Ecce Homo
Às vezes, pego-me pensando no quão ignorantes as pessoas são. O mais assustador é que elas não se dão conta do tamanho da ignorância que carregam, obstante fazerem uma autoanálise ou uma retrospectiva de seus atos para chegar à conclusão de sua ignorância.
Parece que elas vivem presas em um ciclo eterno de ignorância: as músicas que ouvem — se é que dá para chamar aquilo de música — e as formas pelas quais elas se entretêm, sempre em ambientes pútridos e vulgares, regados a álcool e acasalamento, como se fosse um ritual primitivo, comemorado rigorosa e religiosamente por seus adeptos.
É com prazer que vos digo que nunca me apeteceu compactuar com tais rituais desprovidos de qualquer vestígio de virtude. Mas não vos enganeis, senhores: eu não estou aqui para negar que também sou ignorante. Porém, tenho noção da minha ignorância, ao contrário da maioria que me cerca.






















