Parece que ARTURO DI ANGELIS foi confundido com AARON TAYLOR-JOHNSON enquanto passeava pelas ruas de Eden essa noite. Pertencendo ao clã GIOVANNI, da Seita SABAT, foi transformado em vampiro há CENTO E VINTE E TRÊS anos, mas ninguém diz que ele tem tudo isso, já que aparenta ser bem mais novo. Ganhou fama pela cidade não apenas por ser um AGENTE FUNERÁRIO mas por se mostrar LEAL E GANANCIOSO. De qualquer forma, eu só me importaria em não estar por perto quando o sol se pôr…
PERFIL.
Nome: Arturo di Angelis. Nome de nascimento: Arturo Mattia Giovanni. Apelidos: Art, Artie, e Arturito (por sua mãe). Idade: 26 anos aparentes (149 anos, transformado há 123 anos).
Local de Nascimento: Eden, Nova York. Pais: Niccolo Giovanni e Caterina di Angelis. Arturo é filho de imigrantes italianos da cidade, a família mortal dos Giovanni. Profissão: Agente funerário na Funerária Golconda. Religião: Católica. Mesmo não podendo entrar em igrejas e se machucando com tudo o que é bento, é católico desde criança e tem fé.
Espécie: Vampiro. Seita: Sabat. Clã: Giovanni. Geração Cainita: Nona. Habilidade: Necromancia. Arturo consegue ver como uma pessoa morreu, se comunicar com espectros, controlar fantasmas e colocar ordem quando necessário. Qualidades: Leal, caloroso, esforçado, divertido. Defeitos: Ganancioso, arrogante, cruel, egoísta.
HISTÓRIA.
Não era fácil se tornar um escolhido no clã Giovanni — ser um descendente direto dos venezianos não era garantia alguma —, muito menos quando sua transformação deveria ser aceita pelo próprio Príncipe para que pudesse acontecer. E antes mesmo de se provar digno da vida eterna, Arturo precisava primeiro desejá-la: entre os mortais, nem todos almejavam se tornar um Membro, e seus pais eram um exemplo disso. Os mais velhos contavam histórias sobre gloriosas e temíveis criaturas, fábulas que se provaram verdade quando o rapaz teve o primeiro contato com a parte imortal de sua família. E, sabendo que o seu destino estava mais longe do que cuidar de uma pequena loja na Pequena Itália, começou a prestar serviços e mostrar-se disposto a fazer qualquer coisa pelos chefes da La Famiglia.
Apesar de ter começado como um homem e viver plenamente até os seus vinte e oito anos, Arturo não se recorda muito bem de como era naquela época. As memórias que lhe importam são do começo da vida vampírica, presenciando uma das leis mais rigorosas da história dos Estados Unidos. Durante a Proibição não estava atuando em Eden, e sim em Nova York, fornecendo bebidas à bares clandestinos e facilitando o caminho para a distribuição de armas. Como qualquer bom vendedor, não fazia distinção de seus clientes: de um trabalhador até um membro do congresso, sua única preocupação era receber o alto preço de uma garrafa de whisky importado. Apesar de estarem no auge da Grande Depressão, Arturo continuava impecável em seus ternos italianos, passando uma mensagem muito clara do poder que tinha.
Mesmo distante de seu jeito como um humano, sempre foi uma criatura bem educada e receptiva, como se tivesse um apreço por boas histórias ou entretenimento. A morte de sua mãe por velhice o conectou com sua habilidade de necromancia, e Arturo decidiu sair das atividades nas ruas para se dedicar completamente à auxiliar na Funerária Golconda. Eventualmente, se responsabilizou por cuidar dos corpos, garantindo que estes estivessem em condições apresentáveis em funerais. Eden é sua cidade favorita e certamente ficaria mais tempo ali se pudesse, mas o vampiro costuma se mudar para evitar suspeitas, voltando com algumas décadas de folga como um bisneto ou coisa parecida. Atualmente usa di Angelis para se esconder, o nome de solteira de sua mãe, e costuma trocar de nome quando se muda. Querendo ou não, ela era sua conexão com o Homem dentro de si.
Não tinha o menor apreço pela Máscara, mas a mantinha por conta da política da boa vizinhança. A personalidade calma e o olhar atencioso não passavam de uma mentira para encobrir a Besta, que gostava de caçar outros vampiros e morder humanos — estes que dificilmente resistiam a dor de sua mordida, desmaiando ou morrendo por conta dela. Um pequeno preço a se pagar por uma alimentação bem feita, já que raramente achava um humano interessante de verdade e mal se importava com os mesmos. Mesmo sendo frio com os humanos, é um homem de família e faria qualquer coisa pelo seu clã.
@nesfantpontos.


















