não deixar o tecido escorregar. Os passos que começaram a dar eram leves e silenciosos. Não precisava ler o mapa para saber o caminho, reproduziu tantas vezes nos pergaminhos que já conhecia para onde precisava ir. Conforme seguia, parava apenas quando o corredor não estava tão vazio quanto preferia, grudando contra o mais alto para evitar que alguém esbarrasse contra eles ou que ficasse à mostra algum pedacinho. Assim que o ambiente estava seguro com apenas os dois por ali, Cassy virou a face para murmurar para o loiro: "Nós vamos colocar o portal aqui e vamos atravessar, okay? Temos que colocar o outro no banheiro para quando formos voltar. Esse ficará aberto para o pessoal depois." ao contrário dele, não alcançava o ouvido alheio por causa da diferença de altura, mas conseguia passar a informação de modo discreto, as íris verdes sem desgrudar das azuis de forma insistente.
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❝ ⚋ Topar é o de menos. Minha irmã não é uma selvagem. Ela é um pouquinho geniosa, apenas.❞ especialmente quando empurrada para além dos próprios limites, completou a sentença mentalmente. Héstia era a impulsiva entre as duas e por vezes Flora desejava ser um pouco mais como a irmã. ❝ ⚋ Se você não apertar os botões errados tudo ficará bem, Cassius.❞ um sorriso dócil e apaziguador logo se desenhou nos lábios da Carrow que tratou em dar atenção ao que o garoto dizia. ❝ ⚋ No momento imagino que ninguém com uma boa capacidade cognitiva.❞ naquele momento em que muitos eram perseguidos por tão pouco seria tolice dar qualquer tipo de satisfação ao Ministério da Magia. Ela mesma não confiava em um único integrante de tal instituição. ❝ ⚋ Sendo assim precisa fazê-lo facilmente identificável para sua mãe em meio aos demais livros, mas ao mesmo tempo sem chamar a atenção indesejada de outras pessoas.❞ ponderando a respeito a Carrow recostou-se no sofá. ❝ ⚋ Posso ajudá-lo, se quiser. Especialmente em retribuição a sua ajuda com o rastreador, foi muito útil. Obrigada mais uma vez, Cassius!❞ ele, é claro, não fazia ideia do porquê necessitara de um rastreador, mas, ainda assim, sem aquela ajuda talvez não tivesse terminado o presente de Héstia a tempo do Natal.
Não pode deixar de rir de Flora tentando defender a gêmea. Embora não pudesse culpá-la pois se tivesse um irmão, faria a mesma coisa para proteger, Hestia era desmiolada, em sua visão. Não que fosse dizer isso, nutria um certo amor pela própria vida, não queria comprar uma briga com os Carrow. "Se é nisso que prefere acreditar..." foi apenas o que disse e ainda saiu de forma divertida, encolhendo os ombros. "Hm, espero que sim. Ainda estou vivo, então talvez esteja certa, ela não é tão louca." não que achasse que precisava dar motivos para a garota querer lhe cortar a cabeça fora, mas ela ainda não tinha dado indícios de que faria algo assim contra alguém de sua casa, então Cassius realmente relaxava. Com a atenção voltando para os objetos, soltou um leve riso. "Não é como se pudessem rastrear o feitiço, então acho que estou seguro." além do mais, o máximo que poderia acontecer era ser repreendido e acabar com uma detenção. Estava em Hogwarts, aquela não era uma magia perigosa, tinha dezoito anos... tudo estava ao seu favor. Ou quase tudo. "Minha mãe costuma ter dificuldade com isso." estava cansado de ouvir que a mulher não encontrou o portal, mas depois da ajuda de Theodore, até andava melhor com isso. "Ah, fico feliz que tenha gostado. Está sendo útil?" perguntou com curiosidade. Cassius era, afinal, um curioso de primeira.
* // ♛ @casswrr escolheu a música #23 ⧽ easier , by 5 seconds of summer
Is it easier to stay? Is it easier to go?
