Se fosse sincera, Elizabeth não tinha ideia do porquê de ter sido chamada para aquela festa. Os Sims podiam ser originários de Eden, mas sua influência na cidade era quase mínima — quando eram lembrados, a memória vinha permeada de tristeza, choque e melancolia, os pobres coitados que morreram na floresta. O convite também não devia ser mérito seu, já que estava de volta à cidade há menos de um ano e não fizera nada neste meio tempo para chamar a atenção da Amaranth Company ou de Carmilla Sevilla. Bom, esperava que não. Ele ainda chegara a sua porta, no entanto, e Elizabeth não queria dizer que recusara um convite para uma festa da mulher mais influente da cidade, então compareceu. Usava um de seus ternos de trabalho, o mais sofisticado que possuía (o que não era muita coisa), mas, em vez de usar uma blusa por baixo do paletó branco, abotoou-o sobre o sutiã e deixou-o aberto o suficiente para ainda expor um pouquinho de pele. Em nada enganaria os podres de rico de Eden, porém, se encontrasse outros perdidos como ela, talvez causasse uma boa impressão.
“Uma baita de uma festa, não é?” Perguntou para a pessoa ao seu lado, apenas para puxar assunto, pois sequer sabia o que fazer naquele lugar. “Não sei se o timing foi dos melhores, mas… quem sou eu para falar de um morto que nem conhecia.” A percepção de que sua fala podia ser mal interpretada veio um segundo mais tarde, logo após as palavras saírem de sua boca. “Meu Deus, que escrota. Desculpa. Você… conhecia Antonio D’Avila? Ou conhece Carmilla?”
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❝ Não, sério... Tem certeza que vai tomar isso aí? ❞ Indagou, indicando o copo alheio com um meneio de cabeça. ❝ Olha, não quero falar nada, não... Depois dizem que o Sid é fofoqueiro e tudo mais, mas... Esse povo rico de Eden é todo esquisito, deve ser alguma coisa na água. Se eu fosse você não aceitava nada que me oferecessem, mesmo lacrado. ❞ Avisou, no mesmo tom que um pai preocupado faria com um filho. Não que ele quisesse assumir aquele papel, mas seu altruísmo e proteção gritavam mais alto. ❝ E se você for um dos ricos... Desculpa qualquer coisa, mas você sabe o que é e é bonito assumir essas coisas, então não fica triste. Não é como se eu estivesse falando alguma mentira. ❞
Parece que AMBER FILIP HOFER foi confundido com LOGAN LERMAN enquanto passeava pelas ruas de Eden essa noite. Pertencendo ao clã TZIMISCE, da Seita SABAT, foi transformado em vampiro há VINTE E CINCO anos, mas ninguém diz que ele tem CINQUENTA ANOS, já que aparenta ser bem mais novo. Ganhou fama pela cidade não apenas por ser um HISTORIADOR E RESTAURADOR mas por se mostrar CHARMOSO E DEBOCHADO. De qualquer forma, eu só me importaria em não estar por perto quando o sol se pôr…
𝐓𝐀𝐒𝐊 ♔ 𝐂𝐎𝐍𝐍𝐄𝐂𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒 ♔ 𝐏𝐋𝐀𝐘𝐋𝐈𝐒𝐓 ♔ 𝐓𝐑𝐈𝐕𝐈𝐀
𝐏𝐄𝐑𝐅𝐈𝐋.
Nome: Amber Filip Hofer.
Apelidos: Flip (por sua mãe).
Idade aparente: Vinte e cinco anos.
Idade real: Cinquenta anos.
Local de Nascimento: Transilvânia, Romênia.
Data de Nascimento: 27. 10. 1973
Pais: Lisa Hofer e Mihai Iliescu.
Ocupação: Historiador e restaurador.
Signo: Escorpião.
Alinhamento Moral: Caótico Bom.
Qualidades: Charmoso, gentil, reservado, cavalheiro, sensível, protetor, tenaz.
Defeitos: Sarcástico, teimoso, vingativo, desconfiado, melancólico, rebelde, manipulador.
Gosta: História, pintar, desenhar, liberdade, esgrima, mitologia, silêncio, música, tocar violino, caminhadas ao ar livre, moda clássica, arquitetura gótica, contos de cavaleiros medievais, ser obedecido, escultura, seu sotaque, animais, cheiro de chocolate, humanos.
