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@bh-renjun

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Mano, olha por onde anda. Eu podia ter te atropelado, sabia? Toma mais cuidado da prĂłxima vez, aposto que cĂȘ nĂŁo vai querer morrer por causa de uma moto que tava andando rĂĄpido demais na rua e vocĂȘ nĂŁo viu porque tava olhando aquela outra pessoa do outro lado da rua, nĂ©?Â
Eu gosto de confundir as pessoas, isso faz meu trabalho aqui bem melhor. Bom, pra dor de cabeça é só tomar remédio, tecnicamente, então não teria tanto problema assim, mas ó, tå aqui sua cerveja, princesa.
Segurou o riso quando ele o respondeu e arrumou os cabelos para longe de seus olhos, facilitando que olhasse para o mais alto. â Eu acho que eu poderia ajudar, sim.... Nada Ă© complicado para Wu Renjun, chuchu. â Piscou um de seus olhos para ele e voltou a sua posição normal. â NĂŁo vou insistir, relaxa, mas se precisar de ajuda com o carinha Ă© sĂł me chamar. Mas e aĂ, cĂȘ vai querer beber alguma coisa ou era sĂł aquilo lĂĄ? TĂŽ morrendo de vontade de beber alguma coisa e o expediente tĂĄ acabando, isso quer dizer que eu posso beber qualquer coisa. CĂȘ podia me acompanhar nessa, nĂ©? â Forçou um sorrisinho "meigo" numa tentativa de convence-lo.
sem aquela erva mofada cĂȘ nunca iria ter dado uns pegas naquele loirinho que cĂȘ tava afim hĂĄ tempos, entĂŁo... de nada. fico feliz que tenha admitido, nĂŁo aguentava mais cĂȘ fingindo que eu nĂŁo sou foda pra caralho.

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â fala sĂ©rio, isso aĂ Ă© tudo porque cĂȘ era apaixonadinha por mim quando a gente era criança, nĂ©? â soltou um riso gostoso apĂłs sua brincadeirinha e percebeu que nĂŁo havia tido graça nenhuma. sem jeito pela brincadeira ruim, virou-se de costas e começou a preparar o pedido da garota, fazendo algumas caretas com aquele monte de frutas e nadinha de ĂĄlcool. apĂłs poucos minutos preparando aquilo, virou-se para a menina com aquela mesma cara feia de quando estava preparando, entregando a bebida para ela. â tĂĄ aĂ seu coquetel de frutas sem ĂĄlcool. â afinou a voz, fingindo jogar um cabelo falso para trĂĄs.
flashback; count on me.
w/ @bh-renjun â°
Uma olhadela ao redor e para a entrada do evento foi sĂł o que precisou para Eunsung perceber que podia tirar a carga da minivan velha de uma vez, tranquilamente. Nada de policia, nada de segurança, nĂŁo tĂŁo cedo, ninguĂ©m o revistaria. Apesar das vestes e aparĂȘncia suspeita que tinha. Muito menos alguĂ©m imaginaria que o bombo pesado da bateria escondia coisinhas tĂŁo preciosas. E proibidas.Â
O baterista nĂŁo era acostumado a fazer esse tipo de coisa, raramente se metia em problemas com a lei que nĂŁo fossem relacionados aos porcos que circulavam fardados pela cidade. No entanto, Renjun foi uma das primeiras pessoas com quem teve amizade quando chegou a cidade grande, viu o garoto fazer seu nome nas noites agitadas e quase cresceu junto dele. Sabia que ele tinha que tirar seu dinheirinho e pagar as contas, assim como todo mundo nessa porcaria de sociedade capitalista; nĂŁo faria mal ajudar. Ă claro que a maior motivação foi os 15% que Renjun prometeu dar ao mĂșsico assim que terminasse as vendas da noite. O evento seria enorme e, conhecendo o Wu como conhecia, sabia que venderia todo aquele peso dentro da belezinha que levava nos braços em poucas horas.Â
Quando montou a bateria no palco improvisado do local, espiou ao redor, a procura do barman. NĂŁo demorou muito para encontrĂĄ-lo, nĂŁo era difĂcil achar um garoto alto Ă beça e cheio de brilhantes na jaqueta de couro zanzando por aĂ. Com o polegar e o indicador na frente dos lĂĄbios, conseguiu fazer o assovio ecoar no espaço aberto e riu consigo mesmo quando atraiu a atenção nĂŁo somente do chinĂȘs, como de todo o resto das pessoas que jĂĄ haviam chegado.