I don’t wanna know, oh
But I know that I’m never, ever gonna change
And you know you don’t want it any other way
Why do we always gotta run away?
And we wind up in the same place
It’s like we’re looking for the same thing
daphne sabia que seus problemas com cassius eram completamente unilaterais. o garoto nunca lhe dera motivos para pensar que ele a odiava ou temia, não mais que qualquer outra pessoa daquele círculo social deles. entretanto … daphne o temia. conhecia, por conta de seus pais, sobre as habilidades dele e como nenhum segredo era trancado por muito tempo caso cassius resolvesse ir atrás dele.
como alguém que tinha muito o que esconder , daphne optou por manter-se fora do caminho do garoto. envergonha-se em admitir que isso envolvia, sim, ativamente evitá-lo quando era possível. entretanto, nem sempre daphne conseguia escapar da presença daqueles olhos curiosos. não fazia diferença o quanto corresse, eles estavam sempre em órbita um do outro, considerando todos os elos que ligavam suas vidas. o encontro dessa vez era culpa das aulas de transfiguração.
mantendo a compostura usual, daphne sorriu para ele como se conversasse com warrintong todos os dias. “ parece que estamos presos um ao outro durante essa atividade. por favor me diga que você sabe alguma coisa sobre transfiguração avançada porque eu sou boa, mas não o suficiente por duas pessoas. ”
Você é tagarela e curioso demais, topolino. Cassius cresceu ouvindo seu pai dizer isso em um tom brincalhão, divertido até. Geralmente era o que escutava quando reclamava que alguma criança não queria brincar consigo ou quando seus primos lhe ignoravam. Aprendeu desde cedo que embora a maioria das pessoas gostassem de sua natureza agitada e tão sem limites para falar, questionar e fuçar os assuntos, haviam algumas que simplesmente não queriam lidar com isso. E quando conheceu Daphne, presumiu que a jovem bruxa seria uma dessas.
Com as tentativas de conversas sendo ignoradas, passou a evitar a menina tanto quanto ela parecia evitar estar no mesmo ambiente que ele. Era fácil evitar alguém quando essa pessoa está fazendo o mesmo consigo. Mas nem sempre o sucesso se garantia. Os fatores externos que às vezes os obrigava a se aproximar não podiam ser evitados quando a aproximação partia por terceiros. Acabar como dupla da garota lhe deixava agitado... e um Cassius inquieto tendia a falar o dobro.
"Eu sei sim. Talvez não o suficiente também para nós dois, mas nunca tive problemas nessa aula. Não é minha favorita, mas não é a pior. Poções definitivamente é a pior." disparou em um tom baixo para que não fossem repreendidos. "Se ele não aplicar nenhum teste surpresa, estamos seguros."
Adrian coçou a nuca, um olhar apreensivo dirigido à capa da invisibilidade enquanto esperava Cassius ajeitá-la para cobrir os dois. Estava nervoso, é claro, quando entrou em Hogwarts não imaginara que um dia estaria fazendo algo como isso, mas não adiantava pensar nessas coisas agora, apenas concluir a tarefa que se aproximava e fazê-la do melhor jeito possível para não serem pegos. Seus olhos focaram em Cassius, uma certa preocupação em suas feições, Addie não fez comentários ao ver o colega de quarto tossindo debruçado sobre os livros, sabia que era algo que o outro precisava fazer, sua intromissão não iria ajudar em nada, mas não podia negar que era um alívio vê-lo melhor. “Vai ser difícil calar a boca, mas vou fazer o meu melhor.” Levantou uma sobrancelha, o início de um sorriso em seus lábios. “Tem certeza que essa capa cobre nós dois? Ela expande, ou algo do tipo?” Addie nunca havia usado uma daquelas, seu modo de disfarce sempre foi se transformar em outra pessoa.