Não gosta: A visão da seita sobre humanos, crueldade, hipocrisia, soberba, ser subestimado, sapatos pontudos, roupas desconfortáveis, bebidas alcoólicas, violência desnecessária.
Inspirações: Alucard (Castlevania), Mikaela Hyakuya (Owari no Seraph), Caleb Widogast (The Mighty Nein), Evelyn O'Connel (The Mummy), Lara Croft (Tomb Raider).
𝐇𝐀𝐁𝐈𝐋𝐈𝐃𝐀𝐃𝐄.
Após sua transformação, Amber descobriu ter herdado a habilidade de Dominação, também conhecido como o ato de manipular ações, pensamentos e vontades de terceiros. À princípio, o rapaz apresentou bastante resistência no uso de seu poder, uma vez que, sendo mais conectado com seu lado humano do que o normal para um vampiro, ele manifestava diversas amarras éticas para usar livremente a manipulação de ações e pensamentos.
Com o tempo, porém, Amber passou a entender que ceder aos instintos e usar suas habilidades era uma questão de sobrevivência e de aceitação de sua nova condição. Assim, o jovem vampiro começou a usar da Dominação sempre que fosse necessário, rapidamente desenvolvendo uma afinidade com a habilidade ao perceber que um sentimento de deleite o tomava ao ser obedecido ou ao ver as coisas simplesmente se desenrolando a seu favor. Às vezes a sensação o assusta, contudo, a essa altura o Hofer acredita que existem coisas com as quais não vale a pena lutar e é melhor simplesmente abraçar — com toda a intenção do trocadilho — certos aspectos de sua natureza, de forma que, atualmente, ele possui um bom controle e até certo talento para usar a habilidade.
𝐃𝐈𝐄𝐓𝐀.
Inicialmente, Amber considerou alimentar-se apenas de animais, uma vez que a perspectiva de encarar humanos como ração ou gado nunca ressoou em seu — agora obsoleto — coração. No entanto, o rapaz era providenciado com bolsas de sangue em seu período de adaptação, de forma que atualmente ele evita a opção animal, desenvolvendo um certo paladar seletivo. Em outras palavras, ele só é fresco.
Apesar disso, Amber nunca mordeu um humano, saciando sua fome direto da fonte, pois as conexões que ainda possui com o mundo mundano o levam a ter certa aversão ao ato, especialmente se observado do ponto de vista de sua Seita, que prega a visão da existência humana apenas como alimento para sua espécie. A única maneira que ele vê isso acontecendo seria se um humano oferecesse o sangue para ele de bom grado, algo que não aconteceu até hoje, visto que o rapaz não é conhecido por estabelecer relações profundas ou duradouras, preferindo manter uma distância segura especificamente de humanos.
Por ação do destino que, quem sabe, decidiu ser um pouco mais gentil com o vampiro recém-transformado na época, a mãe de Amber trabalhava no hospital de Eden como enfermeira antes de se aposentar, de forma que o rapaz estabeleceu conexões através dela com as quais consegue bolsas de sangue até hoje. É claro que essas conexões não necessariamente sabem que casualmente entregaram uma bolsa de sangue ao Hofer, visto que é nesse tipo de situação que ele costuma usar sua habilidade, manipulando discretamente ações e pensamentos, afinal, basta que as bolsas sejam casualmente esquecidas ou deixadas em um local conveniente para que ele possa coletá-las.
Quem vê Amber — um charmoso e elegante cavalheiro moderno — andando pelas ruas de Old Town não imagina o amargurado coração que ele carrega ou os segredos que ele esconde por trás de seus pequenos sorrisos e gestos de gentileza. Diga-se de passagem, há quem diga que os olhos frios e todo o tom distante e misterioso é a cereja do bolo, o molho, o “je ne sais quoi” da aura que o rapaz emite e, consequentemente, o que o torna mais interessante e atraente. Um verdadeiro pesadelo para alguém que só deseja ser deixado em paz. Mas eu estou me adiantando, vamos voltar alguns anos para entender melhor a história desse garoto, especificamente, vamos retornar cinquenta anos atrás, quando Amber era apenas um bebezinho humano e inocente.
