“Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim.” (Jean-Paul Sartre)
Heidegger dizia que somos ser-no-mundo, isso significa que somos quem somos por conta do mundo que viemos (família, cultura, país, religião), e o mundo é só "o mundo" porque o criamos e vemos assim como vemos.
Mas se nosso mundo é tão importante pra quem nós somos, isso significa que somos reféns do que fizeram de nós?
Como já dizia Freud: somos fadados a repetição até que elaboremos a nossa angústia. Por isso é fácil sempre colocar a culpa no outro pelo que somos. Mas como o mesmo nos lembra: qual é a sua responsabilidade na desordem que você se queixa?
Aí vem a boa notícia: não é porque sua família da infância foi caótica que sua nova família precisa ser assim; não é porque você teve pais ruins que você será um pai ruim, não é porque seu primeiro relacionamento foi abusivo que o próximo também vai ser.
Aí vem a notícia que vem com a boa notícia (rs): você precisa assumir responsabilidade por quem é, só você é responsável por você, ninguém mais pode mudar e transformar você, a não ser você. E isso exige maturidade, maturidade pro autoconhecimento e maturidade de decidir quem se é.
Aí vem a notícia que vem com a notícia que vem com a boa notícia (me recuso a escrever má notícia) : responsabilidade dá medo, responsabilidade dói.
Boa notícia de novo (yeah!): responsabilidade é liberdade. Só é livre quem se conhece o suficiente para arcar com as consequências de ser quem se é, podendo assim, ser quem gostaria que fosse.
Psi Bruna Pilate


