Seu humor tinha declinado porque ver os colegas usando seus pertences não era algo que Cassius gostava. Dessa vez, iria aceitar quieto porque eles tinham uma missão maior por trás daquilo. Mas não era só isso. Também estava nervoso de ter que dividir o manto com Adrian, o tecido era grande, mas não ao ponto de ficarem livres com folga debaixo do mesmo. "Se você tagarelar, eu mesmo cuido de calar sua boca." ameaçou enquanto desdobrava com cuidado o tecido... Para só então perceber o quão torpe soava aquilo. As bochechas de Cassius impedimente ganharam um tom mais rosado, as íris verdes buscando as azuladas de Adrian. "Hm... o feitiço de... de silenciar é mu-muito eficaz." atrapalhou-se, escolhendo ignorar o revirar no estômago e apenas se aproximar do loiro, colocando a capa sobre os ombros dele. "Ela vai nos cobrir por completo, não se expande nem nada, mas vai nos esconder. Só... temos que ficar perto por precaução." a capa era o suficiente para cobrir até três pessoas, se precisasse, como teria acontecido com o outro grupo de colegas. Mas ali? Cassius não precisava admitir isso, certo? Para demonstrar, se posicionou mais perto e puxou a capa para cobrir sua cabeça também. "Viu? Como você é maior, é melhor que vá atrás de mim." mais uma vez o peso da insinuação banhou duas palavras, mas agora não tinha como se defender, então só sorriu para o mais alto.
Se os dois não tivessem resolvido os problemas dias atrás, aquela situação seria, no mínimo, estranha. Cassius tirou da mochila a capa de invisibilidade, com cuidado e delicadeza. Estava irritado de ter que emprestar para os amigos uma delas e ainda ter que dividir aquela, mas pelo menos era com @thatadrianp. Ainda sentia um leve desconforto no estômago por causa do uso exacerbado dos bagos que usou para renovar suas forças, os efeitos colaterais não tinham ido embora até agora. Estava mais pálido que o comum, mas por sorte a tosse relamente lhe deixou. Além do mais, ficava contente de cumprir essa parte junto com Adria. "Mesmo debaixo disso, as pessoas ainda podem nos ouvir, então nada de tagarelar alto ou pior... tropeçar. Te coloco pra fora num piscar de olhos a for nos denunciar." mentiu em brincadeira para aliviar suas palavras.
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Sentia-se esgotado. Toda a energia que tinha, parecia ter sido drenada enquanto criava os mapas para a câmara; se fosse fazer apenas um, talvez não estivesse daquela forma. Mas precisava fazer vários, contendo o máximo de detalhes que conseguia observar e distinguir no meio de seus estudos. @astxgreengrass seria seu último recurso, não sabia o que faria se a garota não tivesse o que precisava. "Olha, eu sei que é extremamente rude chegar e pedir um favor do nada..." começou a murmurar. As olheiras sob seus olhos denunciavam o cansaço. "... vou te compensar depois. Mas... Você tem bagos de acácia?"
Em alguns momentos, as tempestades não chegam com sua força total. Às vezes, elas vão aumentando devagarinho ao longo das horas, dos dias, talvez até semanas. Uma tempestade pode, repentinamente, sem que se espere, se chocar com um furacão tropical. Quando isso acontece, a tempestade explode. A soma de ambas as energias, de ambos os fenômenos meteorológicos é deveras maior do que os dois poderiam ser separados. Os meteorologistas chamam isso de condições perfeitas para uma tempestade mortal. E ao chegar de tais tempestades, elas não devem ser subestimadas. A situação deve ser julgada de acordo com sua seriedade.
E é no meio de uma tempestade dessas que Cassius se sentiu quando Parkinson lhe chamou para conversar. A intromissão de Snape, a intimação para que mostrassem suas habilidades não podia ser respondida de outra forma a não ser com ação. A tarefa designada poderia até ser mais simples em outro momento, mas agora? Com as passagens secretas seladas? Internamente desesperou-se. Sem as passagens, como iriam passar despercebidos? Não podia falhar em sua primeira atividade real, o Mestre das Trevas certamente ficaria sabendo de seu fracasso. Portanto, empurrou de lado o medo de não conseguir ser útil, dispensou aquele sentimento e respirou fundo.
