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Em situações normais, ele nĂŁo poderia se importar menos com a ameaça da ligação. Com o dinheiro que tinha, nada lhe aconteceria. AlĂ©m do mais, se analisasse friamente a situação, a polĂcia nada tinha que fazer ali considerando que Timoteo nĂŁo se negaria a pagar pelo conserto. As coisas ficavam sĂł um pouco complicadas considerando as coisas que ele tinha no carro, que definitivamente nĂŁo deveriam ser encontradas por policiais. Mas mesmo que gozasse dos benefĂcios do dinheiro e renome dos pais, um latino tatuado com drogas no carro… bom, ele provavelmente levaria uma boa surra antes de sequer tentarem descobrir de quem se tratava. E Flores definitivamente nĂŁo tinha intenção de passar por aquilo. “Ok, ok, calma” Pediu, erguendo as mĂŁos como que em rendição, bloqueando o caminho da jovem com o corpo para impedir que ela ultrapassasse. Se saĂsse de sua visĂŁo, nĂŁo duvidava nada que ela faria um escândalo para a polĂcia de fato. “A gente resolve isso num boa, gatinha. É sĂł ligar pro seguro, beleza? Pronto” Pegou o celular no bolso para que demonstrasse a ela como seria fácil resolver toda a situação.Â
Trombou levemente com o corpo do homem quando ele entrou na sua frente, deu um passo para atrás tentando fugir da vulnerabilidade que sentia por estar tĂŁo prĂłxima ao rapaz. Respirou fundo e cerrou os olhos. Ele tinha razĂŁo. Seu pai nĂŁo gostaria nada que a menina aparecesse na delegacia, mesmo como reclamante, a reputação como juiz e de o patriarca de uma famĂlia perfeita era algo que o homem protegia a qualquer custo, e alĂ©m do mais, aquele nĂŁo era um bom momento para começar uma briga com o Sr. Pearson, afinal, tinha acabado de bater o carro. Fechou o celular e cruzou os braços. “Tudo bem...” deu-se por vencida “Vou te poupar de tirar uma foto na delegacia, com certeza nĂŁo iria ficar boa” disse ácida, sorriu de maneira sarcástica e começou a caminhar em direção ao seu prĂłprio carro.

