EntĂŁo, fez um sinal de okay com os dedos das mĂŁos, lançando uma piscadela charmosa na direção do amigo sĂł pra dizer que tudo tinha dado certo.Â
Renjun ia vender suas mercadorias. Pra caralho. E Eunsung ia tocar como nunca antes tinha feito. A noite era sĂł uma criança.Â
Ao mesmo tempo em que Renjun tinha todo aquele poder de esconder-se na multidĂŁo e fazer tudo o que precisava com maestria, conseguia ser extremamente visĂvel e isso era preocupante. Por esse motivo em especĂfico, acabava atraindo olhares de muita gente, principalmente pessoas da lei. Gente na idade do chinĂȘs nĂŁo tinha toda aquela atenção que ele ganhava em festas e outros tipos de eventos onde fazia questĂŁo de ir. Ou vocĂȘ ganha atenção por dar as melhores festas, ou por ser um dos caras mais bonitos da cidade, talvez por ser o estrangeiro estranho, ou por simplesmente vender drogas. Renjun nĂŁo tinha nem a primeira e nem a segunda caracterĂstica e, bem, nĂŁo era o Ășnico a perceber aquilo.
Havia acabado de entrar na vida adulta e podia muito bem errar em coisas que fariam os homens fardados que rondavam pela cidade descobrirem quem era e o que fazia nas noites agitadas de Seoul. NĂŁo que tivesse medo de ser pego, apenas queria ser lembrado como "aquele que quebrou a lei e conseguiu escapar de um jeito foda", nĂŁo como "aquele que quebrou a lei e levou no meio da bunda". Toda aquela adrenalina em seu corpo, woah, era excitante demais para que conseguisse lidar com seriedade.
Sabia que podia confiar em Eunsung para jogar ainda mais panos por cima do que fazia e foi exatamente por esse motivo que não pensou duas vezes antes de correr até o baterista em um dos dias em que ele tocava na Neon Lights, pedindo ajuda. Os policiais provavelmente dariam as caras naquele evento no centro da cidade para procurarem pelo Wu, que jå tinha tudo milimetricamente planejado. Podia ser todo errado da cabeça e das atitudes, mas não era burro, nem um pouquinho.
Acabou rindo, orgulhoso de si mesmo por um plano que havia dado certo, quando ouviu o assovio do amigo. JĂĄ ocupava seu lugar naquele amontoado de gente estranha que tinha ido para o evento e nĂŁo demoraria para ir atrĂĄs do coreano para pegar parte do produto, isso se nĂŁo tivesse gelado por completo e ficado com seu corpo tenso quando sentiu uma mĂŁo grande em seu ombro e virou-se para ver quem era. Deu de cara com sĂł mais um daqueles homens com o corpo enorme coberto por uma farda elegante, perguntando se era ele mesmo. â O senhor Ă© Wu Renjun? â Concordou devagar com a cabeça, fingindo-se inocente. â Vamos lĂĄ, tenho que revistar vocĂȘ, garoto. Ă para a segurança das pessoas que apareceram nesse evento. Fiquei sabendo por aĂ que vende drogas, hĂŁ? â Sentiu-se ser puxado para um lugar levemente afastado, porĂ©m conseguia ser visto e continuava vendo todo mundo que estava ali para ver o show da banda de Eunsung.
â Eu? â Soltou um riso gostoso, como quem se divertia com aquela situação.
Apesar de estar completamente nervoso, tinha a plena certeza de que a expressĂŁo debochada em seu rosto era o suficiente para desafiar aquele homem que logo começara a passar as mĂŁos por seu corpo Ă procura de algum pacotinho estranho, ou algo que fosse suspeito. Mas o resultado foi o mesmo que Renjun jĂĄ imaginava que daria; nada. Uma pessoa normal ficaria ofendida com aquilo e o chinĂȘs nĂŁo pensou muito antes de começar a se fazer de coitado, mudando sua expressĂŁo de deboche para uma irritada, cruzando seus braços.