Dentro e fora. Com calma.
Para assumir o controle da inevitável tempestade, para não sucumbir, só precisava se agarrar ao que encontrava-se em seu alcance realizar. Warrington pode não ter conhecimento sobre treinamentos em grupo, mas passou anos sendo instigado pelos pais a desenvolver sua mente ágil e sua forma racional de pensar. No quarto havia um baú com inúmeros livros sobre Hogwarts, sobre os fundadores, sobre a história que aconteceu naqueles corredores… e sob eles. Alguns relatos não-oficiais de comensais que falavam abertamente sobre a câmara de Salazar. Muitos não passavam de lendas, sim, mas para lendas serem criadas, é preciso haver uma pitada de verdade sobre elas. Embora não se baseasse nas lendas, Cassius tinha um certo apreço e respeito pelas palavras, não sabiam o que iriam encontrar quando a Câmara fosse aberta, então todas as vertentes precisavam ser analisadas.
A criação de um mapa exige esforço, concentração e, acima de tudo, racionalidade. Criar um mapa de algo que você não viu? Não apenas é difícil como também é exaustivo. As olheiras sob seus olhos refletiam isso. A dor de cabeça, a sensação de que seu cérebro latejava, marcava o tamanho de seu esforço. A frase de orgulho que se repetia em seus pergaminhos era o que mais lhe atormentava: "Quando a Câmara foi aberta, uma sangue-ruim morreu." Levando em consideração a falta de pureza em seu sangue, o bruxo estava preocupado. Com medo. Nada podia dar errado… ou sua própria vida estaria mais em risco do que de qualquer outro integrante de sua pequena e seleta equipe. Um nascido trouxa pisando na Câmara de Salazar…Não ia fazer disso uma missão suicida.
Chegar até a câmara era um dos problemas a ser resolvidos, sendo assim, faria uso de um de seus itens mais preciosos. Suas capas de invisibilidade. A primeira vez que ganhou uma capa da invisibilidade, tinha cinco anos. Fez um bom uso da mesma até esta se desbotar, não era uma das melhores, seus pais não acharam que a criança fosse dar uma importância tão grande ao presente. No entanto, as capas seguintes, Cassius tinha um orgulho tremendo das mesmas. Duas. Duas belíssimas capas que agora serviriam para algo maior. Mas eram quinze estudantes para duas capas. A estratégia traçada seria duas pessoas por capa, as outras precisariam seguir pelas passagens que Filch lhe confidenciou em seu quinto ano quando serviu de membro para o Esquadrão Inquisitorial. Todas as passagens estavam seladas, mas eram as passagens conhecidas. As que o zelador usava, algumas delas não eram de conhecimento público, sequer se encontravam no Mapa dos Marotos.
Uma das passagens os deixava no meio do corredor, no entanto, o problema poderia ser resolvido com chaves de portal. Mas oh, por Merlin! Se já encontrava-se sem forças para se concentrar em criar o mapa da Câmara, como teria alguma chance de concluir os feitiços necessários para seus objetos? A sua salvação veio na figura de @astxgreengrass ; a jovem bruxa lhe deu pequenos bagos de acácia, a planta que, quando cultivada por quinze dias, produz minúsculos bagos brancos que, após a purificação, se pode usá-los para renovar suas energias. Com essa solução, entretanto, outro problema surgia: os efeitos colaterais do uso abundante dos bagos. Só podia ingerir um número determinado se os quisesse evitar. Porém a consequência não lhe preocupava, tudo o que precisava era concluir com sucesso tudo o que Pansy lhe pediu.
