flashback; count on me.
w/ @bh-renjun â°
Uma olhadela ao redor e para a entrada do evento foi sĂł o que precisou para Eunsung perceber que podia tirar a carga da minivan velha de uma vez, tranquilamente. Nada de policia, nada de segurança, nĂŁo tĂŁo cedo, ninguĂ©m o revistaria. Apesar das vestes e aparĂȘncia suspeita que tinha. Muito menos alguĂ©m imaginaria que o bombo pesado da bateria escondia coisinhas tĂŁo preciosas. E proibidas.Â
O baterista nĂŁo era acostumado a fazer esse tipo de coisa, raramente se metia em problemas com a lei que nĂŁo fossem relacionados aos porcos que circulavam fardados pela cidade. No entanto, Renjun foi uma das primeiras pessoas com quem teve amizade quando chegou a cidade grande, viu o garoto fazer seu nome nas noites agitadas e quase cresceu junto dele. Sabia que ele tinha que tirar seu dinheirinho e pagar as contas, assim como todo mundo nessa porcaria de sociedade capitalista; nĂŁo faria mal ajudar. Ă claro que a maior motivação foi os 15% que Renjun prometeu dar ao mĂșsico assim que terminasse as vendas da noite. O evento seria enorme e, conhecendo o Wu como conhecia, sabia que venderia todo aquele peso dentro da belezinha que levava nos braços em poucas horas.Â
Quando montou a bateria no palco improvisado do local, espiou ao redor, a procura do barman. NĂŁo demorou muito para encontrĂĄ-lo, nĂŁo era difĂcil achar um garoto alto Ă beça e cheio de brilhantes na jaqueta de couro zanzando por aĂ. Com o polegar e o indicador na frente dos lĂĄbios, conseguiu fazer o assovio ecoar no espaço aberto e riu consigo mesmo quando atraiu a atenção nĂŁo somente do chinĂȘs, como de todo o resto das pessoas que jĂĄ haviam chegado.
EntĂŁo, fez um sinal de okay com os dedos das mĂŁos, lançando uma piscadela charmosa na direção do amigo sĂł pra dizer que tudo tinha dado certo.Â
Renjun ia vender suas mercadorias. Pra caralho. E Eunsung ia tocar como nunca antes tinha feito. A noite era sĂł uma criança.Â
