â O senhor sabia que eu posso processar vocĂȘ por vir atrĂĄs de mim sem motivo, nĂŁo? Achou alguma droga aqui comigo? Isso Ă© abuso de poder, senhor, e eu nĂŁo acho nada legal que vocĂȘ venha aqui me acusando de algo que apenas ouviu em boatos. Eu ouvi um boato que vocĂȘ bate na sua mulher, isso Ă© verdade tambĂ©m? Posso denuncia-lo por isso? â Perguntou, virando sua cabeça para o lado como se pensasse fixamente em algo. â Se o senhor me dĂĄ licença, eu quero aproveitar a festa.
Beleza, Joezinho, eu jĂĄ percebi que vocĂȘ cheirou demais de novo. Eu te entreguei o pĂł ontem, mano, tĂĄ ficando louco? CĂȘ quer mais? Eu te dou, mas num finge demĂȘncia, nĂŁo. Tu Ă© um dos meus melhores clientes, acha que eu ia vacilar contigo? SĂł calma com isso aĂ, um dia desses cĂȘ vai aparecer aqui achando que eu tĂŽ sem te vender as coisas por meses, quando na verdade pegou uma semana antes.
Ih, amigo, cĂȘ tĂĄ falando com o rei das bebidas desse lugar. Se eu deixar bem gostosinho pra vocĂȘ, cĂȘ vai beber mais um?
two clowns. â @bh-soojin
A amizade dos dois conseguia ser bem estranha para quem visse ela de fora, levando em conta que Renjun virava uma pessoa completamente diferente quando começava a brincar com Soojin, nem que fosse apenas para falar um pouquinho sobre o dono do lugar e rir sobre a forma engraçada que ele se vestia - chegava a ser levemente assustador. Sabia que nĂŁo era um bom exemplo de pessoa e que qualquer um poderia falar o que quisesse sobre si, mas sabia e admitia que nĂŁo era nem um pouquinho normal comparado ao jovem que seus pais adotivos gostariam que ele fosse, todo arrumadinho, estudante de algum cursinho que os enchesse de orgulho e fresco para um caralho. Acabava sendo motivo de piada entre os dois, ninguĂ©m escapava das brincadeiras daquela dupla. â Eu atendi uns trĂȘs caras que tavam tentando parecer com alguĂ©m do Bon Jovi, teve um que atĂ© cantou pra mim, cĂȘ acredita? Foi uma bosta. â Negou com a cabeça, quase cuspindo toda a cerveja para longe quando lembrou-se da pequena performance vergonhosa que havia sido feita bem em sua frente. Teve que parar aquele garoto com um pedido para que fosse para longe e deixasse as outras pessoas fazerem os pedidos que tanto esperavam. â Se alguĂ©m chega e pede esse vinho na minha frente, acho que eu sou capaz de ter um ataque de riso na cara da pessoa. Me segurei pra nĂŁo rir quando o carinha deu em cima de mim na cara dura, te juro, quase escapou. Se eu nĂŁo estivesse tĂŁo cansado e tivesse sacado antes, eu atĂ© pensaria um pouquinho na proposta, mas nĂŁo, obrigado. â Acabou soltando um riso debochado e colocou a garrafinha de lado ao terminar de ingerir o lĂquido amargo. â CĂȘ nem pense em me chamar disso, garota. SĂł chame quando eu tiver um apelidinho bom o suficiente pra vocĂȘ... â Completou, mostrando a lĂngua para amiga em forma de provocação. â Meu turno ainda nĂŁo tinha começado, que saco. Eu daria qualquer coisa pra ver o pessoal passando vergonha tentando dançar qualquer coisa de um jeitinho sincronizado. SĂ©rio, eles acham que nasceram com o dom da dança ou o que? Ăs vezes Ă© divertido e tals, mas a gente precisa mostrar pra essa gente o que Ă© talento de verdade, Soozinha. Um dia eu perco meu emprego, mas ninguĂ©m vai me impedir de performar "Dancing Queen" e cĂȘ vai vir junto comigo. â Olhou-a com um olhar cĂșmplice, com aquela mesma carinha de quem iria aprontar. Renjun nĂŁo era nem louco de ir para o meio da pista de dança para tentar dançar qualquer mĂșsica da Ă©poca, nem mesmo para tentar seguir os passos. Precisava estar muito louco para fazer algo daquele tipo, mas brincar nĂŁo pagava nada, certo?