Os bagos ingeridos, forças renovadas… com a tosse e a náusea persistente que esses traziam, Cassius voltou a terminar seus mapas. A Câmara dos segredos, aos poucos, tomava forma nos pergaminhos. A última parte era providenciar os objetos para usar como portal, mas a falta de forças poderia prejudicar todo o seu plano. Não podia fazer um portal do zero. Para não estragar tudo e colocar a missão a perder, pedir ajuda à @nottoriious foi a escolha mais sensata. Sem seus amigos, afinal, não havia como sobreviver sozinho a uma tempestade tão severa. Os objetos cedidos foram enfeitiçados com a ajuda do amigo. Junto com @thatadrianp, os dois colocariam um Portal principal no corredor e o outro dentro do banheiro para que os Sonserinos conseguissem entrar sem problemas. Portais instalados, mapas concluídos e espalhados para todos, um suspiro de alívio lhe escapou.
A tosse lhe deixou, mas as náuseas continuavam presentes. Nada atrapalhava seu orgulho por conseguir criar um caminho seguro para seus companheiros, um meio eficaz para que, juntos, eles atingissem a Câmara Secreta. Restava apenas saber como seria o local verdadeiro. Como aquele ambiente tão poderoso iria receber um nascido trouxa. Esperava que não houvesse consequências. Seu segredo não podia ser revelado para mais dinheiro.
Com as medidas tomadas para que a tempestade tão feroz criada em condições perfeitas fosse superada, Warrington podia apenas esperar que tudo ocorresse corretamente.
Posição no Quadribol (caso jogue): Inicialmente minha posição deveria ser Artilheiro, mas como as vagas estavam ocupadas, eu sou o apanhador. Exceto quando algo acontece e acabo substituindo um dos artilheiros.
Matérias opcionais escolhidas: Adivinhação, Runas Antigas e estudo dos trouxas.
Clubes que participa: Clube de duelos e de poções.
Cargos e condecorações: —
Divisão do dormitório: Eu, Adrian, Crabbe e Goyle.
Animal de estimação: Depois que meu gato morreu, não trouxe nenhum.
Varinha: Veneno de basilisco, 30 cm, Aveleira, pouco flexível. Uma combinação incomum. O núcleo é conhecido por fazer a varinha ser extremamente leal ao seu dono, a um único dono. Combina com bruxos ambiciosos e auto-confiantes. Sua madeira é conhecida por formar varinhas sensíveis, que costuma refletir o estado emocional de seu dono. Torna-se bastante perigosa se seu possuidor sofrer alguma desilusão ou estiver passando por um período emocional difícil; ela se torna volátil e é até mesmo capaz de falhar para proteger seu dono.
Espelho de Ojesed: Vejo a mim mesmo sendo parabenizado pelos meus pais por ter feito um bom trabalho durante a guerra. Estamos felizes. Eles finalmente parecem ter percebido que meu sangue não me impediu de realizar um grande feito para o Lord das Trevas.
Amortentia: grama molhada, livros antigos e shampoo de morango.
Bicho Papão: Meus pais com expressões decepcionadas, eles geralmente gritam que eu não sou filho deles.
Adrian começou a bater a perna esquerda no chão, estava uma pilha de nervos apenas por sentar-se ali. Xingou-se por ser tão ridículo, mas fazia um tempo que não ficava tão perto dele, quase não o via mais no dormitório, não demorou para Adrian suspeitar que Cassius estava o evitando de propósito, e ele se culpava cada dia mais por ter sido tão estúpido. Sua vida já estava indo de mal a pior, e ele conseguira afastar uma das únicas coisas boas que ainda tinha em uma questão de minutos. “Não, não, eu só… quis explicar.” Olhou rapidamente para o outro, logo voltando sua atenção para a pena em suas mãos, alisando-a como se fosse a coisa mais interessante do mundo. “A não ser que você queira que eu saia daqui.” Falou um pouco mais baixo, esperando Cassius o expulsar dali, o que tinha quase certeza que aconteceria.