Amber Filip Hofer nasceu em 1973 na Transilvânia, fruto de um relacionamento entre uma universitária recém formada e um professor. Lisa Hofer era muito mais nova que o pai de seu filho e uma romântica incurável, embora nutrisse sentimentos genuínos pelo homem, não era correspondida. Mihai costumava cortejar suas alunas em segredo, mas era casado e tinha uma reputação a zelar, quaisquer juras de amor que fizera à aluna no passado permaneceria dessa maneira: no passado. No fim, Lisa foi enganada por um homem que a deixou sozinha e desempregada para criar um filho, enchendo sua conta bancária com toda a quantia necessária para comprar seu silêncio. Ela poderia ter sido mais orgulhosa e recusado o dinheiro, contudo, em sua perspectiva, o mínimo que aquele canalha poderia fazer era dar-lhe condições de proporcionar uma vida digna para aquela criança, à qual amava inimaginavelmente.
Lisa cortou todo e qualquer contato com Mihai e alugou um pequeno apartamento, onde passou a criar o filho sozinha após conseguir um emprego como enfermeira. Apesar da falta de uma figura paterna, Amber tinha uma vida feliz, com uma mãe carinhosa que ensinou-lhe o valor por trás de pequenos atos de gentileza. Em seu pequeno lar, ela lia histórias sobre heróis e cavaleiros para o menino, que ficava encantado quando o protagonista triunfava sobre o grande vilão. Quando criança, Amber era obcecado por histórias de cavaleiros medievais, possuindo uma pequena coleção de cavaleiros feitos de massinha — e confeccionados por ele mesmo — talvez tenha sido por isso que seu interesse por história eventualmente aflorou, fazendo com que decidisse ser historiador.
Era uma vida simples, mas satisfatória, na qual o garoto não desejava por mais nada a não ser, talvez, pela presença de um pai. Conforme crescia, as perguntas sobre o progenitor começaram a ficar mais constantes e insistentes e Lisa não tinha respostas satisfatórias para dar ao menino. Inicialmente, a mulher imaginou que ela fosse o suficiente para cuidar da criança, mas, como a ausência do pai parecia ser importante para Amber, ela decidiu remediar essa situação. E foi aí que os problemas começaram.
O primeiro padrasto veio quando Amber tinha oito anos e foi o menos ruim. Não ajudava em casa, gastava todo o dinheiro que ganhava em bebida e passava metade do dia xingando o menino ou mandando-o buscar mais cerveja. Pelo menos, a extensão de seu mau-caratismo parava aí e, normalmente, após estar completamente encharcado de álcool, o homem adormecia até o dia seguinte. O segundo veio cinco anos depois e era bem mais complicado que o primeiro, pois além do vício em apostas — que fazia com que gastasse todo o dinheiro de Lisa em jogos —, tinha o costume de agredir Amber sempre que o rapaz o desagradava, algo que se tornou constante, uma vez que o garoto não suportava nenhuma ofensa à ele ou à mãe em silêncio. Esse padrasto não durou tanto e, por um tempo, voltaram a morar apenas Lisa e Amber em seu pequeno apartamento.
Parecia que as coisas tinham voltado aos eixos, Amber estava completando dezessete anos e estava prestes a entrar na faculdade quando Lisa decidiu tentar uma terceira vez. Àquele ponto, já não era mais sobre propiciar uma figura paterna ao filho — que estava crescido e já estava cansado de homens estragando a vida de sua mãe — era sobre Lisa encontrar alguém que verdadeiramente a amasse. Parecia que não importava o quanto tentasse, ela não tinha sorte no amor, ou melhor, não conseguia encontrar sua alma gêmea, portanto, pediu ao filho que desse uma chance ao terceiro padrasto. Ele não era alcoólatra, nem viciado em jogos e também não batia em Amber, mas agredia Lisa constantemente. Depois, fingia culpa, pedia perdão, chorava, dizia que a amava e a convencia de que ela havia o forçado a fazer aquilo. O homem aproveitava para fazer isso quando Amber não estava em casa e tinha saído com os amigos ou para a escola, preparar-se para o ingresso na faculdade. Quando o rapaz chegava em casa, o grosso do problema já tinha passado, entretanto, sua mãe não podia esconder os hematomas para sempre, tampouco convencer-lhe de que tudo estava bem somente porque seu padrasto se comportava bem na sua frente.