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Ă, tampinha, eu te paguei por aquele favor, nĂŁo se esqueça disso aĂ. E nĂŁo esquece tambĂ©m dos favores que eu te fiz, hm? A gente tĂĄ no mesmo barco. Mas e aĂ, vai aceitar qualquer recomendação minha mesmo ou vai amarelar?
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               âRiyoung nĂŁo conseguia se desvencilhar de conversas, mantendo-a por longos perĂodos mesmo quando estava atrasada para algum compromisso. Aquele, no entanto, nĂŁo era o caso. Por isso se prolongava ainda mais, culpando-se pelos pensamentos que planejava desculpas para que pudesse colocar um fim naquele dialogo. Todas as suas aberturas para inserir um belo âcom licença, estou atrasada, falamos mais tardeâ eram cortadas com perguntas inevitavelmente respondidas por ela. Talvez a Moon tivesse perdido toda a sua habilidade social o tempo que se afastou do convĂvio diĂĄrio com terceiros, isolando-se para um melhor desempenho do seu trabalho. Â
              Da mesma maneira que havia se rendido para gentilezas desnecessĂĄrias no meio da rua, o tempo que achava que perdia a mantinha aflita. Poderia dizer que aquilo era simplesmente porque a pessoa que conversa a conhecia ou, pelo menos, pensava conhecer. Segurava com as duas mĂŁos o copo de cafĂ© que esfriava, Riyoung sabia que seria punida pelo pecado de falar trivialidades ao invĂ©s de bebĂȘ-lo, mas ainda existia um pesar silencioso da parte dela.
              Novamente a oportunidade chegara com a distração alheia, entĂŁo inventou com rapidez algo que nem mesmo havia previamente pensado, ligeiramente desviando-se da prĂłpria culpa e partindo para onde nĂŁo deveria ter saĂdo: seu apartamento.Â
              Em meio de seus apressados passos, uma voz masculina e rude pronunciou âGarota!â tĂŁo alto que nĂŁo poderia ser com alguĂ©m alĂ©m dela, fazendo-a parar na guia da calçada. â O quĂȘ, senhor? âGarotaâ Ă© uma forma muito deselegante de chamar alguĂ©m na rua. â Mantinha-se polida, certa do que estava dizendo. A Ășnica coisa que Riyoung nĂŁo aceitava era falta de educação, ela estava prestando atenção na rua, e daria para passar facilmente. Aquele tempo fora de casa a estava aumentando seu nĂvel de estresse, por isso deveria começar a relaxar. Respirou fundo, sabendo que o senhor sequer prestava mais atenção em si depois de soltar uns palavrĂ”es. Abaixou a cabeça, encarando os sapatos, começando a murmurar: â EstĂĄ tudo bem se a intençÔes foram boas. NinguĂ©m precisa estar no mesmo humor que vocĂȘ. â Como mantra as coisas melhoravam dentro dela, fazendo que desse um passo para a rua. Voltou imediatamente com o som alto de motor que a despertou, os olhos grandes e alertas quando copo se chocava com o chĂŁo, espalhando cafĂ© pela rua e respingando em quem quer que estivesse passando naquela hora. Olhou diretamente para a origem do susto, as sobrancelhas juntando-se e os ombros caindo em derrota. Essa era a punição de seu pecado com o cafĂ© e talvez pela sua mentira exteriorizada do dia.â @bh-renjunâ
Todos os dias eram a mesma coisa, sem tirar nem pĂŽr; Renjun saĂa de casa para ir trabalhar bem mais cedo do que deveria e ficava correndo com a sua moto pela cidade grande. Ăs vezes usava aquele momento sozinho para pensar na vida, para dar uma passada na loja de discos, quase nunca no fliperama pra jogar - mesmo que fosse uma negação em qualquer coisa que encontrasse por lĂĄ -, ou simplesmente perder tempo observando todos os detalhes do lugar que havia o acolhido tĂŁo bem durante anos. Se preocupava com os pensamentos que surgiam em sua cabeça enquanto vagava por aĂ e nĂŁo via outra escolha se nĂŁo parar numa lanchonete qualquer para encher a barriga e pensar somente na forma como todos aqueles lanchinhos da tarde faziam mal para si e davam aquelas dores chatas. NĂŁo era de prestar muita atenção na rua e apenas seguia em frente, mas sabia que era facilmente notado pelas pessoas. Eram carros correndo por aqui, bicicletas com seus pneus girando rapidamente para lĂĄ, coisas que a população estava bem acostumada, mas eram poucas as pessoas que tinham uma moto que fazia todo aquele barulhĂŁo que a preciosa do Wu fazia.
