Thinking out loud
Juras de amizade eterna sendo seladas com beijos que gritavam paixão. Olhares que pediam amor, bocas que diziam "ainda não". Toques que ansiavam carinho, mãos que afastavam o perigo iminente. Na cabeça, uma paz caótica. A serenidade de encontrar nos braços da loucura aquilo que não se acha em mais ninguém. A vontade de fechar os olhos e apenas dormir enquanto o terremoto destrói qualquer forma de vida. A poesia encontrando a melodia. A rebeldia encontrando a justiça. E foi assim: Na brisa de um dia comum, a vida trouxe você. Dono da voz que adormece meu corpo. Dono da mão que aquece minha ansiedade. Dono dos traços mais familiares que eu nunca vi. Sob o céu estrelado de uma noite comum, teu violão tocava em minha cabeça - embora não fizesse som algum. Tua voz falava aos meus ouvidos e eu sequer via o movimento da sua boca. Teu corpo desenhava no meu a vontade de ser um só. Teu cheiro, que eu já posso sentir misturado no ar que eu respiro - ainda que você esteja a milhares de quilômetros de mim. Você sendo o mar tempestuoso e eu um barquinho. Eu sendo a ventania, você um aviãozinho de papel. A vida sendo implacável com o meu destino é com o seu acaso. E nós juramos que era pra ser... Ainda que não seja nada demais.