Um dia, Amber pegou o homem no ato, enquanto agredia a mãe, e nunca sentiu tanta raiva em sua vida. Quando deu por si, já estava feito: quebrou uma garrafa de vinho cheia na cabeça do homem que, imediatamente, caiu no chão, a cabeça sangrando um rio. Estava morto? Não sabia, mas esperava que sim. Desejava que sim. Quer dizer, talvez não devesse desejar isso. De qualquer modo, Lisa caiu em desespero certa de que, se o homem acordasse, mataria Amber e, se permanecesse de olhos fechados, tornaria o filho um assassino. Movida pelo pânico e pelo desejo de proteger sua criança, pegou todas as economias e entrou em contato com uma velha amiga, que tinha mudado-se para os Estados Unidos há algum tempo e pareceu melhorar de vida em uma pequena cidade.
Assim, Amber mudou-se com a mãe para Eden, onde estabeleceram-se na lado leste da cidade, a área na qual a amiga de Lisa morava. Amber achava a cidade estranha por algum motivo, mas não a odiava, especialmente pela forma como sua mãe parecia estar entretida com seu novo trabalho no hospital. O rapaz então passou a se concentrar em seus estudos com menos preocupações, passando também a dedicar-se mais a alguns de seus hobbies, como pintura e escultura. Conforme os anos passavam, Amber tentava apenas viver sua vida, sem chamar atenção, entretanto, sem querer, acabava fazendo o oposto. Veja bem, um historiador romeno com respaldo acadêmico e que trabalha com restaurações dificilmente passa despercebido por Old Town, onde a História praticamente cria pernas e sai andando pelas ruas. Não apenas isso, ele tinha uma elegância e erudição que praticamente pertencia aos Tzimisce, ou pelo menos eles assim passaram a pensar, especialmente depois que o rapaz passou a ser chamado para trabalhar na preservação e restauração de determinadas partes do hotel de Vlad.
Por mais que o Hofer tivesse concepções risíveis sobre a humanidade, nutrindo certa admiração pela espécie devido a sua resiliência, inventividade e capacidade de compaixão, os Tzimisce decidiram fazer uma aposta: por quanto tempo ele pensaria assim uma vez que tivesse provado do doce sabor da imortalidade? Uma vez que fosse superior a todos eles? Porque eles podiam praticamente sentir toda a tristeza e a raiva engarrafada vibrando por trás daqueles olhos gelados. Foi apenas uma questão de tempo até que o Abraço de Amber acontecesse, forçando-o a sumir por cerca de um ano enquanto se adaptava à sua nova condição. Durante esse período, o jovem manteve contato com a mãe através de cartas, nas quais dizia estar viajando. O endereço do remetente sempre constava algum lugar distante, mas a verdade era que ele normalmente estava a apenas alguns minutos de distância, escondido em algum recanto do hotel Paradisus, onde consultava Vlad sempre que possível sobre as origens do clã, motivado por sua incurável curiosidade de historiador.
Quando retornou ao mundo, Amber compreendeu a aposta que os Tzimisce fizeram, afinal, ele era uma criatura sedenta por sangue humano irremediavelmente mergulhado naquele mundo mundano. Sua mãe era uma mulher humana, com a qual convivia diariamente e provavelmente preferiria morrer a machucá-la, sua profissão consistia em estudar a história humana e, por vezes, ensiná-la para outros humanos. Ele precisaria de um autocontrole enorme para ir contra sua natureza. Infelizmente, para os Tzimisce, eles, de fato, estavam corretos sobre seu pertencimento ao clã, uma vez que sua tenacidade era capaz de rivalizar com o vampiro mais experiente. Amber tinha um ponto a provar, ainda que de forma discreta, e teria sua vitória pessoal ao não se curvar diante de todos os ideais do Sabat. Ele não tem a intenção de rivalizar seu clã ou Vlad, até mesmo por ter desenvolvido respeito pelo líder e por seu apego às tradições, mas certamente não tem medo de ter seus próprios ideais e seu código de honra pessoal. A “besta interior” pode não ser contida, mas, da mesma forma que a luz não existe sem a escuridão, ela não pode existir sem a humanidade que restou dentro dele. Ou assim ele acredita, uma visão ingênua para vampiros mais velhos, no entanto, que certamente merece ser observada, afinal, não se sabe quantas pessoas Amber seria capaz de convencer com seu charme e lábia.
