Valencia praticamente arrastou-se pelo corredor do novo apartamento. A dor de cabeça daquela manhã era insuportável e podia sentir suas costas estalarem por ter caído no sono de mau jeito; e nem se lembrava direito do que havia acontecido na noite anterior. Sua única lembrança eram os drinks e algumas conversas soltas que teve com o pessoal do bar e, no fim, nem sabia como foi parar de volta no apartamento.
Foi até a cozinha, pronta para começar o seu dia com um café, até que olhou pro relógio e deu de cara com os dois ponteiros acima do número doze. Meio dia. Ela bufou, agradecendo aos céus que não estaria trabalhando naquele domingo e foi logo até as prateleiras checar se podia cozinhar alguma coisa pro almoço. Tudo estava indo bem, até algo se movimentar no canto de seus olhos. Automaticamente ela se virou com a panela mais próxima em mãos, pronta pra atacar seja lá quem fosse, mas as feições alheias tornaram-se familiares no segundo seguinte.
Valencia soltou um suspiro de alívio, mas a sua cabeça passou a latejar ainda mais pelo movimento repentino. — Eu te dei uma chave extra em casos de emergência, não pra me dar um ataque cardíaco. — A loira disse ao irmão, @bradywoods, logo sentando-se em uma das cadeiras na cozinha, indisposta demais para começar a fazer o almoço. Talvez um sanduíche mais tarde calasse a sua fome. Não era de sua natureza estar tão emburrada, mas foi essa expressão que lançou ao mais velho. — O que está fazendo aqui?
O ruim de ser um irmão mais velho em alguns momentos era ter um instinto um tanto quanto forte sobre o que poderia acontecer tanto com algo positivo quanto com algo negativo e naquele momento, a sensação que tinha era de que algo muito ruim estava acontecendo ou iria acontecer. E por isso, naquele momento estava marchando diretamente para o apartamento da mais nova, claro, aquilo não era a melhor coisa do mundo mas tinha a chave, então trataria de ver se estava tudo bem com a irmã.
Sentado em uma cadeira, ele aguardou pacientemente para que Valencia chegasse em casa. O susto que ela levou poderia ser engraçado em outra situação, mas naquele momento, vendo como a irmã estava embriagada, só serviu para que o médico fechasse ainda mais a cara. - Eu não preciso, você faz isso sozinha, Valencia. - diz de forma seca, sem desviar os olhos da irmã mais nova a sua frente. - Vim ver se você está bem. Olha a sua situação, Valencia.
