Correr com aquele veĂculo em especifico pela rua tinha suas grandes vantagens; nĂŁo precisava ficar parando em semĂĄforos - ainda que fosse perigoso passar por eles brilhando na cor vermelha - ou podia andar por entre os carros quando estivesse extremamente atrasado, o que raramente acontecia, era muito pontual. Renjun achava muito mais prĂĄtico, sem levar em conta que seus vizinhos reclamavam vez ou outra sobre a barulheira que fazia de madrugada quando chegava de seu emprego. Apenas um dos contras de trabalhar durante a noite toda.
Estava em um daqueles dias em que ficava zanzando por aĂ sem rumo e sem vontade alguma de encontrar algo para fazer - por mais que soubesse do seu expediente. NĂŁo se importava com o horĂĄrio, com a velocidade colocada na moto e nem com os caminhos que estava tomando. Poderia facilmente se perder. Renjun gostava do ventinho batendo em suas bochechas pela falta do capacete e gostava ainda mais de aconchegar-se na blusa de couro quando um vento mais gelado tocava sua pele. As duas rodas faziam um barulho engraçado no asfalto e mesmo que nĂŁo fosse tĂŁo alto quanto o motor, era o suficiente para satisfazer o chinĂȘs e assustar qualquer pessoa distraĂda na rua, sĂł nĂŁo pensava que fosse ser daquela forma, o fazendo quase cair e machucar-se todinho. Provavelmente tinha se assustado mais do que aquela garota.
Xingou a pessoa que havia feito cafĂ© espirrar em si - mentalmente - de todos os nomes possĂveis e em todas as lĂnguas que sabia, desde aquele seu mandariam arrastado pelo pouco tempo morando na terra natal, atĂ© aquele inglĂȘs meia boca. AlĂ©m de ter sujado com maestria boa parte das rodas de sua preciosa, aquela menina ainda tinha deixado com que aquela bebida sujasse um pouco dos coturnos velhos que Renjun usava. Tudo bem que jĂĄ faziam bons anos que usava aquele mesmo sapato, mas precisava dele.
â NĂŁo! CĂȘ tĂĄ brincando que sujou ela todinha com esse negĂłcio. â Disse num choramingo - uma tentativa falha de fazer um tom de voz raivoso pelo acontecido -, acreditando fielmente que fazer todas aquelas reclamaçÔes faria sua moto ficar limpa novamente, logo apĂłs descer do veĂculo, pertinho da pessoa que havia feito toda aquela besteira de derrubar cafĂ© no meio da rua. â Lavei ela ontem, poxa... â Bufou e olhou para os prĂłprios pĂ©s, completamente enojado pelas manchas em marrom que grudavam no preto do sapato. â TĂĄ me devendo uma limpeza de moto e um coturno novo. Esse aqui jĂĄ morreu.
bh-renjun:
SĂ©rio que cĂȘ num vai querer beber? Seus pais nĂŁo tĂŁo aqui, nem vĂŁo te ver, nem saber de nada. Tem bebida fraquinha tambĂ©m, juro que num vou te embebedar e te jogar num beco. CĂȘ me conhece, Florinha. Â
meus pais nĂŁo estĂŁo aqui mas eu vou ter que voltar pra casa uma hora, uĂ©. e aĂ eles vĂŁo saber que eu bebi. tem que ser uma bem fraquinha, bem bem fraquinha que quase nĂŁo tenha ĂĄlcool nenhum. eu sei que nĂŁo vai me jogar num beco, seria muito burro da sua parte mas e se forâŠÂ droga de novo?