Por enquanto, Amber só quer viver sua vida da maneira mais simples e solitária possível, lendo livros, fazendo restaurações e cuidando de sua mãe, que já se tornou uma senhora aposentada enquanto, em contrapartida, ele permanece imutável. Seus planos, porém, parecem prestes a ser arruinados a qualquer minuto pelo atual estado do mundo vampírico. Honestamente, Amber acredita que todo vampiro é tão bosta quanto o pior dos seres humanos e não se importaria de ver todos eles em chamas, contudo, ele gostaria de permanecer bem vivo por trás da segurança da Máscara pelo menos até sua amada mãezinha ir bater um papo com Deus, então ele espera que a sociedade vampírica tenha a elegância de aguardar isso acontecer antes de entrar em completo caos e decadência.
"Caralho!", resmungou indo em direção a proa do iate, na expectativa de ficar sozinha.
Dani não acreditava que deu o azar de encontrar o homem sobre o qual publicou uma matéria na semana anterior. A manchete, destacada na capa do jornal Papiro Daily, dizia sem pudor: 'Homem misterioso revelado: entenda quem está por trás da falsificação das três obras do Le Musée d'Éternité', com a assinatura logo abaixo: 'por Doh Dani'. Ela não se arrependia, muito pelo contrário, estava orgulhosa de um trabalho tão minucioso em tão pouco tempo — além de sempre ter um sabor delicioso derrubar homens brancos, ricos e corruptos. Mas esse não era o ponto. A questão que a irritava era o fato de que, mesmo rastejando, aqueles parasitas filhos da puta ainda tinham seu valor. O sabor era amargo, no fim das contas.
O encontro, é claro, não foi dos melhores, ameaças e palavrões foram ditos, isso sem contar as ofensas misóginas ditas pelo filho da puta que não tirava o sorriso do rosto, como se estivesse feliz em vê-la.
"Mas que caralho!", chutou o chão de leve, procurando o maço de cigarros na bolsa preta.
Sequer olhava para frente quando não só encontrou o que queria, como fechou os olhos e contou até dez, tentando se livrar da irritação de uma nova dor de cabeça: estava sem cigarros.
"Puta que me pariu, viu!", praguejou e abriu os olhos, observando as luzes da cidade.
Decidida a extravasar, jogou a bolsa no chão de madeira e se aproximou do corrimão da proa. Ao segurar com firmeza no metal, começou a desabafar com a água, em coreano:
"Por que eu preciso passar por essas coisas? Já não é suficiente tudo o que vêm acontecendo?", perguntou retoricamente e respondeu a si mesma em seguida: "É, exatamente, não é justo!", bufou irritada e subiu em um dos corrimãos, inclinando o corpo para frente e se debruçando como uma criança inconsequente e dramática. "Shibal! Esse filho da puta! Se eu não tivesse no meio de uma festa e ele não fosse a porra de humano, seria uma estaca bem enfiada no peito! Só uma!"
Foi então que ouviu um barulho atrás de si e, ainda segurando firme na barra de ferro, ergueu o corpo olhando para trás, vendo muse. "Oi, tudo... bem?, foi a única coisa que disse, pensando no quão estranho deveria ser para a pessoa vê-la pendurada no corrimão de um iate parado, xingando em coreano, quase dando uma de Rose Dawson em Titanic.
❛ Quem pensou nessa festa estava certo. A última coisa com a qual precisamos nos preocupar agora é o fato de um corpo ter boiado no rio há pouco tempo. ❜ Soltou, com um riso baixo de escárnio escapando na sequência. Suspeitava de que deveria agir como leigo, apreciando a festa luxuosa como o professor de baixa renda que dizia ser, mas era inevitável tentar descobrir algo; impossível manter-se parado. Seus contatos no outro lado do oceano investigavam a vida de Antonio, mas até o momento não haviam tido muitos avanços, não precisando sobre quem ele havia sido ou onde havia estado antes de Eden. Era indício o suficiente para que Constantin criasse teorias, por obvio. ❛ Mas estou aberto a sugestões. ❜ Não comentava com ninguém em particular, e ainda que mostrar-se tão receptível à possibilidades o fizesse se sentir vulnerável — todos eram potenciais inimigos, afinal —, ele via como uma boa alternativa para descobrir mais de Eden e seus caricatos cidadãos. ❛ Roleta, ou poker? ❜
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qual o nome do seu personagem? há alguma razão por trás da escolha?