Estava pronto para brigar pelo lugar. Se fosse para ser teimoso, Cassius não hesitava. Seu olhar não tinha desgrudado do loiro, mas suavizou ao perceber que ele não estava implicando para que saísse do espaço e fosse sentar com o grifino. Isso desarmou-lhe, pelo menos parou de querer atacar para se defender. "Bom. Porque eu não ia sentar lá com ele." respondeu, franzindo o cenho. Podia se sentir tenso, a postura rígida por esperar algum comentário ruim sobre ter que ficarem os dois ali. "Eu não me importo que fique, você é quem não deve querer ficar aqui." murmurou confuso. Não era Adrian que estava bravo consigo? Por que iria mandá-lo embora? Deveria ser o contrário, não? Agora sentiu-se confuso. "Achei até que preferisse lá que aqui."
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Draco não gostava de crianças, não as entedia e não procurava as entender em qualquer momento, entederia se fossem outras como ele. Mas quando divergiam em qualquer aspecto ele deixava de se importar "Mas porque eu, for fucks sake?” Insistiu. “Ser mais velho não significa porcaria nenhuma nesse lugar hoje em dia, você se sente mais sábio depois desses anos todos? Eu só estou mais cansado.”
Era engraçado ver a frustração de Draco para com a criança que parecia ter alugado a orelha dele por tempo o suficiente para deixá-lo daquela forma. "Não, definitivamente não me sinto. Mas eu sei disso, você sabe disso... essas crianças ainda não, não é?" ergueu as sobrancelhas. "Daqui dois anos, no máximo, descobrem isso... mas até la, já estaremos livres. Enquanto não, continuamos sendo uma referência pra eles, mesmo que uma péssima, considerando que, convenhamos, somos uma equipe desastrosa."
Adrian parou no batente da porta, observando as mesas da aula de transfiguração até encontrar um lugar para se sentar. Soltou um barulho frustrado ao perceber que suas opções eram ao lado de @casswrr ou de um garoto da grifinória, onde ele certamente não iria sentar. Caminhou lentamente em direção à mesa, um tanto receoso. Adrian e Cassius ainda não estavam em bons termos desde aquela ridícula partida de quadribol onde Adrian deixou seu espírito competitivo levar a melhor de si, explodindo com Cassius quando foi trocado pelo garoto e perderam o jogo. A briga não foi nada bonita, os dois nunca haviam agido daquela forma com o outro, e Adrian se arrependia do que dissera quase imediatamente, mas não importava, Cassius mal olhara em sua cara desde então. Era uma tortura para o loiro, toda vez que o via lembrava-se da sensação de estar aninhado em seu peito apenas alguns dias antes de tudo ir por água abaixo, e seu peito doía, Adrian não admitira para si mesmo o que estava começando a sentir por Cassius, e agora já era tarde. “Eu… uh… não vou sentar do lado do Emmett.” Colocou suas coisas na mesa, sentando-se sem olhar para o outro.
Se havia algo que Cassius odiava era acordar cedo. No entanto, desde a confusão com os amigos do quadribol e pior, a discussão com Adrian, o bruxo vinha despertando bem antes que os colegas de quarto; tratava de dormir depois deles para não ter que lidar com nenhum. Sim, estava evitando-os, o loiro em específico. Foi desgastante a situação com o rapaz, não sabia que isso iria lhe afetar tanto, mas o fez, então era bem melhor permanecer longe ainda que sentisse falta dos cochilos em momentos de folga; que lamentasse a perda dos dígitos dele brincando com seus cachos. Não teria nada disso de volta, já que havia causado um estrago, falado coisas que não queria e que se arrependia. Foi uma surpresa a presença alheia parando ao seu lado, acabou franzindo o cenho, observando-o confuso. Era a primeira vez em semanas que fitava-o quando o bruxo estava ciente do olhar. "E você quer que eu sente com ele?" não ia sair dali, tinha chegado primeiro, estava cansado disso. Sua dupla rotineira era Crabbe, mas não via problema em trocar, exceto que sentar ao lado de alguém da Grifinória não lhe agradava em nada.