Ah, mas seus pais nĂŁo sĂŁo chatos assim... E vĂȘ se fala baixo, se eu perder o emprego por causa dessa sua boca grande eu faço drama pros meus pais pra morar com eles de novo e ser sustentado, aĂ quero ver vocĂȘ me aguentar todo final de semana nos almoços de famĂlia... Enfim, pensa em alguma bebida que seus pais deixam vocĂȘ tomar e me pede logo.
two clowns. â @bh-soojin
Neon Lights jĂĄ estava fechada hĂĄ algum tempo e Renjun gastou um pouquinho dos minutos restantes que tinha de expediente para organizar tudo aquilo que havia sujado no balcĂŁo na hora de preparar todas aquelas bebidas, e, por mais que soubesse que tinham os faxineiros que faziam todo aquele trabalho duro de arrumar, gostaria de facilitar o trabalho deles. NĂŁo demorou nadinha para que visse Soojin por ali, jĂĄ imaginando o que viria a seguir; ou seriam as piadinhas idiotas sobre as pessoas que frequentavam ali, ou atĂ© mesmo sobre as bebidas que tiveram que fazer. Eram, claramente, dois palhaços bobĂ”es. Muitas das vezes o Wu se esquecia que tinha uma casa para ir e acabava ficando atĂ© bem depois do horĂĄrio com a amiga do emprego, sĂł para jogar conversa fora e dar risada - o que acabava sendo o que mais faziam. Houveram vezes em que saĂam do lugar com os primeiros raios solares aparecendo e isso apenas deixava o chinĂȘs preocupado, mesmo que horas antes estivesse chorando de tanto gargalhar. Se daria mal um dia por sair tĂŁo tarde - ou cedo - dali. â CĂȘ num vai acreditar no que me pediram hoje... â Começou, se jogando em um dos sofĂĄs que tinham no local, jĂĄ dando os primeiros sinais de que cairia na risada bem rĂĄpido e esperando que ela fizesse o mesmo. O sorrisinho que era facilmente coberto pela garrafinha de cerveja que tinha roubado da geladeira hĂĄ pouco e as pernas jĂĄ tomavam lugar sobre os braços do sofĂĄ preto. â O cara veio, me pediu um Cowboy e eu fui na maior inocĂȘncia preparar a bebida pra ele, pra depois descobrir que ele na verdade queria alguĂ©m, no caso eu, pra montar nele. â Soltou um riso alto e sentiu seu rosto esquentar consideravelmente apenas pela lembrança. A forma que o menino de mais cedo havia falado tinha sido adorĂĄvel. Parecia bem chocado com a rejeição.
Boa noite, gat@. Que que cĂȘ vai querer hoje? Tem cerveja geladinha, Cuba Libre com bastante rum, soju e mais um monte de coisa pra vocĂȘ ficar bem louc@. Fica Ă sua escolha, viu? SĂł pedir, chuchu.
hm, nĂŁo vou querer nada disso nĂŁo. tem refrigerante? ou ĂĄgua ou qualquer coisa sem ĂĄlcool? Ă© que eu nĂŁo quero ficar louca.
SĂ©rio que cĂȘ num vai querer beber? Seus pais nĂŁo tĂŁo aqui, nem vĂŁo te ver, nem saber de nada. Tem bebida fraquinha tambĂ©m, juro que num vou te embebedar e te jogar num beco. CĂȘ me conhece, Florinha. Â

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Mistura louca, é, tipo isso... Neon Lights é onde todas as suas curiosidades são reveladas, meu amor. Então vai ser essa mesmo, né? TÎ te dando uma chance pra desistir e ficar com a cerveja. Quem bebe essas coisas coloridas aqui sempre tem um probleminha depois. à meio forte...
Eu num prometo nada... De verdade, mas eu vou fazer o que cĂȘ pediu, num tĂŽ com vontade de perder meu emprego. CĂȘ aceita um Bloody Mary?