o nome de lenora é proveniente da protagonista de mesmo nome — lenora astalis — do livro angry god da l.j. shen. lenora não herdou muito da personagem cujo nome foi herdado, tendo em vista que a do livro é uma artista ousada e talentosa, enquanto ela é apenas uma apreciadora do mundo das artes, principalmente pinturas. não há muito por trás do sobrenome dela, que eu encontrei em uma pesquisa por sobrenomes de origem tailandesa. em ic foi a própria lenora que escolheu seu nome quando ficou mais velha, substituindo seu nome tailandês que sempre gerou grande dificuldade na pronúncia. ela também o encontrou em um livro. somente em casa seus pais a chamam por seu verdadeiro nome, tipnaree, um nome que foi ao túmulo com eles.
quais os objetivos dele em eden?
lenora nasceu e viveu durante toda a sua vida em eden e sempre sofreu de uma paixão arrebatadora por todo o leque artístico oferecido pela cidade, é claro que ela somente pôde acessá-lo de fato quando se juntou ao clã toreador.
cite, pelo menos, 3 inspos que combinam com seu char.
kim dali (dali & cocky prince), camille (emily in paris) e eun taehee (the great seducer).
descreva seu personagem em 5 aesthetics.
cigarros de menta, brilho labial, saltos louboutin, perfume floral e margaridas.
qual aspecto do clã escolhido você mais gostaria de explorar com o personagem?
lenora possui todos os atributos característicos de seu clã, bem como uma relação tranquila e amena com seus membros por partilharem de interesses e ideais muito parecidos. por isso, pretendo explorar o outro lado disso também, podem realmente seres tão parecidos se darem bem quando a própria física diz que os os iguais se repelem? lenora realmente concorda com todos os ideais pregados pelo toreador e pela própria camarilla?
como seu personagem lida com os humanos e sua alimentação?
a relação de lenora com os humanos é agridoce; ela não vê incômodo algum em se alimentar deles quando necessário, na verdade, considera-os uma parte importante de sua dieta. entretanto, ela detesta olhá-los e se recordar de tudo o que a sua vida como mortal friamente a roubou, é nisso que pensa todas as vezes em que se alimenta de um, visualiza isso como um presente, uma compensação.
liste os tipos de interação que mais te agradam e que gostaria de desenvolver na dash.
não sou muito seletiva quanto a interações, apenas busco interações que possam contribuir para o desenvolvimento da minha personagem, mesmo que minimamente. como alguém que, apesar de tudo, não possui a personalidade muito fácil pode ser difícil para lenora se conectar com pessoas de fora de seu clã, principalmente se não houver um interesse em comum com o humano ou vampiro. entretanto, isso não significa que eu não estou disposta a combinar qualquer tipo de relação com ela! eu gostaria muito de alguém que tenha conhecido a lenora quando ela ainda era humana, mesmo que o contato tenha sido breve. alguém que a faça enxergar um outro lado dos humanos, mostrando que eles não são seres tão terríveis quanto ela, ironicamente, pensa. alguém que goste tanto de pinturas quanto ela… enfim, as possibilidades são infinitas!
Arturo fez questão de usar um dos seus ternos italianos mais caros para estar impecável no evento, tanto por se tratar de Carmilla, quanto por ser algo financiado pelo Sabat. Esse era o tipo de ambiente que gostava, pois o lembrava dos tempos animados que viveu durante a Proibição. A única coisa que não é recomendada é desafiá-lo para uma rodada no Cassino, pois ele definitivamente não nasceu ontem e o seu blefe está em dia.
❛ A Companhia Amaranth não possui ligação alguma com a chuva de sangue, e Esperanza Sevilla não faz parte dos illuminati. Fico contente por esclarecer suas dúvidas, até mais. ❜ A voz, falsamente simpática, era soprada contra o aparelho celular, bastando que se despedisse para que deixasse um longo suspiro escapar. Os jornalistas só acresciam aos problemas desde que aquele maldito fenômeno havia ocorrido, e a cada ligação de um humano ignorante maior era a vontade de Catalina em revirar os olhos ou, ocasionalmente, fincar suas presas em algum pescoço. ❛ Se possuir alguma pergunta espere eu terminar o meu café. ❜ Anunciou, elevando o indicador no ar em direção à pessoa que notou se aproximar, ainda que não fizesse ideia se realmente queria falar com ela, ou não.